ERROL FLYNN (1909-1959)

Dotado de belos traços fisionômicos, porte atlético, sorriso irresistível e transmitindo vitalidade e simpatia, Errol Flynn sabia vestir os trajes de época, manejar a espada e se aproximar das mulheres com elegância, tornando-se uma personalidade incomparável de herói romântico do filme de aventura.

INFÂNCIA E JUVENTUDE

ERROL Leslie Thomson Flynn nasceu em Hobart, Tasmânia, a 20 de junho de 1909, filho do Professor universitário de biologia Theodore Thomson Flynn e Marelle Young. Na escola, revelou-se aluno dedicado aos esportes, particularmente a natação e o boxe, mas pouco aplicado nos estudos. Após ser expulso dos colégios que freqüentou na Austrália e na Inglaterra, arrumou o primeiro emprego em 1926 numa companhia de navegação de Sydney e depois, na Nova Guiné, deu duro numa repartição do governo e numa plantação de copra. Mais tarde, dissolveu a sociedade que fizera para explorar uma pequena escuna e acabou se metendo no negócio ilícito de tráfico de mão-de-obra nativa para a mineração.

Flynn, ao lado de Enid Lyons, aos nove anos.

Aos 20 anos, retornou a Sydney, investiu num velho barco, batizado depois com o nome de “Sirocco”, e tomou a decisão de navegar de novo rumo à Nova Guiné, numa viagem aventurosa de sete meses que seria o tema de seu primeiro livro, Beam Ends, publicado em 1937. Chegando são e salvo, finalmente se estabeleceu como gerente de uma plantação de fumo em Laloki e, nessa ocasião, ganhou também algum dinheiro escrevendo artigos para o Sydney Bulletin. Foi então que o destino mudou sua vida.

NO CINEMA

O produtor/diretor australiano Charles Chauvel tinha fotografias de Flynn e lhe ofereceu um papel no seu filme In the Wake of the Bounty/1933, como Fletcher Christian. Ele trabalhou durante três semanas “sem ter a menor idéia do que estava fazendo, exceto que era ator na fita”. Esta acabou não sendo lançada comercialmente, e a MGM compraria os direitos ao realizar O Grande Motim/1935 (Frank Lloyd), aproveitando alguns trechos em dois shorts (Primitive Pitcairn e Pictcairn Island Today), na propaganda desta sua produção.

Sem conseguir outras oportunidades na Austrália, Flynn partiu para a Inglaterra, onde chegou na primavera de 1933. O jovem tasmaniano tentou em vão se infiltrar nos estúdios cinematográficos de Londres e, ouvindo falar à respeito da contratação de atores para a Northampton Repertory Company, entrou na fila de candidatos. Ali adquiriu experiência no tablado, interpretando até Otelo, de Shakespeare (“o pior Otelo na história do teatro inglês”) ao lado de Freda Jackson, uma Desdêmona cujo hálito de cebola era difícil de suportar nas cenas de maior intimidade entre o Mouro e sua amada.

Seus atributos físicos e um pouco de audácia para obter uma entrevista com Irvin Asher proporcionaram sua admissão na Warner Brothers, em Teddington, onde lhe deram o papel de um repórter em Murder at Monte Carlo/1935, de Ralph Ince. A Warner lhe ofereceu um contrato de 150 dólares semanais e o moço foi para a América, apresentando-se em Burbank, Califórnia, pronto para tudo.

Errol Flynn em “Murder in Monte Carlo” (1935), co-estrelando Eve Gray.

Flynn teve a primeira oportunidade em A Noiva Curiosa/The Case of the Curious Bride/1935, a segunda das quatro fitas de mistério com o advogado-detetive Perry Mason (Warren William). Nesta produção “B”, dirigida por Michael Curtiz, ele é o marido da protagonista (Margaret Lindsay), cliente de Mason, e surge em apenas duas cenas: numa, como cadáver; noutra, num flashback, sem pronunciar uma só palavra. Assim que terminaram as filmagens, o rapagão iniciou um romance com Lili Damita, e os dois se casaram a 5 de maio de 1935.

Flynn surgiu de novo num filme estrelado por Warren William, Don’t Bet On Blondes/1935, de Robert Florey, como um playboy que se apaixonava pela filha de um ricaço do Kentucky (Claire Dodd); mas quem conquistava definitivamente o coração da moça era William.

“CAPITÃO BLOOD”

EXTREMAMENTE popular na década de 20, quando fez a glória de Douglas Fairbanks, a aventura de época voltou às telas em 1934 com as adaptações de A Ilha do Tesouro (Victor Fleming) e O Conde de Monte Cristo (Rowland V. Lee). No ano seguinte, a MGM preparou O Grande Motim, e a Warner, animada por estes êxitos, resolveu refilmar Capitão Blood/Capitain Blood/1935, baseado no romance de Rafael Sabatini. Os direitos de filmagem foram adquiridos quando o estúdio comprou a companhia Vitagraph que, em 1923, havia realizado uma primeira versão da história, estrelada por J. M. Kerrigan. Na nova fita, escolheram o ator inglês Robert Donat para ser Blood, mas, por questões contratuais, Donat abandonou o projeto na última hora. o diretor Michael Curtiz decidiu fazer um teste com Flynn, que aprovou no papel de Peter Blood, e outra novata, Olivia de Havilland, assumiu o lado romântico em lugar da anteriormente escalada, Jean Muir. A ampla resposta popular à realização converteu ambos em astros, forçando novos encontros dos dois noutros sete filmes.

Olivia de Havilland e Errol Flynn em Captain Blood (1935).

Capitão Blood marcou também o verdadeiro início da colaboração entre Curtiz e Flynn que se estenderia por mais 10 fitas até 1941, responsáveis diretas pela consolidação do prestígio do ator. Ação, humor e romance — fórmula básica da dupla Curtiz-Flynn — foram forjados com técnica e senso rítmico impecáveis. Os navios e mesmo a cidade de Port-Royal eram miniaturas, habilmente conjugadas com tomadas de cenários construídos em tamanho natural e com trechos do Capitão Blood mudo e da primeira versão de O Gavião do Mar, de 1924.

Estreando como autor de partituras originais para cinema, o tcheco Erich Wolfgang Korngold criou uma vibrante composição que, aliada à excitante narrativa e à adequação dos intérpretes, fez com que a fita resistisse ao tempo.

Logo após, Flynn apareceu num curta-metragem em Technicolor da MGM, Pirate Party on Catalina Island, junto de Lili Damita e outros astros como Marion Davies, Cary Grant, John Gilbert, Virgínia Bruce, Chester Morris, etc. Sua agente, Minna Wallis, irmã de Hal Wallis, tentou conseguir para ele o papel de Romeu no Romeu e Julieta, de George Cukor, e Flynn chegou a se encontrar com Irving Thalberg; mas Leslie Howard teve mais sorte.

“A CARGA DA BRIGADA LIGEIRA”

UM dos filmes mais lembrados sobre o Império Britânico durante a época Vitoriana, A Carga da Brigada Ligeira/The Charge of the Light Brigade/1936, tornou-se um clássico no gênero e o ponto culminante foi a famosa carga de cavalaria, montada à maneira de Eisenstein por Michael Curtiz e pelo especialista em seqüências de ação de segunda unidade, B. Reeves Eason, com o apoio da foto de Sol Polito e do score de Max Steiner. Reunidos novamente, Flynn e Olivia de Havilland (substituindo Anita Louise) deram conta dos personagens com, eficiência, coadjuvados por Patrick Knowles, Nigel Bruce e David Niven, três ingleses importados por Hollywood.

Em seguida, na pele de um cirurgião idealista, Flynn participou, ao lado de Margaret Lindsay e Anita Louise, e sob as ordens de Frank Borzage, da filmagem de Luz de Esperança/Green Light/1937, extraído do best-seller de Lloyd C. Douglas, o ministro luterano que se tornou romancista. Melodrama arrastado, cheio de pregação moral, a fita foi mal recebida pelos críticos, mas o público abriu o sinal verde, garantindo os lucros.

“O PRÍNCIPE E O MENDIGO”

NO mesmo ano, o ator praticamente serviu de coadjuvante — como chamariz de bilheteria — para os gêmeos Billy e Bobby Mauch, atrações principais da adaptação do conhecido romance de Mark Twain, O Príncipe e o Mendigo/The Prince and the Pauper (FOTO ABAIXO), levado à tela por William Keighley. Flynn teve pouca coisa a fazer, entre elas, travar um duelo com Alan Hale que se tornaria seu amigo particular e contracenaria com ele em mais 11 fitas além desta.

MAIS DOIS FILMES

NOUTROS dois filmes realizados ainda em 1937, Outra Aurora/Another Dawn, de William Dieterle, e O Homem Perfeito/The Perfect Specimen, de Michael Curtiz, Flynn se meteu respectivamente numa tediosa história de amor e numa comédia agradável, baseada num texto de Samuel Hopkins Adams, o autor de Aconteceu Naquela, Noite (Frank Capra). No primeiro, era um oficial britânico servindo num forte no Saara que se apaixonava pela esposa do comandante (Kay Francis); no segundo, um esbelto milionário, criado em reclusão por uma tia tirânica (May Robson) que aprendia com uma jornalista (Joan Blondell) a conviver com seus semelhantes.

AS AVENTURAS DE ROBIN HOOD

A Warner primeiramente pensou em filmar The Adventures of Robin Hood, em 1935, com James Cagney no papel do lendário fora-da-lei, mas, após o êxito de Capitão Blood, os chefes mudaram de idéia, e escolheram Errol Flynn, separando uma grana alta (1 milhão e 600 mil dólares) para os custos de produção. Em setembro de 1937, toda a equipe, sob o comando de William Keighley, viajou até o Bidwell Park, Chico, na Califórnia, para filmar as cenas da floresta de Sherwood.

B. Reeves Eason orientou algumas tomadas de segunda unidade. O campeão de arco-e-flecha, Howard Hill, encarregou-se de cravar aquela flecha bem no meio de outra na cena do torneio. enquanto Fred Cavens ensinava Flynn e Basil Rathbone a manejarem as espadas (tal como fizera em Capitão Blood). As cenas do duelo no desenlace, soberbamente iluminadas com sombras gigantescas dos esgrimistas numa das colunas do castelo, foram dirigidas pelo húngaro perfeccionista, Michael Curtiz que, substituindo Keighley, ocupou-se de todas as tomadas em interiores (sets de Carl Jules Weyl, Oscar pela Direção de Arte) e alguns exteriores adicionais perto do lago Sherwood, a oeste de San Fernando Valley.

Sublinhando percussivamente os lances da história, Erich Korngold compôs uma verdadeira obra-prima de partitura (premiada com o Oscar), o novo processo Technicolor tricromático jamais se encaixou tão bem num filme (com o experto W. Howard Greene assessorando os craques Sol Polito e Tony Gaudio) e a montagem de Ralph Lawson arrebatou também a estatueta da Academia. As Aventuras de Robin Hood é um filme empolgante e a interpretação de Flynn permanecerá inesquecível na memória dos fãs.

1938: MAIS DOIS FILMES

MUDANDO de gênero, Flynn trabalhou subseqüentemente numa screwball comedy, Amando Sem Saber/Four’s a Crowd/1938, dirigida por Michael Curtiz, focalizando as complicações amorosas de um quarteto — Flynn, Olivia de Havilland, Patric Knowles, Rosalind Russel; mas, no final, ele ficava não com Olivia, mas com Rosalind. Com As Irmãs/The Sisters/1938, surgiu a oportunidade de demonstrar algum talento dramático, vivendo um repórter de São Francisco, inseguro e imaturo, com tendência para o alcoolismo, que se casa com uma das irmãs do título (Bette Davis), filhas de um farmacêutico do interior de Montana. Entretanto, a fita pertenceu essencialmente a Bette, com admirável interpretação, vigiada por Anatole Litvak. Para a montagem das cenas de terremoto foi aproveitado o stock-footage de Rainha do Pacífico/1927 (Alan Crosland). E, numa ponta… Susan Hayward. Quando a Warner propôs a David O’Selznick financiar …E o Vento Levou por 25% dos lucros, se fossem contratados Bette Davis e Errol Flynn como Rhet Butler e Scarlett O’Hara, Bette recusou trabalhar ao lado do ator, embora sempre tivesse ambicionado o papel da heroína de Margaret Mitchell.

“A PATRULHA DA MADRUGADA”

A versão original de A Patrulha da Madrugada/The Dawn Patrol/1938 fora produzida em 1930 e dirigida por Howard Hawks, durante o cicio de fitas sobre a Primeira Guerra Mundial, que incluiu Asas/1928 (William Wellmann) e Anjos do Inferno/1930 (Howard Hughes). Oito anos depois, a Warner resolveu refilmar a história com um elenco todo composto de atores ingleses, liderados por Basil Rathbone, Flynn e David Niven (FOTO ACIMA) nos papéis antes vividos por Richard Barthelmess, Neli Hamilton e Douglas Fairbanks Jr. O roteiro da primeira versão foi inteiramente seguido (com exceção dos diálogos) e as cenas aéreas eram as mesmas, inserindo-se os close-ups dos novos atores nos aviões por intermédio de process-shots. Edmung Goulding supervisionou tudo com equilíbrio e boa percepção fílmica.

“UMA CIDADE QUE SURGE”

AFINAL chegou a vez de Flynn entrar num faroeste, Uma Cidade Que Surge/Dodge City/1939, dirigido por Michael Curtiz, como um soldado mercenário irlandês, transplantado para Dodge City, onde vira Xerife e traz a lei e a ordem. Foi o primeiro dos oito westerns que ele fez num período de onze anos e um dos mais representativos do seu trabalho no gênero juntamente com Estrada de Santa Fé e O Intrépido General Custer.

“MEU REINO POR UM AMOR”

POR ocasião das filmagens de Meu Reino Por um Amor/The Private Lives of Elizabeth and Essex/1939, adaptação de uma peça de Max Anderson, Flynn era um dos astros campeões de bilheteria nos Estados Unidos, faturando 6 mil dólares por semana, mais do que ganhava Bette Davis, a big-star da Warner. Davis adorou a idéia de encarnar a Rainha Elizabeth e pediu Laurence Olivier no papel de Essex. O estúdio, porém, em vez de Olivier colocou Flynn, e a usual companheira deste, Olivia de Havilland, ficou de dama de Sua Majestade, todos sob direção de Curtiz.

Numa cena em que Elizabeth dava um tapa em Essex na frente de centenas de figurantes, Bette, usando pesados anéis, acertou Flynn com toda a força. Atordoado, ele ouviu, Curtiz gritar: “Tudo bem, pessoal: Vamos repetir a cena!”. Furioso, foi procurá-la no camarim e lhe disse para não fazer aquilo de novo, decidido a revidar a agressão, se ela não atendesse seu pedido. A atriz respondeu-lhe que não sabia fazer a cena de outro jeito, mas, quando as câmaras voltaram a rodar, após um grande suspense, e ante o olhar homicida do galã, a mão de Mrs. Davis passou-lhe rente ao rosto, sem atingi-1o, e a cena foi considerada tecnicamente perfeita. Apesar de suas brigas com Flynn, Bette assim o descreveria mais tarde: “Simpático, arrogante e absolutamente encantador.”

VIDA PARTICULAR

Errol Flynn & Lili Damita

A esta altura, embora ainda casado com Lili Damita, ele tinha suas aventuras, valendo a pena contar a saborosa cena de amor com a atriz Lupe Velez, narrada na sua autobiografia My Wicked, Wicked Ways (Flynn escreveu também um outro livro, Showdown e alguns roteiros) com muita graça. Contou ele que estava agarrado com Lupe quando, de repente, ela saltou da cama peladinha, e foi se ajoelhar diante da imagem de uma santa, para pedir perdão pelos seus pecados; terminada a reza, retornou aos braços do amante que ficara observando espantado a devoção da doidinha mexicana. Com Lili, Flynn teve um filho, Sean, que também trabalhou no Cinema e, há pouco tempo, como fotógrafo da revista Paris-Match, ao fazer a cobertura da Guerra do Vietnã, desapareceu no Camboja, sem deixar traço.

“CARAVANA DO OURO”

FLYNN retornou ao oeste em Caravana do Ouro/Virgínia City/1940, de Michael Curtiz, numa trama de espionagem durante a Guerra Civil Americana. No elenco, Randolph Scott, Miriam Hopkins, Humphrey Bogart e os habituais comparsas, Guinn “Big Boy” Williams e Alan Hale. Alguém disse que o script era tão duro quanto a madeira dos vagões da Wells Fargo; mas a fita tem defensores.

“O GAVIÃO DO MAR”

EM 1924, a First National havia produzido uma dispendiosa versão de O Gavião do Mar, dirigida por Frank Lloyd, bastante fiel ao livro de Rafael Sabatini, com Milton Sins e, ao comprar aquela companhia, a Warner encarregou Delmer Daves de preparar uma adaptação para a refilmagem. Mais tarde, foi posta de lado a intriga imaginada por Sabatini e o roteiro de Daves e utilizada uma história de Seton L. Miller, Beggars of the Sea, revista por Howard Koch.

A produção de O Gavião do Mar/The Sea Hawk/1940 ‘aproveitou os “vistosos trajes e acessórios de Meu Reino Por um Amor, tomadas de arquivo das cenas de batalha das duas versões de Capitão Blood e da fita com Sills e galeras de verdade (especialmente construídas e ancoradas num vasto tanque no estúdio) que foram mescladas na montagem com maquetes.

Os pontos mais altos do espetáculo foram a melodia retumbante de Korngold e a fotografia contrastada em preto e branco de Sol Polito, com os deslocamentos de câmara extraordinariamente eficientes, feitos sob controle do diretor Michael Curtiz, tornando-se antológica a seqüência puramente visual, marcada apenas pelo rufar de dois enormes tambores, quando os prisioneiros se livram das correntes e chegam até a cabina do capitão.

“A ESTRADA DE SANTA FÉ”

O segundo western, entre os três melhores de Flynn, A Estrada de Santa Fé/Santa Fe Trail/1940 (FOTO ABAIXO), de Michael Curtiz é movimentado (notadamente nas cenas de batalhas em Harper’s Ferry), tendo Ronald Reagan como o General Custer; Raymond Massey e Van Heflin roubando o filme, respectivamente como o líder abolicionista John Brown e o traidor Rader e, para os que gostam de detalhes, numa ponta, Suzanne Carnahan, que, depois, mudaria o nome artístico para Susan Peters. Flynn vive um valente oficial da União e Olivia de Havilland mais uma vez compõe o par romântico.

SANTA FE TRAIL, Errol Flynn, 1940

MAIS DOIS FILMES

EM seus dois filmes de 1942, Caminhando na Sombra/Footsteps in the Dark, de Lloyd Bacon, e Demônios do Céu/Dive Bomber, de Michael Curtiz, Flynn foge da rotina das period pictures. Em Caminhando na Sombra, comédia leve e moderna, ele é um consultor financeiro que, escondido da esposa (Brenda Marshall), funciona como criminologista amador.

Em Demônios do Céu, filme de propaganda guerreira glorificando a aviação naval, Flynn é o criador de uma roupa especial para suportar a pressão em grandes altitudes que causa a morte do comandante (Fred MacMurray) mas abre novos horizontes no campo do vôo atmosférico. Sobre a primeira fita fizeram uma piada: os “passos no escuro” eram dos espectadores saindo do cinema para comprarem pipocas; quanto à segunda, só causaram impacto as cenas aéreas.

TRÊS FILMES

NO auge da fama, Flynn foi preso e levado a julgamento sob acusação de ter seduzido duas menores e, mesmo ficando provado que elas tinham passado duvidoso, o episódio abalou-lhe a popularidade. Adiado o projeto de The Constant Nymph com Joan Leslie, no ano seguinte, despontaram três sucessos para Flynn, todos dirigidos por Raoul walsh: O Intrépido General Custer/They Died With Their Boots On, versão romântica da trajetória do controvertido General americano; Fugitivos do Inferno/Desperate Journey; aventura de guerra, com Ronald Reagan, Alan Hale, Arthur Kennedy, Ronald Sinclair e Flynn como pilotos abatidos em solo alemão, obstinadamente perseguidos pelo nazista Raymond Massey; e O Ídolo do Público/Gentleman Jim, biografia esportiva, baseada na vida do pugilista James J. Corbett, com excelentes lutas de boxe fotografadas por Sid Hickox e autêntico sabor de época.

Neste último, Flynn teve um de seus melhores papéis na tela. Dispensando o dublê, e assessorado pelo cronista esportivo Ed Cochrane, verdadeira autoridade em Corbett, ele assimilou estilo revolucionário do campeão, imitando-o perfeitamente no ringue. A luta numa barcaça, na baía de São Francisco, e o combate contra John L. Sullivan (Ward Bond), em Nova Orleans, foram sensacionais, montados admiravalmente por Jack Killifer.

1943: MAIS TRÊS FILMES

SEGUIRAM-SE na carreira do ator: Revolta/Edge of Darkness/ 1943, de Lewis Milestone, em que Flynn é um pescador norueguês, líder da resistência, noivo de Ann Sheridan; Graças à Minha Boa Estrela/Thank Your Lucky Star/1943, musical all-star de propaganda de guerra, dirigido por David Butler, onde cantava “That’s What You Jolly Well Get”; Perseguidos/Northern Pursuit/1943, de Raoul Walsh, com Flynn como o Polícia montada enfrentando um grupo de sabotadores do Eixo, e Três Dias de Glória/Uncertain Glory/1944, também de Walsh em que ele faz um criminoso francês fugitivo, perseguido por Paul Lukas, que se redime heroicamente salvando a vida de reféns dos alemães.

“UM PUNHADO DE BRAVOS”

EM 1945, Um Punhado de Bravos/Objective Burma!, que ficou na memória dos cinéfilos como um dos melhores filmes não só de Flynn como do diretor Raoul Walsh e do gênero de aventura de guerra. Uma dezena de pára-quedistas desce nas selvas da Birmânia com o objetivo de localizar e destruir uma estação de radar. Executada a missão, ficam encurralados na floresta, repleta de japoneses.

Usando o roteiro de Ranald Mac-Dougall e Lester Cole, baseado numa história de Alvah Bessie, o cineasta conseguiu transmitir toda a tensão do perigo, dependendo mais da imagem e do som incidental para desenvolver a narrativa que, em tom semidocumentário, apanhada pelas lentes de James Wong Howe, deixava, durante 142 minutos de projeção, os espectadores mergulhados em suspense e angústia. Por ironia, Flynn não pôde servir na Segunda Guerra por ter o coração dilatado e ser bastante vulnerável à malária.

“NUNCA ME DIGAS ADEUS”

EM Nunca me Digas Adeus/Never Say Goodbye/1946, Lewis R. Foster adaptou e I. A. L. Diamond e o diretor Jerome V. Kern escreveram o roteiro de uma comédia sobre um casal de divorciados (Flynn e Eleanor Parker), reaproximado pela filha de sete anos (FOTO ACIMA). Flynn canta um trecho de “Remember Me” e imita Humphrey Bogart. Numa cena, a garotinha cai na gargalhada, quando o pai ameaça quebrar o focinho do fuzileiro admirador de sua mãe. Flynn olha para ela e diz: “Bem, você acreditou em mim como Robin Hood, não foi?”.

QUATRO FILMES

CIDADE sem Lei/San Antonio/1945, de David Butler, uniu de novo Flynn com Alexis Smith (sua parceira em Demônios do Céu e Ídolo do Público), mostrando-o como criador de gado em luta com o inescrupuloso dono do saloon onde Alexis trabalha.

Errol Flynn em “San Antonio”, 1945

Mansão da Loucura/Cry Wolf/1947, de Peter Godfrey, contituiu-se numa das fitas menos típicas de Flynn, apresentando-o como cientista enfronhado numa intriga de mistério com Barbara Stanwick.

Quero-te Junto a mim/Escape me Never/1947, também de Godfrey, trouxe-o como um compositor, dividindo seu amor entre Ida Lupino e Eleanor Parker.

Sangue e Pirata/Silver River/1948, último filme de Flynn dirigido por Raoul Walsh, mostrava-o como um jogador envolvido em minas de prata e Ann Sheridan.

“AS AVENTURAS DE DON JUAN”

A Warner havia realizado um Don Juan em 1926 com John Barrymore, e uma vez que certos paralelos entre o legendário personagem e Barrymore/Flynn eram óbvios, a escolha de Flynn para revivê-lo não causou surpresa. A princípio planejado para 1945, com Walsh na direção, As Aventuras de Don Juan/Adventures of Don Juan só começou a ser rodado em 1949, depois de Max Brand e William Faulkner terem mexido no script (pelo qual foram oficialmente creditados George Oppenheimer e Nancy Kurnitz) e de terem sido tomadas algumas medidas para diminuir os custos.

A seqüência de um grande baile foi eliminada e inserida outra com vestuários e stock-lootage de Meu Reino por um Amor e pequenos trechos de As Aventuras de Robin Hood. Mesmo assim, o filme habilmente encenado por Vincent Sherman, saiu um bom entretenimento, graças outrossim à foto em Technicolor de Elwood Bredell, à partitura de Max Steiner e às excitantes cenas de duelo entre Flynn e Robert Douglas (substituindo George Colouris) passadas no cenário grandioso de uma enorme escadaria do palácio real.

A queda espetacular de Don Juan em cima de seu oponente foi feita por Jock Mahoney (depois um dos Tarzãs da tela), o único stuntman que topou a parada. Nora Eddington, então esposa de Flynn, aparece brevemente como a dama da carruagem; mas a vedete é a lindíssima Viveca Lindfors. Flynn teve dois filhos com Nora, Deirdre e Rory, e o casamento durou seis anos.

“MADEMOISELLE FIFI”

DEPOIS de As Aventuras de Don Juan, Flynn participou de Mademoiselle Fifi/It’s a Great Feeling/1949, curiosa sátira a Hollywood com história original de I. A. L. Diamond e vários cineastas (Michael Curtiz, King Vidor, Raoul Walsh e David Butler, o diretor da fita) e astros (Gary Cooper, Joan Crawford, Edward G. Robinson, Patricia Neal, Ronald Reagan, Jane Wyman, Eleanor Parker, Danny Kaye, Sydney Greenstreet) em rápidas aparições como convidados. No enredo, Dennis Morgan e Jack Carson (vivendo os papéis deles próprios), depois de muita luta, encontram um diretor para o filme que pretendem realizar, e convocam como estrela uma jovem garçonete (Doris Day), que, no final, desencantando-se com o cinema, volta a sua terra natal, e se casa com o antigo namorado (Errol Flynn).

NOVO CONTRATO COM A WARNER, EMPRESTADO À M.G.M.

EM novembro de 1947 o ator havia celebrado novo contrato com a Warner pelo qual teria direito a fazer um filme por ano fora do estúdio.

Em fins de 1948, foi emprestado à M.G.M. para contracenar com Greer Garson na adaptação da primeira parte da trilogia de John Galsworthy, The Forsyte Saga, intitulada A Glória de Amar/That Forsyte Woman. Sob controle de Compton Bennett, Flynn surpreendeu a todos pela eficiente composição do personagem, diferente de tudo o que havia feito antes (FOTO ACIMA).

DOIS “WESTERNS” RAZOÁVEIS

Dois westerns razoáveis sucederam-se no itinerário cinematográfico de Flynn: Montana, Terra Proibida/Montana/1950, de Ray Enright, no qual vivia um criador de ovelhas australiano em rusgas e amores com Alexis Smith, e Olhando a Morte de Frente/Rocky Mountain/1950, de William Keighley, como um oficial confederado tentando persuadir um grupo de fora-da-lei a ajudarem a causa sulista. Durante as filmagens deste último, conheceu Patrice Wymore, que se tornaria sua terceira esposa e lhe daria uma filha, Arnella.

“KIM”

A MGM lembrou Flynn para As Minas do Rei Salomão/King Solomon’s Mines (dir. de Compton Bennett). Ele, porém, preferiu estrelar Kim/Kim/1951, sob a direção de Victor Saville.

A fita, baseada no romance de Rudyard Kipling, era para ter sido feita em 1938, com Freddie Bartholomew e Robert Taylor, mas a guerra adiou o projeto. Este foi reativado em 1942, já com novo elenco (Mickey Rooney, Conrad Veidt, Basil Rathbone), mas terminou sendo arquivado. De turbante e barba ruiva, Flynn, como o espião Mahbub Ali, é apenas um coadjuvante do garoto Dean Stockwell (Kim), embora seu nome venha em primeiro lugar nos letreiros. Retornando das filmagens em locação de Kim, na índia, Flynn atuou num semidocumentário de mensagem pacifista, Hello God/1951 dirigido pelo ex-ator William Marshall, que permaneceu inédito nos E.U.A.

DECLÍNIO ARTÍSTICO

A partir deste ponto, acentuou-se seu declínio artístico. As Aventuras do Capitão Fabian/Adventures of Captais Fabian/1951, de William Marshall (substituindo Robert Florey), tinha Flynn como capitão de navio amando Micheline Presle.

Mara Maru/Mara Maru/1952, de Gordon Douglas, tinha Flynn como escafandrista amando Ruth Roman. Contra Todas as Bandeiras/Against All Flags/1952, de George Sherman, tinha Flynn como oficial de marinha amando Maureen O’Hara. Nenhum deles merece cotação acima de sofrível.

Errol Flynn e Maureen O’Hara no set de filmagem de Against All Flags

Neste último filme, uma curiosidade: faltando cinco dias para encerrar a filmagem, o ator quebrou o tornozelo e, na sua ausência, o navio que estava sendo usado foi alterado para servir a uma outra história de piratas, A Rainha dos Piratas/Buccaneer’s Girls/1952 (dir. de Frederick de Cordova). Cinco meses depois, o navio voltou a ficar como antes, e Contra Todas as Bandeiras pôde ser completado.

NA EUROPA

DEPOIS disso, o ator decidiu ficar na Europa, para fugir de ações de alimentos e fiscais propostas contra ele, tentando a sorte por lá. Num derradeiro filme para a Warner, produzido na Inglaterra Minha Espada, Minha Lei/The Master of the Ballantrae/1953, de William Keighley, baseado no romance de Robert L. Stevenson, ele defendia os Stuart na insurreição de 1745.

Errol Flynn no set de The Master of Ballantrae (1953)

Em Ousadia de Valentes/Crossed Swords/1954, de Milton Krims, co-produzido por italianos, fazia o papel de uma espécie de Don Juan, dando em cima de Gina Lollobrigida.

Ambos foram fotografados por Jack Cardiff, a quem Flynn encarregou a direção de William Tell no qual investiu 430 mil dólares do próprio bolso, contando arranjar o restante do dinheiro com os italianos. As filmagens começaram no Norte da Itália, mas seus sócios roeram a corda, e o projeto morreu.

Flynn então foi convidado por Herbert Wilcox para atuar com a esposa deste, Anna Neagle, em Let’s Make Up/1955, musical sentimental, rodado em preto e branco, porém cheio de flashbacks eastmancoloridos. Ainda na Inglaterra, participou de O Príncipe Negro/The Warriors/1955, de Henry Levin, como espadachim (sem a mesma agilidade de Outrora), e King’s Rhapsody/1955, de novo com o casal Wilcox e ao lado de sua mulher, Patrice Wymore.

NOVAMENTE EM HOLLYWOOD

RETORNANDO a Hollywood, após duas fitas medíocres, Estambul/Istanbul/1956, de Joseph Pevney, e Jogando com a Sorte/The Big Boodle/1957, de Richard Wilson, em que encarnou, pela ordem, um piloto aventureiro e um croupier de cassino cubano, teve uma “ressurreição” artística, por coincidência, vivendo três alcoólatras.

NO FIM, BONS DESEMPENHOS

O produtor Darryl Zanuck chamou-o para integrar o elenco de E Agora Brilha o Sol/The Sun Also Rises/1957, de Henry King, extraído do romance de Hemingway e estrelado por Ava Gardner e Tyrone Power, e ele interpretou com muita diligência seu papel.

Repetiu a dose em O Gosto Amargo da Glória/Too Much, Too Soon/1958, de Art Napoleon, como John Barrymore, e em Raízes do Céu/The Roots of Heaven/1958, de John Huston, como o desertor que se une ao idealista Morel (Trevor Howard) na sua cruzada para preservar os elefantes africanos.

Errol Flynn em “The Roots of Heaven” (1958). 

A filmografia de Flynn poderia ter se encerrado dignamente com Raízes do Céu, mas infelizmente o ator fez ainda Cuban Rebel Girls/1959, de Barry Mahon, semidocumentário escrito e narrado por ele mesmo e co-estrelado por sua última namorada Beverly Aadams.

A MORTE

A 20 de outubro de 1959, destruído pela bebida, pelas drogas, por problemas emocionais e várias doenças, Errol Flynn faleceu aos 50 anos de idade.

Flynn em uma de suas últimas fotos.

No seu funeral Jack Warner disse: “Era um dos homens mais encantadores e trágicos que conheci”.

CUBAN REBEL GIRL (Cuban Rebel Girls, 1959 – USA)
The American Correspondent


GOODYEAR THEATRE (TV Series)
‘Doc’ Boatwright

  • The Golden Shanty (1959)

THE RED SKELTON SHOW (TV Series)
‘The Duke’ – Gentleman Hobo

  • Freddie’s Beat Shack (1959)

RAÍZES DO CÉU (The Roots of Heaven, 1958 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 15 de outubro de 1958

SINOPSE: Em Fort Lamy (atual N’Djamena), no Tchad, o idealista Morel lança uma campanha solitária para salvar o elefante de ser extinto. Primeiramente ele só encontra apoio de Minna, recepcionista da única boite da cidade, que está apaixonada por ele; e do negligente ex-Major do Exército Britânico, Forsythe. Sua cruzada aumenta em força e logo ele se vê cercado por uma estranha diversidade de personagens: de Cy Sedgewick, um comentarista de TV dos EUA ao pragmático Waitari, líder dum movimento Pan-Africano; de um fotógrafo a um assistente do governo ordenado a detê-lo, e aí novo problema começa.

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SOBRE O FILME: Em meados dos anos 40, ainda durante a Segunda Guerra, o diretor John Hunston  estava em Los Angeles finalizando algum de seus documentários filmados em campo de batalha. Huston, ao lado de John Ford, Frank Capra, William Willer e outros, contribuiu com o exército americano registrando imagens da guerra. Enfim, o fato é que neste período em que estava em LA, Huston passava os dias entre o trabalho e um bocado de festas. Segundo as palavras do próprio diretor, “Tendo acabado de voltar ao trabalho com heróis de verdade, não estava com vontade de aguentar a subespécie cinematográfica. Foi com essa disposição e ânimo que encontrei Errol Flynn parado no saguão durante uma recepção na casa de David O. Selznick“.

Flynn estava já com um copo de uísque na mão, como lhe era habitual. Devia ter enchido a cara… E Huston conta que o sujeito andava a procura de confusão. Não demorou muito, Flynn chamou a mulher que Huston estava paquerando na época de alguma coisa não muito agradável, Huston retrucou sem muita gentileza e ambos acabaram procurando um local mais isolado, ao fundo dos jardins, para chegarem às “vias de fato”.

Essa história é uma das melhores entre as tantas que Huston conta em sua biografia e que vale a leitura de cada palavra, cada linha, cada descrição… Mas, para resumir, a luta entre Errol Flynn e John Huston realmente aconteceu neste dia, ambos eram pugilistas e trocaram socos violentos por quase uma hora, sem golpes sujos e tudo dentro das normas do Marquês de Queensberry, ou seja, as regras oficiais do boxe. Detalhe que foi visto com grande decência para ambos oponentes.

A coisa foi  tão respeitosa entre os dois que, na manhã seguinte, Flynn ligou para Huston para saber como o diretor estava passando (só para constar, o ator foi parar no hospital com algumas costelas quebradas). Todo esse respeito fez com que Huston tivesse sempre Flynn em alta estima. No fim dos anos 50, o diretor foi escalado para dirigir um filme na África em que um dos atores contratados era Errol Flynn. “Ele apareceu logo depois da nossa chegada e nós dois nos apertamos as mãos. Era o nosso primeiro encontro desde aquela noite sanguinolenta séculos atrás“. O filme: RAÍZES DO CÉU.

Quando fez RAÍZES DO CÉU, Errol Flynn estava muito longe de ter aquela imagem que o imortalizou nos filmes de aventura dos anos 30, vivendo heróis como Robin Hood e Capitão Blood. E não apenas por estar mais velho, mas pela seu notório problema com o alcoolismo. Em 1958, Flynn abandonou uma peça de teatro antes da estreia por alegar que era um veículo pobre e banal, mas também porque a essa altura ele era incapaz de memorizar suas falas e sua atuação era deplorável. Ganhou uma chance de Zanuck quando lhe ofereceu uma participação em RAÍZES DO CÉU justamente para fazer o papel de um bêbado…

Já era a terceira vez em seguida que Flynn interpretava um bêbado, desta vez encarnando o Major Forsythe, um desertor britânico que se junta a um grupo de aventureiros – alguns deles bem oportunistas – para seguir o idealista Morel (Trevor Howard) nos seus esforços de preservar os elefantes africanos e impedir que sua caça aconteça.

Tanto o homem do dinheiro, Zanuck, quanto o diretor John Huston ficaram interessados no romance do francês Romain Gary e decidiram tocar o projeto juntos. No entanto, a expedição da equipe de filmagens em território africano resultou numa saga desastrosa com elenco e equipe tentando mais sobreviver à experiência do que no resultado do filme. Temperaturas altíssimas e doenças tropicais tomaram uma boa parcela de tempo da produção… O ator Eddie Albert, por exemplo, teve um colapso e delirou por vários dias. E Flynn se fortificou, obviamente, com suas doses de vodka e outros drinks, administrando sua aventura diante de qualquer contratempo que lhe pudesse ocorrer. Tanto que, em sua autobiografia, Flynn comenta que foi o filme que mais gostou de fazer acima de qualquer outro…

Originalmente,  RAÍZES DO CÉU teria William Holden como protagonista, no papel de Morel, com Flynn fazendo um coadjuvante de luxo. No entanto, devido a alguns problemas contratuais entre o ator e a Paramount, Holden foi substituído por Trevor Howard, que não tinha tanta popularidade, o que acabou dando mais destaque ao personagem de Flynn, que aproveitou o momento e entregou um desempenho notável, talvez um dos mais fortes da sua carreira. E estamos falando do cara que fez GENTLEMAN JIM e encarnou o General Custer em THEY DIED WITH THEIR BOOTS ON, ambos do mestre Raoul Walsh.

Seu Forsythe é um típico bêbado alegre, mas que esconde amarguras de um passado sombrio e vê em Morel e seus ideais uma oportunidade de se redimir de alguma forma. A princípio, seu personagem seria um soldado americano que trocou de lado na Guerra da Coreia. Mas seu papel acabou sendo mudado para um oficial britânico que traiu seus companheiros durante a Segunda Guerra quando foram capturados pelos nazistas. “Todos morreram porque não quiseram falar, e eu continuo vivo“, diz o sujeito entre uma golada e outra numa garrafa de uísque.

O filme dá ao personagem uma morte heróica, a última morte que Flynn encenou nas telas. A sua própria morte viria um ano mais tarde, não tão heróica assim… De parada cardíaca, aos 50 anos, em decorrência ao abuso de bebidas.

Tirando os contratempos que prejudicam a obra e as falhas mais visíveis, RAÍZES DO CÉU ainda é uma boa aventura de bela mensagem ecológica, com excelente fotografia e bom uso das locações naturais, que preenchem a tela com a vastidão da savana africana. O elenco também é outro bom motivo pra não tirar os olhos da tela: Além de todos já citados, há participações de Hebert Lom, Juliette Gréco e o grande Orson Welles.

É interessante o compromisso de Huston com o tema e o tom de desilusão que confere ao filme um espírito que eu acho difícil de resistir. Mas é mais curioso ainda que o diretor tenha se interessado em fazer algo com o tema, uma vez que o próprio Huston tenha sido um grande caçador. Talvez o filme funcione como uma forma de reconhecer a crueldade e a falta de senso do “esporte” que ele abraçou e traz a questão da preservação ao público numa época que ninguém pensava nisso.

DIREÇÃO: John Huston
ROTEIRO: Romain Gary (novel “Les Racines du Ciel”), Patrick Leigh-Fermor (screenplay)
GÊNERO: Aventura, Drama
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 2h 6min
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ELENCO PRINCIPAL:
Errol Flynn … Forsythe
Juliette Gréco … Minna
Trevor Howard … Morel
Eddie Albert … Abe Fields
Orson Welles … Cy Sedgewick
Paul Lukas … Saint Denis
Herbert Lom … Orsini
Grégoire Aslan … Habib
André Luguet … Governor
Friedrich von Ledebur … Peer Qvist


O GOSTO AMARGO DA GLÓRIA (Too Much, Too Soon, 1958 – USA)
John Barrymore


E AGORA BRILHA O SOL (The Sun Also Rises, 1957 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 23 de agosto de 1957

SINOPSE: Jake é um jornalista e ex-soldado americano exilado que, junto a outros amigos escritores na mesma condição, passa a maior parte do tempo nos cafés parisienses, vivendo uma vida hedonista e sem rumo. Jake sofreu um ferimento de guerra que o deixou debilitado, mas a luxuriosa Lady Ashley, noiva do beberrão Mike Campbell, insiste em perseguir um romance com o jornalista. Aliando-se a mais alguns amigos, esse improvável grupo viajará até as touradas de Pamplona e viverá experiências no fogoso calor da Espanha.

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SOBRE O FILME: O filme segue quase fiel ao livro de Ernest Hemingway, gostei da escolha dos atores para dar vida aos personagens. Não sou nada admirador das tradicionais touradas espanholas, mas devido ao frenesi da fiesta, trata-se de um pano de fundo perfeito para relacionamentos tão intensos e, ao mesmo tempo, desleixado. É tão triste ver o vazio preencher a cidade pós fiesta e os personagens que ali ficam, sentados na mesa da praça, agora vazia, relembrando os momentos passados e falando sobre os próximos passos.

Lendo o livro eu percebi que além de boêmios, todos eles são desprendidos do futuro, pois vivem intensamento o agora desde do nascer ao pôr do sol, nem a bebida é capaz de espantar por total a melancolia. Ava Gardner dá à personagem Brett um graciosidade tamanha, assim que ela entra em cena a sua beleza e simpatia atrai a atenção de todos que estão à sua volta e, também, de quem está à frente da tela.

Desde o começo é visível o amor e carinho trocado pelos personagens Brett e Jake, a relação dela com outros homens é apenas uma faísca sem o perigo do fogo, no final ela sempre corre para os braços de Jake. O caso deles não há resposta. Neste filme eu tomei conhecimento de onde veio a inspiração dos “olés” gritados pelas torcidas nos estádios de futebol. E é incrível a semelhança de um jogador com um touro quando ambos escutam o olé das arquibancadas, Oléé…A adaptação é boa ao livro é boa, cada um na sua, nem preciso dizer que é injusta a comparação de um meio pelo outro, cada um na sua. Se você leu o livro, não tenha medo de decepcionar com esta adaptação. 

DIREÇÃO: Henry King
ROTEIRO: Peter Viertel (screenplay), Ernest Hemingway (novel)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 2h 10min
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ELENCO PRINCIPAL:
Tyrone Power … Jake Barnes
Ava Gardner … Lady Brett Ashley
Mel Ferrer … Robert Cohn
Errol Flynn … Mike Campbell
Eddie Albert … Bill Gorton
Gregory Ratoff … Count Mippipopolous
Juliette Gréco … Georgette Aubin
Marcel Dalio … Zizi
Henry Daniell … Doctor
Robert Cunningham … Harris
Danik Patisson … Marie
Robert Evans … Pedro Romero


PLAYHOUSE 90 (TV Series)
Capt. Russell Bidlack

  • Without Incident (1957)

THE ERROL FLYNN THEATRE (TV Series)
John Morton / Don Juan / Self – Host / …

  • Rescued (1957) … John Morton
  • 1000th Night of Don Juan (1956)
  • Fortunes of War (1956)

JOGANDO COM A SORTE (The Big Boodle, 1957 – USA)
Ned Sherwood


ISTAMBUL (Istanbul, 1957 – USA)
James Brennan


SCREEN DIRECTORS PLAYHOUSE (TV Series)
Francois Villon

  • The Sword of Villon (1956)

KING’S RHAPSODY (King’s Rhapsody, 1955 – UK)
Richard, King of Laurentia


O PRÍNCIPE NEGRO (The Dark Avenger, 1955 – UK, USA)
Prince Edward


LILACS IN THE SPRING (The Dark Avenger, 1955 – UK)
John ‘Beau’ Beaumont


OUSADIA DE VALENTE (Il maestro di Don Giovanni, 1954 – Itália, USA)
Renzo


THE STORY OF WILLIAM TELL (CURTA, 1953 – UK, Itália)
William Tell


MINHA ESPADA, MINHA LEI (The Master of Ballantrae, 1953 – USA, UK)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 5 de agosto de 1953

SINOPSE: Durante o século XVIII, dois irmãos escoceses rivais assumem diferentes partidos em lados opostos na luta pelo trono da Inglaterra. Errol Flynn estrela esta aventura em alto mar, adaptada da obra de Robert Louis Stevenson. Flynn interpreta Jamie Durrisdeer, um herdeiro escocês, que luta pela liberdade contra os britânicos. Quando os rebeldes são derrotados, Jamie foge para as Índias Ocidentais com o Coronel Francis Burke (Roger Livesey), a m de escapar da captura. Depois de lutar contra os piratas, Jamie reúne uma pequena fortuna e volta para a Escócia para se casar com seu verdadeiro amor, Lady Alison (Beatrice Campbell). Mas as esperanças de Jamie são frustradas quando ele descobre que Lady Alison, pensando que Jamie estava morto, agora está noiva de seu irmão Henry (Anthony Steel), que pode ter delatado Jamie para os britânicos.

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SOBRE O FILME: Se durante a década de 30 Errol Flynn gozava de extremo sucesso, nos 50’s ele já experimentava a decadência, e Minha Espada, Minha Lei (The Master of the Ballantrae) faz parte dos filmes que ele realizou na Europa e que compõem os últimos suspiros de um astro de sua grandeza. Adaptado da obra de Robert Louis Stevenson, traz Errol Flynn como Jamie Durrisdeer. Anthony Steel está no papel de Henry, irmão de Jamie e rival.

O filme foi o último dirigido por William Keighley. Foi também o último trabalho de Flynn para a Warner Bros após 18 anos de contrato. O ator já estava bastante debilitado neste período, com hepatite, resultado de anos de danos ao fígado. Flynn, eterno galã de filmes de capa e espada, aparentava estar mais velho do que seus 43 anos. Nem mesmo a pesada maquiagem conseguia disfarçar o que a bebida lhe causou, aparentando ter pelo menos 10 anos a mais do que sua idade real.

Filmado em Cornualha e Escócia, conta com sequências realizadas também na Sicília, e apesar da doença do Flynn, as filmagens ocorreram sem maiores dificuldades.

DIREÇÃO: William Keighley
ROTEIRO: Herb Meadow (screenplay), Harold Medford (additional dialogue), Robert Louis Stevenson (novel “The Master of Ballantrae”)
GÊNERO: Ação, Aventura, História
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 1h 30min
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ELENCO PRINCIPAL:
Errol Flynn … Jamie Durie
Roger Livesey … Col. Francis Burke
Anthony Steel … Henry Durie
Beatrice Campbell … Lady Alison
Yvonne Furneaux … Jessie Brown
Felix Aylmer … Lord Durrisdeer
Mervyn Johns … MacKellar
Charles Goldner … Mendoza
Ralph Truman … Maj. Clarendon
Francis De Wolff … Matthew Bull
Jacques Berthier … Capt. Arnaud


CONTRA TODAS AS BANDEIRAS (Against All Flags, 1952 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 24 de dezembro de 1952

SINOPSE: Em 1700, o oficial britânico Brian Hawke se infiltra num esconderijo de piratas localizado na costa de Madagascar, se fazendo passar por um desertor. O cruel pirata Roc Brasiliano desconfia de Brian, mas com o apoio da capitã “Spitfire” (“Cospe-fogo”, de acordo com a dublagem brasileira), que se apaixona por ele, Brian consegue ser aceito pelos bandidos. Em sua primeira pilhagem, os piratas de Roc juntamente com Brian saqueiam um rico navio indiano e capturam a princesa Patma. Só Brian sabe da identidade da moça e tenta protegê-la dos demais piratas. Mas isso desperta o ciúme de “Spitfire”, que começa a vigiá-lo.

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SOBRE O FILME: Realizado pelo cineasta George Sherman, “Contra Todas as Bandeiras”, embora não seja um grande filme sobre os piratas do mar do século XVIII, é um agradável entretenimento, principalmente para aqueles que são fãs do gênero ou do legendário Errol Flynn, aqui já com seus 43 anos.

Embora seja um diretor competente, Sherman não mostra a mesma habilidade de um Michael Curtiz que, trabalhando com o mesmo Errol Flynn, realizou excelentes filmes do gênero como “O Gavião do Mar” e “Capitão Blood”.

O filme nos brinda com boas cenas de ação, em batalhas navais e lutas entre espadachins, embora por outro lado, recorra ao uso de alguns clichês. A fotografia em tecnicolor de Russell Metty e os efeitos especiais são dois pontos positivos que merecem ser destacados. No elenco, Errol Flynn, Maureen O’Hara e Anthony Quinn estão bem em seus respectivos papéis, principalmente o último.

DIREÇÃO: George Sherman
ROTEIRO: Æneas MacKenzie, Joseph Hoffman (screenplay)
GÊNERO: Ação, Aventura, Drama
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 1h 24min
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ELENCO PRINCIPAL:
Errol Flynn … Brian Hawke
Maureen O’Hara … Prudence ‘Spitfire’ Stevens
Anthony Quinn … Capt. Roc Brasiliano
Alice Kelley … Princess Patma
Mildred Natwick … Molvina MacGregor
Robert Warwick … Capt. Kidd
Harry Cording … Gow
John Alderson … Jonathan Harris
Phil Tully … Jones
Lester Matthews … Sir Cloudsley
Tudor Owen … Williams
Maurice Marsac … Capt. Moisson
James Craven … Capt. Hornsby
James Fairfax … Krukshank


MARA MARU (Mara Maru, 1952 – USA)
Gregory Mason


HELLO GOD (Hello God, 1951 – USA)
Man on Anzio Beach


AVENTURAS DO CAPITÃO FABIANHELLO GOD (Adventures of Captain Fabian, 1951 – USA)
Capt. Michael Fabian


KIM (Kim, 1950 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 26 de janeiro de 1951

SINOPSE: O filme conta a história de Kimball O´Hara – Kim -, um jovem órfão, nascido e educado na Índia, quando essa ainda era uma colônia britânica. Vagando pelas ruas de Lahore, encontra um velho lama (sacerdote) tibetano, a quem passa a seguir como chela (discípulo). Num ambiente ora hostil, ora sedutor, Kim o “amiguinho de todo mundo”, vê-se envolvido em empolgantes aventuras. Carrega dentro de si os contrates da cultura ocidental e da oriental. Repleto de provérbios orientais, o romance apresenta um quadro detalhado da vida na Índia.

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SOBRE O FILME: Uma aventura formidável, encantadora, exibida na TV aberta por muitos anos, baseada no livro de mesmo nome do indiano Rudyard Kipling (publicado em 1901), em mais uma obra com pano de fundo na Índia sob controle do Império Britânico (Kipling é o criador de Mogli, o menino-lobo). Custou caro para a época, ultrapassando U$ 2 milhões, devido às filmagens na Índia, além de toda a técnica brilhante que salta na tela (figurinos perfeitos, direção de arte com fortes cores douradas, fotografia excepcional com lindos passeios pela Índia mística etc) – o que não é locação, é estúdio, gravado na MGM.

Contextualizada num conflito entre os Impérios Russo e Britânico pelo controle da Ásia, onde se insere a Índia (conflito este intitulado ‘O Grande Jogo’), no final do século XIX, a história, do início ao fim, segue as deliciosas aventuras de um garoto irlandês que finge ser indiano, ao lado de seu grande amigo e mentor, um comerciante de cavalos que esconde a verdadeira identidade, de agente do serviço secreto – respectivamente interpretados pelo ator mirim Dean Stockwell, que fez muitos filmes nesse período, depois foi indicado ao Oscar de coadjuvante por “De caso com a máfia” (1988), e pelo galã da Era de Ouro Errol Flynn, para sempre lembrado como Robin Hood do clássico homônimo do cinema dos anos 30. Em busca de um lendário rio, encontram lamas tibetanos, enfrentam inimigos e têm de escapar de perigos diversos… Tanto o livro quanto o filme são ricos em detalhes da cultura, religião e dos costumes da Índia, e isto é enriquecedor para quem procura uma viagem em imagens! Um dos filmes mais legais do diretor do cinema mudo Victor Saville, no antepenúltimo filme da carreira.

DIREÇÃO: Victor Saville
ROTEIRO: Rudyard Kipling (novel), Leon Gordon, Helen Deutsch (screenplay)
GÊNERO: Aventura, Drama, Família
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 1h 53min
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ELENCO PRINCIPAL:
Errol Flynn … Mahbub Ali – The Red Beard
Dean Stockwell … Kimball ‘Kim’ O’Hara Jr.
Paul Lukas … Lama
Robert Douglas … Colonel Creighton
Thomas Gomez … Emissary
Cecil Kellaway … Hurree Chunder
Arnold Moss … Lurgan Sahib
Reginald Owen … Father Victor
Laurette Luez … Laluli
Richard Hale … Hassan Bey


MONTANA, TERRA PROIBIDA (Montana, 1950 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 28 de janeiro de 1950

SINOPSE: Morgan Lane é um humilde pastor de carneiros australiano que resolve dar uma reviravolta em sua vida indo para as planícies de Montana, nos Estados Unidos. Mas no lugar da tranquilidade que ele esperava, Morgan terá de lidar tanto com os rancheiros locais quanto o confronto com uma bela e rica criadora de gados.

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SOBRE O FILME: Esse faroeste estrelado pelo galã Errol Flynn trás um tema raro no cinema, a disputa entre os criadores de gado e os criadores de ovelhas, Segundo os criadores de gado em um pasto em que as ovelhas comem o gado não vai, tanto por elas comerem a grama até a raiz como também pelo cheiro que ela deixam e isso gerou diversos conflitos entre os pioneiros que desbravaram o oeste e viviam do gado e os novos criadores que queriam levar as ovelhas para lá como vemos nessa história.

DIREÇÃO: Ray Enright, Raoul Walsh (uncredited)
ROTEIRO: James R. Webb, Borden Chase, Charles O’Neal (screenplay)
GÊNERO: Western
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 1h 16min
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ELENCO PRINCIPAL:
Errol Flynn … Morgan Lane
Alexis Smith … Maria Singleton
S.Z. Sakall … Papa Otto Schultz
Douglas Kennedy … Rodney Ackroyd
James Brown … Tex Coyne
Ian MacDonald … Slim Reeves
Charles Irwin … MacKenzie
Paul E. Burns … Tecumseh Burke
Tudor Owen … Jock
Lester Matthews … George Forsythe


OLHANDO A MORTE DE FRENTE (Rocky Mountain, 1950 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 11 de novembro de 1950

SINOPSE: Uma tropa confederada, liderada pelo capitão Lafe Barstow (Errol Flynn), está rondando os intervalos distantes da Califórnia e Nevada, em uma última tentativa desesperada para construir um exército no Ocidente para a Confederação vacilante. Porque a patrulha salva uma diligência, com Johanna Carterr (Patrice Wymore) como um dos passageiros, a partir de um ataque de índios, e é abandonado em uma montanha rochosa, ele falha em sua missão, mas a honra do Velho Sul é respeitado.

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SOBRE O FILME: Este é um faroeste bastante subestimado. Eu não dei uma chance por anos simplesmente porque foi um dos filmes feitos mais tarde na carreira de Errol Flynn e muitos deles me deprimem. Ajuda que seja em preto e branco, então os efeitos que o estilo de vida de Flynn teve sobre ele não são tão perceptíveis quanto seus filmes coloridos do mesmo período. Também ajuda o fato de o personagem de Flynn ter sido derrotado pela guerra. O filme tem uma história simples, mas é contada de forma eficaz com boas atuações e uma qualidade elegíaca sobre ela que você talvez não esperasse. É melhor do que a média para o que é basicamente um conto de cowboys vs índios. A protagonista de Flynn neste filme, Patrice Wymore, se tornaria sua terceira e última esposa na vida real. É um bom elenco com alguns atores como Guinn Williams, Howard Petrie, Chubby Johnson, Dickie Jones e Slim Pickens em sua estreia no cinema. Jones tem um belo monólogo sobre o encontro com Robert E. Lee. É um fim adequado para a carreira de Errol Flynn no oeste. Definitivamente, um que seus fãs vão querer ver.

DIREÇÃO: William Keighley
ROTEIRO: Winston Miller, Alan Le May (screen play by)
GÊNERO: Western
ORIGEM: Estados Unidos
DURAÇÃO: 1h 23min
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ELENCO PRINCIPAL:
Errol Flynn … Capt. Lafe Barstow
Patrice Wymore … Johanna Carter
Scott Forbes … Lt. Rickey
Guinn ‘Big Boy’ Williams … Pap Dennison
Dickie Jones … Jim (Buck) Wheat
Howard Petrie … Cole Smith
Slim Pickens … Plank
Chubby Johnson … Gil Craigie
Robert ‘Buzz’ Henry … Kip Waterson
Sheb Wooley … Kay Rawlins
Peter Coe … Pierre Duchesne
Rush Williams … Jonas Weatherby



Fontes de Pesquisa/Textos: iMDB, Filmow, Cinemin/A. C. Gomes de Mattos, Blog Vício Frenético/Ronaldo Perrone.

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