SUSAN HAYWARD (1918-1975)

A 14 de março de 1975, a indústria cinematográfica perdia Susan Hayward, vítima de câncer no cérebro, e com ela uma das mais notáveis estrelas e profissionais de Hollywood. Ruiva, temperamental, com o narizinho arrebitado das insolentes, impondo sua presença na tela por um especial talento para representar mulheres de caráter forte, sofridas e corajosas, Susan evidenciava como que o carisma das heroínas em sua figura extremamente fotogênica. Não parece à toa que tenha travado tantas batalhas na vida como na carreira, onde o clímax foi sem dúvida o Oscar que afinal mereceu, em 1958, por Quero Viver/I Want To Live!, filme inesquecível cujo título também lhe poderia servir de epitáfio.

SUSAN Hayward conhece o sabor da popularidade a partir do final da década de 40, consagrando-se em definitivo nos anos 50, não raro em melodramas de surpreendentes pontos de contato com sua própria vida. A ascensão ao estrelato contrastando com a trajetória apagada do primeiro marido (situação percebida na biografia musical de Jane Froman, Meu Coração Canta), a fama de ter sido uma das “pecadoras” de Hollywood (no Cinema, Susan reviveu a adúltera Betsabá e até mesmo Messalina, por pouco não sendo Cleópatra para o produtor Walter Wanger), escândalos, tentativas de suicídio — tudo, de certa forma, identificável com muitos dos papéis que protagonizou. E nada mais trágico, em termos de coincidência, do que o tumor maligno no cérebro que a matou, doze anos após experimentar fatalidade idêntica como a personagem de Horas Perdidas/Stolen Hours.

O PRINCÍPIO DA CARREIRA

NASCIDA Edythe Marrener a 30 de junho de 1918, de uma família modesta descendente de irlandeses do Brooklyn, antes dos 20 anos já é modelo publicitário em Nova Iorque (vemos a atriz aos 17 anos de idade na foto acima). Uma fotografia sua desperta a atenção de algum agente de David O. Selznick, empenhado na campanha nacional para a escolha da intérprete de Scarlett O’Hara no legendário …E o Vento Levou/Gone With The Wind, sendo a jovem submetida a um teste dirigido por George Cukor. Embora exista muita controvérsia quanto a essa história (há quem afirme que o próprio Cukor a descobriu nas páginas do Saturday Evening Post e que não se cogitava Susan para o papel central, o que contraria o take de Susan num diálogo da protagonista, constante dos arquivos de Selznick), o fato é que não a aproveitam, sem que ela esmoreça em sua determinação de ingressar no Cinema. Após uma passagem anônima pela Warner Brothers, sua primeira real oportunidade é na Paramount, em Beau Geste/Beau Geste versão de 1939, de William A. Wellman, como a única “mocinha” do filme, estrelado por Gary Cooper, Ray Milland, Robert Preston e Brian Donlevy.

Susan Hayward e Heather Thatcher em BEAU GESTE, de 1939.

Contratada pelo estúdio, decepciona-se ao longo do tempo por sua escalação em papéis irrelevantes, enquanto são promovidas Paulette Goddard (que foi uma das mais fortes pretendentes a E o Vento Levou) e Veronica Lake (uma loura mignonne conhecida por seu penteado “tapa-olho” e por contracenar em thrillers com o igualmente louro e diminuto Alan Ladd). Desses primeiros anos, registrem-se suas participações em Os Quatro Filho de Adão/Adam Had Four Sons/1941, de Gregory Ratoff, emprestada à Columbia para viver uma “mulher má” num veículo hollywoodiano para Ingrid Bergman;

Vendaval de Paixões/Reap the Wild Wind/1942 (foto acima), extravagância de Cecil B. De Mille, considerada um sub …E o Vento Levou em alto-mar, tendo no elenco Paulette Goddard (numa réplica ridícula à soberba Scarlett de Vivien Leigh), Ray Milland e John Wayne, e onde Susan morre como passageira clandestina de um navio que naufraga; e o clássico Casei-me Com Uma Feiticeira/I Married Witch/1942, de René Cair, uma comédia sofisticada que a Paramount cedeu à United Artists para distribuição, em que Susan rivaliza com a linda bruxa Veronica Lake pelo amor de Fredric March e… sai perdendo.

O CASAMENTO

Susan Hayward, Jess Barker e seus filhos gêmeos.

A impressão que se tem é de que, na falta de papéis melhores, Susan opta pelo de esposa, contraindo núpcias, em junho de 1944, com um ator também principiante, o obscuro Jess Barker, e sendo recompensada com um par de gêmeos, Timothy e Gregory, no ano seguinte. A vida conjugal transcorre aparentemente feliz, até que a projeção de Susan, a partir de um contrato com Walter Wanger para a Universal, desequilibra a igualdade de condições do casal como aspirantes ao estrelato. Trabalhando para Wanger desde Paixão Selvagem/Canyon Passage/1946 um western romântico dirigido por Jacques Tourneur, como a noiva de um jogador (Brian Donlevy) por quem o melhor amigo deste (Dana Andrews) se enamora, já no seu segundo filme para o produtor ela recebe uma indicação para o Oscar de Melhor Atriz.

Em Paixão Selvagem, vemos Dana Andrews, Susan Hayward e Brian Donlevy.

O excelente perfil de uma esposa alcoólatra em Desespero/Smash-Up The Story of a Woman/1947, de Stuart Heisler, distingue Susan nesse melodrama “menor”, uma espécie de Farrapo Humano/The Lost Weekend de saias, cujo único mérito é o talento da Sra. Barker.

NA FOX

Dois anos mais tarde, sem que absolutamente nada aconteça à carreira de Jess, Susan assina com a Twentieth Century-Fox. Antes completa para Wanger Recordações/The Lost Moment/1947, adaptação de um original de Henry James (The Aspern Papers), dirigida por Martin Gabel, com Robert Cummings e Agnes Moorehead (esta na caracterização de uma velha de mais de cem anos de idade); Raízes de Paixão/Tap Roots/1948, de George Marshall, uma epopéia sulista com Van Heflin e Susan mostrando que poderia ser Scarlett O’Hara, pelo menos melhor do que Paulette Goddard; e Tulsa, Ouro Negro/Tulsa/1949, história passional sobre petróleo; tendo Susan o mesmo diretor Stuart Heisler de Desespero e Robert Preston como galã.

Sua estréia na Fox é em Sangue do Meu Sangue/House of Strangers/1949, interessante drama de gângsteres com roteiro de Philip Yordan e direção do prestigiado Joseph L. Mankiewicz. Se bem que seu nome se destaque nos créditos logo após o de Edward G. Robinson e acima do de Richard Conte, trata-se de um filme predominantemente masculino — os dois atores vivendo pai e filho no império mafioso do trust em Manhattan, e Susan, em segundo plano, como a pequena de Conte. Mas 1949 assinala um novo triunfo pessoal para Susan Hayward, cedida a Samuel Goldwyn, na RKO: Meu Maior Amor/My Foolish Heart, um chamado woman’s picture (e, até nesse particular, uma compensação à ressaltada virilidade de Sangue do Meu Sangue), com direção convincente de Mark Robson. Candidatando-se pela segunda vez à estatueta da Academia de Artes e Ciências de Hollywood, como a noiva grávida de um pracinha (Dana Andrews) morto em combate e que se arrisca a um casamento de conveniência, Susan impressiona público e crítica, mas é derrotada no Oscar pela atuação pungente de Olivia de Havilland em Tarde Demais/The Heiress, de William Wyler.

Susan Hayward e Lois Wheeler em My Foolish Heart (1949).

Para Darryl F. Zanuck e outros magnatas da Fox, o potencial da recente aquisição está mais do que testado. Só que os cifrões nos cofres da empresa os orientam no sentido de converter Susan Hayward num nome poderoso nas bilheterias, em virtude do declínio de suas últimas estrelas (Betty Grable, Linda Darnell, Gene Tierney, Anne Baxter, Jeanne Crain).

Em 1951, a obstinada ruiva passa por mais essa prova, protagonizando quatro fitas seguidas. Em Um Homem e Sua Alma/I’d Climb the Highest Mountain, de Henry King, é a devotada esposa de um reverendo (William Lundigan). No apreciável western Correio do Inferno/Rawhide, de Henry Hathaway, enfrenta bandidos assaltantes, em companhia de Tyrone Power. Em Ambição de Mulher/I Can Get It For You Wholesale, de Michael Gordon, no papel de um modelo, é tentada (por George Sanders) a seguir a profissão de figurinista. Finalmente, em David e Betsabá/David and Bethsheba, ao lado de Gregory Peck (foto abaixo), faz desse ensaio bíblico de Henry King uma das maiores receitas populares do estúdio antes do advento do CinemaScope.

Em agosto desse ano, Susan Hayward é imortalizada no famoso Grauman’s Chinese Theater, deixando a marca das mãos e o autógrafo no cimento. A Fox parece disposta a tratá-la com mais respeito.

Aos 33 anos de idade (embora aparentando menos), Susan só tem a temer a concorrência de uma certa loura muito jovem, sua única rival nas atenções do público para com o decadente firmamento da Companhia. Ambas subestimadas pelos chefões, passam agora a surpreendê-los. No entanto, ao passo que Susan é uma aposta garantida, a lourinha é ainda uma incógnita, produto exclusivo da Publicidade, pensam eles. Chama-se Marilyn Monroe e virá a ser não só a rainha da Fox, mas um mito o imperecível.

MEU CORAÇÃO CANTA

EM 1952, o estúdio contempla Susan com um presente: a biografia da cantora Jane Froman, cuja carreira foi interrompida num acidente aéreo, ficando paralitica e retornando a atividade após uma série de intervenções cirúrgicas. Ambicionando o papel, a bela Jeanne Crain sairá desapontada ao saber que a própria Miss Froman torce por Susan Hayward. Meu Coração Canta/With a Song in My Heart, dirigido por Walter Lang, estoura nas bilheterias, com uma Susan magnífica, comprovando sua versatilidade ao dublar a cantora com perfeição, ensaiar graciosamente alguns passos de dança e, ao mesmo tempo, comover nos instantes mais dramáticos. Não há outra: Susan concorre de novo ao Oscar, com maiores chances do que antes, e de novo o perde, desta feita com a eleição discutível de Shirley Booth, por A Cruz de Minha Vida/Come Back, Little Sheba, de Daniel Mann.

FILMES COMERCIAIS

SEGUEM-SE fitas de grande apelo comercial, mas que pouco representam para o seu prestígio, exceto a vaidade de dividir os letreiros das marquises com outros astros de primeira grandeza. Assim a vemos com Gregory Peck e Ava Gardner, em As Neves do Kilimanjro/The Snows of Kilimanjaro/1952, de Henry King, frustrada versão da novela de Ernst Hemingway; com Robert Mitchum, na aventura africana Feitiço Branco/White Witch Doctor/1953, de Henry Hathaway; com o canastrão Victor Mature, em Demetrius, o Gladiador/Demetrius and the Gladiators/1954, sequência espúria de O Manto Sagrado/The Robel, onde, dirigida por Delmer Daves e pela primeira vez em CinemaScope, foi uma quase risível Messalina; entre Gary Cooper e Richard Widmark, no western O Jardim do Pecado/Garden of Evil/1954, de Henry Hathaway; ao lado do Tyrone Power, em Duelo de Paixões/Untamed/1955 de King, em que, a exemplo de Raízes de Paixão, mais uma vez exorciza o fantasma de Scarlett O’Hara; e com Clark Gable, em O Aventureiro de Hong Kong/Soldier of Fortune/1955, de Edward Dmytryk.

Nicholas Ray e Susan Hayward no set de filmagem de THE LUSTY MEN.

Duas exceções mais honrosas se constituem Paixão de Bravo/The Lusty Men/1952, de Nicholas Ray, um diferente western sobre rodeios, perfazendo Susan junto ao marido (Arthur Kennedy) e seu amigo cowboy (Robert Mitchum) um triângulo amoroso de ricas tonalidades psicológicas, e, como mais típico da atriz, O Destino me Persegue/The President’s Lady/1953 de Henry Levin. Neste melodrama sentimental, Susan interpreta com grande categoria a infeliz e discriminada esposa do futuro Presidente Andrew Jackson (Charlton Heston).

UM FILME TRÁGICO

DO mesmo período e também — já que comeęou a ser rodado em 1954 e só obteve lançamento dois anos depois — o lamentável épico sobre Genghis Khan Sangue de Bárbaros/The Conqueror, superprodução de Howard Hughes para a sua RKO. Tal qual num baile a fantasia, John Wayne é o guerreiro mongol e Susan sua amante, uma princesa tártara de cabelos ruivos. Dirigida pelo ex-ator Dick Powell num deserto de Utah, quando sopram ventos de contaminação radioativa por experiências nucleares realizadas nas redondezas, a aventura irá marcar tragicamente o destino da equipe. Sérias suspeitas cercam até hoje as mortes de Pedro Armendáriz (que se suicidou) e Dick Powell, em 1963, dos coadjuvantes Ted De Corsia (1973) e Agnes Moorehead (1974), de Susan (1975) e de John Wayne (1979). Todos vitimas de câncer. E como o mesmo mal abateu o cenógrafo Carrol Clark e o maquilador Webb Overlander, causa espécie que a única ponte de ligação entre esses nomes se concentre nas locações em Utah, varridas pelo chamado Dirty Harry (alcunha de um personagem violento de Clint Eastwood).

O FIM DO CASAMENTO

AO contrário de sua carreira na Fox, a vida particular de Susan nada apresenta de estável. As desavenças com o marido, motivadas em parte por ciúmes de ordem profissional, culminam com uma contundente agressão física de Jess Barker à Mulher em 1953, chegando o caso clamorosamente aos tribunais, quando já se fala de uma ligação de Susan com o multimilionário Hughes, que a teria conhecido por ocasião das filmagens de Paixão de Bravo na RKO. Mas também são constantes os seus encontros com os atores Jeff Chandler (ex-colega de escola em Brooklyn) e Richard Egan (do elenco de Demetrius e que a Messalina da tela seduz na vida real, impulsionando-o a um papel de relevo com ela e Ty Power em Duelo de Paixões). Em 1954, é homologado o divórcio dos Barkers.

MAIS UM OSCAR PERDIDO

A depressão por problemas pessoais — havendo rumores de que o principal seria o inesperado casamento de Howard Hughes com Jean Peters, outra contratada da Fox — provoca uma tentativa de suicídio de Susan, ingerindo um excesso de barbitúricos em abril de 1955. Este, no entanto, é o ano de novo desafio para La Hayward, emprestada à Metro para outra biografia de cantora, Lillian Roth, arruinada pela dipsomania. Se reviver uma mulher alcoólatra já lhe é tarefa conhecida (Desespero, em 1947) como igualmente interpretar uma vocalista (Meu Coração Canta, em 1952), Susan ousa mais: utiliza a própria voz para os números de Miss Roth. Até certo ponto a atriz surpreende como torch singer (sobretudo no melódico “Happiness is a Thing Called Joe”) e a MGM se apressa em lançar compactos com a voz grave e sensual de sua “descoberta”, mas o filme não é um musical e requer um tour-de-force a que ela corresponde numa composição admirável. Aparecendo gloriosa no palco, perplexa nos dissabores com os muitos homens (Richard Conte, Don Taylor, Ray Danton) de sua vida, viciando-se no álcool até experimentar a sarjeta e ser recolhida aos A. A., Susan transmite o drama de Lillian Roth com tamanha verdade em Eu Chorarei Amanhã/I’ll Cry Tomorrow/1955 (foto abaixo), que sensibiliza inclusive seu diretor, Daniel Mann, na época um pé-quente” para atrizes que ambicionassem o Oscar.

Suas esperanças como candidata estão revigoradas. Não obstante, a competição desse ano é uma renhida disputa entre grandes estrelas. Katharine Hepburn estivera comovedora em Quando o Coração Floresce/Summertime; Eleanor Parker havia revivido de forma notável a soprano Marjorie Lawrence em Melodia Interrompida/Interrupted Melody; Jennifer Jones cativara o público com o sucesso de Suplício de Uma Saudade/Love is a Many-Splendored Thing; e, por fim, o “furacão italiano” Anna Magnani assombrara a América, ao estrear em Hollywood com A Rosa Tatuada/The Rose Tattoo, dirigida pelo mesmo Daniel Mann. Cumprem-se assim a sorte de Mann e o azar de Susan — o Oscar é de Anna Magnani…

Não se sabe, por outro lado, se Susan havia sofrido um boicote moralista por parte da conservadora Academia. um outro escândalo a levara a juízo novamente, pouco antes das premiações. Envolvida com um dos coadjuvantes de Eu Chorarei Amanhã — Don Barry, mais notório como gigolô —’ ela é acusada de agredir a starlet Jil Jarmyn, que colheu um flagrante do casal na intimidade e deu início a uma briga. Defendendo-se, Susan depõe ter sido importunada pela visita súbita da estrelinha, que com gritos histéricos e insultos acabou por “esquentar seus nervos irlandeses”, enquanto Barry, eximindo-se de qualquer culpa, declara que “no momento estava na cozinha, preparando um café”. O triângulo ganha jocosamente as manchetes da imprensa, entrando para o anedotário por uma observação maliciosa de Marlene Dietrich: “Hum, esse Barry deve fazer um café e tanto!”.

Quando, em maio de 1956, Susan leva o filme a Cannes e retorna com o prêmio de Melhor Atriz do Festival, antecipa um telegrama para os amigos, assinando-se “Susie Magnani”. Na verdade, se a distinção lhe serve ou não de consolo, ela terá de esperar por mais três anos para a conquista da tão almejada estatueta da Academia. A convite de Jorginho Guinle, visita o Brasil para o Sweepstake no Rio. Um repórter da antiga revista o Cruzeiro consegue entrevistar Susan no interior do avião que a traz, impressionando-se não propriamente por sua beleza. Antes de qualquer foto, ela cuida de retocar a maquiagem, sem que isso a faça ficar muito diferente. O milagre se opera com a revelação dos instantâneos – aos 38 anos de idade, Susan Hayward um fenômeno de fotogenia.

UM NOVO CASAMENTO

NESSE ínterim, encontra na pessoa do maduro e próspero fazendeiro Floyd Eaton Chalkley a sua outra metade, casando-se com ele em fevereiro de 1957 e desfrutando pela primeira vez de um pouco de paz nas terras de Carrollton, na Georgia, longe do burburinho e das amarguras de Hollywood. Para a Warner Brothers, deixa concluída uma comédia romântica — Lábios Selados/Top Secret Affair/1957, de H. C. Potter — planejada para Humphrey Bogart e Lauren Bacall, com o título de Melville Goodwin, U.S.A. A morte de Bogart enseja a escolha de um novo par e esta recai sobre Susan e Kirk Douglas, mas o filme nada acrescenta aos currículos de ambos. Trata-se de uma produção rotineira, fotografada em preto e branco por Stanley Cortez (o cinegrafista favorito de Susan) com a atriz no papel de uma editora em guerra contra um general (Douglas), até naturalmente se render às suas “manobras”.

O OSCAR AFINAL

SEU velho amigo Walter Wanger responsável pelo alento dos primeiros passos da estrela no cinema, de repente a convida para interpretar outra personagem real: a vadia Barbara Graham, executada em 1955 na câmara de gás, sem que houvesse provas suficientes para a condenação como homicida. O filme em questão é o maior libelo contra a pena de morte jamais realizado na tela — Quero Viver/I Want to Live/1958, dirigido com mestria por Robert Wise. Estamos diante de um somatório de trunfos: Wise na direção, o roteiro seco e emocionante de Don Mankiewicz e Nelson Gidding, a fo-tografia em preto e branco de Lionel Lindon, a música jazzística de Johnny Mandel e, sem nenhum favor, a mais fantástica performance de Susan Hayward.

Barbara Graham foi uma mulher perjura e amoral, cercada dos piores tipos de São Francisco, por imprudência e ingenuidade presa pela polícia na companhia de dois assassinos de uma velha viúva. impulsiva e sarcástica, desobedeceu ao sistema carcerário e acabou como única culpada do crime, sendo exposta a um dantesco ritual de julgamentos, humilhações e chantagens, até a sua execução sumária em San Quentin (filmada com impressionante realismo). Já detentora do prêmio de Melhor Atriz dos críticos de Nova Iorque e do Golden Globe dos correspondentes estrangeiros.

Susan arrebata, enfim, o quinto Oscar para que é indicada. Sua vitória resulta num alívio para todos os seus admiradores e ela é delirantemente aplaudida pela assistência.

FILMES NADA IMPORTANTES

FELIZ no matrimônio com Chalkley e realizada com o reconhecimento do Oscar, Susan vai pouco a pouco se retirando do cenário artístico. Escolhe mal os novos papéis. Sol e Sangue/Thunder in the Sun/1959, com Jeff Chandler e direção do inepto Russell Rouse, é uma aventura de segunda sobre ciganos basco-gauleses, e Meu Coração Tem Dois Amores/Woman Obsessed/1959 de Hathaway, um melodrama vulgar com Stephen Boyd, também não se constitui no veículo ideal para uma atriz recém-premiada. Mais adiante, protagoniza duas refilmagens desnecessárias — Esquina do Pecado/Back Street/1961, de David Miller, velho êxito de Irene Dunne, e Horas Perdidas/Stolen Hours/1963, filmado por Daniel Petrie na Inglaterra e com base em Vitória Amarga/Dark Victory, que, em 1939, Bette Davis transformou num clássico, interpretando uma grã-fina prestes a morrer com um tumor no cérebro. Embora a grande Bette já se referisse à versão de Susan com desdém (“certos filmes jamais deveriam ser feitos de novo”), as duas são reunidas pelo produtor Joseph E. Levine para outro dramalhão da safra sensacionalista de Harold Robbins, Escândalo na Sociedade/Where Love Has Gone/1964, dirigido por Edward Dmytryk.

Susan Hayward e Mike Connors em Where Love Has Gone (1964).

Na fita, vagamente explorando o caso Lana Turner-Johnny Stompanato, que culminou com o assassínio deste último pela filha adolescente da estrela, Susan É uma escultora famosa cujo amante tem o mesmo fim pelas mãos da jovem Joey Heatherton. As relações entre Susan e Bette Davis no estúdio são tensas. Bette voltara à evidência com sua extraordinária caracterização de ex-menina prodígio em Quê Terá Acontecido a Baby Jane?/What Ever Happened to Baby Jane, de Robert Aldrich, ao lado de sua arqui-rival Joan Crawford, e além de ter aceitado o papel da avó da garota, cedia a Susan, sua “filha”, as honras do top-billing (primeiro nome nos créditos). Entretanto, sabendo de conversas mantidas entre Bette e o diretor Dmytryk, aparentemente com o intuito de fazer sobressair a velha matriarca na trama, Susan ameaça processar o produtor Levine por quebra de contrato e o projeto inicial se mantém. Indigno de compensar qualquer desgaste dessa natureza, o filme não passa de um “aborto” cinematográfico, cujo final merece constar numa antologia das improvisações de Hollywood: como uma das personagens (Susan ou Bette) tem que forçosamente morrer, as duas atrizes disputam a sorte num lance de cara-ou-coroa e, para manter a tradição, Susan perde. Daí seu suicídio no desfecho.

FILMES RECUSADOS

SE Susan escolhe mal os scripts, recusa pior. Já havia desistido, em 1957, de fazer As Três Máscaras de Eva/The Three Faces of Eve, que propiciou à então novata Joanne Woodward um Oscar antes que ela recebesse o seu. Não aceita ser a estrela decadente de Doce Pássaro da Juventude/Sweet Bird of Youth/1962), de Richard Brooks, nem a Mrs. Robinson de A Primeira Noite de um Homem/The Graduate/1967, de Mike Nichols, favorecendo Geraldine Page e Anne Bancroft, respectivamente, em filmes que poderiam ter-lhe revitalizado a carreira. Tem, contudo, o bom senso de rejeitar o papel-título de Cleópatra/Cleopatra/1963, apesar da insistência do produtor Walter Wanger, que, ao que consta, após testar diversas outras sereias da Fox (Joan Collins, Dana Wynter), só se convence de que a quarentona Hayward não pode ser a Rainha do Nilo quando ela própria lhe sugere o nome de Elizabeth Taylor.

Susan Hayward em MAME, Las Vegas.

De fato, a tranqüilidade na fazenda com Chalkley parece ter para ela prioridade em tudo, mas a esse bafejo da sorte a fatalidade lhe reserva a morte do marido ao término das filmagens de Charada em Veneza/The Honey Pot/1967, de Joseph L. Mankiewicz, com Rex Harrison e Maggie Smith. A tristeza e o abatimento a induzem a procurar desesperadamente trabalho. Não exclui nem a possibilidade de debutar no palco, em Las Vegas, com o musical Mame. Retoma, assim, as aulas de canto e dança, abandonadas desde Eu Chorarei Amanhã, e o espetáculo, que estréia em dezembro de 1968, com duas récitas por dia, se estende apenas até março de 1969. Susan Hayward havia perdido a voz no esforço diário sendo logo substituída por Celeste Holm.

ARTISTA CONVIDADA

SEUS últimos filmes a apresentam como “artista convidada” são papéis à margem, a que só o seu nome empresta algum atrativo. O Vale das Bonecas/Valley of the Dolls/1967, de Mark Robson, é adaptação do medíocre best-seller de Jacqueline Susann, com destaque para três jovens atrizes: Barbara Parkins, Patty Duke e a infeliz Sharon Tate. Hayward, em papel que Judy Garland não conseguiu completar, é uma veterana entertainer da Broadway (à la Ethel Merman) que, em determinada cena, tem a peruca arrancada num conflito Com Patty Duke, deixando à mostra os cabelos grisalhos. Na vida real, poucos anos mais tarde, Susan usou mesmo uma peruca para esconder a falta da sedosa cabeleira ruiva, um de seus maiores orgulhos, que as aplicações de cobalto lhe destruíram.

Em Marcados Pela Vingança/The Revengers/1972, um western com William Holden e Ernest Borgnine, dirigido pelo amigo Daniel Mann, Susan despede-se do Cinema. Sua participação é ainda menos significativa como a mulher solitária que cuida dos ferimentos do herói (Holden) e para quem se presume que ele, viúvo e vingado, voltará no epílogo (foto abaixo).

NA TEVÊ

TAMBÉM 1972 é o ano de duas tentativas de Susan para se estabelecer num seriado de televisão. A primeira, Heat of Anger (no Brasil, A Cólera), com direção do ex-ator Don Taylor, tinha Susan vivendo uma advogada de defesa (em substituição a Barbara Stanwyck, que adoecera) enfrentando batalhas judiciais que não ultrapassaram o filme-piloto da série.

A segunda, cuja ironia começa no título (Say Goodbye, Maggie Cole/foto acima), fica sendo o último desempenho de Susan registrado pelas câmaras. Dirigida por Jud Taylor, ela é uma mulher que tenta voltar ao trabalho numa clínica, após a morte trágica do marido (mais uma similaridade com a vida real), salvando um paciente de um tumor cerebral (outra coincidência).

SUSAN QUER VIVER

EM março de 1973, surgem os rumores da internação da atriz num hospital de Los Angeles por enfermidade ignorada. Submetida a vários exames, muito antes do final do ano Susan já tem certeza sobre seu destino. Para a surpresa geral, ela diz presente à entrega dos Oscars em 1974, guiada pelos braços de Charlton Heston, e anuncia a premiação de Glenda Jackson, por Um Toque de Classe/A Touch of Class/1973. Vista com reverente distância pelas lentes da tevê, os close-ups fortam evitados, ninguém adivinharia naquela glamourosa senhora uma condenada à morte. Lá estavam os cabelos ruivos (ainda que postiços…) e a maquiagem carregada disfarçava as marcas da doença. Quanto à energia e à boa disposição que ela fazia transparecer, deviam-se ao seu reconhecido senso profissional, uma forma de respeito para com o público que a admirava.

Susan Hayward em sua última aparição pública, na premiação do Oscar em 1974.

E foi para os fãs que Susan Hayward deixou o maior legado. A figura insinuante e o temperamento dramático da atriz valorizaram inúmeras fitas sem importância, não fora sua fascinante presença. Tantos anos após sua morte, pode-se imaginar o quanto Susan não renderia nas mãos de outros cineastas, como Elia Kazan, John Huston, William Wyler, John Ford, Arthur Penn, Mike Nichols, em filmes que lhe projetassem menos o estrelismo do que seu genuíno vigor de intérprete. Um grande talento que Robert Wise soube resgatar à perfeição em uma obra memorável, onde, queiram ou não os mais exigentes analistas, o nome de Susan Hayward permanece vinculado à História do Cinema, como que um grito de resistência: Quero Viver!

Fontes de Pesquisa: Revista Cinemin e iMDB.

Diga Adeus a Maggie Cole (TV Movie, 1972)
Dra. Maggie Cole


MARCADOS PELA VINGANÇA (The Revengers, 1972 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 21 de junho de 1972 

SINOPSE: Vaqueiro vê a família ser massacrada por bando de índios e ladrões de cavalos, liderados por dois homens brancos, que fogem para o México e escapam da polícia americana. O vaqueiro arregimenta seis fugitivos da prisão e parte para a vingança.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Marcados pela Vingança do ótimo diretor Daniel Mann parecia ser uma boa fita de western setentista com inicio apoteótico e introdutório, utilizando uma trilha sonora arrebatadora. Entretanto, a fita vai perdendo ritmo e o interesse em concluí-lo. Ao menos, tem bom elenco, contando com William Holden, Ernest Borgnine e uma das ultimas aparições de Susan Haward no cinema. Tinha potencial, mas o diretor não soube bem aproveitar. Há inúmeros faroestes setentistas infinitivamente melhores que este.

Em meio a belos cenários, há muita ação, tiroteios e no elenco tem a presença de personagens secundários conhecidos de fãs do gênero, como Woody Stroode, Ernest Borgnine e Arthur Hunnicutt. De um maneira geral é um filme que agrada e vale a conferida.

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DIREÇÃO: Daniel Mann
ROTEIRO: Wendell Mayes (screenplay), Steven W. Carabatsos (story)
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 46min
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ELENCO PRINCIPAL:

William Holden … John Benedict
Ernest Borgnine … Hoop
Susan Hayward … Elizabeth Reilly
Woody Strode … Job
Roger Hanin … Quiberon
Reinhard Kolldehoff … Zweig
Jorge Luke … Chamaco
Jorge Martínez de Hoyos … Cholo
Arthur Hunnicutt … Free State
Warren Vanders … Tarp

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


Heat of Anger (TV Movie, 1972)
Jessie Fitzgerald


O VALE DAS BONECAS (Valley of the Dolls, 1967 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 15 de dezembro de 1967 

SINOPSE: Anne Welles é uma jovem e esperta colegial que deixa sua pequena cidade para se aventurar na Broadway, onde espera arrumar um bom trabalho e conhecer um homem sofisticado. O caminho é longo mas tudo acontece muito rápido. Primeiro ela passa por Manhattan e logo decide rumar para Hollywood. É quando ela irá compartilhar experiências com duas outras jovens: Jennifer North faz o tipo e gênero Marilyn Monroe, que quer ser aceita pelos homens como um ser humano e não como objeto sexual; Neely O’Hara é uma talentosa atriz em início de carreira, mas acusada por uma veterana estrela de usar métodos não convencionais para arrumar seus papéis.

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SOBRE O FILME: Vou dar 5 estrelas, porque pra mim esse filme merece tanto cult following quanto The Room tem: ambos resultado de uma visão artística grandiosa que saiu do controle e entrou em território absurdo.

Aqui, porém, não é só na visão do diretor que recai culpa, mas também no que deu inpiração para o filme: o Best-seller de mesmo nome, escrito por Jacqueline Susann, após a autora falhar na carreira de atriz. Jacqueline conhecia as pessoas sobre quem estava escrevendo pessoalmente e também pelo seu marido, um assessor de imprensa no período. O livro não escondeu a identidade das celebridades que serviram de inpiração para a história e elevou esse “fofocalizando no sbt” à milésima potencia, resultando, então, no que o filme viria a ser: um desastre de crítica e um sucesso de público.

Entra Mark Robson, com a intenção de fazer desse filme uma análise séria sobre as duras realidades por trás do glamour do mundo das celebridades. Ainda bem que ele fez isso, porque as melhores breguices são as que não sabem que estão sendo bregas. Foi esse esforço do diretor que nos deu o melhor desse filme: observar a busca pela seriedade no que é basicamente uma revista de fofoca com uma história desconexa, teatral, com péssimas atuações, com um tom melodramático e novelesco, recheado de uso de drogas (“dolls”), penteados imensos e impecáveis, números musicais e insinuações de sexo. Fascinantemente, resultando na melhor bilheteria de 1967.

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DIREÇÃO: Mark Robson
ROTEIRO: Jacqueline Susann (novel “Valley of the Dolls”), Helen Deutsch (screenplay), Dorothy Kingsley (screenplay).
GÊNERO: Drama, Musical, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 3min
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ELENCO PRINCIPAL:

Barbara Parkins … Anne Welles
Patty Duke … Neely O’Hara
Paul Burke … Lyon Burke
Sharon Tate … Jennifer North
Tony Scotti … Tony Polar
Martin Milner … Mel Anderson
Charles Drake … Kevin Gillmore
Alexander Davion … Ted Casablanca
Lee Grant … Miriam Polar
Naomi Stevens … Miss Steinberg

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


CHARADA EM VENEZA (The Honey Pot, 1967 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de maio de 1967 

SINOPSE: Ao saberem que não resta muito tempo de vida para Cecil Fox, algumas de suas antigas amantes viajam para Veneza a fim de estar ao lado dele, ou talvez de seu dinheiro, o qual esperam receber após sua morte. Fox ilude a todas e parece aproveitar ao máximo o tempo que lhe resta.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Cecil Fox é um milionário do século XX vivendo no esplendor do Velho Mundo em um palácio em Veneza. Inspirado por uma performance de sua peça favorita, “Volpone” ele bola um intrincado plano para fazer com que três de suas ex-amantes acreditem que ele está morrendo. Apesar de todas as três serem bastante ricas por seus próprios méritos, todas têm bons motivos para desejar sua herança. Para ajudá0lo em seu esquema, Fox contrata William McFly, um gigolô – e as vezes ator, para atuar como seu secretário-servente. Fox logo é visitado em seu “leito-de-morte/’ por suas três ex-amantes: Merle McGill, uma sex-symbol de Hollywood em decadência; Princesa Dominique, que já fez um cruzeiro no iate de Fox; e Lone-Star Crockett, um hipocondríaca do Texas que viaja ao lado de uma estranhíssima enfermeira-acompanhante. Enquanto Fox e McFly vão montando toda a sua charada, as coisas acabam tomando um rumo completamente inesperado quando tudo deixa de ser pura comédia para tornar um crime de assassinato…

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DIREÇÃO: Joseph L. Mankiewicz
ROTEIRO: Frederick Knott (play “Mr. Fox of Venice”), Thomas Sterling (novel “The Evil of the Day”), Ben Jonson (play “Volpone”)
GÊNERO: Comédia, Crime, Mistério
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 30min
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ELENCO PRINCIPAL:

Rex Harrison … Cecil Fox
Susan Hayward … Mrs. Sheridan
Cliff Robertson … William McFly
Capucine … Princess Dominique
Edie Adams … Merle McGill
Maggie Smith … Sarah Watkins
Adolfo Celi … Inspector Rizzi
Hugh Manning … Volpone
David Dodimead … Mosca

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


ESCÂNDALO NA SOCIEDADE (Where Love Has Gone, 1964 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 2 de novembro de 1964

SINOPSE: A Sra. Hayden é uma mãe extremamente dominadora que prejudica a relação da filha com o marido. A filha adolescente do casal divorciado aguarda julgamento por ter esfaqueado o mais recente amante de sua mãe. Depois que a filha é presa, Luke Miller lembra de seu casamento com Valerie Hayden e dos eventos subsequentes que levaram à tragédia.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Realizado pelo cineasta Edward Dmytryk, a partir de um roteiro escrito por John Michael Hayes, com base num livro de Harold Robbins, “Escândalo na Sociedade” é um razoável filme hollywoodiano de meados dos anos 1960.

Há quem diga que a história tem a ver com um fato real ocorrido em 1958, quando uma filha da atriz Lana Turner assassinou com uma faca de cozinha Johnny Stompanato, na época amante da mãe. Conta-se que Lana era constantemente agredida por ele e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso deixasse de o sustentar. Há quem diga que a própria filha era igualmente amante de Stompanato.

Voltando ao filme ora em análise, diria que ele merece ser visto pelas presenças de duas grandes atrizes, Bette Davis e Susan Hayward, pelo figurino a cargo de Edith Head e pela música de Walter Scharf. Em Escândalo na Sociedade, vemos a história da família Hayden. Com Bette Davis no papel da mãe/sogra/avó senhora Gerald Hayden. Vemos o quão cruel, vil e egocêntrica, pode ser uma matriarca que se preocupa apenas em manter as aparências. Ela jamais aceitaria ter a sua imagem e de sua família, “manchadas” por algum tipo de escândalo. Destaque para a canção “Where Love Has Gone”, na voz de Jack Jones.

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DIREÇÃO: Edward Dmytryk
ROTEIRO: John Michael Hayes, Harold Robbins (novel)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 54min
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Valerie Hayden Miller
Bette Davis … Mrs. Gerald Hayden
Mike Connors … Major Luke Miller
Joey Heatherton … Danielle Valerie Miller
Jane Greer … Marian Spicer
DeForest Kelley … Sam Corwin
George Macready … Gordon Harris
Anne Seymour … Dr. Sally Jennings
Willis Bouchey … Judge Murphy
Walter Reed … George Babson

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


HORAS PERDIDAS (Where Love Has Gone, 1964 – USA)
(Filme Completo / Original em Inglês)
Data de Lançamento: 2 de outubro de 1963

SINOPSE: Mike, um famoso piloto de corridas está preocupado que Laura possa estar doente. Ela o engana com um exame médico, mas descobre que realmente está; uma operação no cérebro é realizada para remover um tumor e os sintomas desaparecem. Não está tudo bem mas ela não sabe disso.


SOBRE O FILME: Um roteiro muito inteligente de Jessamyn West, atualizando o clássico “Dark Victory” de 1939 (que por sua vez foi derivado da peça da Broadway de 1934 com o mesmo nome). Embora parte da estrutura do personagem seja alterada (a melhor amiga da protagonista agora se torna sua irmã mais nova, por exemplo) e a geografia se mova de Nova York, Long Island e Vermont para Londres e o interior da Inglaterra, a história e a mensagem básicas permanecem intactas – usar a própria vida para conseguir algo de valor. Minha única reclamação, e ambivalente com certeza, é a escalação de Susan Hayward para o papel principal. Embora essa atriz lendária faça um trabalho excelente com o papel, ela estava simplesmente muito velha para o papel na época. (Em “DV”, a heroína condenada tinha 23 anos, neste filme Hayward já tinha 45 – então sua morte prematura parece um pouco menos trágica, a conversa de ter filhos com seu marido-médico muito mais jovem é menos crível, etc.).

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DIREÇÃO: Daniel Petrie
ROTEIRO: George Emerson Brewer Jr. (play “Dark Victory”), Bertram Bloch (play “Dark Victory”), Jessamyn West
GÊNERO: Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 37min
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Laura Pember
Michael Craig … Dr. John Carmody
Diane Baker … Ellen
Edward Judd … Mike Bannerman
Paul Rogers … Dr. Eric McKenzie
Robert Bacon … Peter
Paul Stassino … Dalporto
Jerry Desmonde … Colonel
Ellen McIntosh … Miss Kendall
Gwen Nelson … Hospital Sister

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


GRITO DO CORAÇÃO (I Thank a Fool, 1962 – USA)
Christine Allison


ESQUINA DO PECADO (Back Street, 1961 – USA)
(Filme Completo / Original em Inglês)
Data de Lançamento: 12 de outubro de 1961

SINOPSE: A ambiciosa Rae Smith (Susan Hayward) e o fuzileiro naval Paul Saxon (John Gavin) se encontraram por acaso e se apaixonaram perdidamente. Mas ele estava apenas de passagem pela cidade voltando para casa após a guerra, e tudo não passa de olhares. Tempos depois ela descobre que ele está casado. Determinada a entrar para o mundo da moda como estilista, Rae se muda para Nova York, onde não apenas fica famosa mas também reencontra Paul. Mais uma vez a chama se acende entre eles, mas Paul continua casado. Fugindo desse amor proibido, ela se muda para a Itália. Anos depois, eles se reencontram mais uma vez, e tomados por anos de uma paixão reprimida, iniciam um romance proibido, uma vez que a esposa de Paul, a bêbada e infeliz Liz (Vera Miles), não quer lhe dar o divórcio.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Realizado pelo cineasta David Miller, a partir de um roteiro escrito por Eleanore Griffin e William Ludwig, “A Esquina do Pecado” é um filme norte-americano produzido pelas empresas Carrollton Inc. e Ross Hunter Productions em 1961. Sua trama, baseada num romance de Fannie Hurst, acompanha o relacionamento amoroso entre um homem casado e pai de dois filhos, e uma bela mulher que se torna uma designer de moda bem sucedida.

Na direção, embora nada excepcional, Miller realiza um bom trabalho, no que é ajudado pela fotografia, em Eastmancolor, a cargo de Stanley Cortez. Na área técnica, merecem ainda ser destacados o belo figurino, indicado ao Oscar, assinado por Jean Louis, e a direção de arte a cargo de Alexander Golitzen.

No elenco, Susan Hayward brilha no papel principal, seguida pelas boas atuações de John Gavin e Vera Miles.

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DIREÇÃO: David Miller
ROTEIRO: Fannie Hurst (novel), Eleanore Griffin and William Ludwig (screenplay)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 47min
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Rae Smith
John Gavin … Paul Saxon
Vera Miles … Liz Saxon
Charles Drake … Curt Stanton
Virginia Grey … Janey
Reginald Gardiner … Dalian
Tammy Marihugh … Caroline
Robert Eyer … Paul Saxon Jr.
Natalie Schafer … Mrs. Evans

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


ADA (Ada, 1961 – USA)
(Filme Completo / Dublado em Português)
Data de Lançamento: 25 de agosto de 1961

SINOPSE: Bo Gillis é um xerife que foi persuadido a concorrer como governador nas eleições. Durante os discursos da campanha, Gillis toca violão e tudo está indo bem, mas a relação entre Bo e Ada, uma ex prostituta com quem ele se casou, pode atrapalhar sua carreira política.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Realizado pelo cineasta Daniel Mann, a partir de um roteiro escrito por Arthur Sheekman e William Driskill, “”Ada” é um filme norte-americano produzido em 1961 pelas empresas Chalmar Inc. e Avon Productions.  Na direção, Mann realiza um bom trabalho. O filme conta, ainda, com uma boa fotografia, a cargo de Joseph Ruttenberg. No elenco, o maior destaque é Wilfrid Hyde-White, no papel de Sylvester Marin, seguido pelas ótimas atuações de Susan Hayward e Dean Martin.

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DIREÇÃO: Daniel Mann
ROTEIRO: Arthur Sheekman, William Driskill, Wirt Williams (novel “Ada Dallas”)
GÊNERO: Drama/Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 49min
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Ada Gillis
Dean Martin … Bo Gillis
Wilfrid Hyde-White … Sylvester Marin
Ralph Meeker … Colonel Yancey
Martin Balsam … Steve Jackson
Frank Maxwell … Ronnie Hallerton
Connie Sawyer … Alice Sweet
Ford Rainey … Speaker
Charles Watts … Al Winslow
Larry Gates … Joe Adams

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


EU, ELA E O PROBLEMA (The Marriage-Go-Round, 1961)
Content Delville

MEU CORAÇÃO TEM DOIS AMORES (Woman Obsessed, 1959)
Mary Sharron

SOL E SANGUE (Thunder in the Sun, 1959)
Gabrielle Dauphin


QUERO VIVER! (I Want to Live!, 1958 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 18 de novembro de 1958

SINOPSE: Baseada numa história verídica, Barbara Graham é uma prostituta que foi presa e acusada de um crime que não cometeu. Ela é condenada à câmera de gás e seus advogados agora lutam para reverter a situação.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Robert Wise conduz o filme com maestria, sempre focando em cada detalhe, na ambientação, no cenário, e assim, entregando uma bela fotografia. A história de I Want to Live! é angustiante. Uma critica direta ao sistema jurídico, politico, e a pena de morte. Além de retratar o enorme poder que a imprensa tem perante a sociedade, as vezes passando informações dissimuladas. Apesar de todas as qualidades, o filme foi criticado por uma parte da mídia, como uma obra ficcional que não condiz com os fatos. Mas as reflexões ficam. O sistema jurídico deveria condenar todos a morte, mesmo não sabendo qual membro da gangue foi o assassino? Os cúmplices deveriam carregar a mesma culpa que o autor? Barbara era realmente uma pessoa inocente que serviu de ”bode expiatório”? O filme deveria retratar apenas o lado dela da história quando na realidade não se sabe exatamente o que aconteceu?

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DIREÇÃO: Robert Wise
ROTEIRO: Nelson Gidding and Don Mankiewicz (screenplay)
GÊNERO: Biografia/Crime/Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Barbara Graham
Simon Oakland … Edward S. ‘Ed’ Montgomery
Virginia Vincent … Peg
Theodore Bikel … Carl G.G. Palmberg
Wesley Lau … Henry L. Graham
Philip Coolidge … Emmett Perkins
Lou Krugman … John R. ‘Jack’ Santo
James Philbrook … Bruce King
Bartlett Robinson … District Attorney Milton
Gage Clarke … Attorney Richard G. Tibrow

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


LÁBIOS SELADOS (Top Secret Affair, 1957)
Dorothy ‘Dottie’ Peale


SANGUE DE BÁRBAROS (The Conqueror, 1956 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de fevereiro de 1956

SINOPSE: O líder mongol Temujin (John Wayne) enfrenta uma dura batalha contra a tribo rival responsável pela morte de seu pai. Pior ainda é a guerra que ele enfrenta diariamente em casa, onde sua prisioneira de origem tártara, Bortai (Susan Hayward), tenta confundi-lo causando intrigas familiares.

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SOBRE O FILME: Do bilionário produtor Howard Hugues, Sangue de bárbaros tem um elenco com grandes estrelas, John Wayne e Suzan Hayard marcaram com grandes atuações esta mega produção épica sobre Genghis Khan. Seqüestrada por Temujin, a princesa tártara Bortai, o engana, fazendo-o desconfiar do seu irmão de sangue, Jamuga interpretado por Pedro Armendariz. Mas, após tantas desventuras, a princesa acaba se apaixonando pelo chefe mongol. Agnes Moorehead interpreta a mãe de Temujin e Thomas Gomes como Hunlun. Sangue de bárbaros foi filmado numa locação perto de Utah, perto de um local de testes atônicos, e teve um resultado trágico. Muitos atores do filme e pessoal da produção contraíram câncer e o primeiro a ficar doente foi o diretor Dick Powel. Apesar da tragédia no elenco, este é um filme marcante na história dos grandes épicos. Ação do começo ao fim.

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DIREÇÃO: Dick Powell
ROTEIRO: Oscar Millard
GÊNERO: Aventura/Biografia/História
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 51min
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ELENCO PRINCIPAL:

John Wayne … Temujin
Susan Hayward … Bortai
Pedro Armendáriz … Jamuga
Agnes Moorehead … Hunlun
Thomas Gomez … Wang Khan
John Hoyt … Shaman
William Conrad … Kasar
Ted de Corsia … Kumlek
Leslie Bradley … Targutai
Lee Van Cleef … Chepei

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


EU CHORAREI AMANHÃ (I’ll Cry Tomorrow, 1955)
Lillian Roth

O AVENTUREIRO DE HONG KONG (Soldier of Fortune, 1955)
Jane Hoyt


DUELO DE PAIXÕES (Untamed, 1955 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de fevereiro de 1956

SINOPSE: Quando a grande fome da batata atinge a Irlanda, a diáspora começa quando milhares emigram. Entre os que estão saindo da Ilha Esmeralda está Katie O’Neill e seu marido, que decidem que a terra prometida é a África do Sul e seguem para lá. Uma vez lá, eles descobrem as dificuldades que são a realidade da experiência do homesteader. Para complicar, Katie encontra o amor de sua vida, Paul van Riebeck. 

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SOBRE O FILME: Uma aventura bastante vívida magnificamente filmada em CinemaScope em exuberantes locações da África do Sul. Só não é considerado western devido a história não se passar no oeste americano, mas o enredo em si aliado às cenas de tiroteio, incluindo memoráveis batalhas contra os nativos, fazem deste esplêndido trabalho de Henry King muito superior a incontáveis filmes do gênero. Tyrone Power como valente desbravador e Susan Hayward, num papel que lembra Scarlet O’Hara, estão brilhantes.

Curiosidades:
– Henry King queria realizar todas as filmagens em locações, mas um divórcio iminente para Susan Hayward significava que ela tinha de permanecer nos Estados Unidos, onde suas cenas foram feitas, nos estúdios da Fox.
– Por volta de 2500 zulus foram usados como extras.
– Muitos estúdios rejeitaram o projeto do filme por ser muito caro.
– O filme é uma adaptação do romance best-seller da escritora sul-africana Helga Moray vagamente inspirado na vida de uma de suas ancestrais.

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DIREÇÃO: Henry King
ROTEIRO: Talbot Jennings, Frank Fenton and Michael Blankfort (screenplay)
GÊNERO: Aventura/Drama/Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 55min
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ELENCO PRINCIPAL:

Tyrone Power … Paul Van Riebeck
Susan Hayward … Katie O’Neill Kildare
Richard Egan … Kurt Hout
John Justin … Shawn Kildare
Agnes Moorehead … Aggie
Rita Moreno … Julia
Hope Emerson … Maria DeGroot
Brad Dexter … Lt. Christian
Henry O’Neill … Squire O’Neill
Paul Thompson … Tschaka

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


JARDIM DO PECADO (Garden of Evil, 1954 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 9 de julho de 1954

SINOPSE: O astro Gary Cooper lidera o trio de americanos que deve entrar na região montanhosa do México, infestada de índios selvagens, para salvar um homem preso dentro de uma rica mina de ouro. Enquanto rumam para o loca, sonhando com a recompensa de dois mil dólares pelo salvamento, questionam se a vida deles vale o risco de salvar alguém que pode até já estar morto.

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SOBRE O FILME: Baseado numa história escrita por Fred Freiberger e William Tunberg, “Jardim do Pecado” é um bom faroeste.  Realizado pelo famoso cineasta Henry Hathaway, o filme foi rodado nos desertos vulcânicos do México e procura se concentrar nos relacionamentos entre os diversos personagens, alguns movidos pela influência do ouro.

O trabalho de Hathaway é consistentemente bom, assim como a trilha sonora do premiado Bernard Herrmann, um dos compositores preferidos de Hitchcock.  Um dos pontos altos do filme é exatamente o suspense que ele provoca quando as emoções tornam-se tensas entre alguns dos principais personagens.

No elenco, os três maiores destaques são as ótimas atuações de Gary Cooper, Susan Hayward e Richard Widmark.  Este é o segundo filme de Hayward ao lado de Cooper e o terceiro em que ela é dirigida por Hathaway.  Num pequeno papel, a porto-riquenha Rita Moreno aparece cantando parte de duas canções.

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DIREÇÃO: Henry Hathaway
ROTEIRO: Frank Fenton (screenplay), Fred Freiberger and William Tunberg (story)
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 40min
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ELENCO PRINCIPAL:

Gary Cooper … Hooker
Susan Hayward … Leah Fuller
Richard Widmark … Fiske
Hugh Marlowe … John Fuller
Cameron Mitchell … Luke Daly
Rita Moreno … Cantina Singer
Víctor Manuel Mendoza … Vicente Madariaga

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


DEMÉTRIUS E OS GLADIADORES (Demetrius and the Gladiators, 1954 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 16 de junho de 1954

SINOPSE: Esta seqüência de enorme sucesso de “O Manto Sagrado” continua narrando a história de Demétrius (Victor Mature), o escravo grego que, após morte de seu senhor, é sentenciado a ser treinado como gladiador na arena romana. Lá, sua recém descoberta fé cristã é testada quando ele tem que enfrentar não apenas os lutadores e as feras da arena, mas também a má e sensual Messalina (Susan Hayward) e o imperador insano Calígula (Jay Robinson). Repleto de ação e seqüências de luta impressionantes, este é um épico heróico que você não pode perder.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: “Demétrio e os Gladiadores” é um bom filme épico, cuja história acha-se fortemente ligada à de “O Manto Sagrado”, de Henry Koster, produzido no ano anterior.  Realizado pelo cineasta Delmer Daves, o filme é inferior ao de Koster, cuja ênfase achava-se relacionada ao aspecto religioso. Aqui, Daves procurou dar uma maior atenção às cenas de ação, com vários espetáculos das lutas dos gladiadores nas arenas de Roma, bem como, ao envolvimento de Demétrio com Messalina, mulher do tio do imperador Calígula.  Nos dois filmes, os personagens vividos por Victor Mature, Michael Rennie e Jay Robinson são exatamente os mesmos, respectivamente, Demétrio, Pedro e Calígula.

Um de seus pontos altos é sua magnífica trilha sonora.  Merecem ainda atenção as atuações dos atores principais, bem como, de seu bem trabalhado Figurino.

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DIREÇÃO: Delmer Daves
ROTEIRO: Philip Dunne, Lloyd C. Douglas (based on a character created by: in “The Robe”)
GÊNERO: Ação, Drama, História
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 41min
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ELENCO PRINCIPAL:

Victor Mature … Demetrius
Susan Hayward … Messalina
Michael Rennie … Peter
Debra Paget … Lucia
Anne Bancroft … Paula
Jay Robinson … Caligula
Barry Jones … Claudius
William Marshall … Glycon
Richard Egan … Dardanius
Ernest Borgnine … Strabo
Charles Evans … Cassius Chaerea

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


FEITIÇO BRANCO (White Witch Doctor, 1953 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 1 de julho de 1953

SINOPSE: Uma enfermeira jovem e bonita (Susan Hayward) chega ao Congo, em 1907, com o nobre propósito de difundir a medicina dos brancos entre os inassistidos e supersticiosos nativos. Enquanto cumpre sua tarefa altruística, ela tem que lidar com os curandeiros que passam a persegui-la e com sua súbita paixão por um caçador (Robert Mitchum) mais interessado em encontrar ouro.

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SOBRE O FILME: É um filme de muita sensibilidade, para contemplar de coração aberto, compreender as críticas sutis a exploração das riquezas da Africa, mas traz a tona o melhor da humanidade: dedicação, solidariedade, coragem, altruísmo, amor… enfim, belas performances, ótimo cenário, um roteiro que transborda o humanismo puro, e um belo tributo aos profissionais da saúde que vão aos confins do mundo para praticar a solidariedade.

Ótimo filme de Henry Hathaway com uma Susan Hayward mais linda q nunca! está realmente luminosa! Robert Mitchum como o herói cínico está impagável. a África lindamente fotografada é pra se contemplar à parte. muito bom filme esquecido pelo tempo.

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DIREÇÃO: Henry Hathaway
ROTEIRO: Ivan Goff and Ben Roberts (screenplay), Louise A. Stinetorf (based on novel by)
GÊNERO: Ação, Aventura, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 36min
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Ellen Burton
Robert Mitchum … John ‘Lonni’ Douglas
Walter Slezak … Huysman
Mashood Ajala … Jacques
Joseph C. Narcisse … Utembo
Elzie Emanuel … Kapuka
Timothy Carey … Jarrett
Otis Greene … Bakuba boy

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


O DESTINO ME PERSEGUE (The President’s Lady, 1953 – USA)
Rachel Donelson


PAIXÃO DE BRAVO (The Lusty Men, 1952 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 30 de setembro de 1952

SINOPSE: Jeff McCloud, campeão dos rodeios aposentado por uma série de acidentes, retorna à cidade natal. Acaba treinador do ambicioso Wes Merritt, que promete dividir os prêmios com ele. Louise, esposa de Wes, só deseja a tranquilidade da vida do lar e não se sente nada feliz com os triunfos do marido. Jeff e ela acabam se envolvendo e Jeff retorna à arena na esperança de bater o arrogante e infantilizado Wes. Mas isso poderá custar-lhe muito caro.

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SOBRE O FILME: Lusty Men é um dos melhores filmes do Nicholas Ray, embora um dos menos badalados.

Quando começou o filme fiquei imaginando que tipo de questionamentos morais poderiam surgir de um filme sobre rodeios. Questionamentos morais são o que melhor definem os filmes do diretor, na minha opinião, presentes em quase todas suas obras. E eis que surge Robert Mitchum, com quilos de testosterona e toda sua complexidade e ambiguidade moral, embora não seja um homem hipócrita: ele é o que é e não tem a menor vergonha disso!

Outro ponto comum dos filmes de Nicholas Ray está presente em Lusty Men: a mulher inconformada com o seu papel de mulher tradicional. Personagens fortes, estória fascinante, e final digno do grande diretor que Nicholas Ray foi. Sensacional.

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DIREÇÃO: Nicholas Ray
ROTEIRO: Horace McCoy and David Dortort (written for the screen by), Claude Stanush (suggested by a story by)
GÊNERO: Ação, Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 53min
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ELENCO PRINCIPAL:

Susan Hayward … Louise Merritt
Robert Mitchum … Jeff McCloud
Arthur Kennedy … Wes Merritt
Arthur Hunnicutt … Booker Davis
Frank Faylen … Al Dawson
Walter Coy … Buster Burgess
Carol Nugent … Rusty Davis
Maria Hart … Rosemary Maddox
Lorna Thayer … Grace Burgess
Burt Mustin … Jeremiah Watrus

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


AS NEVES DO KILIMANJARO (The Snows of Kilimanjaro, 1952 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 17 de setembro de 1952

SINOPSE: O escritor Harry Street (Gregory Peck), ferido gravemente durante um safári na África, aguarda a chegada de ajuda médica aos pés da montanha de Kilimanjaro, na África. Enquanto o auxílio não vem, ele relembra à esposa Helen (Susan Hayward) suas frustradas aventuras amorosas e seus fracassos como escritor. Em estado delirante, ele revive seu único romance verdadeiro, com Cynthia Green (Ava Gardner), cuja paixão ele deixou escapar devido à obsessão em viajar pelo mundo em busca de temas para seus livros.

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SOBRE O FILME: Gregory Peck estrela esta aventura filmada em exóticas paisagens do Quênia, na África negra, ao lado de três belíssimas mulheres: Ava Gardner, apelidade de “o mais belo animal vivo”, Susan Hayward, cinco vezes indicada ao Oscar, vencedora pelo filme Quero viver (1958), e a alemã Hildegard Knef. As Neves do KIlimanjaro é baseado num argumento do escritor americano Ernest Hemingway e teve duas indicações ao Oscar, para a belíssima fotografai colorida e para a exuberante direção de arte.

Baseado no livro homônimo de Ernest Hemingway, “As Neves de Kilimanjaro” é um bom drama romântico.  Realizado pelo cineasta Henry King, o filme parte de um roteiro escrito por Casey Robinson, que apresenta uma bem construída narrativa clássica.

Como exemplo de adaptação para o cinema de um livro do grande escritor americano, “As Neves de Kilimanjaro” fica abaixo de outras adaptações feitas anteriormente como, por exemplo, “Por Quem os Sinos Dobram” de Sam Wood, 1943.

A música é de ótima qualidade, incluindo belas canções de Cole Porter.  Merece destaque uma cena em que o grande e imortal jazzista Benny Carter toca seu sax tenor numa festa em Paris.  A fotografia de Leon Shamroy é um dos pontos mais fortes do filme, ao conseguir captar, com maestria, belíssimas cenas do continente africano, de milionárias Vilas e iates do Mediterrâneo, de Paris, de touradas na Espanha e da guerra espanhola.

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DIREÇÃO: Henry King
ROTEIRO: Casey Robinson (screenplay), Ernest Hemingway (short story)
GÊNERO: Aventura, Drama, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 54min
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ELENCO PRINCIPAL:

Gregory Peck … Harry Street
Susan Hayward … Helen
Ava Gardner … Cynthia Green
Hildegard Knef … Countess Liz
Leo G. Carroll … Uncle Bill
Torin Thatcher … Johnson
Ava Norring … Beatrice
Helene Stanley … Connie
Marcel Dalio … Emile

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


MEU CORAÇÃO CANTA (With a Song in My Heart, 1952 – USA)
Jane Froman



DAVID E BETSABÁ (David and Bathsheba, 1951 – USA) (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 14 de agosto de 1951

SINOPSE: O rei David vive uma fase de glórias. Após conquistas seguidas seu reino e está crescendo, e sua popularidade também. Mas não se sente completo sem uma mulher para lhe amar. E quando avista Betsabá, mulher de seu fiel soldado Urias, tomando banho no terraço vizinho sente que ela é seu grande amor. Porém esse relacionamento é proibido, e mortalmente condenável segundo as leis de Moisés.

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SOBRE O FILME: Realizado pelo cineasta Henry King, a partir de um roteiro escrito por Philip Dunne, “Daví e Betsabá” é um ótimo filme bíblico produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1951. Sua trama, baseada numa passagem do Antigo Testamento, conta a história do relacionamento amoroso entre o Rei Daví e Betsabá, a esposa de Urias, um militar do exército de Daví.

Na direção, King, demonstrando mais uma vez seu completo domínio da câmera, nos brinda com mais um belo trabalho. Na área técnica, merecem ainda ser destacadas a excelente fotografia assinada por Leon Shamroy, o belíssimo figurino a cargo de Edward Stevenson, e a inesquecível trilha sonora de Alfred Newman.

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DIREÇÃO: Henry King
ROTEIRO: Philip Dunne (written for the screen by)
GÊNERO: Drama, História, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 56min
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ELENCO PRINCIPAL:

Gregory Peck … King David
Susan Hayward … Bathsheba
Raymond Massey … Nathan
Kieron Moore … Uriah
James Robertson Justice … Abishai
Jayne Meadows … Michal
John Sutton … Ira
Dennis Hoey … Joab

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


AMBIÇÃO DE MULHER (I Can Get It for You Wholesale, 1951 – USA)
Harriet Boyd


CORREIO DO INFERNO (Rawhide, 1951 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 25 de março de 1951

SINOPSE: No Velho Oeste, o jovem Tom Owens trabalha como assistente numa distante estação de comboios, ponto de parada das diligências que fazem aquele percurso. A chegada de uma quadrilha liderada por Rafe Zimmerman, que pretende assaltar um carregamento de 100 mil dólares em ouro que chegará à estação no dia seguinte, cria um ambiente de tensão e medo. Feitos reféns pelo belos bandidos, Tom e Vinnie, uma passageira da última diligência, precisam encontrar uma maneira de escapar e evitar o crime.

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SOBRE O FILME: Baseado em um excelente roteiro, o filme mostra como o estilo impessoal de um artesão pode ser eficaz e vigoroso. Henry Hathaway dirige com muita competência e, com o amparo de uma boa fotografia e interpretações homogêneas, imprime neste western, que é também um thriller, o máximo de suspense.

Faroeste com toques psicológicos, onde as situações vão revelando a fibra (ou a falta dela) dos personagens. O destaque, porém, é Susan Hayward e sua Vinnie Holt, que nada tem das heroínas frágeis e submissas, por vezes apagadas, do gênero western. Decidida, corajosa, inteligente, de temperamento forte, ela é uma digna companheira para Owen – a parceria do casal que é construída através dos percalços da trama. 

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DIREÇÃO: Henry Hathaway
ROTEIRO: Dudley Nichols
GÊNERO: Faroeste
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 29min
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ELENCO PRINCIPAL:
Tyrone Power … Tom Owens
Susan Hayward … Vinnie Holt
Hugh Marlowe … Rafe Zimmerman
Dean Jagger … Yancy
Edgar Buchanan … Sam Todd
Jack Elam … Tevis
George Tobias … Gratz
Jeff Corey … Luke Davis
James Millican … Tex Squires
Louis Jean Heydt … Fickert


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


UM HOMEM E SUA ALMA (I’d Climb the Highest Mountain, 1951 – USA) Mary Elizabeth Eden Thompson


MEU MAIOR AMOR (My Foolish Heart, 1949 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 25 de dezembro de 1949

SINOPSE: Depois de um longo período de ausência, Mary Jane decide visitar sua grande amiga dos tempos de escola, Eloise, que vive com a filha Ramona. Mary descobre que Eloise é alcoólatra e enfrenta enormes problemas com o marido, Lew Wengler. Durante o encontro surgem várias revelações. Eloise confessa à amiga que seu verdeiro amor sempre foi Walt Dreiser, quando se conheceram no início da Segunda Guerra. E, ainda que isso possa trazer lembranças desagradáveis, também são colocados à mesa os motivos que levaram Mary Jane a romper as relações com Eloise, e como Lew se casou com ela, e não com Mary Jane.

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SOBRE O FILME: Melodrama indicado a 2 categorias no Oscar: melhor atriz, Susan Hayward (1917-1975) e melhor canção original. O roteiro é baseado no conto “Uncle Wiggily in Connecticut” (“Tio Wigilly em Connecticut”, no Brasil), o único trabalho do escritor J. D. Salinger (1919-2010) adaptado para o cinema. Segundo fãs do escritor, ele teria odiado o que viu nas telas e, por isso, jamais teria autorizado a filmagem de quaisquer outras de suas obras. Um bom drama romântico, apesar do ritmo ser um pouco parado, cujo roteiro extremamente sentimental procura explorar.

Partindo de um roteiro razoavelmente bom, com algumas reviravoltas, Robson consegue imprimir um bom ritmo à trama, no que é ajudado pela belíssima trilha sonora de Victor Young, onde se destaca a canção-título, “My foolish heart”, bem como, pela magnífica atuação de Susan Hayward.  No elenco, merecem ainda ser destacadas as interpretações de Robert Keith e Lois Wheeler.

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DIREÇÃO: Mark Robson
ROTEIRO: Julius J. Epstein and Philip G. Epstein (screen play), J.D. Salinger (story “Uncle Wiggily in Connecticut”)
GÊNERO: Drama, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 38min
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ELENCO PRINCIPAL:
Dana Andrews … Walt Dreiser
Susan Hayward … Eloise Winters
Kent Smith … Lew Wengler
Lois Wheeler … Mary Jane
Jessie Royce Landis … Martha Winters
Robert Keith … Henry Winters
Gigi Perreau … Ramona
Karin Booth … Miriam Ball


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


SANGUE DO MEU SANGUE (House of Strangers, 1949 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 1 de julho de 1949

SINOPSE: Max Monetti é atormentado pelo desejo de vingança contra seus três ambiciosos irmãos. Porém ele não deseja apenas tomar o banco dos irmãos, mas também sete anos perdidos de sua vida, e é justamente ao reconsiderar estes sete anos que ele irá decidir o que fazer.

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SOBRE O FILME: Joseph Mankiewicz dirige e roteiriza Sangue do Meu Sangue (título dado no Brasil e, pra variar, muito pouco sedutor). A montagem, respeitando uma ordem em formato de flashback, consegue imprimir fluidez e a agilidade revelando as peças dessa intriga marcada pela ganância. O roteiro consegue ambientar o espectador dentro do universo de uma família de imigrantes italianos cujo patriarca prosperou fazendo fortuna como banqueiro. A câmera de Mankiewicz vai compondo a sequencia de imagens com poder narrativo forte e com uma sofisticação precisa no uso das sombras num cenário de cores preto e branco. Edward G. Robinson como o patriarca machista, centralizador e ditatorial rouba as cenas e é a presença, indiscutivelmente, mais forte junto com Susan Hayward no papel da amante de um dos herdeiros. Visualmente irrepreensível e com uma trama bem desenvolvida, Joseph Mankiewicz passa,mais uma vez, seu recado sobre a falta de limites de corruptibilidade da alma. Sob a mão orientadora do brilhante diretor Mankiewicz, o filme é marcado pela magistral fotografia em preto e branco de Milton R. Krasner, bem como, pela excelente trilha sonora assinada pelo maestro e compositor russo Daniele Amfitheatrof.

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DIREÇÃO: Joseph L. Mankiewicz
ROTEIRO: Philip Yordan (screenplay), Jerome Weidman (novel), Joseph L. Mankiewicz (writer of retakes)
GÊNERO: Crime, Drama, Film-Noir
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 41min
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ELENCO PRINCIPAL:
Edward G. Robinson … Gino Monetti
Susan Hayward … Irene Bennett
Richard Conte … Max Monetti
Luther Adler … Joe Monetti
Paul Valentine … Pietro Monetti
Efrem Zimbalist Jr. … Tony Monetti
Debra Paget … Maria Domenico
Hope Emerson … Helena Domenico
Esther Minciotti … Theresa Monetti
Diana Douglas … Elaine Monetti
Tito Vuolo … Lucca


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


TULSA (Tulsa, 1949 – USA)
Cherokee Lansing

UM HOMEM IRRESISTÍVEL (The Saxon Charm, 1948 – USA)
Janet Busch


PAIXÃO E SANGUE (Tap Roots, 1948 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 25 de agosto de 1948

SINOPSE: Em 1860, no Mississippi, os Dabney, fundadores da plantação de Dabney em Levington, experimentam tragédias e tumultos quando se recusam a se juntar a ambos os lados da Guerra Civil Americana.

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SOBRE O FILME: Melodrama de guerra e faroeste baseado na obra “Tap roots”, de James H. Street (1903-1954), de 1942. Foi muito vagamente baseado na história da vida real de Newton Knight, um proprietário de fazenda que tentou separar Jones County do Mississippi. O filme é também conhecido como “Raízes de paixão”. É um pouco longo demais para o gênero, mas o elenco é interessante e isso ajuda um pouco.

Montanhas são mostradas no fundo de algumas cenas. Não há montanhas desse tamanho em nenhum lugar do Mississippi. Mas o problema maior é que o casal Van Heflin (1908-1971) e Susan Hayward (1917-1975) não combinam muito, principalmente devido a falta de química entre eles. O mais curioso no elenco é ver Boris Karloff (1887-1969) interpretando o índio Tishomingo, um papel atípico em sua carreira. Há uma participação especial do ex-Tarzan Elmo Lincoln (1889-1952) como um sargento.

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DIREÇÃO: George Marshall
ROTEIRO: James Street (novel), Alan Le May, Lionel Wiggam (additional dialogue)
GÊNERO: Drama, Romance, Faroeste
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 49min
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ELENCO PRINCIPAL:
Van Heflin … Keith Alexander
Susan Hayward … Morna Dabney
Boris Karloff … Tishomingo
Julie London … Aven Dabney
Whitfield Connor … Clay MacIvor
Ward Bond … Hoab Dabney
Richard Long … Bruce Dabney
Arthur Shields … Rev. Kirkland
Griff Barnett … Dr. MacIntosh


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


RECORDAÇÕES (The Lost Moment, 1947 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 21 de novembro de 1947

SINOPSE: Escritor americano vai para a Itália, obcecado pela ideia de encontrar as cartas de amor, perdidas, de um grande poeta. Lá, se envolve com uma jovem e bela neurótica que põe sua vida em perigo.

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SOBRE O FILME: Tem pouco do texto original de Henry James no qual diz ser baseado, mas a história, o clima, Susan Hayward – enfim, é muita coisa memorável. Um gótico cheio de estilo. Como Susan Hayward era divina, interpretou praticamente duas personagens e não deixou a peteca cair, mesmo sob um roteio às vezes confuso.

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DIREÇÃO: Martin Gabel
ROTEIRO: Leonardo Bercovici (screenplay), Henry James (based on the novel “The Aspern Papers”)
GÊNERO: Drama, Romance, Film-noir
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 29min
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ELENCO PRINCIPAL:
Robert Cummings … Lewis Venable
Susan Hayward … Tina Bordereau
Agnes Moorehead … Juliana Borderau
Joan Lorring … Amelia
Eduardo Ciannelli … Father Rinaldo
John Archer … Charles
Frank Puglia … Pietro
Minerva Urecal … Maria
William Edmunds … Vittorio


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


A RUA DAS ALMAS PERDIDAS (They Won’t Believe Me, 1947 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 16 de julho de 1947

SINOPSE: No decorrer da ação do tribunal em que está sendo julgado, o mulherengo corretor californiano, Larry Balantine, conta como foi a morte de sua esposa e amante, de forma a assumir a difícil posição de explicar como essas mortes foram simplesmente acidentais, até um final inesperado.

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SOBRE O FILME: Tal qual O Destino Bate a Porta, o filme tem estrutura narrativa noire, mas usa iluminação neutra. Há também uma reviravolta na intriga muito semelhante em ambas as realizações: o acidente de carro que vai trazer consequências sérias para o herói. É o destino que, como ele próprio diz, “me deu a última carta do baralho”. Ballentine é um homem sem caráter, que acaba encontrando uma mulher que vai lhe dar a oportunidade de se rebelar contra sua esposa rica (“Eu era uma propriedade privada com um letreiro dizendo: entrada proibida”); porém sabe o que está em jogo, quando corresponde ao seu convite sexual (“Ela era dinamite embrulhada em seda”).

Entretanto, Verna demonstra sua sinceridade, quando rasga o cheque que não chegou a sacar. E Ballentine parece realmente apaixonado. Porém a fatalidade já os havia marcado. Pichel mantém a narrativa permanentemente excitante, até atingir um clímax espetacular, mas além do final de impacto, merece ser lembrada a cena em que Ballentine carrega o corpo de Gretta nos braços para jogá-lo na cachoeira e vê o Palomino branco da falecida no alto do morro, um belo simbolismo dramatizado pela música dark de Roy Webb.

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DIREÇÃO: Irving Pichel
ROTEIRO: Jonathan Latimer (screen play), Gordon McDonell (story)
GÊNERO: Drama, Romance, Film-noir
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 35min
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ELENCO PRINCIPAL:
Susan Hayward … Verna Carlson
Robert Young … Larry Ballentine
Jane Greer … Janice Bell
Rita Johnson … Greta Ballentine
Tom Powers … Trenton
George Tyne … Lieutenant Carr
Don Beddoe … Thomason
Frank Ferguson … Cahill
Harry Harvey … Judge Charles Fletcher


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


DESESPERO (Smash-Up: The Story of a Woman, 1947 – USA)
Angie Evans


PAIXÃO SELVAGEM (Canyon Passage, 1946 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 15 de julho de 1946

SINOPSE: O homem de negócios, Logan Stuart (Dana Andrews), está escoltando a noiva de seu amigo, Lucy Overmire (Susan Hayward), de volta para sua casa na distante cidade de Jacksonville, no Oregon. No trajeto de sua dura jornada Lucy se sente atraída por Logan cujo coração parece pertencer a outra pessoa. Quando chegam em Jacksonville, vários fatos começam a acontecer envolvendo vilões, damas, triângulos amorosos, assassinatos…

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SOBRE O FILME: O que esperar quando um mestre como Jacques Tourneur, após suas incursões no noir e no terror, envereda para o western e faz o primeiro filme em cores de sua carreira? O diretor estava num tempo inspirado — faria Fuga do Passado no ano seguinte, e logo depois Expresso para Berlin. Até hoje, considerava Choque de Ódios, de 1955, seu grande western. Por mais que ali ele também entregasse uma grande obra, desconstruindo e reconstruindo um ícone do gênero, nada supera a forma como ele entra no western arrebentando a porta com o pé e ajudando a mostrar que é possível fazer um filme de gênero sem se ancorar em alguns dos dogmas, convenções e estereótipos padronizados. Paixão Selvagem é um filme para se contemplar, e é provável que a cada revisão as sutis referências, abordagens pouco usuais e personagens nada caricatos se ressaltem ainda mais.

Tourneur, um mestre na composição com sombras, constrói uma obra repleta de cores mas que tem na forma como a luz interage com a sombra uma de suas melhores marcas, cortesia do trabalho do diretor de fotografia Edward Cronjager, que só nos anos 40 foi indicado quatro vezes ao Oscar da categoria e já o havia sido antes por Cimarron, em 1931. Aqui, o trabalho de Cronjager emoldura uma brilhante mise-en-scéne. Como em outros trabalhos de Tourneur, os enquadramentos são precisos, e a razão de aspecto tradicional de 4:3 não o impede de encher a tela de elementos e posicioná-los de forma precisa, inclusive no trabalho em profundidade. Mas o mais brilhante é mesmo a forma como a câmera se movimenta e, sem o espaço lateral e horizontal, constrói a mise-en-scène em longos planos, panorâmicas ou movimentos que apresentam uma ação e, aos poucos, vai se movendo de uma ação para outra, de um personagem a outro, sem corte. Uma aula de movimentação, marcação e encenação. Elegante demais…

Paixão Selvagem simplesmente não se encaixa nos dogmas padrão do gênero, o que torna a viagem pelo primeiro western de Tourneur ainda mais deliciosa ou, como define de forma simples Scorsese, uma visita a um dos mais “misteriosos e estranhos exemplares do gênero”. O mesmo Scorsese lembra que não há desertos ou pradarias. É um exemplar ambientado nas fronteiros do norte, em Portland, em 1856. Mas não é aí que está a inquietude da falta de dogmas: o herói, aqui, não se sacrifica pela cidade, ele enfrenta a imposição da comunidade para que lute. Seus valores morais são tão corrompidos quanto o do homem que o antagoniza, e ele faz valer a ideia de que não se deve julgar a ninguém — mesmo ele, nós percebemos, pode deturpar suas noções de certo e errado quando há interesses envolvidos.

Nada melhor para ilustrar isso do que o leve e quase imperceptível sorriso de Lucy, personagem de Susan Hayward, quando ouve que seu noivo George foi condenado à morte. Sua morte a deixará livre para se dedicar ao seu amor por Logan. Os personagens de Paixão Selvagem, mesmo ancorados por um discurso padrão de gênero, são hipócritas. E Torneur faz dessa e de outras quebras de convenção o ponto forte do filme.

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DIREÇÃO: Jacques Tourneur
ROTEIRO: Ernest Pascal (screenplay), Ernest Haycox (novel)
GÊNERO: Faroeste
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 32min
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ELENCO PRINCIPAL:
Dana Andrews … Logan Stuart
Brian Donlevy … George Camrose
Susan Hayward … Lucy Overmire
Patricia Roc … Caroline Marsh
Ward Bond … Honey Bragg
Hoagy Carmichael … Hi Linnet
Fay Holden … Mrs. Overmire
Stanley Ridges … Jonas Overmire
Lloyd Bridges … Johnny Steele
Andy Devine … Ben Dance


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Revista Moviement/
Fábio Luis Rockenbach.


MORTE AO AMANHECER (Deadline at Dawn, 1946 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 18 de março de 1946

SINOPSE: O marujo Alex Winkley leva inadvertidamente o dinheiro de Edna Bartelli, a garota com a qual passou a noite. Alex faz amizade com June Goth, uma jovem que trabalha em um dancing, e lhe conta o ocorrido. Quando vão devolver o dinheiro, encontram Edna estrangulada no seu apartamento. Winkley não consegue se lembrar do que aconteceu, pois estava embriagado, mas June acredita na sua inocência. um chofer de táxi, Gus, oferece-lhes auxilio e os três começam a investigar.

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SOBRE O FILME: O filme é uma adaptação bastante livre de um drama de mistério de Comei” Woolrich, feita pela famosa dupla de diretor-autor do The Group Theatre, a única colaboração entre Clurman e Odets no cinema. o tema do soldado desmemoriado acusado de um crime e a corrida contra o tempo para provar sua inocência, certos tipos estranhos (o pianista cego apaixonado por Edna, o tímido imigrante obcecado pelas dançarinas etc.) e o ambiente noturno cheio de sombras são tipicamente noir. Entretanto, faltou aquilo que é fundamental na ficção de Woolrich: a sensação de que na metrópole existe “algo mais do que a noite”. um sentimento de solidão e desespero por parte dos protagonistas, a ameaça do Mal, uma força demiúrgica que rege a vida de seus habitantes noturnos. Alex não parece um herói dark, mas simplesmente uma “criança desamparada”, como diz June mais de uma vez no decorrer da narrativa, e o assassino é apenas um homem bondoso que “matou por amor”.

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DIREÇÃO: Harold Clurman
ROTEIRO: Clifford Odets (screenplay), Cornell Woolrich (based upon a novel by)
GÊNERO: Film-noir, Mistério, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 23min
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ELENCO PRINCIPAL:
Susan Hayward … June Goffe
Paul Lukas … Gus Hoffman
Bill Williams … Alex Winkler
Joseph Calleia … Val Bartelli
Osa Massen … Helen Robinson
Lola Lane … Edna Bartelli
Jerome Cowan … Lester Brady
Marvin Miller … Sleepy Parsons
Roman Bohnen … Frantic Man with Injured Cat
Steven Geray … Edward Honig


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


NUNCA É TARDE (And Now Tomorrow, 1944 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 22 de novembro de 1944

SINOPSE: Emily Blair é rica e surda. Doutor Vance, que cresceu pobre em Blairtown, está trabalhando em um soro para curar a surdez, ele quer testá-lo em Emily, mas não funciona. Vance tenta um novo soro que provoca um desmaio em Emily… Vai funcionar desta vez?

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SOBRE O FILME: O foco principal deste filme é a crescente atração mútua entre médico e paciente, apesar de todas as suas diferenças. Uma subtrama também envolve Sullivan vendo a irmã de Young, Susan Hayward, ao lado. o filme é uma espécie de versão secular de Magnificent Obsession, sem toda a baboseira religiosa que Lloyd C. Douglas colocou em seu trabalho. Para quem gosta de filmes tipo novela And Now Tomorrow serve. Young fez uma tonelada disso em sua carreira, mas não era a preferência de Alan Ladd.

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DIREÇÃO: Irving Pichel
ROTEIRO: Frank Partos and Raymond Chandler (screen play), Rachel Field (novel)
GÊNERO: Drama, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 26min
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ELENCO PRINCIPAL:
Alan Ladd … Doctor Merek Vance
Loretta Young … Emily Blair
Susan Hayward … Janice Blair
Barry Sullivan … Jeff Stoddard
Beulah Bondi … Aunt Em
Cecil Kellaway … Doctor Weeks
Grant Mitchell … Uncle Wallace
Helen Mack … Angeletta Gallo


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


O GRANDE BRUTO (The Hairy Ape, 1944 – USA)
Mildred Douglas


ROMANCE DOS SETE MARES (The Fighting Seabees, 1944 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 10 de março de 1944

SINOPSE: Wedge Donovan (John Wayne) é o chefe de uma companhia de construção civil localizada no Pacífico Sul, antes do ataque a Pearl Harbor. Assim, quando o ataque ocorreu, trabalhadores dele foram mortos ou ficaram mutilados, pois é proibido civis usarem armas. Assim ele vai até Washington com o oficial Robert Yarrow Dennis O’Keefe), que proibiu o uso de armas mas só por estar cumprindo ordens, pois Robert acha a regra errada. Apesar dos argumentos de Donovan para a Marinha, lhe negam permissão para treinar seus homens para combate. Só depois de incorrer grandes perdas é dado a Donovan uma patente, com seus homens se alistando oficialmente na Marinha. Paralelamente Constance Chesley (Susan Hayward), a namorada de Yarrow, se sente atraída por Wedge.

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SOBRE O FILME: Drama de guerra indicado ao Oscar de melhor trilha sonora de comédia ou drama. O retrato do filme de personagens japoneses foi considerado particularmente racista, mesmo para um filme de propaganda feito durante a Segunda Guerra Mundial. Produzido originalmente em preto e branco, há também disponível em uma versão colorida computadorizada.

O nome “Seabees” é um apelido para a divisão de Batalhões de Construção da Marinha dos EUA (CBs). Uma das raras vezes em que vemos John Wayne (1907-1979) dançando. Ele executa o “Jitterbugger” com Adele Mara (1923-2010) na cena da boate. Este foi um dos 7 filmes

Um dos filmes populares da Segunda Guerra Mundial de John Wayne, em que seu herói mostra a esperada independência rebelde. O filme é também um ménage-a-trois romântico que é um tanto atípico para a sua filmografia. O final é um pouco apressado e eu me senti dizendo: “O que aconteceu?” Mas não deixa de ser um bom filme de guerra, apesar de ser mais focado no drama romântico e de ter poucas sequências de batalhas.

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DIREÇÃO: Edward Ludwig
ROTEIRO: Borden Chase and Æneas MacKenzie (screenplay)
GÊNERO: Drama, Romance, Guerra
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 40min
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ELENCO PRINCIPAL:
John Wayne … Lt. Cmdr. Wedge Donovan
Susan Hayward … Constance Chesley
Dennis O’Keefe … Lt. Cmdr. Robert Yarrow
William Frawley … Eddie Powers
Leonid Kinskey … Johnny Novasky
J.M. Kerrigan … Sawyer Collins
Grant Withers … Whanger Spreckles
Paul Fix … Ding Jacobs
Ben Welden … Yump Lumkin
William Forrest … Lt. Tom Kerrick


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


JACK LONDON (Jack London, 1943 – USA)
Charmian Kittredge

NASCE O AMOR (Hit Parade of 1943)
Jill Wright

CLUBE DOS INOCENTES (Young and Willing, 1943 – USA)
Kate Benson

COQUETEL DE ESTRELAS (Star Spangled Rhythm, 1942 – USA)
Genevieve in Priorities Skit


CASEI-ME COM UMA FEITICEIRA (I Married a Witch, 1942 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 21 de dezembro de 1942

SINOPSE: No século 17, a bruxa Jennifer e seu pai são queimados em uma fogueira por Wooley. Antes de morrer, ela amaldiçoa Wooley e seus descendentes, para que eles nunca sejam felizes no casamento. Já no século 20, Jennifer volta para tentar se vingar do último descendente dos Wooley, com uma poção de amor. Mas algo sai errado em seu plano.

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SOBRE O FILME: Casei-me com uma Feiticeira (I Married a Witch), lançado em 1942, é uma comédia brilhante, coescrita e dirigida por René Clair. Estrelada por Veronica Lake e Fredrich March.

Veronica Lake nasceu para esse papel. Ela tinha o timing cômico perfeito ao executar as diabruras de Jennifer. A personagem possui uma dualidade muito pontual. Ao mesmo tempo que ela é uma mulher belíssima, capaz de seduzir qualquer homem com seu charme, também tem um lado infantil muito vivo, principalmente quando está executando alguma de suas travessuras para arruinar a vida sentimental de Wooley. Veronica tinha essa capacidade de mudar rapidamente entre essas duas “personas”. Em um minuto, conseguia ser uma diva irresistível… Alguns segundos depois, transformava-se em uma moleca que estava descendo um corrimão de uma escadaria, extraindo toda a diversão possível do ato, como se fosse uma criança levada.

Fredrich March e Veronica Lake protagonizam um casal um tanto improvável, o qual acaba conquistando a afeição do público aos poucos, graças ao duelo hilário que travam na tela. Os dois atores não se deram bem durante as gravações, mas é algo imperceptível no resultado final do filme, pois a química entre os dois é bastante crível. Muito profissionalismo envolvido de ambas as partes. 

Casei-me com uma Feiticeira possui momentos cômicos muito bem escritos. Eu sou apaixonada pelas cenas do casamento de Wooley. É um tipo de humor muito simples, porém eficiente. René Clair, em 1942, foi um precursor e usou na película vários elementos, referentes ao imaginário da bruxaria, os quais seriam imitados por vários outros longa-metragens e séries nos anos seguintes. A própria história do filme, sem dúvida nenhuma, foi uma das grandes inspirações para o seriado A Feiticeira (Bewitched).  

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DIREÇÃO: René Clair
ROTEIRO: Robert Pirosh and Marc Connelly (screen play), Thorne Smith (based upon a story: The Passionate Witch)
GÊNERO: Comédia, Fantasia, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 40min
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ELENCO PRINCIPAL:
Fredric March … Jonathan Wooley
Veronica Lake … Jennifer
Robert Benchley … Dr. Dudley White
Susan Hayward … Estelle Masterson
Cecil Kellaway … Daniel
Elizabeth Patterson … Margaret
Eily Malyon … Tabitha Wooley
Robert Warwick … J.B. Masterson
Robert Greig … Town Crier
Viola Moore … Martha


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


CLARÃO NO HORIZONTE (The Forest Rangers, 1942 – USA)
Tana ‘Butch’ Mason


VENDAVAL DE PAIXÕES (Reap the Wild Wind, 1942 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 18 de março de 1942

SINOPSE: Loxi (Paulette Goddard) é a jovem empresária que cuida de uma empresa de manutenção de barcos. O negócio é muito lucrativo, uma vez que a costa da Flórida em 1840 possui águas rasas e coberta de corais. Quando resgata um navio bastante danificado, Loxi conhece o capitão Jack Stuart (John Wayne), por quem se apaixona. A ponto de lutar ao lado do amado para convencer os proprietários do barco que Stuart não teve nenhuma culpa nos estragos. O romance entre eles estará em risco quando o advogado contratado por ela, Stephen Tolliver (Ray Milland), também se apaixona pela moça.

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SOBRE O FILME: Realizado pelo cineasta Cecil B. DeMille, “Vendaval de Paixões” é um bom filme norte-americano produzido pela Paramount Pictures em 1942. Sua trama, baseada numa obra de Thelma Strabel, é marcada por uma boa dose de tensão, notadamente na segunda parte do filme.

Embora não seja extraordinária, a direção de DeMille se mostra bastante segura, bastante clássica. Ainda na área técnica, destacam-se a fotografia de Victor Milner e William Skall, bem como, os efeitos especiais, principalmente se considerarmos que se trata de um filme dos anos 1940.

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DIREÇÃO: Cecil B. DeMille
ROTEIRO: Alan Le May, Charles Bennett and Jesse Lasky Jr. (screenplay)
GÊNERO: Ação, Aventura, Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 3min
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ELENCO PRINCIPAL:
Ray Milland … Stephen Tolliver
John Wayne … Captain Jack Stuart
Paulette Goddard … Loxi Claiborne
Raymond Massey … King Cutler
Robert Preston … Dan Cutler
Lynne Overman … Captain Phillip Philpott
Susan Hayward … Drusilla Alston
Charles Bickford … Mate of the ‘Tyfib’
Walter Hampden … Commodre Devereaux
Louise Beavers … Maum Maria


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


HERANÇA DE ÓDIO (Among the Living, 1941 – USA) Millie Pickens

ADORÁVEL INTRUSA (Sis Hopkins, 1941 – USA)
Carol Hopkins

OS QUATRO FILHOS DE ADÃO (Adam Had Four Sons, 1941 – USA)
Hester Stoddard

BOCA NÃO É GARGANTA ($1000 a Touchdown, 1939 – USA)
Betty McGlen

OUR LEADING CITIZEN (Our Leading Citizen, 1939 – USA)
Judith Schofield


BEAU GESTE (Beau Geste, 1939 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 2 de agosto de 1939

SINOPSE: Michael “Beau” Geste deixa a Inglaterra depois de acontecimentos que o deixaram frustrado, e se junta a infame Legião Estrangeira Francesa. Lá, ele se reúne com seus dois irmãos no norte da África, onde enfrentam mais perigo com seu comandante sádico do que com os árabes rebeldes.

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SOBRE O FILME: “Beau Geste” é um excelente filme de aventura e ação, cuja trama envolve três irmãos que fogem da Inglaterra para evitar um escândalo e se tornam membros da Legião Estrangeira Francesa.   O roteiro, de Robert Carson, foi baseado no livro homônimo de Percival Christopher Wren, e inclui lealdade entre irmãos, honra patriótica, auto-sacrifício e traição.

Além do excelente roteiro, o filme apresenta a direção segura de William A. Wellman, um ótimo trabalho de edição, bem como, de direção de arte, e um elenco de primeira linha.

Gary Cooper está magnífico no papel de Beau Geste.  Ray Milland e Robert Preston também estão ótimos como seus irmãos mais novos.  J. Carrol Naish está igualmente memorável como o legionário ladrão, Rasinoff.  O grande destaque, entretanto, fica por conta de Brian Donlevy, que rouba todas as cenas como o sádico sargento Markoff.  A bela Susan Hayward, em seus 21 anos de idade, tem um papel pequeno como a doce Isobel Rivers.

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DIREÇÃO: William A. Wellman
ROTEIRO: Robert Carson (screen play), Percival Christopher Wren (novel)
GÊNERO: Ação, Aventura, Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 52min
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ELENCO PRINCIPAL:
Gary Cooper … Beau Geste
Ray Milland … John Geste
Robert Preston … Digby Geste
Brian Donlevy … Sergeant Markoff
Susan Hayward … Isobel Rivers
J. Carrol Naish … Rasinoff
Albert Dekker … Schwartz
Broderick Crawford … Hank Miller
Charles Barton … Buddy McMonigal
James Stephenson … Major Henri de Beaujolais


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


MULHERES CULPADAS (Girls on Probation, 1938 – USA)
Gloria Adams


O GÊNIO DO CRIME (The Amazing Dr. Clitterhouse, 1938 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 20 de julho de 1938

SINOPSE: O doutor Clitterhouse está fascinado pelo estudo dos estados físico e mental de infratores. Para observá-los de perto, ele toma parte numa gangue de ladrões de joias.

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SOBRE O FILME: Drama policial noir com humor e suspense que foi escrito por John Wexley e John Huston, baseado na primeira peça escrita pelo escritor de contos britânico Barré Lyndon (1896-1972), que durou três meses na Broadway. Este filme teve mais 2 versões inglesas feitas para a TV: The amazing Dr. Clitterhouse (47) e The amazing Dr. Clitterhouse (62). Quase todos os nomes dos personagens foram alterados da peça original em que o filme se baseou.

O brincalhão Humphrey Bogart (1899-1957) depreciativamente se referiu a este filme como “The amazing Doctor Clitoris”. O ator, em performance de coadjuvante, disse mais tarde que o papel de “Rocks” Valentine era um dos seus menos favoritos. A voz de Ronald Reagan pode ser ouvida como locutor de rádio, um trabalho que o ex-presidente americano realizou antes de começar como ator de cinema.

Uma premissa decente cheia de performances divertidas. Infelizmente, a estória continua se revezando e parece que você está assistindo três filmes diferentes. Não é dos melhores trabalhos do quase sempre eficiente Edward G. Robinson (1893-1973), ou de Bogart, mas vale a pena assistir. “Dr. Clitterhouse” foi uma mudança refrescante dos filmes de crime conscientemente espirituosos e sofisticados que circularam desde o advento de A ceia dos acusados (34).

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DIREÇÃO: Anatole Litvak
ROTEIRO: John Wexley and John Huston (screen play)
GÊNERO: Crime, Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 27min
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ELENCO PRINCIPAL:
Edward G. Robinson … Dr. Clitterhouse
Claire Trevor … Jo Keller
Humphrey Bogart … ‘Rocks’ Valentine
Allen Jenkins … Okay
Donald Crisp … Inspector Lane
Gale Page … Nurse Randolph
Henry O’Neill … Judge
John Litel … Prosecuting Attorney
Thurston Hall … Grant
Maxie Rosenbloom … Butch
Susan Hayward … Patient


Fontes de Pesquisa/Textos: Revista Cinemin, IMDb, Filmow.

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