TRILOGIA DE APU

Considerado o grande mestre do cinema da Índia, Satyajit Ray é um desses nomes que figuram em todos os compêndios de história do cinema por méritos próprios. Premiado em Berlim, Cannes, Veneza e ganhador de um Oscar honorífico no ano de sua morte, 1992, sua carreira se estendeu durante 5 décadas, porém, o ponto culminante é a famosa TRILOGIA DE APU, rodada entre 1955 e 1959. Duas décadas depois de seus negativos originais serem queimados em um incêndio, renasce das cinzas em uma nova restauração minuciosamente reconstruída, que trazemos aqui para vocês.

A CANÇÃO DA ESTRADA (Pather Panchali, 1955 – Índia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 26 de Agosto de 1955

SINOPSE: No início do século 20, Abul é um menino pertencente a uma pobre família brâmane de um vilarejo na Índia. Seu pai, poeta e sacerdote, é forçado a deixar seus entes queridos em busca de trabalho. Uma das obras-prima do cinema mundial, inédita no Brasil e nas Américas. Este filme foi a estréia espetacular de Satyati Ray. Recuperada a finais dos anos 90, pois um incêndio destruiu os negativos originais, esta é a primeira fita, que deu origem a Trilogia de Apu. Nela se narra a comovente história de uma família de Bengali perseguida pela má sorte. O pai, Harihara, é um sacerdote mundano, curandeiro, sonhador e poeta. Sabajaya, a mãe trabalha para alimentar a uma família, que recebe com alegria e esperança a chegada de um novo filho, Apu.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: O cineasta indiano Satyajit Ray faz parte de uma seleta lista de diretores que começaram suas carreiras de maneira absolutamente exemplar. A Canção da Estrada (1955) não foi apenas o primeiro filme que Ray dirigiu e roteirizou (baseado na obra homônima de Bibhutibhushan Bandyopadhyay, lançada em 1929), mas o primeiro longa da famosa e influente Trilogia de Apu, completada pelos filmes O Invencível (1956) e O Mundo de Apu (1959). Aqui estão as sementes do cinema de Satyajit Ray: seu olhar para o ser humano em crise, para seu legado no mundo, para os dilemas e caminhos morais de cada um, para a conexão do homem com o divino, com a natureza, com os familiares e consigo mesmo.

As filmagens do longa começaram em 27 de outubro de 1952, mas ainda muito cedo o diretor começou a ter problemas com a produção, que chegou a ser interrompida por um tempo. Existem inúmeras histórias sobre a luta do diretor para conseguir dinheiro a fim de completar a produção, chegando a empenhar sua coleção de discos e alguns outros pertences pessoais de valor. O projeto, no entanto, acabou recebendo socorro financeiro do Governo de Bengala Ocidental, que assinou definitivamente a produção da fita. Completado e lançado em 1955, A Canção da Estrada mostra a vida de uma família pobre na Vila de Nischindipur, região de Bengala, no início do século XX. Harihar (Kanu Bannerjee), o pai, é um pujari (uma espécie de padre), que por conta de sua função está constantemente viajando. Ele sonha em ser reconhecido como poeta e dramaturgo, a fim de ganhar mais dinheiro para a família, mas a forma como tenta unir sua função de pujari com a de artista acaba tornando tudo ainda mais difícil para a esposa Sarbojaya (Karuna Bannerjee), a filha Durga (Uma Das Gupta) e o filho Apu (Subir Banerjee).

A abordagem de Ray para a realidade dessa família reflete a sua visão lírico-realista que está o tempo inteiro nos lembrando dos limites do corpo, da mente e do coração dessas pessoas. A pobreza, ao mesmo tempo que não tira desses indivíduos a capacidade de se alegrar com o mínimo em seu cotidiano, não é ignorada ou romantizada pelo artista. Sua visão é crítica na forma como aborda essas coisas, mas não é apaixonada demais pela própria posição, de modo que o que está na tela às vezes parece frio ou impessoal, como se o diretor estivesse apenas observando a difícil vida de uma família numa região rural e dali só tirasse a beleza dos quadros e o sentimento de resignação diante do que está mostrando — mais ou menos a acusação que fazem a Godfrey Reggio por causa de Powaqqatsi – A Vida em Transformação (1988). A questão é que a beleza exposta por Ray na tela não é nula ou vaidosa, daquelas que nada dizem além de si mesma e está muito mais preocupada em ser bonita do que servir a um enredo ou estruturar qualquer tipo de condição social a partir de um olhar minimamente crítico (Roma, de Cuarón, é um desses exemplos).

O belo trabalho do fotógrafo Subrata Mitra reforça a temática do roteiro: conta-se a história de um grupo de pessoas, por um período de tempo e, nesse intervalo, o público tem contato com as transformações pelas quais eles passaram em suas vidas e como o espaço à sua volta mudou. É por este caminho que chegamos a um dos pontos centrais desse filme: o olhar. Durante toda a projeção, o diretor assume a observação de sequências inteiras a partir do olhar de Apu, de sua irmã ou de ambos. Os horrores causados pela pobreza são de certa forma ressignificados porque a maior parte das cenas, as reações e as consequências delas estão ligadas a esses irmãos. Mas não é só isso. A câmera está o tempo inteiro exibindo troca de olhares entre personagens e a própria trajetória do olho, de um objeto para outro, recebe atenção do diretor, inclusive sendo a forma primorosa como ele resolve nos apresentar Apu. O olhar aqui não assume uma perspectiva longa, não domina aquilo que vemos, não se apossa da imagem ou da narrativa. Trata-se exatamente disso: um olhar. A noção de rápida passagem de tempo que essa palavra nos traz é confirmada na tela pelo curioso olhar de Apu, que consome com intensidade um ambiente específico e rapidamente já está focando em outro.

Dessa perspectiva, vemos a vida correr dentro de uma normalidade que fala diretamente conosco, mas é envolta em uma aura de elementos em constante transformação. E o diretor filma cenas noturnas e diurnas, filma névoa, filma luz direta, meia-luz, Sol, chuva, nuvens e vento. O clímax dessa ligação entre manifestações atmosféricas e seres humanos acontece numa noite de tempestade, em uma cena onde tudo no filme está em aguda precisão e nos faz sentir medo de diferentes formas, além de uma angústia imensa por imaginar quanto tempo aquilo vai durar. Por um momento nos esquecemos que estamos vendo um filme e quedamos ali, ao lado da mãe que consola a filha amedrontada e com febre alta. Até a veia religiosa é fartamente irrigada pelo diretor nesse momento, nos fazendo, pelo temor, atribuir parte dos dissabores à Deusa cujo altar familiar vemos balançar ao vento.

A trilha sonora do filme composta pelo grande Ravi Shankar (que por este filme e por sua ligação com George Harrison se tornaria bastante conhecido no Ocidente), solidifica o sentimento de dor e abandono, mas consegue imprimir beleza, alegria e esperança quando as cenas cobram esse tipo de reação. Há uma certa cadência Ocidental na forma como ele concebe certas peças (por exemplo, uma linda e divertida versão para cítara de O Voo do Besouro, de Korsakov, numa cena em que Durga está perseguindo Apu em volta das ruínas da casa), mas a identidade bengali e os muitos sentimentos cobrados por cada fase são alcançados de maneira aplaudível pelo compositor.

A Canção da Estrada é um retrato cru da vida e dos sentimentos de uma família num espaço de anos. Mostra a capacidade de alguém ser bom e mau, indiferente e atencioso. É um filme sobre a beleza das coisas — mesmo quando não há de fato tanta beleza para se ver — pelos olhos de uma criança, e sobre a infância de um menino que vai pouco a pouco enfrentando todos os desafios que a vida pode oferecer a alguém, da fome à morte, passando pela alegria de comer algo diferente ou a oportunidade única de ver uma peça de teatro e imitar os atores depois. Um hino aos sentimentos e aos laços familiares, seio onde o sofrimento pode ocorrer, mas onde através da união, é sempre possível recomeçar.

DIREÇÃO: Satyajit Ray
ROTEIRO: Bibhutibhushan Bandyopadhyay (novel), Satyajit Ray (screenplay)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Índia
DURAÇÃO: 2h 5min
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ELENCO PRINCIPAL:
Kanu Bannerjee … Harihar Ray
Karuna Bannerjee … Sarbojaya Ray
Chunibala Devi … Indir Thakrun
Uma Das Gupta … Durga
Subir Banerjee … Apu Ray
Runki Banerjee … Little Durga
Reba Devi … Seja Thakrun
Aparna Devi … Nilmoni’s wife
Tulsi Chakraborty … Prasanna, school teacher


O INVENCÍVEL (Aparajito, 1956 – Índia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de Julho de 1956

SINOPSE: Após a morte do pai, Apu (Smaran Ghosal) e sua mãe (Karuna Bannerjee) vão morar com um parente em Bengali. Bastante inteligente, o menino consegue uma bolsa de estudos em Calcutá. O sucesso e independência do filho alegram e entristecem a mãe de Apu, que sofre ao ficar sozinha, longe dele.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Segunda parte da Trilogia de Apu, O Invencível começa com o estabelecimento da família protagonista em Varanasi (ou Benares), um recomeço após os eventos trágicos de A Canção da Estrada. Apu ainda é criança e o diretor Satyajit Ray dividiu a obra em dois momentos emocionais bem distintos, explorando detalhadamente o comportamento desse indivíduo em cada bloco. O primeiro, focado na figura paterna, traz Apu brincando com os amigos, participando de festividades, correndo para todos os lados. O segundo, focado na figura materna, traz Apu já crescido, trabalhando e empenhado ao máximo nos estudos, o que resulta em um maior afastamento dele em relação à mãe, desembocando num triste acontecimento ao final do filme que, apesar de ter alguma possibilidade de leitura ética desconfortável, não é utilizada pelo diretor com esse fim, como uma acusação moral.

Levando em conta as perdas do protagonista, Aparajito é tanto um filme sobre o seu amadurecimento precoce quanto um filme sobre a sua construção de caráter, com detalhes sobre sua personalidade, seus gostos, seus interesses acadêmicos e sua relação com os pais. A mudança em comparação ao filme anterior é que aqui existe uma quantidade bem menor da magia infantil, da delicada apresentação do mundo através do olhar curioso de um menino inquieto, com paupérrimas condições de vida, mas bastante feliz (veja como o fotógrafo Subrata Mitra torna as panorâmicas e a profundidade de campo algo recorrente nos quadros em que Apu aparece, mostrando a ânsia por liberdade, por explorar novos territórios). Nessa segunda parte da jornada, Ray intelectualiza as experiências do garoto e nos mostra os últimos anos da vida mais tranquila de Apu (Pinaki Sengupta), levando-nos suavemente para o amadurecimento do menino e sua chegada à idade universitária, quando passa a ser interpretado pelo simpático Smaran Ghosal.

O isolamento do personagem pode ser visto na forma como o cineasta escolhe filmá-lo. O comportamento explorado pelo roteiro também ressalta isso, e vemos a típica introspecção adolescente aparecer; notamos a melancolia com que o diretor filma as cenas de poucas palavras do jovem nas conversas com a mãe e também as coisas que o desviam desse contato materno. O espectador sente profundamente a progressiva separação, mas isso não surge na tela como uma acusação a Apu: não existe maniqueísmo aqui. Satyajit Ray explora o crescimento do personagem e faz com que seu comportamento seja entendido como parte daquilo que a idade traz. Não há uma construção vilanesca ou fatalista aí. Apenas a exposição de um adolescente agindo como um adolescente, tendo interesses muito diferentes de sua mãe e insistindo em seguir o caminho dos estudos, que é algo que lhe dá prazer. A dor do amadurecimento externo que também causa outras dores, num processo natural que apesar de não ser necessariamente feliz, é compreendido como parte da vida.

A estadia de Apu em Calcutá termina por delinear algumas tensões e adicionar um pouco mais de amargura no coração de dele e de sua mãe. Para ambos, a sequência de tragédias parece não dar trégua, e no caso de Apu, isso parece ser um ponto ainda mais intenso, porque ele segue em formação pessoal e intelectual. Desse modo, O Invencível passa a ser um filme sobre a celebração das conquistas, sobre abraçar sonhos e oportunidades, mas também sobre não negligenciar atenção a quem merece. Por mais ocupações, compromissos e falta de tempo que estejam em jogo, é sempre importante lembrar que esse mesmo tempo passa para os mais velhos, para aqueles que estão mais próximos da eternidade do que do gozo da vida, e em algum ponto das relações, o não aproveitamento correto desses momentos virão cobrar o seu preço. Vinda a tragédia, não há mais nada a fazer além de chorar e seguir sobrevivendo com essa dor e o possível arrependimento. Uma postura de invencível adquirida através de atos egoístas, mas não necessariamente maus, que certamente terminam por moldar o amadurecimento de qualquer um.

DIREÇÃO: Satyajit Ray
ROTEIRO: Bibhutibhushan Bandyopadhyay (novel), Satyajit Ray (screenplay), Kanailal Basu (assistant screenplay writer)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Índia
DURAÇÃO: 1h 50min
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ELENCO PRINCIPAL:
Kamala Adhikari … Mokshada
Lalchand Banerjee … Lahiri
Kali Bannerjee … Kathak
Kanu Bannerjee … Harihar Ray
Karuna Bannerjee … Sarbojaya Ray
Harendrakumar Chakravarti … Doctor
Hemanta Chatterjee … Professor
Meenakshi Devi … Pandey’s wife
Subodh Ganguli … Headmaster
Smaran Ghosal … Apu – adolescent
Charuprakash Ghosh … Nanda
Santi Gupta … Ginnima
Ajay Mitra … Anil
Anil Mukherjee … Abinash


O MUNDO DE APU (Apur Sansar, 1959 – Índia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de Julho de 1956

SINOPSE: Última parte da trilogia do Apu.
Apu é um estudante recém-formado e desempregado que sonha em ser escritor. Um amigo de escola o convida para um casamento e ele acaba como o noivo da garota que estaria se casando. Mesmo com repulsa pela idéia, ele aceita e a leva, posteriormente, de volta a Calcutá.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Apur Sansar é o filme de encerramento da Trilogia de Apu, iniciada por Satyajit Ray em 1955, com A Canção da Estrada. Aqui nós encontramos o momento da vida adulta do protagonista, vivido por um outro ator, estabelecido em um outro espaço e sempre acompanhado pela aura de tragédia ou de uma amarga alegria que estiveram, o tempo inteiro, nas fases de sua vida que presenciamos nos dois longas anteriores.

Nesse encerramento, o roteiro de Satyajit Ray explora ao máximo a passagem do tempo. Nós já vimos alguns saltos na linha do tempo do personagem nos longas anteriores, mas este aqui é o mais episódico de todos os três, uma escolha de saltos no andamento narrativo que acaba se encontrando com o novo momento da vida de Apu, desempregado e tentando emplacar a carreira de escritor. Mesmo com vários cortes temporais podemos dividir o filme em duas grandes partes muito importantes, a primeira delas antes e a segunda depois da morte de sua esposa Aparna (Sharmila Tagore).

A morte não é uma novidade para Apu, mas sim uma verdadeira marca de sua vida — uma das milhares de vidas pelo mundo que passaram pela mesma caminhada de perda de pessoas queridas desde muito cedo. Sua orfandade é tão presente e tão marcante e influente, que uma das coisas que seu amigo Pulu (Swapan Mukherjee) diz a Aparna como características de Apu é justamente o fato de ele ser órfão. Para uma sociedade onde a família possui um papel tão imensamente presente na vida dos filhos, alguém que perde a mãe e o pai antes da vida adulta madura acaba tendo um diferencial notável em relação aos outros — o que contribui, no presente caso, para o pensamento mais “desenraizado” ou “não tão tradicional” de Apu em relação a esse tipo de laço.

Com isso em mente, é muito interessante notar como tal ausência prepara surpresas até em forma de dilema para o protagonista despreocupado. Seu casamento às pressas, substituindo um noivo que entrou em crise nervosa e “enlouqueceu” justamente no dia da cerimônia, é uma prova disso, uma espécie de situação forçada que rapidamente ganha tons de bênção inesperada. A sequência em que Apu conversa com Aparna, no quarto nupcial, é de uma delicadeza tremenda, fazendo-nos conhecer mais sobre o personagem, seu modo de encarar as coisas e sua aproximação a um território que lhe é estranho: o campo do amor. No final da sequência ele está rindo, pensando sobre o que os vizinhos iriam falar para ele, que saiu dizendo que ia viajar para assistir a um casamento, e voltaria para casa com uma esposa.

Em O Mundo de Apu, vemos um homem conectar-se com algo que lhe foi progressivamente negado pela vida no decorrer dos anos: a companhia no lar. Irmã mais velha, mãe e pai lhe deixaram muito cedo, forçando-o a um entendimento do mundo e das relações interpessoais um tanto diferente da maioria das pessoas ao seu redor, contraste fortalecido quando Pulu entra em cena. O casamento, portanto, lhe abre toda uma nova forma de se comportar, de escolher um trabalho, de olhar para as responsabilidades. Mas a jornada de Apu não é apenas sobre sofrer e ser parcialmente reparado pelo sofrimento. É também uma jornada de encontro consigo mesmo, em meio à dor e ao desespero.

Quando Aparna morre, Apu diz que via “sair por aí”, vai viajar, perambular, procurar a paz. Ter algo que ele não mais esperava ter e, pouco tempo depois, perder essa conexão destrói tudo o que tinha construído para si até aquele momento. A novela que escrevia perde sentido (enquanto a vemos espalhar-se por uma mata, jogada do algo de uma rocha, onde Apu olha o Sol no horizonte, numa panorâmica de tirar o fôlego — aliás, os focos de luz capturados pela câmera aqui são belíssimos, com destaque para a cena em que Aparna segura um palito de fósforo queimando perto do rosto) e o filho parece não existir.

Esse seu sepultamento simbólico, representado pela rejeição de si e de seu rebento, começa a ser verdadeiramente curado com uma reconexão diferente, não livre de obstáculos. Mas esta é uma cura bastante amarga. O filho não reconhece em Apu o seu próprio pai. E um jogo de representação, para ser aceito, é engendrado por esse homem que tanto sofreu, para ao menos ter o último fio de esperança da vida ligado a ele. A parte de seu mundo que não poderia deixar de lado, abandonada. Finalmente, e de forma bastante dolorosa, o mundo de Apu estava completo.

DIREÇÃO: Satyajit Ray
ROTEIRO: Bibhutibhushan Bandyopadhyay (novel), Satyajit Ray (screenplay),
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Índia
DURAÇÃO: 1h 45min
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ELENCO PRINCIPAL:
Soumitra Chatterjee … Apurba Roy
Sharmila Tagore … Aparna
Alok Chakravarty … Kajal
Swapan Mukherjee … Pulu
Abhijit Chatterjee … Aparna’s Brother
Belarani Devi … Apu’s Neighbor
Sefalika Devi … Shashinarayan’s wife


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Plano Crítico/Luiz Santiago.

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