HUMPHREY BOGART, Um Ator Insubstituível

Um dos atores legendários de Hollywood, objeto de verdadeiro culto a partir dos anos 60, Humphrey Bogart foi muito aclamado enquanto viveu, mas sua popularidade vem sempre crescendo com o tempo e principalmente o interesse pelo tipo que personificou na tela. Embora não fosse bonito, as mulheres o achavam atraente, e seus personagens geralmente revestiam os traços do anti-herói, solitário, desencantado, mas, mesmo assim, extremamente romântico.

HUMPHREY DeForest Bogart nasceu a 23 de janeiro de 1899 em Nova York, filho de Belmont DeForest Bogart e Maud Humphrey Bogart, ambos de tradicionais famílias americanas.

Depois de estudar na Trinity School, cursou a Phillips Academy em Massachusetts, a fim de se preparar para a Universidade de Yale. Entretanto, quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, alistou-se na Marinha, servindo a bordo do navio Leviathan, mobilizado para o transporte de tropas. A publicidade da Warner inventaria que, nessa ocasião, ele foi atingido por um estilhaço de madeira em virtude de uma explosão, e ficou com o lábio superior semiparalítico e a pronúncia ligeiramente afetada, mas, na verdade, o acidente havia ocorrido na infância.

Terminado o conflito, procurou o produtor William A. Bradyde, cujo filho, Bill, fora companheiro quando criança; conseguiu emprego como auxiliar de escritório na recém-fundada World Films, com a promessa de que teria sua oportunidade na empresa. Na ocasião em que o filme Life/1921, de Travers Vale, com Arline Pretty e Rod La Rocque, estava para ser completado, Brady despediu o diretor e disse a Bogart que ali estava a sua chance: assumiria a direção e terminaria a filmagem. O rapaz tentou, mas era tão inepto que Brady resolveu encarregar-se da tarefa.

Embora incapaz de dirigir Life, Bogart sentia-se preparado para escrever, e dentro em pouco submeteu uma história à apreciação de Brady. O patrão entregou-a nas mãos de Jesse L. Lasky e este a passou para seu assistente, Walter Wanger, que a jogou na cesta de papéis. Por sugestão de sua filha, a atriz Alice Brady, Mr. Brady colocou Bogart como gerente de uma peça teatral, The Ruined Lady, estrelada por sua esposa, Grace George. Certo dia, Neil Hamilton, um dos intérpretes, caiu doente e Brady pediu ao gerente que decorasse todos os papéis masculinos para uma eventual substituição. Bogart então pisou pela primeira vez num palco, ensaiando no lugar de Hamilton, tendo somente o resto do elenco como platéia. Sua atuação foi horrível e felizmente a atriz também adoeceu e a peça saiu de cartaz.

Humphrey Bogart e Helen Menken.

Mesmo assim, ele continuou no teatro, acumulando as funções de gerente com a de ator e começou a demonstrar versatilidade. Durante este período casou-se com a atriz Helen Menken, mas o matrimônio durou apenas um ano e meio. Justamente 12 meses após, contraiu novas núpcias com outra atriz, Mary Philips.

ESTRÉIA NO CINEMA

EM 1930, por intermédio de seu cunhado, Stuart Rose, que trabalhava na Fox, fez um teste para The Man Who Came Back/Divino Pecado/1930 e foi contratado. Certo de que faria o protagonista, ao chegar a Hollywood recebeu a notícia de que o galã seria Charles Farrell e ele encarregado apenas de ensiná-lo a dizer seus diálogos. Cumprido este encargo, obteve finalmente um papel em A Devil with Women/O Querido das Mulheres/1930, de Irving Cummings, fazendo o amigo de um soldado mercenário (Victor McLagen) contratado para pôr fim às atividades de um bandido numa república da América Latina. Pouco antes havia participado de um short de 10 minutos, Broadway’s Like That, produzido pela Vitaphone, ao lado de Ruth Etting e Joan Blondell, raridade descoberta durante os trabalhos de pesquisa para o documentário de tevê, The Man Called Bogart/1963, de David L. Wolper.

Humphrey Bogart e Mona Maris em O Querido das Mulheres (1930).

A próxima fita de Bogart, Up the River/1930, dirigida por John Ford, mostrou-se como um sentenciado que se apaixonava por outra prisioneira (Claire Luce), sendo auxiliado por dois companheiros (Spencer Tracy e Warren Hymer) a se livrar do vilão que inculpara a moça e passara a persegui-lo, quando cumpria liberdade condicional. Ainda na Fox fez mais três filmes, sendo num intervalo emprestado à Universal para Bad Sister/Garota Rebelde/1931, de Hobart Henley, baseado em história de Booth Tarkington, no qual encarnava um vigarista que conquistava a filha de um industrial (Sidney Fox), envolvendo-a num plano criminoso. A irmã da protagonista era vivido por Bette Davis, também em início de carreira.

Up the River/1930

As três produções da Fox foram: Body and Soul/Corpo e Alma/1931, de Alfred Santell; Women of All Nations/Mulheres de Todas as Nações/1931, de Raoul Walsh, e A Holy Terror/O Temerário/1931, de Irving Cummings. No primeiro, era um aviador em combate na Primeira Guerra Mundial, mas morria logo, deixando Charles Farrell, Elisa Landi e Mirna Loy levarem a trama adiante; no segundo, servia de companheiro para os agitados e mulherengos soldados Flagg e Quirt (Victor McLaglen e Edmund Lowe), os conhecidos personagens de Laurence Stallings; no terceiro, virava capanga de um poderoso rancheiro que atormentava os astros da fita, George O’Brien e Sally Eillers. “Eu era muito baixo para ser cowboy. Tiveram que me arrumar umas botas de salto alto e colocar-me enchimento nos ombros. Andava como se estivesse sobre pernas de pau e me sentia um boneco”.

O Temerário (A Holy Terror, 1931)

Insatisfeito com suas experiências no Cinema, Bogart retornou aos palcos, mas logo sucumbiu a uma proposta da Columbia, onde, contratado por seis meses, atuou em apenas um filme, Love Affair/1932, de Thorton Freeland, porém já como protagonista, no papel de engenheiro aeronáutico de amores com uma rica herdeira (Dorothy Mackaill). Passando daí para a Warner, Bogart estreou em Big City Blues/1932, sob o comando de Mervyn Le Roy, conformando-se em coadjuvar Joan Blondell e Eric Linden. Le Roy dirigiu-o novamente em Three on a Match/Três Ainda é Bom/1932 (card abaixo), no qual ele é o gângster alcunhado “The Mug”, contratado para seqüestrar o filho de uma das três heroínas, Joan Blondell, Bette Davis, Ann Dvorak.

NOVA TENTATIVA TEATRAL

Separando-se de Mary Philips, entrou (de novo como gângster) numa realização de Chester Erskine para a All Star/Universal, intitulada Midnight/Sede de Justiça/1934, e voltou aos palcos mais uma vez. Transcorrido algum tempo, pediu para ser testado como Duke Mantee na encenação teatral da peça de Robert E. Sherwood, The Petrified Forest. O autor era seu amigo e desencorajou-o, alegando que ele não ficava bem no papel, mas Leslie Howard, o astro principal do espetáculo, ouviu aquela voz típica de Bogart na entrevista, e exigiu sua contratação. Quando a Warner quis filmar a peça, resolveu manter Howard, mas escolheu Edward G. Robinson para ser Mantee. Bogart pediu socorro ao ator inglês e, com o prestígio deste, substituiu Robinson no elenco. Grato a Howard, daria, anos depois, à filha o nome de Leslie.

Humphrey Bogart como Duke Mantee, em A Floresta Petrificada.

A fita The Petrified Forest/A Floresta Petrificada/1936, dirigida por Archie Mayo, com roteiro de Delmer Daves e Charles Kenyon, introduziu o clima psicológico no gênero, serviu de matriz para outras produções e, embora mostrasse a sua origem teatral, foi bem realizada, marcando o primeiro trabalho importante de Bogart, e também de Bette Davis, como a garçonete que se apaixona pelo poeta, personificado por Leslie Howard. Bogart reviveria Duke Mantee na tevê, ao lado de Henry Fonda e Lauren Bacall. Jerry Wald, produtor de vários filmes no começo da carreira do ator, resumiu assim o seu poder de atração: “Ele era amado pelo público porque possuía, mesmo nos seus papéis de gângster, uma qualidade patética. Sempre angariava simpatia.”

ENREDOS POLICIAIS

Os novos filmes subseqüentes de Bogart trataram de variados assuntos com predominância de enredos policiais. Em Bullets or Ballots/Balas ou Votos/1936, de William Keighley, era um gângster enfrentando o policial Edward G. Robinson; em Two Against the World/Sede de Escândalo/1936, de William McGann, dava uma de radialista revoltado contra o inescrupuloso dono de sua emissora; em China Clipper/O Titã dos Ares/1936, de Ray Enright, tornava-se um ás da aviação que ajuda Pat O’Brien a estabelecer uma linha aérea através do Pacífico; em Isle of Fury/Ilha da Esperança/1936, de Frank McDonald, baseado em novela de Somerset Maugham, tomava os traços de um foragido da justiça, perseguido por um detetive, numa ilha dos Mares do Sul; em Black Legion/Legião Negra/1937 (poster abaixo), de Archie Mayo, entrava na pele de um operário às voltas com uma organização semelhante à Ku Klux Klan.

Em The Great O’Malley/O Grande O’Malley/1937, de William Dieterle, preso por Pat O’Brien, servia depois como instrumento de sua humanização; em Marked Woman/Mulher Marcada/1937, de Lloyd Bacon, já se transforma em promotor público, auxiliando Bette Davis e sua amiguinha a se livrarem de um escroque; em Kid Galahad/Talhado para Campeão/1937, de Michael Curtiz, voltava a ser capanga de um gângster que tentava “amolecer” Wayne Morris, o bexeador descoberto pelo treinador Edward G. Robinson (amante de Bette Davis no filme), e em San Quentin/San Quentin/1937, de Lloyd Bacon, foi mandado para a famosa penitenciária, ficando sob a tutela do guarda (Pat O’Brien), namorado de sua irmã (Ann Sheridan).

Kid Galahad (1937)

NOVO IMPULSO À CARREIRA

Com Dead End/Beco sem Saída/1937, drama de protesto social, dirigido pelo perfeccionista William Wyler, com roteiro de Lillian Hellman, baseado na peça de Sidney Kingsley, deu novo impulso à sua trajetória artística. Além dos admiráveis cenários de Richard Day, da foto expressionista de Gregg Toland e da espontaneidade dos Dead End Kids, o filme deveu muito ao impacto da performance de Bogart como o assassino neurótico-sentimental Baby Face Martin.

Até se encontrar novamente com os garotos de Beco sem Saída, Bogart fez duas fitas leves, Stand-In/Assim é Hollywood/1937, de Tay Garnett, e Swing Your Lady/1938, de Ray Enright, ambas com relatos bem atípicos na sua carreira. Na primeira, paródia dos bastidores do mundo do Cinema, era um produtor que salvava do fracasso um filme de selva, cortando as cenas da estrela e dando mais proeminência a um gorila.

Na segunda, chegava à região montanhosa de Ozarks e promovia uma luta entre seu obtuso pupilo (Nat Pendleton) e uma amazona local (Louise Fazenda) que exercia a ocupação de ferreira; porém os dois se apaixonavam, frustando-lhe o empreendimento. Mais surpreendente ainda que o assunto, tratando-se de um filme de Bogart, foi a presença de Penny Singleton (a Blondie/Florisbela, da série da Columbia) e dos Weavers Brothers (Leon, Frank e June “Elviry”), os caipiras de outra série, produzida pela Republic. Numa ponta, Ronald Regan, como comentarista esportivo.

NOVAMENTE COM A RAPAZIADA

A reunião de Bogart com a rapaziada de Beco sem Saída deu-se de novo em Crime School/No Limiar do Crime/1938, de Lewis Seiler. A fita, com roteiro de Crane Wilbur e Vincent Sherman, repetia tema abordado em The Mayor of Hell/O Prefeito do Inferno/1932 e que seria retomado em Hell’s Kitchen/Sucursal do Inferno/1939. Bogart era diretor de um reformatório e se enamorava da irmã (Gale Page) de um dos delinquentes. Ele teria os meninos mais uma vez a seu lado em Angels with Dirty Faces/Anjos da Cara Suja/1938, clássico filmes de gângster.

Com James Cagney, em Anjos da Cara Suja (1938)

Mas, primeiro, fez algumas fitas mais ou menos interessantes: Men Ar Such Fools/Os Homens são uns Trouxas/1938, de Busby Berkely, apresentou-o como influente homem de negócios que disputava com Wayne Morris o coração de Priscila Lane; The Amazing Dr. Clitterhouse/O Gênio do Crime/1938, de Anatole Litvak (com a participação de John Huston na confecção do roteiro), mostrou-o como um ladrão usado para as experiências de um psicólogo criminal (Edward G. Robinson) e Racket Busters/Vítimas do Terror/1938, de Lloyd Bacon, permitiu que os expectadores o vissem tentando controlar o transporte de alimentos. No filme de Michael Curtiz, Anjos da Cara Suja, Bogart impôs sua presença diante dos astros James Cagney e Pat O’Brien e se despediu dos “Anjos”, que por sua vez se transformaram sucessivamente nos East Side Kids (22 filmes), Bowery Boys (48) e Little Tough Guys (6), em séries classe “B” da Monogram e Universal.

UM MARCO

Mais quatro fitas razoáveis sucederam-se na filmografia do ator até surgir numa produção que se constituiria num marco de sua carreira. King of the Underworld/Contra a Lei/1939. de Lewis Seiler, baseado em Dr. Socrates, de W.R. Burnett, Bogart fazia um gângster que era liquidado pela astúcia de uma médica (Kay Francis) – ela pingava nos olhos dele e de seus asseclas um líquido sobre pretexto de imunizá-los contra uma infecção, cegando-os momentaneamente até que a polícia chegasse. The Oklahoma Kid/A Lei do Mais Forte/1939, de Lloyd Bacon, trouxe Bogart novamente com Cagney, desta vez num faroeste. Dark Victory/Vitória Amarga/1939 (foto abaixo), de Edmund Goulding, fez dele um irlandês treinador de cavalos apaixonado por Bette Davis (mas o galã era George Brent), jovem da sociedade condenada à morte por um tumor maligno. You Can’t Get Away with Murder/Explorando o Crime/1939, de Lewis Seiler, focalizou-o como gângster ensinando a Bill Halop (um dos Anjos da Cara Suja) o caminho do crime.

Em 1939, Bogart teve a sorte de entrar ao lado de James Cagney no elenco de The Roaring Twenties/Heróis Esquecidos, vibrante reconstituição, em estilo quase-documentário, de dez anos na vida americana, acompanhando o rumo de três soldados que se encontram na linha de frente e, guiados pelo destino, vão se reunir após o armistício. Para a narrativa deste painel social, o diretor Raoul Walsh (substituindo Anatole Litvak) expôs as situações e os personagens com a exata economia de meios, pondo a funcionar (com ajuda de Don Siegel na montagem de sobreimpressões) uma notável engrenagem rítmica, e Bogart tirou o melhor partido possível de seu papel, igualando em fotogenia e energia o grande Cagney.

ALGUMAS OBRAS-PRIMAS

Na rota cinematográfica de Bogart continuou acontecendo isto: de tantos em tantos filmes regulares ou bons, desponta uma obra-prima que o impulsiona para o estrelato. Assim, sucederam-se The Return of Dr. X/A Volta do Dr. X/1939, de Vincent Sherman, no qual virou vampiro como um criminoso (ressuscitado por um cientista) que precisava de sangue para sobreviver; Invisible Stripes/Homens Marcados/1939, de Lloyd Bacon, com ele de gângster (para variar…) junto com George Raft; Virginia City/Caravana do Ouro/1940, faroeste de Michael Curtiz, estrelado por Errol Flynn e Randolph Scott; It All Came True/Um Sonho para Dois/1940, de Lewis Seiler, com ele outra vez como gângster bancando o protetor de um casal de artistas; Brother Orchild/Irmão Orquídea/1940, de Lloyd Bacon, comédia criminal na qual era o rival de Edward G. Robinson, gângster que se refugiava num convento e se regenerava cultivando flores, e They Drive by Night/Dentro da Noite/1940, de Raoul Walsh, drama sobre dois irmãos caminhoneiros (Bogart e George Raft) lutando contra patrões mal-intencionados.

Virginia City/Caravana do Ouro/1940

Depois dessa leva, um outro filme exponencial, High Sierra/Seu Último Refúgio/1941, excitante thriller com roteiro de John Huston e W.R. Burnett, baseado na novela de Burnett, refilmada duas vezes (Colorado Territory/Golpe de Misericórdia/1949 e I Died a Thousand Times/Morrendo a Cada Instante/1955). No papel do foragido Roy Earle (recusado por George Raft e Paul Muni), Bogart teve um de seus melhores desempenhos da tela, apoiado pelo admirável senso de cinema de Walsh.

OUTRO FILME-LIMITE

Após Seu Último Refúgio, veio uma fita, The Wagons Roll at Night/Tragédia no Circo/1941, de Ray Enright, refilmagem da história de Kid Galahad, mudando o ambiente do boze para o circo e, no ano seguinte, outro filme-limite de sua carreira, The Maltese Falcon/Relíquia Macabra/1941, cujo argumento já fora filmado em suas ocasiões (The Maltese Falcon/O Falcão Maltês/1931 e Satan Met a Lady/1936). Com um roteiro minunciosamente elaborado por John Huston (estreando na direção), baseado na novela de Dashiell Hammet, e com excepcionais intérpretes de segundo plano (Mary Astor, Peter Lorre, Sydney Greenstreet, Elisha Cook Jr.), o filme deu nova dimensão ao gênero e consagrou Bogart (Raft rejeitou o papel) no tipo que o imortalizaria. Ninguém pode se esquecer da pinta dele como Sam Spade no centro deste estudo sobre a ambição, tema predileto do diretor, desenvolvido com maior amplitude em The Treasure of Sierra Madre/O Tesouro de Sierra Madre/1948 e The Asphault Jungle/O Segredo das Jóias/1950. Em Relíquia Macabra, Bogart inaugurou fértil e duradoura colaboração com Huston, que se tornaria seu amigo íntimo.

Humphrey Bogart, Peter Lorre, Mary Astor, e Sydney Greenstreet em The Maltese Falcon (1941), direção de John Huston.

O intervalo entre este e o próximo filme de peso de Bogart foi também curto. Foram realizados: All Through the Night/Balas Contra a Gestapo/1942, de Vincent Sherman; The Big Shot/O Manda-Chuva/1942, de Lewis Seiler, e Across the Pacific/Garras Amarelas/1942, de John Huston, nos quais encarnava, pela ordem, um jogador contra sabotadores nazistas; um assaltante meio por baixo envolvido com a mulher do chefe do bando e um ex-militar na trilha de espiões japoneses.

Bogart e Mary Astor, em Garras Amarelas (1942).

Neste último, Huston, convidado para o U.S. Army Signal Corps, antes de se incorporar filmou uma cena em que Bogart, amarrado numa cadeira e cercado de japoneses, situação da qual dificilmente poderia escapar, chamou Jack Warner, o chefão do estúdio e disse: “Jack, estou indo para o Exército… Bogie vai saber como se sair dessa.” A Warner colocou Vincent Sherman no lugar de Huston e encontrou-se um jeito de salvar o herói: um dos soldados nipônicos ficava louco e Bogart escapava na confusão.

CASABLANCA

Antes de começar Casablanca/Casablanca/1943, Bogart assinou outro contrato com a Warner, incluindo uma cláusula rara na época: o estúdio não teria o direito de opçãi, sendo obrigado a renová-lo todo ano, desde que o ator aparecesse para trabalhar. Quando Bogart perguntou a Jack Warner por que ele tinha concordado com um contrato sem opção, perdendo o direito de dispensá-lo, o magnata explicou: “Porque nada pode acontecer ao seu rosto que possa piorá-lo.” Cercado de um cast de primeira linha (Ingrid Bergman, Paul Henreid, Claude Rains, Conrad Veidt, Peter Lorre, Sydney Greenstreet, etc.) e de talentos como os roteiristas Julius e Philip Epstein, do músico Max Steiner, do diretor de arte Carl Jules Weyl, do fotógrafo Artur Edeson, dos montadores Owen Marks, James Leicester, Don Siegel, todos orientados pelo virtuoso Michael Curtiz, mestre do estilo de iluminação constrastada, Humphrey Bogart conquistou definitivamente a glória nas telas neste cult movie, onde tudo deu certo e cuja popularidade é imorredoura.

Ricky, o cínico e desiludido dono de cassino que encontra sua antiga paixão e romanticamente se priva de sua companhia para o bem das forças democráticas, se tornou inesquecível dos fãs (imagem que Ronald Regan fora cogitado para o papel e Ann Sheridan para o lugar de Ingrid Bergman) e Bogart recebeu uma indicação ao Oscar, perdendo para Paul Lukas em Watch on the Rhine (Horas de Tormenta).

Enquanto Bogart trabalhava em Casablanca, Mayo Methot, sua nova e temperamental esposa, com ciúmes de Ingrid Bergman, ameaçava-o de morte pelo telefone se ele a deixasse pela sueca. Atemorizados, os agentes do ator aumentaram o seguro de vida do cliente.

MAIS FILMES

Entre as produções seguintes de Bogart, Action in North Atlantic/Comboio para o Leste/1943, filme de guerra de Lloyd Bacon, com roteiro de John Howard Lawson; Thank Your Luck Star/Graças à Minha Boa Estrela/1943, musical com all-star cast, de David Butler; Sahara/Sahara/1943, outra war picture com roteiro do Lawson, dirigida por Zoltan Korda, e Passage to Marseille/Passagem para Marselha/1944, o melhor foi Sahara, mostrando o combate entre a tripulação mista de um tanque americano contra os alemães no Norte da África.

Contando com esplêndidos coadjuvantes (Bruce Bennett, J. Carrol Naish, Lloyd Bridges, Dan Duryea, Rex Ingram), foto de Rudolph Maté e música de Miklos Rozsa bastante inspirada, a fita (refilmada mais tarde em tom de faroeste como The Last of the Comanches/O Sabre e a Flecha/1952) realmente enquadra-se entre os melhores exemplares do gênero. Todavia, as sequências de ação de Passagem para Marselha, notadamente a do motim no navio e da fuga da Ilha do Diabo, dirigidas por Don Siegel (enquanto Curtiz estava cuidando das cenas de amor entre Bogart e Michèle Morgan), não podem ser esquecidas.

SURGE LAUREN BACALL

Depois de aparecer num documentário beneficente de 3 minutos sobre a visita À África, em companhia da esposa, para divertir os pracinhas, o astro teve a oportunidade de ser incluído em To Have and Have Not/Uma Aventura na Martinica/1945, baseado no romance de Ernest Hemingway, com roteiro de Jules Furthman/William Faukner e direção de Howard Hawks, no qual a dupla Humphrey Bogart-Lauren Bacall se encontrou pela primeira vez na tela. Ela fora descoberta pela mulher de Hawks na capa da revista Harper’s Bazaar e tinha 19 anos quando conheceu Bogart, então com 45. Como capitão do barco de pesca para aluguel envolvido numa intriga política durante a Segunda Guerra Mundial, Bogart troca diálogos espirituosos com Bacall, felina criatura de voz sexy, ideal para os textos de duplo sentido. Entretanto, podem não acreditar, o cantor Andy Williams foi cogitado para dublá-la nas canções.

To Have and Have Not/Uma Aventura na Martinica/1945

Refilmada por Michael Curtiz (The Breaking Point/Redenção Sangrenta/1950) e Don Siegel (The Gun Runners/Contrabando de Armas/1958), a fita constitui-se em mais um sucesso no caminho artístico de Bogart e, assim que terminaram as filmagens, ele e Mayo Methot se separaram. Em 10 de maio de 1945, veio o divórcio e, onze dias depois, o casamento dele com Lauren Bacall. Mayo deixou Hollywood, indo morar com a mãe em Portland, Oregon, e, passados seis anos, faleceu solitária num motel, após lono período de doença causada por alcoolismo agudo.

Bogie e Bacall reunir-se-iam no écran em The Big Sleep/À Beira do Abismo/1946, drama policial de mistério, também dirigido por Hawks, baseado na novela de Raymond Chandler, com roteiro um tanto confuso de Jules Furthman e William Faukner (além de Leigh Brackett), sempre citado ao lado de Relíquia Macabra como grande expoente do film-noir, mas antes ele faria o melodrama criminal Conflict/Conflitos d’Alma/1945, de Curtis Bernhardt, retomando a velha história do marido tentando matar a mulher (Rose Hobart) para se casar com a sua irmã (Alexis Smith); o curta de propaganda, Hollywood Victory Caravan/1945, de William Russell, com o roteiro de Melville Shavelson, e uma breve aparição (com Bacall) em Two Guys from Milwaukee/Um Trono por um Amor/1946, de David Butler.

COM JOHN HUSTON

Daí em diante, faltavam apenas quatro filmes para uma nova obra de vulto, The Treasure of Sierra Madre/O Tesouro de Sierra Madre/1948: Dead Reckoning/Confissão/1947 (foto abaixo), de John Cromwell, drama criminal com Bogart como ex-paraquedista investigando a morte de um amigo e se apaixonando por sua ex-amante (Lizabeth Scott); The Two Mrs. Carroll/Inspiração Trágica/1947, de Peter Godfrey, como pintor psicopata que retratava a esposa atual (Barbara Stanwyck) como Anjo da Morte e depois a envenenava, tentando fazer o mesmo com a próxima (Alexis Smith).

Em Dark Passage/Prisioneiro do Passado/1947 (foto abaixo), de Delmer Daves, como sentenciado fugitivo que se submetia a cirurgia plástica e se escondia no apartamento de Bacall (ocorrendo, aí, eficientes tomadas de câmera subjetiva) e Always Together/Juntos para Sempre/1948, de Frederik de Cordova, no qual se usou uma técnica curiosa: a protagonista, Jane (Joyce Reynolds), imaginava experiências pessoais como se estivessem acontecendo em filmes, e nestes filmes dentro do filme intervinham vários astros e estrelas da Warner, inclusive Bogart, numa paródia de Stella Dallas/Mãe Redentora/1937, como se fosse uma Stella de calças, chorando atrás de uma janela ao ver a filha, tal qual Barbara Stanwyck na fita de King Vidor.

O Tesouro de Sierra Madre, de John Huston, baseado no romance do misterioso B. Traven, é um estupendo filme de aventura, com perfeita análise das reações humanas, tratando de um tema importante do universo do diretor, digno de ser colocado ao lado do clássico silencioso Greed/Ouro e Maldição/1923, de Erich von Stroheim.

Nele, Bogart vivia o típico herói hustoniano, dominado completamente pela sede de conquista e por outro lado destruído pelo excesso de cobiça, pela força implacável do destino. Apesar de sua brilhante atuação, não foi indicado para o Oscar (num ano em que até Dan Dailey teve esta honra!), mas Huston ganhou pela direção/roteiro e seu pai, Walter Huston, como Melhor Ator Coadjuvante.

Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Edward G. Robinson e Claire Trevor no set de filmagens de Paixões em Fúria (Key Largo, 1948).

John Huston dirigiu Bogart, de novo contracenando com Bacall (e Edward G. Robinson, Lionel Barrymore, Claire Trevor), em Key Largo/Paixões em Fúria/1948, denso e excitante drama criminal baseado na peça de Maxwell Anderson, com roteiro de Richard Brooks e Huston, sobre um veterano do exército enfrentando gângsters num hotel da Flórida, durante uma tempestade. Claire Trevor venceu a corrida do Oscar, mas Bogart recebeu elogios da crítica.

POR CONTA PRÓPRIA

Desejando fazer filmes por conta própria, Bogart formou a Santana Productions, com Robert Lord e Mark Hellinger como sócios. Na primeira produção da companhia, Knock on Any Door/O Crime não Compensa/1949, dirigida por Nicholas Ray, ele defendia um delinquente juvenil (John Derek, estreando no Cinema) e nas posteriores, Tokyo Joe/Toquio Joe/1949, de Stuart Heisler, com Florence Marly; In a Lonely Place/No Silêncio da Noite/1950, de Nicholas Ray, com Gloria Grahame, e Sirocco/Sirocco/1951, de Curtis Bernhardt, com Marta Toren, personificava respectivamente um piloto envolvido com tráfico de criminosos de guerra japoneses, um roteirista excêntrico suspeito de assassinato e um vendedor de armas em Damasco. Destes três últimos, sobressaía No Silêncio da Noite, com Nick Ray em grande forma (foto abaixo).

Entre um e outro dos filmes citados, Bogart fez ainda: Chain Lightning/A Morte Não é o Fim/1950, de Stuart Heisler, como um piloto de provas amando Eleanor Parker, e The Enforcer/Um Passo para Cada Crime/1951, de Bretaigne Windust/Raoul Walsh, como um promotor público tentando botar Everett Sloane na cadeia.

NOVAMENTE COM HUSTON

Finalmente, em 1951, veio o supremo triunfo por seu desempenho em The African Queen/Uma Aventura na África, dirigido por John Huston. Bogart ficou com o Oscar de Melhor Ator, concorrendo com Marlon Brando (Uma Rua Chamada Pecado), Montgomery Clift (Um Lugar ao Sol), Arthur Kennedy (Só Resta a Lembrança) e Fredric March (A Morte de um Caixeiro Viajante). A Columbia havia adquirido os direitos, alguns anos antes, do romance de C.S. Forester, planejando um filme com Charles Laughton e Elsa Lanchester.

Finalmente com o tão cobiçado Oscar na mão, Bogart aparece abraçado com Bacall.

Depois a Warner comprou-os da Columbia para uma fita com Bogart e Bette Davis, projeto arquivado. A Horizon, de Sam Spiegel, então pagou 50 mil dólares à Warner pelos direitos, e Huston e o crítico de cinema e romancista James Agee escreveram o roteiro. Eles nos deram uma fita deliciosa que, em recente votação do American Film Institute para se saber qual o melhor filme de todos os tempos, só foi superada por …e o Vento Levou, Cidadão Kane e Casablanca.

FILMANDO SEM PARAR

Como os leitores já devem estar quase sem fôlego para acompanhar o resto da filmografia bogartiana, vamos citar rapidamente três obras subsequentes e mais uma que tem adeptos fervorosos ou detratores convictos: Deadline, U.S.A./A Hora da Vingança/1952, de Richard Brooks, com Kim Hunter (Bogart, editor de jornal, às voltas com gângsters); U.S. Saving Bonds/1952 (trailer de propaganda), Battle Circus/Campo de Batalha/1953, de Richard Brooks, com June Allyson (Bogart, médico militar na Coréia) e Beat the Devil/O Diabo Riu por Último/1953, de John Huston, sátira muito improvisada (roteiro de Truman Capote), com um “humor avançado para o seu tempo”, na qual, segundo o diretor, “todos eram ligeiramente absurdos”.

Depois de aparecer brevemente no epílogo de The Love Lottery/Loteria do Amor/1953, produção inglesa estrelada por David Niven, vieram três filmes mais valiosos, todos de 1954: The Caine Mutiny/A Nave da Revolta, de Edward Dmytryk, com José Ferrer, Fred MacMurray, Van Johnson; The Barefoot Contessa/A Condessa Descalça, de Joseph L. Makiewicz, com Ava Gardner e Edmond O’Brien, e Sabrina/Sabrina, de Billy Wilder, com Audrey Hepburn e William Holden. Bogart declarou aos repórteres que Wilder era o tipo de diretor com quem não gostava de trabalhar.

Bogart como o paranóico Capitão Queeg, em A Nave da Revolta (The Caine Mutiny, 1954), papel que o fez receber a 3ª indicação para o Oscar

Wilder, por sua vez, contou que, apesar de Bogart ser um ator muito competente, gostava de criar problemas e, certa vez, para chateá-lo, sussurou-lhe esta: “Huston me disse quem ele acha que são os dez melhores diretores do Cinema e você não estava na lista. Não é um patife aquele cara?”. Comentando esta maldade, Wilder concluiu: “Bogart era só um bolha. O sujeito tem que ser mais inteligente para fazer maldade… como era o caso de Erich von Stroheim.”

Na véspera de Natal, três fugitivos da Ilha do Diabo vão para a casa de uma família simpática, ficam comovidos com a recepção que recebem e fazem tudo para ajudá-la. Esta era a sinopse de We’re no Angels/Veneno de Cobra/1955, o filme seguinte de Bogart, dirigido por Michael Curtiz, com Aldo Ray e Peter Ustinov como os outros dois presidiários. Depois desta comédia, ele usou batina em The Left Hand of God/Do Destino Ninguém Foge/1955, de Edward Dmytryk, mas era na realidade um piloto americano, abatido na China, que assumira a identidade de padre.

THE LEFT HAND OF GOD (1955), vemos Humphrey Bogart com E.G. Marshall.

Bogart encerrou seu longo trajeto na tela com duas fitas de grande qualidade: The Desperate Hours/Horas de Desespero/1955, revivendo um tipo como Duke Mantee, sob as ordens de William Wyler, e The Harder They Fall/A Trágica Farsa/1956, drama sobre boxe, comandado por Mark Robson, com roteiro de Philip Yordan, baseado na novela de Budd Schulberg. Um dia, durante as filmagens, Bogart telefonou para o produtor Jerry Wald e disse: “Wald, não posso trabalhar com Rod Steiger.

Estes atores do Actor’s Studio, eles murmuram os textos. Não consigo ouvi-los. Perco as deixas. Porque, diabos, não aprendem a falar corretamente? As palavras são importantes. Esta escola de coçar-o-traseiro-e-balbuciar não me agrada. Você tem que fazer alguma coisa.” Wald tentou acalmá-lo dizendo que Steiger era um bom ator, e Bogart retrucou: “Eu até gosto de vê-lo na tela. Só não gosto é de trabalhar com ele.”

1957: O FIM

Preparou-se a volta de Bogart e Bacall em Melville Goodwin U.S.A., fizeram-se as provas dos figurinos e assinaram-se os contratos, mas, já com problemas de câncer, o ator internou-se para uma operação, em março de 1956. Após muito sofrimento, corajosamente suportado, a 14 de janeiro de 1957, faleceu enquanto dormia na sua residência de Los Angeles.

Bogart com a sua filha Leslie, em meados dos anos 50.

John Huston proferiu estas palavras no seu funeral: “Ele era dotado da maior dádiva que um homem pode receber, talento. O mundo inteiro veio a reconhecer isto… Era um ator insubstituível. Nunca haverá outro como ele.”

A TRÁGICA FARSA ( The Harder They Fall, 1956 – USA )
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 9 de maio de 1956

SINOPSE: Empresário de lutas de boxe, Nick Benko (Rod Steiger) promove um inocente peso-pesado argentino, Toro Moreno (Mike Lane), que, apesar de ter tamanho e pesar quase cento e quarenta quilogramas, não sabe lutar. Assim contrata um jornalista desempregado, Eddie Willis (Humphrey Bogart), para promovê-lo e compra diversas lutas, dando a impressão de que ele poderá ser o novo campeão mundial. No entanto os envolvidos sabem que, na hora de decidir o título, a luta não poderá ser comprada e Toro, que acredita ser um bom boxeador, será massacrado, isto se não morrer no ringue. Vendo tal quadro Eddie tenta mostrar-lhe a verdade dos fatos.

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SOBRE O FILME: Formidável relato dos meandros da corrupção instaurada no mundo do boxe, composto por apostadores, agenciadores, assessores de imprensa, leões de chácara e pelos próprios pugilistas – com exceção do ingênuo Toro Moreno, lutador medíocre que se torna o centro das atenções de um esquema vicioso e, até certo ponto, bastante perigoso.

O roteiro acerta por deixar tudo bastante explicado sobre a corrupção no boxe. O porém é que não nos traz uma sensação de indignação pelo que está sendo visto (com exceção do trecho final da película), tratando o assunto com uma certa leveza. Mas não culpo os realizadores do filme, certamente a intenção era tratar do tema da corrupção com uma certa dose de ironia, sem pintar os integrantes daquele meio como efetivos monstros – note, por exemplo, a persona de “sujeito-família” (em um dado momento, o vemos vendo uma luta na TV com seus filhos pequenos e a esposa) composto pelo empresário Nick, interpretado com maestria pelo grande Rod Steiger.

Steiger, por sinal, reproduz um personagem que vive no mesmo antro de corrupção (tendo o boxe, como pano de fundo) que Charley Malloy, em “Sindicato de Ladrões”, filme de dois anos antes. No entanto, ao contrário do reservado advogado Charley Malloy – naquele filme de Elia Kazan – em ” A Trágica Farsa”, Steiger compõe um estourado e impulsivo empresário do ramo do boxe, cujo lucro parece ser seu único objetivo, apesar de aparentemente o vermos mostrar uma certa preocupação com seus “colegas” de crime.

Humphrey Bogart, que vive o jornalista Eddie Willis, é a “voz da razão” do espectador. Por mais que lhe atraia aquele mundo, de dinheiro fácil, pesa um constante dilema moral pelo próprio modo como tratam o ingênuo Toro Moreno – marionete de um jogo de interesses que envolve empresários e até mesmo lutadores bastante experientes. Por último, existe uma curiosidade. Max Baer, célebre pugilista dos anos 20, faz um papel como o lutador Buddy Brennen. Baer tinha um certo remorso em sua carreira, por ter “matado” de pancada um oponente seu no ringue. Esse remorso, curiosamente, é revivido por um personagem da trama. “The Harder They Fall” vale uma conferida.

DIREÇÃO: Mark Robson
ROTEIRO: Billy Wilder, Samuel A. Taylor, Ernest Lehman
GÊNERO: Drama, Film-Noir
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 49min
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ELENCO PRINCIPAL:
Humphrey Bogart … Eddie Willis
Rod Steiger … Nick Benko
Jan Sterling … Beth Willis
Mike Lane … Toro Moreno
Max Baer … Buddy Brannen
Jersey Joe Walcott … George
Edward Andrews … Jim Weyerhause
Harold J. Stone … Art Leavitt
Carlos Montalbán … Luís Agrandi
Nehemiah Persoff … Leo
Felice Orlandi … Vince Fawcett
Herbie Faye … Max
Rusty Lane … Danny McKeogh
Jack Albertson … Pop


HORAS DE DESESPERO ( The Desperate Hours, 1955 – USA )
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 5 de outubro de 1955

SINOPSE: O clássico do suspense do diretor William Wyler marca a única vez que dois dos maiores gigantes do cinema, Humphrey Bogart e Fredric March trabalharam juntos. E o resultado é tudo aquilo que se podia esperar: tenso, assustador e formidável. Bogart interpreta um fugitivo que não tem nada a perder. March é um homem que tem tudo a perder: sua família é refém de Bogart. À medida que as Horas de Desespero passam, os dois homens travam uma batalha de vontade e convencimento, que se fecha em um inesquecível e aterrorizante final.

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SOBRE O FILME: Horas de Desespero (The Desperate Hours, 1955), de Wiliam Wyler, é um filme notável que evidencia a incrível habilidade do diretor de Ben-Hur em concentrar o suspense praticamente num único espaço (como fizera antes com, por exemplo, Chaga de Fogo, com Kirk Douglas), e fazer dele um ambiente rico na construção de relações humanas.

A direção de Wyler é precisa ao abusar de planos médios e da profundidade de campo (foi o primeiro filme fotografado em preto e branco a usar o formato VistaVision, um concorrente do Cinemascope no formato widescreen) dentro da casa, sempre nos deixando a mostra, mesmo nos embates entre Bogart e March, as reações daqueles que estão à volta: a resignação de Hal, ou o medo estampado no rosto da esposa de Dan. São opções que valorizam o trabalho dos atores e deixam o espectador livre para varrer o quadro em busca de seu próprio “recorte” da tensão que permeia todo o filme.

DIREÇÃO: William Wyler
ROTEIRO: Joseph Hayes (screenplay)
GÊNERO: Crime, Drama, Film-Noir
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 52min
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ELENCO PRINCIPAL:
Humphrey Bogart … Glenn Griffin
Fredric March … Daniel Hilliard
Arthur Kennedy … Deputy Sheriff Jesse Bard
Martha Scott … Ellie Hilliard
Dewey Martin … Hal Griffin
Gig Young … Chuck Wright
Mary Murphy … Cindy Hilliard
Richard Eyer … Ralphy Hilliard
Robert Middleton … Sam Kobish
Alan Reed … Detective
Bert Freed … Tom Winston
Ray Collins … Sheriff Masters
Whit Bissell … FBI Agent Carson
Ray Teal … State Police Lt. Fredericks


SABRINA ( Sabrina, 1954 – USA )
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 22 de Setembro de 1954

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SINOPSE:
Dois irmãos pertencem à uma poderosa família, sendo um deles (Humphrey Bogart) é um empresário incansável e o outro (William Holden) é um playboy incorrigível. Mas quando a filha do motorista (Audrey Hepburn) retorna de viagem, após passar dois anos em Paris, o playboy se modifica e, como ela sempre foi apaixonada por ele, tudo seria muito fácil de acontecer. Mas se os dois se casarem um poderosa fusão deve ser prejudicada, assim o irmão empresário decide intervir e também acaba se apaixonando por ela.

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SOBRE O FILME:
Bem mais essencial que uma certa coerência nas decisões e sentimentos das personagens, o que em “Sabrina” às vezes se confunde, é a essência de um romance cômico que Wilder estabelece entre seus protagonistas e nosso romance por eles também. Há uma série de interesses subentendidos nas atitudes de Linus e Sabrina que variam com frequência, levando a uma quantidade de reviravoltas consideráveis nos minutos finais do filme e uma conclusão para alguns inimaginável. Entretanto, “Sabrina” acaba por ser um ótimo exemplo de como a criação de um universo e uma encenação que estabelece essas regras, de um mundo ingênuo apaixonado nesse caso, é bem mais importante que outros detalhes.
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Chega a me lembrar “The Big Sleep” do Hawks, também com o Bogart, que estabelece uma unidade definidora do que é um noir e isso acaba sendo o suficiente para um filme memorável, independente da trama ser toda mal resolvida. Em “Sabrina”, a inicial inocência da personagem de Hepburn que mesmo se tornando mais madura permanece com as mesmas idealizações de antes traz uma leveza e um jogo de incertezas sobre o que decidirá fazer que é o mais essencial no que Wilder buscava contar. A elegância de Bogart e a imaturidade de Holden fecham esse triângulo amoroso que gira em torno da personagem principal.

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DIREÇÃO: Billy Wilder
ROTEIRO: Billy Wilder, Samuel A. Taylor, Ernest Lehman
GÊNERO: Comédia, Drama, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 53min
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ELENCO PRINCIPAL:
Humphrey Bogart … Linus Larrabee
Audrey Hepburn … Sabrina Fairchild
William Holden … David Larrabee
Walter Hampden … Oliver Larrabee
John Williams … Thomas Fairchild
Martha Hyer … Elizabeth Tyson
Joan Vohs … Gretchen Van Horn
Marcel Dalio … Baron St. Fontanel
Marcel Hillaire … The Professor
Nella Walker … Maude Larrabee
Francis X. Bushman … Mr. Tyson
Ellen Corby … Miss McCardle


CASABLANCA (Casablanca, USA, 1942)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 23 September 1927 (Germany)

SINOPSE:
Rick é dono de um famoso bar localizado em Casablanca, no Marrocos Francês, durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade é rota de fuga para quem deseja evitar os nazistas, onde passes livres são vendidos por um salgado preço no mercado negro. Neste caótico ambiente, Rick encontra Ilsa, com quem tivera um amor interrompido inesperadamente há algum tempo, em Paris. Vencedor do Oscar de Melhor Filme, Diretor e Roteiro.

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SOBRE O FILME:
Casablanca é, acima de qualquer outra consideração, um filme de amor. Uma narrativa de romance impossível em meio à guerra repleta de clichês e personagens criados a partir de arquétipos estabelecidos décadas antes. E, mesmo assim, Casablanca é Cinema em sua máxima expressão, um filme que transcende a época em que foi feito, um filme que prende e emociona qualquer espectador, um filme que desvela que o clássico está nos detalhes e em uma conjunção quase aleatória de fatores.
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Afinal, Casablanca foi concebido como um produto não tão especial assim, uma obra baseada em peça teatral que nem havia sido montada (e cujos direitos de adaptação cinematográfica foram comprados pelo valor recordista de 20 mil dólares) e que, apesar de juntar um elenco estelar – Humphrey Bogart, vindo de Relíquia Macabra e Ingrid Bergman, que ganhou fama com a refilmagem americana de Intermezzo, mas que vinha amargando fracassos em solo americano -, não era muito mais do que outra produção anti-Nazista propagandística, fator que também obviamente pesou em sua recepção pelo público da época e que foi amplificada pelo fato de ter usado atores refugiados da Europa tanto em papeis importantes (Peter Lorre, Paul Henreid e Conrad Veidt) como em secundários (Trude Berliner, Ludwig Stössel e Wolfgang Zilzer para citar alguns).
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Quase que completamente filmado em estúdio, com um orçamento pouco acima da média para filmes dessa natureza à época e com fotografia principal executada em oito semanas, Casablanca é um primor em seus detalhes. A ação é quase que integralmente passada no Marrocos, mas pouco vemos do local que não seja o Café Americain de Rick (Bogart) que, com algumas poucas mudanças, poderia facilmente ser um cabaré em Nova York. A mágica é feita por um desenho de produção que ao mesmo tempo é econômico e extremamente inteligente, dando atenção a minúcias aparentemente bobas, mas que emprestam legitimidade ao que vemos nas telas (é quase mítica a insistência de que um papagaio de verdade fosse usado no Blue Parrot).
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Provando que clichês e estereótipos podem funcionar dentro de uma estrutura enxuta e que preza pela simplicidade, com roteiro e atuações inesquecíveis, Casablanca é uma joia da Sétima Arte, um filme que melhora a cada nova conferida. Here’s looking at you, kid.

Ingrid Bergman, Humphrey Bogart, e Paul Henreid em Casablanca (1942)

DIREÇÃO: Michael Curtiz
ROTEIRO: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein, Howard Koch
GÊNERO: Drama, Romance, War
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 42min
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ELENCO PRINCIPAL:
Humphrey Bogart … Rick Blaine
Ingrid Bergman … Ilsa Lund
Paul Henreid … Victor Laszlo
Claude Rains … Capitão Louis Renault
Conrad Veidt … Major Heinrich Strasser
Dooley Wilson … Sam
S.Z. Sakall … Carl
Sydney Greenstreet … Signor Ferrari
Peter Lorre … Ugarte
Madeleine LeBeau … Yvonne
Joy Page … Annina Brandel
Helmut Dantine … Jan Brandel
Marcel Dalio … Emil,crupiê do Rick
Leonid Kinskey … Sascha
Dan Seymour … Abdul
John Qualen … Berger
Ludwig Stössel … Sr. Leuchtag
Ilka Grüning … Sra. Leuchtag
Corinna Mura … Cantora
Curt Bois … Batedor de carteiras
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Plano Crítico.


O ÚLTIMO REFÚGIO (High Sierra, 1941 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 23 January 1941 (Los Angeles, California)

SINOPSE:
Earle Roy “Mad Dog” é salvo da prisão por um velho que quer sua ajuda em um assalto já programado. Quando o golpe dá errado e um homem é baleado, Earle é forçado a se esconder pelos picos da Sierra Nevada.

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SOBRE O FILME:
Intenso e dramaticamente poderoso como os grandes filmes de sua época. Planos ambiciosos e sentimentos intrincados. “Seu Último Refúgio” apresenta personagens que se entregam e apostam tudo nos seus sonhos e objetivos logo à frente. O novo como escape de uma realidade sem cor. O amor quase impossível como esperança de liberdade e felicidade. As apostas são altas, os riscos são inevitáveis e a decepção parece certa. O imponderável mostra-se bem importante e decisivo naqueles destinos. Grandes sequências de ação e muita beleza/força nas interações cheias de sentimento dominam o filme. O final deveras marcante fecha muito bem a obra. Humphrey Bogart, com seu magnetismo único, garante o grande interesse do espectador na obra do início ao fim. Todo filme seu possui naturalmente um algo a mais. Ida Lupino também se destaca ao nos comover em sua jornada. Raoul Walsh é maravilhoso.
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“High Sierra”, o filme que também ajudou Bogart a se firmar como grande astro. Ida Lupino, Arthur Kennedy, sempre impecáveis e, Cornel Wilde, que depois se tornaria, um astro dos filmes de aventuras. A fotografia é sensacional, direção, roteiro, trilha sonora, tudo em perfeição. Vale a pena assistir, pois é um verdadeiro clássico do cinema!

DIREÇÃO: Raoul Walsh
ROTEIRO: John Huston and W.R. Burnett (screen play), W.R. Burnett (from a novel by)
GÊNERO: Action, Adventure, Crime, Film-Noir
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 40min
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ELENCO PRINCIPAL:
Humphrey Bogart … Roy Earle
Ida Lupino … Marie Garson
Arthur Kennedy … Red Hattery
Alan Curtis … Babe Kozak
Joan Leslie … Velma
Henry Travers … Pa Goodhue
Elisabeth Risdon … Ma Goodhue
Cornel Wilde … Louis Mendoza
Henry Hull … Dr. Banton
Donald MacBride … Big Mac
Barton MacLane … Jake Kranmer
Willie Best … Algernon
Jerome Cowan … Healy
Minna Gombell … Sra. Baughmam
Paul Harvey … Sr. Baughman
John Eldredge … Lon Preiser
Robert Strange … Art
Wade Boteler … Xerife
Erville Alderson … Fazendeiro
Sam Hayes … Repórter do rádio
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players.


HERÓIS ESQUECIDOS (The Roaring Twenties, 1939 – USA)
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 23 de outubro de 1939

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SINOPSE:
Três soldados americanos se conhecem numa trincheira da França, o mecânico Eddie Bartlett, o jovem advogado Lloyd Hart e o negociante George Hally. Voltando da guerra, Eddie fica desempregado e acaba aceitando dividir um táxi com seu velho amigo Danny. Certo dia, Eddie é incriminado ao levar um pacote para o bar da cantora Panamá Smith. Ele não sabia que no pacote havia bebida ilegal e é detido pela polícia, juntamente com Panamá. Eddie pede a Lloyd para defendê-lo mas vai para a prisão ao assumir toda a culpa. Agradecida, três dias depois Panamá paga a fiança e Eddie resolve entrar para o negócio de contrabando de bebidas.

ASSISTAM AO FILME ONLINE CLICANDO ABAIXO:

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SOBRE O FILME:
Um dos menos conhecidos e mais competentes filmes de gângster da Warner, reunindo dois dos super stars do gênero, Cagney e Bogart, no que pretende ser a história dos selvagens anos 20 (esqueça o título nacional).
Nunca ganhou prêmios, mas foi satirizado em “Johnny Dangerously” (1984) com Michael Keaton. Com uma narrativa dinâmica, momentos de comédia e um tom até bem-humorado, traz Cagney como o bom gângster (uma espécie que só existe no cinema) e Bogart, como realmente podre.
Há muitas cenas de boates (speakeasies) e o diretor utiliza músicas de época e cria muito clima. Aliás, fica comprovado com esta coleção como Walsh era um diretor brilhante. Temos novamente outro final memorável.

Humphrey Bogart, James Cagney, e Al Hill em The Roaring Twenties (1939).

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DIREÇÃO: Raoul Walsh
GÊNERO: Drama, Filme Noir, Suspense
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 106 minutos
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ELENCO PRINCIPAL:
James Cagney … Eddie Bartlett
Priscilla Lane … Jean Sherman
Humphrey Bogart … George Hally
Gladys George … Panama Smith
Jeffrey Lynn … Lloyd Hart
Frank McHugh … Danny Green
Paul Kelly … Nick Brown
Elisabeth Risdon … Sra. Sherman
John Hamilton … Juiz


ANJOS DE CARA SUJA (Angels with Dirty Faces, 1938 – USA)
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 26 de novembro de 1938

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SINOPSE:
Rocky (James Cagney) e Jerry (Pat O’Brien) são dois amigos de infância que viviam em um bairro barra-pesada de Nova York. Depois de crescidos, eles tomam rumos bem diferentes: Rocky se torna um famoso gângster e Jerry um padre engajado. As crianças da vizinhança idolatram o criminoso, mas perdem um pouco de respeito depois que ele cede aos pedidos de Jerry para não fazer uma execução. O caminho dos dois vai se cruzar, assim como seus interesses diversos.

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SOBRE O FILME:
Anjos da Cara Suja é armado, desde o início, como um filme sociológico. Seus personagens são partes de um organismo coletivo, onde cada um tem uma função específica em relação a esta dimensão do comum. As duas grandes panorâmicas que pontuam o início e o meio do filme reiteram este interesse pelo grupo. A câmera para nos dois rapazes, mas poderia ter parado em qualquer um naquela multidão. Eles interessam ao filme na medida em que são “representativos” de uma questão que vai colocar em jogo a harmonia daquele meio. Trata-se de uma parábola onde o que está em questão é o lugar da virtude e sua perpetuação. A imprensa é uma espécie de coro no filme, é a voz despersonalizada deste grupo. É ela que comunica diretamente as preocupações e anseios desse coletivo, e não nos deixa esquecer esta dimensão que engloba todos os personagens. Trata-se aqui de uma relação entre as ações individuais e suas conseqüências para a polis.

Humphrey Bogart e James Cagney em Angels with Dirty Faces (1938).

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DIREÇÃO: Michael Curtiz
GÊNERO: Crime, Drama, Gângster
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 37min
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ELENCO PRINCIPAL:
James Cagney …. William ‘Rocky’ Sullivan
Pat O’Brien …. Padre Jerome ‘Jerry’ Connelly
Humphrey Bogart …. James ‘Jim’ Frazier
Ann Sheridan …. Laury Ferguson
George Bancroft …. Mac Keefer


O GÊNIO DO CRIME (The Amazing Dr. Clitterhouse, 1938 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 20 de julho de 1938

SINOPSE: O doutor Clitterhouse está fascinado pelo estudo dos estados físico e mental de infratores. Para observá-los de perto, ele toma parte numa gangue de ladrões de joias.

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SOBRE O FILME: Drama policial noir com humor e suspense que foi escrito por John Wexley e John Huston, baseado na primeira peça escrita pelo escritor de contos britânico Barré Lyndon (1896-1972), que durou três meses na Broadway. Este filme teve mais 2 versões inglesas feitas para a TV: The amazing Dr. Clitterhouse (47) e The amazing Dr. Clitterhouse (62). Quase todos os nomes dos personagens foram alterados da peça original em que o filme se baseou.

O brincalhão Humphrey Bogart (1899-1957) depreciativamente se referiu a este filme como “The amazing Doctor Clitoris”. O ator, em performance de coadjuvante, disse mais tarde que o papel de “Rocks” Valentine era um dos seus menos favoritos. A voz de Ronald Reagan pode ser ouvida como locutor de rádio, um trabalho que o ex-presidente americano realizou antes de começar como ator de cinema.

Uma premissa decente cheia de performances divertidas. Infelizmente, a estória continua se revezando e parece que você está assistindo três filmes diferentes. Não é dos melhores trabalhos do quase sempre eficiente Edward G. Robinson (1893-1973), ou de Bogart, mas vale a pena assistir. “Dr. Clitterhouse” foi uma mudança refrescante dos filmes de crime conscientemente espirituosos e sofisticados que circularam desde o advento de A ceia dos acusados (34).

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DIREÇÃO: Anatole Litvak
ROTEIRO: John Wexley and John Huston (screen play)
GÊNERO: Crime, Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 27min
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ELENCO PRINCIPAL:
Edward G. Robinson … Dr. Clitterhouse
Claire Trevor … Jo Keller
Humphrey Bogart … ‘Rocks’ Valentine
Allen Jenkins … Okay
Donald Crisp … Inspector Lane
Gale Page … Nurse Randolph
Henry O’Neill … Judge
John Litel … Prosecuting Attorney
Thurston Hall … Grant
Maxie Rosenbloom … Butch
Susan Hayward … Patient


Fontes de Pesquisa: Revista Cinemin, Cinelândia e IMDb

CULT COLLECTORS | Ser Cult É Ser Colecionador!!!

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