A CIVILIZAÇÃO DA MESOPOTÂMIA

Em uma série de postagens, recheadas de informações, fotos, filmes e séries, apresentaremos para vocês A HISTÓRIA DO MUNDO ATRAVÉS DE FILMES E SÉRIES, onde tentaremos proporcionar um passeio por todas as eras da humanidade. Por meio de textos curtos, iremos abarcar tanto a Europa como as Américas, a África e o Oriente. Prosseguiremos com uma das primeiras civilizações, os Sumérios e a Civilização da Mesopotâmia.

Por volta do ano 5000, grupos de agricultores se estabeleceram na área fértil do Sul da Mesopotâmia (hoje Iraque) ​ conhecida então como Suméria. A partir desse início humilde, formou-se a primeira grande civilização do mundo. Vivendo nos vales ao longo dos rios Tigre e Eufrates (Mesopotâmia, em grego, significa “terra entre rios”), os agricultores sumérios conseguiam obter fartas colheitas de cereais e outros produtos agrícolas, cujos excedentes lhes permitiram se fixar no lugar. Esses excedentes eram também trocados por ferramentas e utensílios de metal produzidos por povos que viviam em ​ regiões extremamente distantes, como as que hoje fazem parte do Paquistão e do Afeganistão. Sendo suas terras sujeitas a inundações, os sumérios construíram uma rede de valas e canais de escoamento.

Por volta do ano 3000, algumas cidades-estado haviam se desenvolvido na região. A maior delas era Ur, com população em torno de 40 mil habitantes. O primeiro sistema de escrita se originou na Suméria: pictográfico, no início, evoluiu gradativamente até se transformar em uma série de sinais simplificados no formato de cunhas, que eram grafados com pedaços de junco em tabuletas de barro (argila). Essa escrita veio a ser chamada de cuneiforme, que significa “no formato de cunha”, em latim. Os sumérios também elaboraram um complexo ​ sistema jurídico e administrativo, produziram veículos sobre rodas, desenvolveram rodas de oleiro, ergueram grandes zigurates e construíram prédios com colunas e domos.

O primeiro grande império da Suméria foi estabelecido por Sargão, rei da Acádia (antigo reino situado ao norte da Suméria). Por volta de 2350, todas as cidades sumérias estavam sob seu controle. O império se estendia da Síria até o golfo Pérsico. Essa dinastia foi destruída por volta de 2200, mas após 2150 os reis de Ur restabeleceram a autoridade suméria na região e ainda conquistaram a Acádia. Após uma invasão dos elamitas (que formavam uma civilização a leste da Suméria) e o saque de Ur, em cerca do ano 2000, a Suméria caiu sob o domínio dos amoritas, sob o qual emergiu a cidade-estado da Babilônia.

A civilização que conhecemos como Mesopotâmia se situava na área que corresponde ao Iraque moderno, e é reconhecida como uma das mais antigas da História. O termo Mesopotâmia normalmente se refere a civilização que se desenvolveu nessa região entre os anos de 3000 a.C. até cerca de 539 a.C.

Mesopotâmia é uma termo grego para “terra entre rios”, uma referência ao fato das cidades mais importantes dessa civilização se encontrarem entre o rio Tigre e Eufrates. Entre essas cidades podemos destacar a Babilônia, Acádia, Ur, Uruk, Nínive, Kalhu, Mari, entre outras.

A Mesopotâmia é famosa por ter sido o berço de um dos primeiros Impérios do mundo, o Assírio (por volta do ano 1000 a.C.), e pelo desenvolvimento da escrita cuneiforme (um dos primeiros sistemas de escrita do mundo). Também há indícios que sugerem que essa civilização foi uma das primeiras a desenvolver a roda, entre outras inovações.

BABILÔNIA

O poder político na Mesopotâmia foi, por fim, se transferindo para a cidade da Babilônia, na Acádia, e toda a planície acabou se tornando conhecida como Babilônia. A primeira grande ​ dinastia babilônica durou cerca de 300 anos, de 1894 até o reinado de Hammurabi (c. 1795-1750), quando alcançou o auge de sua influência.

Durante o governo de Hammurabi, o Império da Babilônia se expandiu até englobar todo o Sul da Mesopotâmia ​ (inclusive a Suméria) e parte da Assíria, ao norte. Hammurabi é famoso por ter instituído o primeiro conjunto de leis conhecido no mundo (o Código de Hammurabi) e também por promover as ciências e a escolarização. Após sua morte, o Império da Babilônia declinou e, a partir de 1595, foi dominado pelos hititas (ver a seguir) e depois pelos cassitas (povo montanhês do leste da Babilônia) — que estabeleceram uma dinastia que durou 400 anos. Durante esse período, a Assíria se desvinculou da Babilônia e iniciou uma guerra para dominá-la, que se prolongou por vários séculos. Por volta do século IX, reis assírios estavam governando a Babilônia, o que fizeram até a queda do seu império, no final do século VII.

A partir de então a Babilônia caiu sob o domínio dos caldeus (um povo semita pouco conhecido) e o império prosperou novamente. Destaca-se o governo de Nabucodonosor II (604-562), que conquistou a Assíria e a Palestina, e revitalizou a cidade da Babilônia, construindo o templo de Marduk (o maior deus da Babilônia) e os célebres “Jardins Suspensos”. Em 539, a Babilônia foi invadida pelos persas, comandados por Ciro, o Grande, e o Império da Babilônia chegou ao fim, embora a capital tenha permanecido importante até meados do século IV a.C.

IMPÉRIO HITITA

O povo guerreiro conhecido como hitita formou uma das grandes potências da Era do Bronze, governando por cerca de mil anos um território que hoje abrange regiões da Síria e da Turquia. O Império Hitita, que alcançou sua maior extensão entre 1450 e 1200, rivalizava com os impérios da Babilônia, da Assíria e do Egito.

Muito do que sabemos sobre os hititas provém da descoberta de 10 mil tabuletas de barro com caracteres cuneiformes em Hattusa, na Turquia, em 1906. Essas tabuletas, juntamente com as ruínas de algumas de suas antigas cidades, revelaram que os hititas eram povos feudais que habitavam uma região ao norte do mar Negro. Não muito depois do ano 3000, eles se lançaram rumo ao sul, entrando na Anatólia, ou Ásia Menor, território que hoje integra a parte asiática da Turquia. Os hititas montavam cavalos, dirigiam carruagens de guerra e portavam adagas de bronze. Por volta do ano 2000, os diversos Estados hititas foram unificados em um império, com capital em Hattusa. Um dos primeiros reis hititas, Hattusili I (1650-1620), invadiu a Síria. Seu sucessor, Mursili I, saqueou a Babilônia, embora depois ​ tenha sido morto, e as conquistas hititas, perdidas.

Um império hitita ainda mais poderoso surgiu em 1450. Em cerca de 1380, o grande rei hitita Suppiluliuma havia erguido um império que englobava a Síria quase até Canaã (no atual Israel). No reinado de seu descendente Muwatalli, o Egito e o Império Hitita competiam pela supremacia na Síria, o que ​ resultou na feroz e famosa Batalha de Kadesh, travada entre as tropas de Muwatalli e do faraó egípcio Ramsés II (c. 1300).

Acredita-se que os hititas foram a primeira civilização a produzir ferro em larga escala, usando o metal para confeccionar ferramentas e armas, iniciando assim a Idade do Ferro (embora o ferro só viesse a ser usado pela maioria das civilizações séculos mais tarde). O poder hitita desmoronou subitamente quando imigrantes, entre eles os Povos do Mar Egeu (uma misteriosa coalizão proveniente do leste do Mediterrâneo), invadiram a região por volta do ano 1193.

ASSÍRIA

No século XIV, a Assíria se separou da Babilônia e estabeleceu um império independente, centralizado na ci dade de Assur, no Norte da Mesopotâmia.
Guerras constantes contra invasores do norte e do sul transformaram os assírios em ferozes guerreiros, célebres por sua crueldade. Com idioma praticamente idêntico ao dos ​ babilônios (cuja cultura absorveram), os assírios inovaram na tecnologia armamentista, desenvolvendo uma série de equipamentos para cercos. Também acredita-se que foram os primeiros guerreiros a usar cavalos como cavalaria, em vez de simples puxadores de carruagens de guerra.

O mais famoso dos reis assírios, Sargão II (722-705), mudou a capital para Nínive e conquistou, entre outros lugares, Damasco e Israel, exilando 30 mil israelitas (o fato por trás da lenda das Dez Tribos Perdidas de Israel). No século VII, a Assíria havia se tornado o maior império que o mundo já vira. O último dos grandes reis assírios, Assurbanipal (668-627), governou uma região que se estendia do golfo Pérsico ao
Egito, inclusive. Para governar um império tão grande, os assírios construíram estradas e instituíram um serviço de correios altamente eficiente. Em Nínive, Assurbanipal planejou e construiu a primeira biblioteca organizada do Oriente Médio, com milhares de textos em tabuletas de barro. Atualmente, existem no Museu Britânico 20.720 dessas tabuletas de escrita cuneiforme.

O Estado assírio foi finalmente derrotado em 612 a.C., por uma coalizão de medos (povos indo-europeus aparentados com os persas) e caldeus. Durante os séculos seguintes, a Assíria foi governada pela Babilônia, pelo Império Persa, por Alexandre, o Grande (que a rebatizou de Síria), pelos partos e pelos romanos.

Os filmes dessa categoria em sua grande maioria foram produzidos na década de 1960 e trazem uma visão bastante deturbada da Mesopotâmia. É importante lembrar que na Bíblia, os povos da Mesopotâmia são retratados como cruéis e/ou pervertidos. Esses filmes apenas repetem essa visão preconceituosa e, por terem sido produzidos há muito tempo, deixam muito a desejar nos que diz respeito a recriação de estruturas arquitetônicas, vestuário, armas e etc.


ANUNNAKI, Mensageiros do Vento (2018, Brasil)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 14 de Fevereiro de 2018

SINOPSE: Mensageiros do Vento é uma Ópera Rock em desenho animado. A história é livremente inspirada nas traduções das antigas tabuletas de argila da Suméria, tidas por muitos como a primeira civilização humana. O filme conta a saga dos Anunnaki, “aqueles que do céu para a terra vieram”, tal como é contada nas tabuletas sumérias. Vindos de Nibiru, os Anunnaki buscam o ouro da Terra para solucionar o desequilíbrio na atmosfera de seu planeta natal. E assim criam a espécie humana, ao misturar seus genes a uma raça nativa, com o objetivo de obter trabalhadores para as minas de ouro. Então uma nova aproximação de Nibiru provoca um dilúvio que quase extermina a humanidade, que logo em seguida enfrenta outro grave perigo: disputas de poder entre os Anunnaki, culminando na deflagração de armas nucleares.

SOBRE O FILME: A história Anunnaki é fascinante, além de ser reconhecida como uma das mais antigas ‘’teorias’’ da criação da raça humana e da evolução no planeta Terra. A temática somada ao formato pouco familiar (Animação em ópera rock) pode causar estranhamento, principalmente pra quem não conhece esse PONTO DE VISTA DA HISTÓRIA, muito diferente mas, ainda sim, com considerável semelhança com a aquela que nos foi contada, entretanto, é um trabalho de arte formidável, repleto de questões filosóficas profundas e diversos conceitos surpreendentes

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DIREÇÃO: Fabrício Barretto
ROTEIRO: Fabrício Barretto e Fabio Shiva
GÊNERO: Animação
ORIGEM: Brasil
DURAÇÃO: 1h 30min
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ELENCO PRINCIPAL:
Fabrício Barretto
Eneida Lima
Kekedy Lucie

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Fonte de Pesquisa/Textos: iMDB, Filmow, Plano Crítico/Gabriel Carvalho.


GOLIAS E OS PECADORES DA BABILÔNIA (Maciste, l’eroe più grande del mondo, 1963, Itália)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de agosto de 1963

SINOPSE: Duzentos anos antes do nascimento de Cristo, de volta ao lar e cansado das suas andanças pelo mundo, o heróico e mítico Golias (Mark Forest) chega a Nefir, um pequeno reino persa, onde se depara com uma situação que o predispõe a lutar mais uma vez pela justiça: os cruéis e tirânicos babilônios exigem, como tributo, as mais belas virgens do povoado para sacrifício.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:

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DIREÇÃO: Michele Lupo
ROTEIRO: Roberto Gianviti and Francesco Scardamaglia (story and screenplay)
GÊNERO: Ação, Aventura
ORIGEM: Itália
DURAÇÃO: 1h 32min
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ELENCO PRINCIPAL:
Mark Forest… Maciste / Goliath / Marcellus
José Greci … Regia / Chelima
Giuliano Gemma … Xandros
Erno Crisa … Morakeb
Mimmo Palmara … Alceas
Livio Lorenzon … Evandro
Piero Lulli … Pergasos
Paul Muller … King Rukus
Eleonora Bianchi … Sacrifical Victim
Jacques Herlin … Phoenician Merchant


ESCRAVOS DA BABILÔNIA (Slaves of Babylon, 1953, USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 13 de Outubro de 1953

SINOPSE: Os Judeus são levados de Jerusalém e feitos escravos pelo Rei Nebuchadnezzar. Entretanto Cyrus, rei dos Persas, que tem vivido como um pastor, é proclamado rei e derrota Nebuchadnezzar.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:

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DIREÇÃO: William Castle
ROTEIRO: DeVallon Scott (story and screenplay)
GÊNERO: Aventura , Drama, História
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 22min
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ELENCO PRINCIPAL:
Richard Conte … Nahum
Linda Christian … Princess Panthea
Maurice Schwartz … The Prophet Daniel
Terry Kilburn … King Cyrus (as Terrance Kilburn)
Michael Ansara … Prince Belshazzar
Leslie Bradley … King Nebuchadnezzar
Ruth Storey … Rachel
John Crawford … Avil – Belshazzar’s Chief Soldier
Ric Roman … Daniel’s Aide
Robert Griffin … King Astyages


INTOLERÂNCIA (Intolerance: Love’s Struggle Throughout the Ages, 1916, USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 5 de setembro de 1916

SINOPSE: O filme mostra quatro histórias que contam casos de intolerância: na Babilônia; na França, durante o massacre da noite de São Bartolomeu; na Judéia, na época da crucificação de Cristo; e nos Estados Unidos na época em que o filme foi realizado, sendo que as histórias são interligadas pela dramatização de um poema de Walt Whitman.

SOBRE O FILME: Intolerância é uma daquelas obras que qualquer apreciador de verdade de Cinema, esse aí com “C” maiúsculo mesmo, precisa assistir pelo menos uma vez na vida. Não é um filme fácil de se ver e não é necessário gostar dele.

Basta assistir e tentar compreender o escopo da empreitada de Griffith apenas um ano depois de seu polêmico O Nascimento de uma Nação. Na verdade, Intolerância nasceu muito menor, com uma história contemporânea apenas intitulada The Mother and the Law (A Mãe e a Lei), mas o gigantesco sucesso de seu filme anterior aliado às críticas severas que recebeu pelo inegável racismo contido na fita, fez com que o produtor, roteirista e diretor quadruplicasse sua ambição, que passou a conter quatro narrativas que reúnem 2.500 anos de História do Mundo em um trabalho magnífico de entrelaçamento e de estudo sobre a “intolerância” sob as mais diversas formas, algo que ele próprio entendia ter sido alvo em razão de seu trabalho de 1915. Mas há que se deixar muito claro que Intolerância não é e nunca foi um pedido de desculpas em razão de O Nascimento de uma Nação. Griffith afirmou isso em entrevistas à época e, de fato, não há nada em seu épico que “desfaça” o que sua visão impossível de aceitar legou para o mundo no ano anterior.

– Ano 539 a.C. – Na Babilônia, um conflito religioso leva à guerra entre o Rei Nabonido (Carl Stockdale) e seu filho, o Príncipe Belsazar (Alfred Paget) e Ciro, o Grande, da Pérsia (George Siegmann), o que resulta na Queda da Babilônia e o fim de sua independência. A história, baseada em fatos reais, é vista sob o ponto de vista da Moça das Montanhas (Constance Talmadge), levada por seu irmão para o “mercado de noivas” na cidade e que acaba se apaixonando pelo príncipe e lutando em seu exército.

Intolerância é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes filmes já feitos. Uma obra de tirar o fôlego e capaz de colocar em perspectiva muita coisa que se faz no Cinema hoje em dia. Deixar de ver esse filme é fechar os olhos para uma importante fatia da história da Sétima Arte.

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DIREÇÃO: D.W. Griffith
ROTEIRO: Hettie Grey Baker (titles), D.W. Griffith (scenario)
GÊNERO: Drama, História
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 43min
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ELENCO PRINCIPAL:
Alfred Paget – Príncipe Belshazzar
Seena Owen – Princesa Amada
Ethel Grey Terry – Favorita do Harém
Carmel Myers – Favorita do Harém
Noble Johnson – soldado da Babilônia
George Walsh – noivo de Canaã


Fontes de Pesquisa: A História do Mundo para Quem tem Pressa, de Emma Marriot, As Primeiras Civilizações, de Jaime Pinsky; Site Apaixonados por História; imdB; Filmow, CinePlayers, Plano Crítico.

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