RAY HARRYHAUSEN – O Mago dos Efeitos Visuais

Ray Harryhausen, (Raymond Frederick Harryhausen, nascido em 29 de junho de 1920, Los Angeles, Califórnia, EUA – falecido em 7 de maio de 2013, Londres, Inglaterra), cineasta americano mais conhecido por seu uso pioneiro de efeitos de animação stop-motion.

As décadas de 1950 e 1960 assinalaram a aposta dos estúdios de Hollywood num cinema puramente fantástico, baseado no universo dos mitos e lendas, em filmes como Tom Thumb (G. Pal, 1958), The 7th Voyage of Sinbad (N. Juran, 1958), Jack the Giant Killer (N. Juran, 1962), The Wonderful World of the Brothers Grimm (H. Levin e G. Pal 1963), Jason and the Argonauts (D. Chaffey, 1963) e 7 Faces of Dr. Lao (G. Pal, 1964) que fascinaram a geração de espectadores do pós-guerra. A emergência deste gênero cinematográfico é indissociável de uma estratégia de “juvenilização” do cinema de Hollywood, implementada pelos estúdios californianos de modo a
satisfazer um público juvenil – que representava uma fatia cada vez mais importante dos espetadores de cinema.

Na era anterior às imagens geradas por computador, os efeitos especiais em filmes eram mais raros e envolviam muitas demandas. Dinossauros e monstros alienígenas em particular sofreram, muitas vezes sendo retratados por humanos em ternos emborrachados ou infelizes lagartos com nadadeiras coladas nas costas. O uso da animação stop-motion – a técnica de animar modelos filmando-os em várias posições ao longo de vários quadros do filme – tendia a ser muito limitado devido à enorme quantidade de paciência e despesas envolvidas.

Seria necessário um verdadeiro mestre da animação, um homem com um gênio criativo e engenhosidade e paciência quase ilimitadas para criar criaturas convincentes com a tecnologia mais limitada de seu tempo. Entra Ray Harryhausen, um verdadeiro mestre do stop-motion que concebeu dezenas de dinossauros impressionantes, criaturas mutantes e bestas míticas ao longo de sua carreira de décadas. O trabalho stop-motion de Harryhausen em filmes de ficção científica e fantasia o tornou uma lenda entre os fãs de ficção científica e historiadores de cinema.

Juntamente com o produtor/realizador George Pal, o grande autor do cinema fantástico de Hollywood, durante as décadas de 1950 e 1960, foi o norte-americano Ray Harryhausen, um especialista em efeitos especiais, que se notabilizou em filmes como The 7th Voyage of Sinbad (N. Juran, 1958), The 3 Worlds of Gulliver (J. Sher, 1960) e Jason and the Argonauts (N. Juran, 1963), contribuindo decisivamente para o desenvolvimento do cinema fantástico, muito antes de George Lucas e Steven Spielberg se afirmarem como os grandes criadores deste gênero cinematográfico.

Ray Harryhausen em Mighty Joe Young (1949). 

O cinema de Harryhausen começou quando ele ainda era um adolescente, criando curtas-metragens sobre dinossauros na garagem de sua casa. Durante esse tempo, ele conseguiu garantir um encontro com sua inspiração O’Brien, que viu seus primeiros trabalhos e o encorajou a continuar fazendo filmes, mas também a estudar anatomia para tornar os movimentos de suas criaturas mais realistas. Harryhausen foi estudar no Los Angeles City College, onde teve aulas de arte e anatomia.

Em 1947, Willis O’Brien começaria a trabalhar como supervisor dos efeitos de stop-motion do filme RKO Mighty Joe Young. Lembrando-se do jovem fã de seu trabalho que conheceu há vários anos, O’Brien decidiu contratar Harryhausen como um “assistente” para o filme. O’Brien já estava cansado de realizar as tarefas reais de animação de suas obras e, como resultado, Harryhausen acabou animando mais de 80% do filme. Ao contrário dos fantoches dos Puppetoons nos quais Harryhausen havia trabalhado antes, os modelos Joe eram elaborados e flexíveis, com várias articulações esféricas em seus esqueletos de metal flexíveis e músculos de espuma de borracha cobertos de pele. Levaria dois anos para concluir o trabalho no filme, que apresentava sequências elaboradas nas quais Joe interagia com atores ao vivo via tela dividida e projeção traseira e um final particularmente memorável em que Joe salvava crianças escalando um orfanato em chamas. O filme apresentou Joe na tela de forma mais extensa do que King Kong em seu filme anterior e foi um excelente campo de provas para Harryhausen e suas técnicas de stop-motion. Embora não tenha obtido sucesso financeiro nas bilheterias, Mighty Joe Young ganhou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais em 1949, concedendo prestígio a Harryhausen como animador e garantindo que os estúdios se interessassem por seus projetos futuros.

Ray Harryhausen chegou aos estúdios de Hollywood no início dos anos quarenta, quando foi contratado para a equipe formada por George Pal, para dar vida aos célebres pupettons, trabalho que abandonou durante a IIª Guerra Mundial, quando passou a integrar a Army Signal Corp, liderada por Frank Capra. Em 1949, Harryhausen foi contratado para colaborar com o seu ídolo, Willis O’Brien, no filme Mighty Joe Young (E. Schoedsack, 1949), um remake não assumido do célebre King Kong (E. Schoedsack, 1933), produzido pela companhia de Merian C. Cooper e John Ford, com realização a cargo do veterano Ernest Schoedsack, que revisitou neste filme a sua mais célebre criação. A colaboração com Willis O’Brien e o êxito obtido por Migthy Joe Young (1949), constituem um momento chave na carreira de Ray Harryhausen. O filme, que venceu o Oscar para os melhores efeitos especiais em 1950, representou não só a consagração definitiva deste pioneiro dos efeitos visuais, mas também, o reconhecimento (pelo próprio criador da criatura King Kong) da competência técnica de Harryhausen.

Harryhausen foi um grande inovador na mudança do gênero de ficção científica em filmes de monstros gigantes, efetivamente mudando a produção de Hollywood da antiga série Universal Monster, como Frankenstein e Drácula, em aventuras envolvendo violentos mutantes atômicos e alienígenas. Seu primeiro filme de monstro gigante foi The Beast From 20,000 Fathoms, de 1953, um filme sobre um dinossauro gigante despertado por testes atômicos que ataca a cidade de Nova York. Harryhausen apresentou o filme aos estúdios como sendo baseado em um conto de seu amigo Ray Bradbury chamado “The Fog Horn”, encontrado na coleção The Golden Apples of the Sun. Ele fez várias alterações em seu material original, mudando o Brontosaurus do conto em um “Rhedosaurus” fictício, tornando a criatura diretamente agressiva aos humanos, em vez de simplesmente atraída por um farol, e introduzindo uma doença no sangue da criatura para dar uma desculpa de por que o exército não poderia simplesmente matá-la com artilharia pesada. O filme de Harryhausen foi um grande sucesso financeiro, em grande parte devido ao seu memorável Rhedosaurus, que se parecia mais com um crocodilo alto e atlético do que com um tiranossauro e iria inspirar vários filmes de kaiju dos anos 1950 e 1960, incluindo Godzilla.

O sucesso de Harryhausen no primeiro filme em que ele era oficialmente responsável pelo trabalho de efeitos, faria com que outro talento em Hollywood o notasse. Um amigo dos tempos de serviço militar o colocaria em contato com o produtor Charles H. Schneer, que rapidamente o contratou para trabalhar no filme It Came From Beneath the Sea, sobre um polvo gigante atacando San Francisco. Para manter o orçamento e o cronograma de produção viáveis, o modelo de polvo utilizado apresentava apenas seis tentáculos, forçando Harryhausen a usar truques de câmera e edição imaginativos para disfarçar as limitações orçamentárias. Como a Besta antes dele, Sea foi financeiramente bem-sucedido, cimentando uma parceria entre Schneer e Harryhausen que duraria décadas. Eles criariam outro filme de monstro gigante juntos, 20 milhões de milhas até a Terra, de 1957.

Na história de um estranho alienígena bípede trazido de volta por astronautas que visitavam Vênus à Terra, a criatura, referida por Harryhausen como “o Ymir”, era mais única e distintamente caracterizada do que o polvo e o Rhedossauro que a precederam. Ao invés de emergir para atacar humanos e escolher ser uma ameaça, o Ymir foi forçado a se defender e foi trazido para a Terra contra sua vontade, sua violência simplesmente parte de sua vontade de sobreviver ao invés de qualquer natureza maligna deliberada. Mesmo sua incrível taxa de crescimento em tamanho foi uma manifestação de estar em um mundo onde não pertencia, em vez de uma característica monstruosa “maligna”. O Ymir e sua simpática caracterização viriam a ser uma marca registrada do trabalho de Harryhausen, à medida que o animador se tornava mais solidário com suas criaturas, que se posicionaram contra uma humanidade cruel que buscava destruí-los.

Harryhausen foi o pioneiro no uso de stop-motion em filmes coloridos com The 7th Voyage of Sinbad, de 1958 (foto acima). Ele experimentou extensivamente ações de filmes coloridos na projeção traseira de seus modelos em stop-motion em filmagens de ação ao vivo para fazê-los parecer o mais integrados possível aos atores. Este processo foi denominado “Dinâmica” nos materiais promocionais de A 7ª Viagem e foi mencionado com destaque em muitos pôsteres do filme. 7th Voyage marcou o primeiro filme colorido de Harryhausen e seu primeiro filme ambientado no passado, mas ainda era um filme focado em seus monstros, que permaneceram as verdadeiras estrelas do filme. A sequência mais memorável do filme é a luta entre ciclopes e dragão, talvez a sequência de combate em stop motion mais elaborada que Harryhausen criou até agora.

O filme seguinte de Harryhausen, Jason and the Argonauts, de 1963, teria um sucesso ainda maior. Originalmente concebido como “Sinbad na Era das Musas”, uma sequência direta da 7ª Viagem, onde Sinbad e Jason buscariam o Velocino de Ouro juntos, Harryhausen retrabalhou o arremesso inicial em uma adaptação mais direta do mito grego. Mesmo para uma produção de Harryhausen, o filme teve uma infinidade de monstruosidades maravilhosamente animadas, variando do gigante robótico Talos às Harpias aladas que gritavam, mas talvez seja mais lembrado hoje por sua incrível luta de espadas de esqueleto. Esta sequência, na qual Jason luta contra vários soldados esqueléticos criados pelo vilão do filme, dura apenas três minutos, mas levou cerca de quatro meses para ser criada. Os esqueletos têm uma articulação maravilhosa e parecem interagir perfeitamente com os espadachins humanos, marcando um ponto alto na técnica da Dinâmica de Harryhausen.

Durante a década de 1960, Harryhausen também trabalhou em alguns filmes com dinossauros. O primeiro deles foi Um milhão de anos a.C. de 1966 Um filme raro de Harryhausen não produzido por Charles H. Schneer, B.C. não poderia ser comercializado com o termo Dynamation, pois Schneer era o dono da marca. O filme ainda se beneficiou do maravilhoso trabalho de efeitos de Harryhausen, que realizou cenas como uma batalha entre um triceratops e um ceratossauro, uma batalha aérea entre um Pteranodon e um Rhamphorynchus e um arquelão subindo do mar para atacar uma tribo de homens das cavernas. O modelo de Ceratosaurus do filme seria posteriormente reaproveitado em Gwangi para O Vale de Gwangi de 1969, uma história de cowboys que encontram um Allosaur sobrevivente no Velho Oeste e o capturam para um ato de circo. Este filme continha inúmeras cenas que foram uma influência na série posterior de Jurassic Park, incluindo uma sequência em que Gwangi caça um Gallimimus e um tumulto final pela cidade que foi referenciado em O Mundo Perdido de 1997.

As criaturas reais e míticas de Harryhausen deixam uma forte impressão no espectador. Há uma forte sensação de movimento e peso até mesmo em criaturas cientificamente impossíveis, como o Talos mecânico, cujos ruídos e movimentos espasmódicos o marcam como um mecanóide pesado e desajeitado. Harryhausen gostava tanto de ameaças ágeis vindas de cima quanto do desajeitado Talos; tanto as Harpias em Jason quanto o Pteranodon em Gwangi têm asas que batem rapidamente e garras de rapina de rapina, como uma espécie de ave de rapina ancestral.

O trabalho de Harryhausen precedeu a “Renascença dos dinossauros” que influenciou trabalhos posteriores, como o Parque Jurássico de Crichton, mas seu Gwangi ainda era um predador ágil e ativo com movimentos de pássaros e uma sede de sangue predatória. Harryhausen não estava projetando intencionalmente suas bestas pré-históricas com precisão científica; ele uma vez afirmou que não fazia seus filmes de dinossauros para “professores … que provavelmente não vão ver esse tipo de filme de qualquer maneira”. Na verdade, ele frequentemente embelezava as habilidades dos animais reais em suas criaturas em movimento, criando um Ceratossauro com o dobro do tamanho do dinossauro e Pteranodons reais que podiam pairar no ar batendo as asas freneticamente como um morcego. No entanto, seus dinossauros têm o mesmo trabalho de modelo elaborado, animação detalhada e características individuais distintas de suas outras criações, fazendo-os parecer bestas que já caminharam sobre a Terra, em vez de meros efeitos criados exclusivamente para cenas de ação.

A carreira de Harryhausen começou a desacelerar durante a década de 1970. Suas técnicas de stop-motion exigiam meses de pós-produção de filmes para serem implementadas, o que significa que seus filmes eram lançados tarde em uma época em que os gostos do público mudavam constantemente. Harryhausen manteve seus velhos hábitos, lançando mais duas fantasias de Sinbad, The Golden Voyage of Sinbad (foto acima) e Sinbad e o Olho do Tigre, mas nenhum deles teve o sucesso de bilheteria ou a popularidade duradoura de seus trabalhos de décadas anteriores. Imagens de ação ao vivo para Eye of the Tiger foram concluídas em 1975, mas o stop-motion do filme demorou tanto para Harryhausen ser concluído (cerca de 1 ano e meio!) Que acabou sendo lançado em 1977, após uma aventura de fantasia muito mais popular que dominaria o ano e influenciará os futuros lançamentos de Hollywood – Star Wars. O tempo de Harryhausen estava acabando, mas ele ainda tinha mais um grande filme nele.

Seu último trabalho como animador foi o lançamento de Clash of the Titans, em 1981. Para este filme, ele teve seu maior orçamento – US $ 15 milhões – e acesso a talentos como Laurence Olivier e Burgess Meredith. Uma releitura da lenda de Perseu e Andrômeda, Clash foi a última colaboração entre Charles Schneer e Harryhausen e contou com várias bestas míticas renderizadas em stop-motion. As sequências de live action do filme foram concluídas em 1979, muito antes do filme ser realmente lançado, típico dos lançamentos posteriores de Harryhausen. O tempo extra foi necessário para criar criaturas fantásticas, como o cavalo voador Pegasus, escorpiões gigantes, o monstro marinho com vários braços Kraken e a serpentina Medusa. Uma das criações mais memoráveis ​​de Harryhausen, a Medusa do filme, era horrível, com uma aparência quase humana, dezenas de cobras se contorcendo no cabelo e olhos brilhantes e sinistros. Clash seria um grande sucesso de bilheteria e provou ser uma despedida digna para a carreira de Harryhausen. O ano seguinte veria o lançamento de TRON, o primeiro grande filme com efeitos digitais, marcando o fim da era do stop-motion de Hollywood assim que a carreira de Harryhausen terminou.

O trabalho de Harryhausen no campo do stop-motion foi incomparável. Seus dinossauros eram impressionantes em comparação com as fantasias exageradas e lagartos fantasiados que seus concorrentes usavam, parecendo-se tanto com animais vivos que respiravam quanto qualquer coisa reproduzida em stop-motion poderia ser. Suas criaturas alienígenas e bestas mutantes pareciam igualmente naturalistas e “vivas”, cheias de pequenos movimentos e características que pareciam as de uma criatura com sua própria existência e propósito, ao invés de um efeito exclusivamente projetado para chocar e assustar o público. Harryhausen raramente usava atalhos e estava disposto a gastar meses em efeitos que apareceriam na tela por apenas alguns minutos.

Após o advento dos filmes feitos em CGI completamente saturados com imagens alteradas por computador, infinitas sequências de ação e incontáveis ​​criaturas capturadas por movimentos, o público de hoje pode achar que assistir a um filme de Harryhausen é uma experiência mais lenta e árida do que os espectadores do passado teriam. . No entanto, seus animais têm um peso estranho e uma vida assustadora que poucos dos efeitos especiais muito mais apressados ​​de hoje têm. Sua visão engenhosa viverá em filmes posteriores que se inspiraram em seu trabalho, nos artistas visuais que continuam a fazer referência às suas criações até hoje e nos cinéfilos que continuam a encontrar inspiração em suas criaturas estranhas que rondam os recessos escuros de nossa imaginação.

Harryhausen cresceu em Los Angeles, adquirindo o amor pelos dinossauros e pela fantasia ainda jovem. Seus pais estimularam seu interesse por filmes e modelos, e ele se inspirou nos efeitos cinematográficos de filmes como The Lost World (1925) e King Kong (1933). Depois de ver o último, ele começou a experimentar com marionetes e animação stop-motion, fazendo curtas-metragens na garagem de seus pais. Por volta dos 18 anos, ele conheceu o notável animador Willis O’Brien, com quem trabalharia mais tarde em vários projetos. Seguindo o conselho de O’Brien para refinar suas habilidades, Harryhausen se matriculou em cursos de arte e anatomia no Los Angeles City College e, posteriormente, em cursos de cinema na University of Southern California. Foi nessa época que ele começou a desenvolver a técnica que ficou conhecida como “Dynamation”, usada para fazer parecer que os atores do filme estão interagindo com modelos animados.

Em 1940, Harryhausen conseguiu seu primeiro trabalho como animador, trabalhando para o produtor George Pal em uma série de “Puppetoons” – filmes curtos que animavam fantoches usando um tipo de stop-motion. Posteriormente, ele serviu no Exército dos EUA, onde trabalhou com o diretor Frank Capra em filmes de propaganda para o esforço de guerra. Depois de receber alta em 1946, Harryhausen criou uma série de curtas-metragens com rimas infantis que distribuiu para escolas. Ele logo foi contatado por O’Brien para ajudar em Mighty Joe Young (1949), um drama de aventura com um macaco enorme, no estilo de King Kong. O filme, para o qual Harryhausen fez grande parte da animação, recebeu um Oscar de efeitos especiais. O trabalho de Harryhausen em The Beast from 20,000 Fathoms (1953), baseado na história de seu amigo Ray Bradbury, chamou a atenção do produtor Charles Schneer, com quem trabalharia na maioria de seus filmes.

Harryhausen contribuiu com efeitos para mais de uma dúzia de filmes, incluindo It Came from Beneath the Sea (1955), Mysterious Island (1961), Jason and the Argonauts (1963) e Hammer Films ’One Million Years B.C. (1966). Ele era bem conhecido pelos filmes Sinbad: The 7th Voyage of Sinbad (1958), seu primeiro longa colorido; The Golden Voyage of Sinbad (1973); e Sinbad e o olho do tigre (1977). Ele também criou os efeitos especiais para Clash of the Titans (1981), repleto de estrelas, que foi refeito com efeitos animatrônicos e de computador em 2010. Embora ele tenha efetivamente se aposentado da animação em meados da década de 1980, Harryhausen continuou a trabalhar em pequenos projetos até o século 21. Em 1992, ele recebeu o Prêmio Gordon E. Sawyer por contribuições técnicas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Seus trabalhos publicados incluem Film Fantasy Scrapbook (1972) e a autobiografia An Animated Life: Adventures in Fantasy (2003; co-escrita com Tony Dalton).

FÚRIA DE TITÃS (Clash Of The Titans, 1981)
(Série Completa / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 12 de Junho de 1981


SINOPSE:
Fúria de Titãs é uma adaptação da saga mitológica de Perseus (Harry Hamlin), semi-deus, filho bastardo de Zeus (Sir Laurence Olivier) com a humana Danaë (Vida Taylor), filha de Acrisius (Donald Houston), Rei de Argos. Para libertar a princesa Andrômeda (Judy Bowker), por quem se apaixona, Perseus tem que lutar contra o terrível monstro submarino Kraken, mas, para ter alguma chance real de vitória, precisa passar por vários obstáculos, inclusive enfrentar outro semi-deus monstruoso chamado Calibos (Neil McCarthy), antigo pretendente da mão de Andrômeda, e filho amaldiçoado de Thetis (Maggie Smith), esposa de Poseidon (Jack Gwillim).

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SOBRE O FILME:
A direção de Desmond Davis (que antes e depois só trabalhou basicamente com televisão) é apenas burocrática, sem nenhuma tentativa de retirar Fúria de Titãs do básico. Usando câmeras substancialmente estáticas, seu trabalho é colocar o espectador como observador impassível das desventuras de Perseus. Seu único momento que mostra que existe um diretor melhor do que o que testemunhamos nesta fita é durante o embate do herói contra Medusa, para mim o ponto alto de toda a obra, já que funde elementos de ação, com breves sequências de suspense, além do incrível trabalho de Harryhausen movimentando a górgona. Toda a sequência é tão interessante e diferente das demais que faz o verdadeiro clímax – a luta contra o Kraken – parecer cansativo, quase um desapontamento. Existe um grande filme por trás do verniz B, quase trash, de Fúria de Titãs. Se o espectador souber dar valor ao trabalho de Ray Harryhausen e conseguir mergulhar nesta aventura mitológica, sairá no mínimo com um sorriso no rosto ao final da experiência. Não é uma obra-prima, mas é um clássico de sua própria maneira.

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DIREÇÃO: Desmond Davis
ROTEIRO: Beverley Cross
GÊNERO: Action, Adventure, Family
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 58min
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ELENCO PRINCIPAL:
Harry Hamlin … Perseu
Laurence Olivier … Zeus
Burgess Meredith … Ammon
Maggie Smith … Thetis
Claire Bloom … Hera
Jack Gwillim … Poseidon
Judi Bowker … Andrômeda
Neil McCarthy … Calibos
Tim Pigott-Smith … Thallo
Siân Phillips … Cassiopeia
Ursula Andress … Aphrodite
Susan Fleetwood … Athena
Pat Roach … Hefestus
Donald Houston … Acrísio
Vida Taylor … Danae
Flora Robson … Bruxa Estígia
Freda Jackson … Bruxa Estígia
Anna Manahan … Bruxa Estígia
Harry Jones … Servo de Calibos
Ferdinando Poggi … Legionário
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


SIMBAD E O OLHO DO TIGRE (Sinbad and the Eye of the Tiger, 1977)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 7 October 1977 (Brazil)


SINOPSE:
Simbad, corajoso marinheiro e Príncipe de Bagdá, sai em direção a Charnak, com intenção de pedir ao Príncipe Kassim, para se casar com sua irmã, Farah, mas Simbad, descobre que Kassim, está possuído por um feitiço de sua maligna madrasta, Zenobia. Para quebrar a magia, Simbad, tem que sair em uma jornada nunca antes realizada. Esperando por eles nesta perigosa viagem estão uma variedade de bestas que vão além da mais delirante imaginação. Entre as criaturas estão o Minoton, um colosso de bronze; um gigante troglodita; um tigre com dentes de sabre; e um babuíno “quase humano”.

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SOBRE O FILME:
Terceiro filme da trilogia com o personagem Simbad produzido por Ray Harryhausen e que tem sempre como maior atrativo as criaturas do mestre do stop motion, embora considero este o menos inspirado com relação aos seres fantásticas da trilogia e não acho que nenhum deles mereça destaque. O ator protagonista, embora tenha o tipo físico para o papel, é bem limitado, como nos filmes anteriores, mas isso não influencia muito no resultado final já que o que interessa mesmo são as aventuras e os efeitos especiais de Harryhausen. Pelo menos a princesa é vivida pela belíssima e boa atriz, Jane Seymour.

DIREÇÃO: Sam Wanamaker
ROTEIRO: Beverley Cross (screenplay), Beverley Cross and Ray Harryhausen(story)
GÊNERO: Action, Adventure, Family
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 53min
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ELENCO PRINCIPAL:
Patrick Wayne … Sinbad
Taryn Power … Dione
Margaret Whiting … Zenobia
Jane Seymour … Farah
Patrick Troughton … Melanthius
Kurt Christian … Rafi
Nadim Sawalha … Hassan
Damien Thomas … Kassim
Bruno Barnabe … Balsora
Bernard Kay … Zabid
Salami Coker … Maroof
David Sterne … Aboo-Seer
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


A NOVA VIAGEM DE SIMBAD (The Golden Voyage of Sinbad , 1973)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 05 de Abril de 1973


SINOPSE:
Esta é uma espetacular aventura passada nas misteriosas terras antigas, habitadas por incríveis criaturas! Simbad (John Phillip Law) – Príncipe de Bagdá e lendário marinheiro – acha um intrigante mapa e sai em busca da desconhecida ilha de Lemuria, levando a bela escrava Margiana (Caroline Muron) e o Grão Vizir de Marabia. O Príncipe Koura (Tom Baker), um maligno feiticeiro que tenta obter o controle de Marabia com a manipulação de espíritos do mal, segue-os para impedir o sucesso de Simbad. Mas o marinheiro encontra Lemuria a despeito dos terríveis feitiços lançados por Koura em seu caminho. Em Lemuria, Simbad e sua corajosa tripulção lutam contra uma estátua de seis espadas, um centauro de um olho só e um Grifo, fabuloso animal com cabeça de águia e garras de leão. Finalmente Simbad confronta-se a Koura, num duelo de vida e morte!

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SOBRE O FILME:
Essa segunda obra da dupla Charles H. Schneer e Ray Harryhauser, consegue equilibrar bem o entretenimento, embora não tão memorável quanto o capítulo anterior, ainda que tenha bons destaques, como a mudança do protagonista: John Phillip Law encarna um Simbad mais sisudo, malandro, mais marujo e menos nobre, e a caracterização típica das narrativas arábicas, que inclusive já recebem esse tom desde o tema da música na abertura.
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Outro bom destaque é o vilão da vez, o feiticeiro Koura (Tom Baker) que é mais identificável, por que há custos para o uso da sua magia, que o consomem fisicamente, o que o torna tão ou até mais interessante quanto o Sokurah (Toryn Thatcher) do primeiro filme. Quantos aos secundários, não tenho muito o que comentar, há um padrão de haver sempre o par romântico do Simbad, e se a princesa do primeiro filme era encantadora e contribuiu com a história e algumas resoluções, a personagem Margiana que prometia muito, nada entregou. Outro pesar que tenho com esse capítulo, é a pouca diversidade de criaturas, assim como um senso de identidade que as de Simbad e a Princesa possuíam, as deste filme, com exceção da boa surpresa da deusa Khali, não entusiasmam muito, assim como há certos clichês que tornaram-se saturados no filme seguinte. No geral, segue digno de ser conferido.


DIREÇÃO: Gordon Hessler
ROTEIRO: Brian Clemen
GÊNERO: Action, Adventure, Fantasy
ORIGEM: UK | USA
DURAÇÃO: 1h 45min
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ELENCO PRINCIPAL:
John Phillip Law … Sinbad
Tom Baker … Koura
Caroline Munro … Margiana
Douglas Wilmer … Vizier
Martin Shaw … Rachid
Grégoire Aslan … Hakim
Kurt Christian … Haroun
Takis Emmanuel … Achmed
David Garfield … Abdul
Aldo Sambrell … Omar
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


O VALE PROIBIDO (The Valley of Gwangi, 1969 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 11 June 1969 (Detroit premiere)


SINOPSE:
O Cowboy James Franciscus e outros aventureiros se deparam com um monstro pré-histórico num vale perdido no México e decidem exibi-lo em um circo para fazer dinheiro, mas a criatura não está muito interessada em participar desse plano.

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SOBRE O FILME:
Numa época sem CGI, os efeitos dos monstros eram obtidos pela trabalhosa técnica “stop motion”, que teve no especialista Ray Harryhausen (1920-2013) o grande e eterno mestre. O Vale Proibido (The Valley of Gwangi, 1969), dirigido por James O´Connolly, é um daqueles típicos filmes da nostálgica “Sessão da Tarde” da TV Globo, uma aventura misturando elementos de western, fantasia, horror e ficção científica. A história é ambientada na virada do século 19 para 20, num vale proibido no México, onde dinossauros esquecidos pelo tempo viviam tranquilamente, até que os homens descobrissem essa região perdida e decidissem capturar um tiranossauro para exibição num circo.
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“Gwangi” (do título original) é uma palavra nativa americana que significa “lagarto”, e tem referência ao vale onde ainda vivem animais pré-históricos, e que não deveriam ser importunados para não despertar uma maldição, conforme as palavras ameaçadoras de uma velha cigana cega, Tia Zorina (Freda Jackson). O vale, cercado por montanhas em círculo, picos gigantes e abismos profundos, ainda esconde monstros de uma época remota e que estariam supostamente extintos. E, depois que um cavalo anão, apelidado de “El Diablo”, é raptado dessa região inóspita com a intenção de ser apresentado como atração bizarra de um circo, a supersticiosa cigana organiza uma ação para devolvê-lo ao local de origem.
O Vale Proibido é uma refilmagem de The Beast of Hollow Mountain (1956) e sua história tem elementos que nos remetem a outros filmes com ideias e temáticas similares. Como O Mundo Perdido (nas versões de 1925 e 1960), baseado em livro de Arthur Conan Doyle e que mostra uma região perdida no Amazonas que abrigava animais pré-históricos. E também King Kong (1933, e que teve versões mais modernas em 1976 e 2005), utilizando a ideia de capturar o monstro para uma exibição pública, terminando inevitavelmente em tragédia.
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O ator James Franciscus é lembrado por seu papel do astronauta Brent em De Volta ao Planeta dos Macacos (1970); Richard Carlson é um rosto conhecido pelos divertidos filmes bagaceiros do cinema fantástico como The Magnetic Monster (1953), Veio do Espaço (1953) e O Monstro da Lagoa Negra (1954). Já o inglês Laurence Naismith esteve em A Aldeia dos Amaldiçoados (1960) e Jasão e o Velo de Ouro (1963), outro clássico memorável de Ray Harryhausen.

DIREÇÃO: Jim O’Connolly
ROTEIRO: William Bast (screenplay), Julian More (additional material)
GÊNERO: Action, Adventure, Sci-Fi
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 36min
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ELENCO PRINCIPAL:
James Franciscus … Tuck Kirby
Gila Golan … T.J. Breckenridge
Richard Carlson … Champ Connors
Laurence Naismith … Professor Bromley
Freda Jackson … Tia Zorina – the Witch
Gustavo Rojo … Carlos dos Orsos
Dennis Kilbane … Rowdy
Mario De Barros … Bean
Curtis Arden … Lope
Jose Burgos … The Dwarf
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Boca do Inferno.


MIL SÉCULOS ANTES DE CRISTO (One Million Years B.C., 1966 – UK)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 30 December 1966 (UK)

SINOPSE:
Tumak, um homem das cavernas, vive em uma tribo onde a força é fundamental para a sobrevivência. Sem muitos recursos e totalmente desprovidos de sentimentos, utilizam armadilhas e a própria brutalidade para caçar, além de constantemente disputarem a liderança do grupo entre si. Em seu meio, não há espaço para os mais fracos, que são deixados para morrer sem nenhuma piedade. Os laços entre familiares são completamente inexistentes. Em uma noite, após de desentender com o pai, que é o líder da tribo, Tumak é expulso do lugar em que vive e se vê obrigado a vagar sozinho em meio ao desconhecido, enfrentando diversos perigos. Depois de alguns dias andando sem destino, fraco e ferido, o rapaz é resgatado por uma outra tribo totalmente oposta ao seu povo.

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SOBRE O FILME:
Dentre as várias temáticas de filmes da produtora inglesa “Hammer”, existem aquelas ambientadas na pré-história, ou seja, aventuras com elementos de fantasia. Mil Séculos Antes de Cristo (1966) é um destes filmes, e que traz como diferencial a presença da belíssima Rachel Welch liderando o elenco ao lado de John Richardson (que esteve no anterior A Deusa da Cidade Perdida, 1965), além dos divertidos efeitos de “stop motion” do mestre Ray Harryhausen.
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Com apenas algumas frases de um narrador no início e grunhidos dos homens e mulheres pré-históricos no restante do filme, é inevitável o surgimento de certo desinteresse pela história. E o grande destaque despertando a atenção do espectador é o trabalho de “stop motion” de Ray Harryhausen, nas inúmeras cenas com dinossauros e monstros gigantes, tanto nos ataques aos humanos primitivos quanto nos confrontos entre si. Temos tartarugas, aranhas e lagartos gigantescos, sendo que no caso desse último, é um animal real filmado numa perspectiva que passa a sensação de gigante, uma técnica já utilizada em vários filmes anteriores como Viagem ao Centro da Terra (59), O Gigante Monstro Gila (59) e O Mundo Perdido (60). Além de primatas agressivos, criaturas voadoras e dinossauros de todos os tipos e tamanhos, todos ávidos por supremacia territorial, conquista de liderança e por saciar a fome com a carne dos rivais, incluindo no cardápio nossos antepassados.
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Mil Séculos Antes de Cristo é uma refilmagem de O Despertar do Mundo, filme americano de 1940 e com Victor Mature e Lon Chaney Jr, e que por sua vez também foi refilmado pela mesma “Hammer” em 1970 com Quando os Dinossauros Dominavam a Terra (When Dinosaurs Ruled the Earth), dirigido por Val Gues.

DIREÇÃO: Don Chaffey
ROTEIRO: Michael Carreras (screenplay)
GÊNERO: Adventure, Fantasy
ORIGEM: UK
DURAÇÃO: 1h 40min
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ELENCO PRINCIPAL:
Raquel Welch … Loana
John Richardson … Tumak
Percy Herbert … Sakana
Robert Brown … Akhoba
Martine Beswick … Nupondi
Jean Wladon … Ahot
Lisa Thomas … Sura
Malya Nappi … Tohana
William Lyon Brown … Payto
Yvonne Horner … Ullah
James Payne … morador da caverna
David Kossoff … Narrador (voz)
Vic Perrin … Narrador (voz)
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Boca do Inferno.


OS PRIMEIROS HOMENS NA LUA (First Men in the Moon, 1964 – UK)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: July 1964 (UK)

SINOPSE:
Uma tripulação de astronautas composta por americanos, ingleses e russos finalmente chegam à Lua, mas lá irão encontrar algo totalmente diferente do esperado: uma bandeira britânica e uma declaração, datada do século anterior, mencionando a Rainha Vitória. Imediatamente, cientistas passam a buscar quem teria ido para o satélite terrestre antes deles e, com isso, acharão o velho Bedford, cheio de histórias.

Assista o filme clicando no player acima. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
A fantástica fábula sobre a vida na lua está vividamente ilustrada na tela pelo mestre de efeitos especiais Ray Harryhausen neste surpreendente épico de ficção científica com representação de criaturas extraterrestres. O filme começa quando um grupo de astronautas das Nações Unidas está planejando uma nova missão à Lua. Os astronautas estão um tanto confusos e, sobretudo, intrigados com a experiência de um homem. Este homem diz que quando sua noiva, um cientista e ele fizeram esta viagem à Lua há 65 anos, foram atacados pelos “Selenitas”, grotescas formigas com forma humana que vivem em imensas cavernas de cristal.

DIREÇÃO: Nathan Juran
ROTEIRO: Nigel Kneale (roteiro), Jan Read (roteiro), H.G. Wells (conto)
GÊNERO: Adventure, Sci-Fi
ORIGEM: UK
DURAÇÃO: 1h 43min
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ELENCO PRINCIPAL:
Edward Judd … Arnold Bedford
Martha Hyer … Kate Callender
Lionel Jeffries … Joseph Cavor
Peter Finch … homem do advogado
Miles Malleson … tabelião
Norman Bird … Stuart
Gladys Henson … chefe do abrigo
Hugh McDermott … Richard Challis
Betty McDowall … Margaret Hoy
Paul Carpenter … repórter
Erik Chitty … Gibbs
John Forbes-Robertson … repórter
Laurence Herder … Glushkov
Douglas Ives … Sparks
Sean Kelly … Coronel Rice
Marne Maitland … Dr. Tok
Gordon Robinson … Sgt. Andrew Martin
John Murray Scott … Cosmonauta Nevsky
Huw Thomas … apresentador
Kenneth Watson … repórter
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


JASÃO E OS ARGONAUTAS (Jason and the Argonauts, 1963)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 7 August 1963 (New York City, New York)

SINOPSE:
O filme conta a história do lendário herói grego Jasão (Todd Armstrong) que liderou um time de aventureiros em uma perigosa busca pelo lendário velo de ouro.

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SOBRE O FILME:
Os mitos gregos, especialmente aqueles envolvendo navegadores corajosos — que desafiavam a fúria dos próprios deuses e mares desconhecidos, habitados por monstros ferozes — estão na gênese não só da figura tradicional do herói, mas na do próprio monstro. Não é de se surpreender, portanto, que Ray Harryhausen, produtor e diretor de efeitos especiais famoso pela criação de monstros em Stop Motion para o cinema fosse tão atraído por este tipo de história. Harryhausen criou criaturas para obras como Simbad e o Olho do Tigre (1977, que mesmo não sendo baseado na mitologia grega, compartilha muitas de suas características), Fúria de Titãs (1981) e claro, o seu mais famoso trabalho, Jasão e os Argonautas (1963).
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Jasão e os Argonautas é uma produção que envelheceu muito bem de modo geral. Sem grandes pretensões dramáticas, o filme de Don Chaffey cumpre com êxito o seu principal objetivo de entreter, e funciona como uma vitrine brilhante para o belo trabalho do genial Harryhausen. Poucas vezes os monstros da mitologia grega foram transpostos para a tela com tanta paixão.

DIREÇÃO: Don Chaffey
ROTEIRO: Jan Read & Beverley Cross
GÊNERO: Action, Adventure, Family
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 44min
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ELENCO PRINCIPAL:
Todd Armstrong … Jason
Nancy Kovack … Medea
Gary Raymond … Acastus
Laurence Naismith … Argos
Niall MacGinnis … Zeus
Michael Gwynn … Hermes / Priest
Douglas Wilmer … Pelias
Jack Gwillim … King Aeetes
Honor Blackman … Hera
John Cairney … Hylas
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


A ILHA MISTERIOSA (Mysterious Island, 1961 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 14 Agosto 1961

SINOPSE:
Inspirado no popular romance de Jules Verne, o filme conta a história de um grupo de soldados da guerra civil americana que, após uma desastrosa viagem de balão, acaba indo parar numa ilha do Pacífico, onde se deparam com monstruosos animais e com o famoso capitão Nemo.

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SOBRE O FILME:
Mesmo após tantos anos e tantas produções com muito mais recursos tecnológicos, “A ilha misteriosa” ainda consegue ser um ótimo entretenimento. Narrativa ágil, excelentes efeitos especiais do mestre Harryhausen, que mesmo hoje ainda encantam. As sequências submarinas foram muito bem filmadas, ainda mais se levarmos em conta a época em que foram realizadas. Apesar do elenco entregar atuações bem limitadas, neste tipo de filme o que vale mesmo é a história e os efeitos especiais, e estes não decepcionam.

DIREÇÃO: Cy Endfield
ROTEIRO: John Prebble, Daniel B. Ullman, Crane Wilbur
GÊNERO: Adventure, Family, Fantasy
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 41min
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ELENCO PRINCIPAL:
Michael Craig … Cap. Cyrus Harding
Joan Greenwood … Mary Fairchild
Michael Callan … Herbert Brown
Gary Merrill … Gideon Spilitt
Herbert Lom … Capitão Nemo
Percy Herbert … Sargento Pencroft
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


AS VIAGENS DE GULLIVER (The 3 Worlds of Gulliver, 1960 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 16 December 1960 (New York City, New York)

SINOPSE:
Sobrevivente de naufrágio vai parar numa ilha habitada por pessoas minúsculas e depois foge dessa mesma ilha para outra, onde as coisas se invertem, agora ele é minúsculo perante ao povo desta nova ilha. Boa versão do livro de Jonathan Swift, com efeitos visuais do especialista Ray Harryhausen e música do grande Bernard Herrmann.

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SOBRE O FILME:
Essa aventura clássica pode não até não ser tão fiel ao livro da qual se baseou como se espera, até porque ele é longo e difícil de ser adaptado em um só filme. Deixando as comparações à sua origem de lado é uma aventura divertida e atemporal com efeitos visuais realizados pelo mestre Ray Harryhausen que são uma atração à parte.

DIREÇÃO: Jack Sher
ROTEIRO: Arthur A. Ross and Jack Sher (screenplay), Jonathan Swift (based on “Gulliver’s Travels”)
GÊNERO: Adventure, Family, Fantasy
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 39min
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ELENCO PRINCIPAL:
Kerwin Mathews … Dr. Lemuel Gulliver
Jo Morrow … Gwendolyn
June Thorburn … Elizabeth
Lee Patterson … Reldresal
Grégoire Aslan … King Brob (as Gregoire Aslan)
Basil Sydney … Emperor of Lilliput
Charles Lloyd Pack … Makovan
Martin Benson … Flimnap
Mary Ellis … Queen of Brobdingnag
Marian Spencer … Empress of Lilliput
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


SIMBAD E A PRINCESA (The 7th Voyage of Sinbad, 1958 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 23 December 1958

SINOPSE:
O lendário Simbad sai em uma perigosa jornada pela misteriosa ilha de Colossus, mas se envolve em problemas quando um diabólico feiticeiro joga um feitiço em sua princesa amada. Para encontrar um meio de salvá-la, Simbad vai enfrentar uma incrível coleção de monstros místicos como o Ciclope devorador de homens, um exército de esqueletos, o Roc, um feroz pássaro de duas cabeças e um dragão que expele fogo.

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SOBRE O FILME:
Ray Harryhausen dedicou vários anos à construção de monstros genéricos para suprir a demanda de destruição alienígena que lotava as salas. Ele não podia exercitar muito a criatividade, então decidiu se aventurar no universo da mitologia em “Simbad e a Princesa”, protagonizado pelo herói que, para o mestre dos efeitos stop motion, simbolizava o ápice do entretenimento fantasioso. Ele sabia que uma série centrada no personagem daria asas à sua imaginação. A Dynamation foi criada para o projeto, um processo que facilitava a mistura fluida de elementos live action e stop motion nas cenas coloridas, outro desafio que, com certeza, estimulava o artista.
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Nathan Juran não era um comandante especialmente engenhoso, mas era extremamente competente como diretor de arte (com destaque para “Winchester ‘73” e seu trabalho premiado em “Como Era Verde o Meu Vale”), além de conseguir manter um clima agradável nas filmagens, algo que transparece no produto final. Kerwin Mathews, que vive Simbad, é um ator muito limitado, mas não prejudica o todo, ainda mais quando temos algo melhor para focar a atenção nas cenas, como a belíssima Kathryn Grant, a adorável princesa que, mesmo miniaturizada por encanto do mágico, transborda carisma e sensualidade. Claro, o Ciclope, o Pássaro Gigante de Duas Cabeças, o Dragão e o Esqueleto são magníficos, vale pausar as cenas para conferir em detalhes a animação, mas a imagem que nunca esqueci foi a da princesinha, que parecia estar se divertindo horrores em sua nova condição física. O senso de perigo é razoavelmente bem trabalhado no roteiro, mas é uma aventura leve, perfeita para a criança interna que, com sorte, vive em você, que agora dedica alguns minutos nesta leitura.
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A arte de Harryhausen evoluiria nos próximos projetos, alcançando o apogeu com “As Novas Viagens de Simbad”, de 1974, mas “Simbad e a Princesa” é uma obra fundamental, a trilha sonora de Bernard Herrmann é brilhante, sempre citada entre os melhores trabalhos do compositor, capturando com perfeição o senso de empolgante heroísmo. É um filme que merece constar na coleção de todo cinéfilo dedicado.

DIREÇÃO: Nathan Juran
ROTEIRO: Ken Kolb
GÊNERO: Action, Adventure, Family
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 28min
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ELENCO PRINCIPAL:
Kerwin Mathews … Simbad
Kathryn Grant … Princesa Parisa
Torin Thatcher … Sokurah, o feiticeiro
Richard Eyer … Barani, o gênio
Alfred Brown … Harufa
Danny Green … Karim
Alec Mango … Califa
Harold Kasket … Sultão
Nana DeHerrera … Sadi
Virgilio Teixeira … Ali
Nino Falanga … Tripulante
Luis Guedes … Tripulante
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Devo Tudo ao Cinema.


A VINTE MILHÕES DE MILHAS DA TERRA (20 Million Miles to Earth, 1957)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 14 Junho de 1957

SINOPSE:
Quando uma espaçonave americana cai na costa da Sicília, o time de resgate descobre que a tripulação trouxe consigo uma massa gelatinosa que logo se transforma em uma estranha criatura bípede que rapidamente aumenta de tamanho. Ao atingir sete metros, a criatura invade Roma e antes de ser destruída procura refúgio no Coliseu.

Assista o filme clicando no player acima. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
Este filme é um excelente exemplo do trabalho de um dos mestres da animação em stop motion, Ray Harryhausen foi o maior mestre desta técnica, tendo treinado com pessoas como Willis O’Brian. Seu trabalho ainda é a inspiração para muitos dos magos de efeitos especiais de hoje. É verdade que os filmes da década de 1950 parecem artificiais e bobos, mas, francamente, os piores deles provavelmente melhores do que a maioria dos filmes produzidos por grandes estúdios. 20 Million Miles to Earth é um filme divertido e único. Ele, como outros de seu tipo, vem de uma era diferente, quando as pessoas não eram tão cansadas e conhecedoras do mundo quanto são hoje. Salve o olhar crítico para os filmes mais cínicos e superproduzidos de hoje.

DIREÇÃO: Nathan Juran
ROTEIRO: Robert Creighton Williams, Christopher Knopf
GÊNERO: Action, Adventure, Fantasy
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 22min
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ELENCO PRINCIPAL:
William Hopper … Coronel Robbert Calder
Joan Taylor … Marisa Leonardo
Frank Puglia … Dr. Leonardo
John Zaremba … Dr. Judson Uhl
Thomas Browne Henry … Major-general A.D. McIntosh
Tito Vuolo … Comissário Charra
Jan Arvan … Sr. Contino
Arthur Space … Dr. Sharman
Bart Braverman … Pepe
Ray Harryhausen … Homem alimentando elefante
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES (Earth vs. the Flying Saucers, 1956 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: July 1956 (USA)

SINOPSE:
O Dr. Russell Marvin (Hugh Marlowe) trabalha para a operação Skyhook, um projeto do governo que envia foguetes ao espaço para testar vôos futuros no espaço. Quando os foguetes começam a desaparecer misteriosamente, o Dr. Marvin começa uma investigação, juntamente com a sua mulher e assistente, Carol (Joan Taylor) e descobre que os foguetes têm sido interceptados por um exército de alienígenas que dão um ultimato a humanidade: lealdade ou morte! Ao passo que os alienígenas começam a atacar cidades, incluindo um inesquecível ataque a Washington, D.C., o Dr. Marvin e sua mulher precisam encontrar uma maneira de parar os invasores antes que seja tarde demais.

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SOBRE O FILME:
Jóia preciosa do gênero sci-fi. Esta obra precursora e tão cultuada de Fred F. Sears é uma reunião de tudo que é bom e ruim dos anos 50 quando o assunto é ficção científica. Parte da notoriedade do longa se deve aos efeitos especiais, uma grande novidade na época, e mesmo que limitadíssimos e abarrotados de falhas, serviu de inspiração para muitos cineastas atuais, como Tim Burton. Discos voadores sempre foi um dos meus temas favoritos nos filmes de ficção científica e este ”embrião” do gênero conseguiu prender minha atenção, cumprindo muitíssimo bem a função de divertir, sem exigir muita seriedade. Um dos maiores épicos da ficção científica na história do cinema e imperdível para qualquer cinéfilo fã do gênero. Merece uma conferida.

DIREÇÃO: Fred F. Sears
ROTEIRO: Bernard Gordon & George Worthing Yates (screenplay), Curt Siodmak (screen story)
GÊNERO: Horror, Sci-Fi
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 23min
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ELENCO PRINCIPAL:
Hugh Marlowe … Dr. Russell A. Marvin
Joan Taylor … Carol Marvin
Donald Curtis … Maj. Huglin
Morris Ankrum … General Brigadeiro John Hanley
John Zaremba … Prof. Kanter
Thomas Browne Henry … Vice Adm. Enright
Grandon Rhodes … Gen. Edmunds
Larry J. Blake … Policial de Motocicleta
Frank Wilcox … Alfred Cassidy (não creditado)
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


O MONSTRO DO MAR REVOLTO (It Came from Beneath the Sea, 1955 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: July 1955 (USA)

SINOPSE:
Um polvo gigante radioativo comete o erro de atacar o submarino do capitão da marinha Pete Mathews fazendo com que o bravo comandante persiga a criatura monstruosa por todo o oceano Pacífico antes que ele ataque outra pessoa. Enquanto os militares correm para criar uma arma que possa penetrar o cérebro do polvo mutante e destruí-lo de uma vez por todas, o monstro acaba descobrindo como sobreviver em terra, causando a maior confusão na ponte Golden Gate e depois no Embarcadouro. Agora os moradores aterrorizados de São Francisco vão ter que lutar por suas vidas.

Assista o filme clicando no player acima. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
Mais um dos filmes do mestre do stop-motion Ray Harryhausen colorizados por computador, sob a supervisão direta dele. Este foi o primeiro filme de Harryhausen na Columbia e com o produtor Charles H. Schneer, numa feliz parceria que iria até o último filme dos dois, “Fúria de Titãs” (Clash of the Titans, 1981), realizado na Metro.
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Aqui eles trabalharam com um orçamento bem apertado, a ponto de Harryhausen, sempre trabalhando sozinho, ter decidido fazer a miniatura do polvo com apenas seis tentáculos, ao invés de oito, a fim de agilizar o processo de stop-motion. Detalhe impossível de perceber no filme, em que o monstro está sempre em movimento.
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Mas o trabalho de Harryhausen, quase todo presente na última meia hora, compensa a espera, graças à destruição da ponte Golden Gate e o clímax na baía de São Francisco. Boa diversão proporcionada por este queridinho cult dos filmes de monstro.

DIREÇÃO: Robert Gordon
ROTEIRO: George Worthing Yates & Harold Jacob Smith (screenplay), George Worthing Yates (story)
GÊNERO: Horror, Sci-Fi
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 19min
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ELENCO PRINCIPAL:
Kenneth Tobey … Pete Mathews
Faith Domergue … Prof. Lesley Joyce
Donald Curtis … Dr. John Carter
Ian Keith … Burns
Dean Maddox Jr. … Norman
Chuck Griffiths … Tenente Griff
Harry Lauter … Bill Nash
Richard W. Peterson … Capitão Stacy
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Cinema Uol.


O MONSTRO DO MAR (The Beast from 20,000 Fathoms, 1953 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 23 December 1958

SINOPSE:
Como resultado de um teste nuclear no Ártico, um carnívoro dinossauro desperta e segue em direção à costa Norte-Americana. Testemunha de sua existência, o desacreditado Professor Tom Nesbitt tenta convencer o paleontólogo Thurgood Elson dos perigos que a criatura pode trazer ao país. Não demorará muito para a criatura surgir em Manhattan…

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SOBRE O FILME:
Para calcular a importância desta obra, basta mencionar que foi o primeiro grande trabalho de Ray Harryhausen, o cartão de apresentação pioneiro que demonstrou para o mundo o potencial dele com a técnica stop motion, em uma trama que apresentava o primeiro monstro gigante nascido de explosões nucleares, um conceito que viria a influenciar diversos filmes, especialmente o marco japonês no gênero: “Godzilla”.
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A imponência visual do monstro era algo que o público nunca tinha presenciado na tela grande, e seus imitadores nunca chegaram a igualar a qualidade de sua composição. O ataque do Rhedossauro em Nova York, no terceiro ato, com a utilização eficiente de maquetes, continua encantando pela devoção artesanal, que sobrepujou o baixo orçamento. O roteiro, baseado em conto de Ray Bradbury, é simples, mas é compensado pela direção segura de Eugène Louiré, que viria a ser diretor de arte do clássico “Luzes da Ribalta”, de Chaplin.

DIREÇÃO: Eugène Lourié
ROTEIRO: Lou Morheim and Fred Freiberger (screenplay), Ray Bradbury (story “The Fog Horn”)
GÊNERO: Horror, Sci-Fi
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 20min
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ELENCO PRINCIPAL:
Paul Hubschmid … Prof. Tom Nesbitt
Paula Raymond … Lee Hunter
Cecil Kellaway … Prof. Thurgood Elson
Kenneth Tobey … Coronel Jack Evans
Donald Woods … Capitão Phil Jackson
Lee Van Cleef … Cabo Stone
Steve Brodie … Sargento Loomis
Ross Elliott … George Ritchie
Jack Pennick … Jacob Bowman
Ray Hyke … Sargento Willistead
James Best … Charlie,no radar
Robert Easton … Deckhand
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Devo Tudo ao Cinema.


MONSTRO DE UM MUNDO PERDIDO (Mighty Joe Young, 1949 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 27 July 1949 (New York City, New York)

SINOPSE:
Um gorila brincalhão e inteligente, e sua melhor amiga, Jill Young, cresceram juntos nas montanhas da África central. Quando a pacífica existência de Joe é abalada por caçadores ilegais, Jill e um zoológo resgatam seu inocente amigo e o transferem para uma área de preservação na Califórnia. Mas a segurança de Joe dura pouco: um implacável caçador faz de tudo para capturá-lo.

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SOBRE O FILME:
Se você pensa que continuações e filmes derivados é coisa recente, saiba que Hollywood faz isso há bastante tempo. Basta ver o exemplo de King Kong, de 1933. Merian C. Cooper escreveu o roteiro contando a fantástica história de um gorila gigante, rei de uma ilha que parou no tempo. 16 anos depois, a partir de um roteiro de Ruth Rose, que teve como inspiração a criação de Cooper, o diretor Ernest B. Schoedsack dirigiu Monstro de Um Mundo Perdido, onde apresentou o Poderoso Joe, um gorila não tão gigante quanto Kong, mas, digamos assim, descendente direto dele, que vive nas montanhas da África central. Ele cresceu junto com Jill Young (Terry Moore), sua melhor amiga. Tudo vai bem entre eles até que surgem caçadores querendo capturá-lo. Jill o leva para uma reserva na Califórnia, mas, isso não garante segurança alguma. Monstro de Um Mundo Perdido não tem, obviamente, o mesmo brilho do filme original. No entanto, é charmoso e envolvente o suficiente para garantir muita diversão descompromissada. Os efeitos especiais, vencedores do Oscar da categoria, apesar de ultrapassados, ainda possuem um certo charme. Em tempo: com o título de Poderoso Joe, houve uma refilmagem em 1998.

DIREÇÃO: Ernest B. Schoedsack
ROTEIRO: Ruth Rose (screenplay), Merian C. Cooper (from an original story by)
GÊNERO: Adventure, Drama, Fantasy
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 34min
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ELENCO PRINCIPAL:
Terry Moore … Jill Young
Ben Johnson … Gregg
Frank McHugh … Windy
Douglas Fowley … Jones
Denis Green … Crawford
Paul Guilfoyle … Smith
Nestor Paiva … Brown
Regis Toomey … John Young
Lora Lee Michel … Jill Young, Jovem
Robert Armstrong … Max O’Hara
Mr. Joseph Young … Ele mesmo
James Flavin … Schultz
Iris Adrian … Gloria
Cliff Clark … McManus,o policial
Joyce Compton … Alice
Mary Field … Secretária de O’Hara
Byron Foulger … Sr. Jones
Charles Lane … O Produtor
Ellen Corby … Enfermeira do orfanato
William Schallert … Frentista
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Cinemarden.


Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Library Point/John, Revista Contemporanea/Jorge Manuel Neves Carrega.

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