JESSE JAMES (1847-1882) | Os Grandes Mitos do Oeste no Cinema

Jesse James era filho do agricultor e Reverendo Robert James e de Zerelda Cole James, que chegaram ao Mississipi em 1842. A 10 de janeiro de 1843, nasceu o primeiro filho, Alexander Flanklin James. A 5 de setembro de 1847, o segundo, Jesse Woodon James.

Após a morte do marido, Zerelda casou-se novamente, desta vez com o médico Reuben Samuel. Desde os 15 anos, Jesse foi submetido a duras provas. Em plena Guerra da Secessão, o padrastro quase foi enforcardo pelos nortistas, mas salvo no último instante por amigos.

Certo dia, quando Jesse trabalhava na lavoura, os soldados da União espancaram-no sem motivo. Esta recordação ficaria ara sempre viva na memória do adolescente. Ao lado das operações militares, havia numerosos bandos cujas ações – contra os nortistas ou de pilhagens – eram difíceis de precisar. Entre os grupos armados, surgil Quantril, o maior chefe de quadrilhas, com 445 bandidos sob suas ordens. De uma feita, arrasaram a cidade de Lawrence, deixando um saldo de 142 cadáveres. Entre os comparsas, notou-se a presença de Frank James.

Aos 16 anos, com a família perseguida, Jesse incorporou-se ao bando de Quantril. Já então habituado às lutas, chacinas e pilhagens, o seu comportamento era impiedoso. Em 1864, separou-se de Quantril. Um ano mais tarde, com seis homens de seu bando, partiu para se entregar as autoridades, a fim de resgatar as suas faltas. Jesse, no entanto, recebeu uma bala no pulmão. Fugiu a cavalo e, mesmo ferido, passou dois dias escondido nos bosques.

Mais tarde, Jesse aproveitou-se da convalescença para formar novo bando. constituído por Frank, Cole, Jim, Robert e John Younger (seus parentes), Wood, Clarence Hyde, primos e outros.

Desde então, efetuou inúmeros assaltos (hold-ups) nos bancos. Alarmados, os banqueiros encarregaram os famosos detetives Pinkerton de acabar com tais ações belicosas, e estes puseram a prêmio a cabeça dos fora-da-lei: 5.000 dólares, cada um dos irmãos James!

Passado algum tempo, já havia lutas internas no bando de Jesse James – e alguns companheiros se afastaram. O prêmio estipulado despertou a cobiça dos irmãos Ford. Um deles, Robert, atirou mortalmente em Jesse, que estava desarmado, a 3 de abril de 1882. As manchetes dos jornais apresentaram Robert como traidor – e Jesse, como o herói morto por abjeto assassino.

Começaram a surgir nessa época, em todo o Oeste, baladas exaltando a figura. No túmulo de Jesse James, Lê-se: “Assassinado por um traidor e covarde, cujo nome nem merece figurar aqui”. Robert Ford, banido da sociedade, suicidou-se na própria residência. Frank James, o irmão mais velho de Jesse, entregou-se à justiça e foi absolvido pelos tribunais. Faleceu de morte natural, aos 72 anos.

O PERSONAGEM NAS TELAS

A primeira aparição do personagem Jesse James no cinema silencioso foi no início da década de 20, na película Jesse James Outlaw, interpretado por Jesse James Jr. Nela, toma-se conhecimento de que, após terminar a Guerra da Secessão e prontificando-se a viver em paz, Jesse James sabe que é obrigado a deixar os amigos para escapar da Guarda Rural, pois esta acredita ser ele responsável por um assalto a banco. Inicia-se, então, sua carreira de fora-da-lei; para ele, torna-se impossível viver com Zee, a mulher que ama, e ele terá de evitar e combater a Guarda Rural. O filme reverencia seus atos de bondade e acentua-lhe uma imagem benevolente. No final, Jesse James é assassinado por Bob Ford.

Jesse James Under The Black Flag é uma consequência do filme citado acima. A história inicia-se em 1863, quando Jesse, jovem, vive na fazenda de Kearney, Missouri. Desejoso de vingar-se dos soldados que causaram danos a sua família, junta-se à quadrilha de Quantrill, jurando fidelidade à Bandeira Negra.

O Invencível (Jesse James), uma produção de maiores cuidados, é de Adolph Zuckor, interpretado por Fred Thomson, um dos cowboys mais significativos do período mudo. Neste filme, passado durante a Guerra Civil, Jesse James é membro da quadrilha de Quantrill e vem a conhecer Zerelda Mimms, uma nortista abandonada na plantação de um tio, que escapa de ser aprisionada como espiã. Depois da Guerra, o amigo Parson Bill avisa Jesse de que fanáticos da União, chefiados por Frederick Zimms, ameaçam expulsar sua mãe. Jesse tenta vingar-se, mas os apelos pacíficos de Zerelda impedem-no. Jesse torna-se um fora-da-lei, escapa à perseguição de Bob Ford, foge com Zerelda e se casam.

Jesse James, Lenda de Um Era Sem Lei (Jesse James), produção em Technicolor, cercada de todos os cuidados, como Darryl Zanuck costumava apresentar, é um western agitado e glamouroso. Nele, Henry King conduz as ações sob um clima de comedida violência, dentro do estilo do diretor, com toques humanos, exaltando os sentimentos mobres, mas fugindo a um senso crítico mais aprofundado. Jesse James (Tyrone Power) é um personagem ousado e corajoso, em contraste com o irmão Frank James (Henry Fonda), a prudente voz da consciência. Um western narrado com muita fluência.

A Volta de Frank James (The Return of Frank James), uma continuação de Jesse James, de King, é o primeiro western dirigido por Fritz Lang na América. Fritz Lang declarou: “Eu estava muito interessado em realizar algo que nunca tivera feito. Neste película, havia cenas em um teatro da época, o final da década de 80 do século XIX, período de que pouco se sabia. Fui então à cidade de Tombstone; o velho teatro lá estava, e entrei. Achei alguns exemplares antigos do jornal de Tombstone, e captei a atmosfera da película. O western, acho, é uma certa religião do povo americano”. O personagem Frank James (Henry Fonda) procura vingar-se da morte do irmão Jesse.

Em Eu Matei Jesse James (I Shot Jesse James), Samuel Fuller revela as baixezas da natureza humana. É a história do homem que matou um amigo pelas costas para obter fama. Foi o primeiro western de Fuller e apresenta uma tradição: o assassinato de Jesse James por Bob Ford (John Ireland). Mais tarde, Fuller afirmou: “Não era o western em si que atraía, pois o gênero não me agrada particularmente. O mais belo western que vi creio ter sido The Ox-Bow Incident (Consciências Mortas). A referência ao grande filme de William Wellman não é gratuita: em Wellman, os heróis eram as vítimas; em Eu Matei Jesse James, o herói era o assassino. O filme, apesar de modesto, já mostrava um certo brilho.

Em Jesse James vs os Daltons, presume-se que o personagem principal seja o filho de Jesse, e, como consequência, ele é caçado por toda parte. Mas, após diversas aventuras, chega-se à conclusão de que o herói não é filho de James, mas um órfão adotado pelo mesmo.

Em Jesse James’ Women, as ações concentram-se em torno do famoso fora-da-lei e seus muitos envolvimentos com o sexo oposto, mostrando uma combinação de Robin Hood e Belo Brummell.

Em Quem Foi Jesse James? (The True Story of Jesse James), nota-se que o diretor e roteirista se esforçam por evitar que o filme se transforme num western vulgar. Vasculharam muitos documentos para garantir a autenticidade histórica. E pelo que se conhece dos dois irmãos, não há dúvida de que os episódios tradicionais de sua vida foram respeitados. Outro aspecto a ser focalizado no filme é o propósito de ser um western psicológico. Nicholas Ray, realizador de trabalhos apreciáveis, não chegou a fazer um filme que transcendesse da simples elaboração refinada. Faltou-lhe o sopro criador, e exceto o epílogo – uma balada estabelecendo a lenda póstuma de Jesse James, verdadeiro desabafo para a platéia contra a covardia de Bob Ford, falso amigo homicida – afora isso, não há muitas cenas inspiradas. A história, bastante divulgada pelo Cinema, faz de Jesse e Frank, sulistas e vencidos, vítimas sem chances da Guerra da Secessão. O mais é um relato de lutas que os dois desperados travaram, fugindo à perseguição e à forca, mas moralmente apoiados pelo sentimento popular. Robert Wagner e Jeffrey Hunter se superam em suas atuações. A fotografia de Joe McDonald é de primeira qualidade.

Sem Lei e Sem Esperança é um western rodado em Jacksonville (Oregon), realizado em tom de semidocumentário e de balada, focalizando o famoso assalto ao First National Bank, de Northfield. Em 1876, o Estado de Missouri decide anistiar os bandidos Cole e Bob Younger, Frank e Jesse James. Mas os donos das estradas de ferro conseguem cancelar a anistia, dando caça aos pistoleiros.

Estes, reunidos em Northfield, planejam assaltar o banco local. O assalto deveria ser cometido sem violências, mas termina em tiroteio. Bob Younger é seriamente ferido, e Cole, crivado de balas, consegue salvar-se. O povo o recebe como herói. Jesse e Frank escapam.

Recentemente a história do assassinato de Jesse James foi revisitada novamente, com Brad Pitt no papel título. O longa será uma adaptação do romance The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (O assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford), de Robert Hansen. A trama conta a história de James, o “gatilho mais rápido do oeste”, através dos olhos de Robert Ford, um dos integrantes da gangue do criminoso. Entretanto, Ford torna-se invejoso e imagina que poderia ficar com a gangue e com a fama se matasse o pistoleiro.

Fontes de Pesquisa e Texto: Revista Cinemin/Gil A. Araújo.


O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARDE ROBERT FORD (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, 2007 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 21 de setembro de 2007

SINOPSE: Carismático e imprevisível, Jesse James (Brad Pitt) foi o mais notório fora-da-lei da América. Ele planejava mais um de seus grandes assaltos quando soube que seus inimigos, ávidos por glória e fortuna, haviam se lançado numa corrida em sua captura. James declara guerra a todos eles. No entanto não poderia imaginar que a maior ameaça à sua vida viria de um dos homens em que mais confiava.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford acabou aparecendo pra mim de forma um bocado casual. Algumas das inúmeras vezes em que deslumbrei por certo tempo a singela coleção de DVDs que fui acumulando através do tempo, me lembro de ter segurado a capa discreta e misteriosa – que não promete tanto – exibindo um título extenso e franco, um conjunto que, para mim, se apresentou de maneira não tão atraente. Minha curiosidade, porém, só foi crescendo para o grupo de atores notável e pela atmosfera atraente que o filme parecia prefigurar em algumas cenas esporádicas – as quais não consegui me esquivar na internet. A ocasião surgiu, e a experiência de assisti-lo foi extraordinária.

Numa brevíssima sinopse, poderia se dizer que esse filme utiliza um pretexto – sendo esse o de um grupo de malfeitores no meio oeste estadunidense no final do século XIX – para apresentar duas personagens e seu relacionamento simbólico. Robert Ford (Casey Affleck) é um garoto ambicioso que se envereda como criminoso articulado para integrar o grupo supracitado de assaltantes liderado pelos irmãos James, mas principalmente por uma figura folclórica pela qual ele tem uma admiração infante que é Jesse (Brad Pitt). Os acontecimentos se desenrolam numa exploração profundíssima das interações entre os integrantes desse bando – com maior ênfase na dos dois protagonistas – e abordando as várias camadas que compõem uma relação composta por uma admiração unilateral, incitando assim uma discussão sobre o controle limítrofe que temos sobre o legado que é deixado sobre nós.

A direção e o roteiro são do neozelandês Andrew Dominik, e ele é excelente. Seu trabalho é irretocável desde o princípio, lidando perfeitamente com o ritmo mais acelerado das primeiras cenas, utilizando-se disso como uma ferramenta dramática pontual. Há um segmento, ainda nos primeiros momentos, que envolve uma ação em grupo, e ela serve excepcionalmente para apresentar a atitude de personagens circundantes ao protagonista Robert Ford. O bom trabalho do diretor já se mostra desde aí, incitando alguns desentendimentos e introduzindo o comportamento das personagens com maior foco.

Nesse ponto, também se deve ressaltar a cinegrafia de Roger Deakins, que brinca, com aparente facilidade, com uma atmosfera neblinosa e sombria, seguindo com igual exímio no restante do filme, com ambientações deslumbrantes das estepes infindáveis do meio oeste norte-americano. Sem menos elogios me dirijo à montagem do filme, com certo destaque na apresentação de Jesse James e nos últimos momentos do longa, com um congelamento certeiro na última cena, que me foi como um soco no estomago.

Seria herético, também, me referir a essas duas cenas sem mencionar um voice over precisamente heterodoxo, sendo que seria impreciso taxa-lo como um recurso arcaico nesse cenário, onde é encaixado tão perfeitamente na identidade do filme. Na mesma medida falo da trilha sonora misteriosa e inebriante de Nick Cave e Warren Ellis, com grande destaque no tema de Jesse James, Song for Jesse, que possui uma instrumentalização onírica e fantasiosa, essencial na apresentação de uma personagem tão representativa do folclore maniqueísta norte-americano, cercado do realismo fantástico e do obscurantismo.

O filme, porém, descansa no seu compassar. Os cenários transformam-se paulatinamente em casas fechadas e isoladas, ou então em quartos escuros e empoeirados. O movimento dá lugar a uma dramaticidade muito mais contida, porém sobressalentemente pulsante. É aí onde a direção encontra a grandeza das interpretações, especificamente de Casey Affleck e Brad Pitt, e, porque não, de Sam Rockwell também. A intensidade dramática chega a ganhar tons jocosos, a medida em que a brilhante interpretação Brad Pitt antecipa certos entendimentos que nunca chegam a ser certezas.

Ao mesmo tempo em que existe dúvida sobre o que Jesse já conseguiu deduzir ou não, você tem certeza que ele já sabe de tudo – e esse tipo de abordagem cênica é extremamente difícil de colocar pra fora, principalmente da maneira como foi feita nesse caso. Algo muito parecido foi reproduzido com excelência por Christoph Waltz com Hans Landa, no já clássico de Tarantino Bastardos Inglórios. Vale ressaltar, ainda, que embora as cenas de maior sublevação comportamental estejam na mão de Brad Pitt – ressalto a cena da faca – seria um crime inferiorizar o trabalho de Casey Affleck, até porque talvez seja o mais difícil de todos, e devido a sua intensa e trágica carga dramática, também o melhor executado.

O argumento moral aqui é emocionante, e, portanto, o seu título, que a princípio parecia pura excentricidade, assume um dialogismo inseparável da identidade do filme, fazendo com que qualquer outra opção pareça boba. A menor falta de tato poderia encaminhar a trama para qualquer um dos extremos, seja o do hermetismo ou o da pieguice. O diretor, porém, tem sensibilidade suficiente pra dosar o silogismo de algumas decisões narrativas com a mise-en-scene hitchcockiana dos momentos mais enervados, deixando o espectador atônito e até encantado – como foi o meu caso – depois dos créditos finais.

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DIREÇÃO: Andrew Dominik
ROTEIRO: Andrew Dominik (screenplay), Ron Hansen (novel)
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 40min
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ELENCO PRINCIPAL:
Brad Pitt … Jesse James
Mary-Louise Parker … Zee James
Brooklynn Proulx … Mary James
Dustin Bollinger … Tim James
Casey Affleck … Robert Ford
Sam Rockwell … Charley Ford
Jeremy Renner … Wood Hite
Sam Shepard … Frank James
Garret Dillahunt … Ed Miller
Paul Schneider … Dick Liddil
Ted Levine … Sheriff Timberlake
Nick Cave … Bowery Saloon Singer

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Plano Crítico/Pedro Pinho.


SEM LEI E SEM ESPERANÇA (The Great Northfield Minnesota Raid, 1972 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 28 de abril de 1972

SINOPSE: Mesmo após receberem uma anistia (por ajudarem colonos a expulsarem os ferroviários),os famosos irmãos James,temidos homens do Oeste,que formam uma gangue especialista em assaltar bancos,se aliam com a gangue de Cole Younger para roubar o complicado First National Bank de Northfield,Minnesota. O plano não sai muito certo e eles são obrigados a fugir.E agora não só da polícia.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: É como historiador que Kauffman uma das lendas mais célebres do Oeste, preferindo traçar os perfis de Jesse e Cole em termos relativamente realistas. Dizemos relativamente porque Cole não era um semi-intelectual nem Jesse um psicopata fundamentalista como nos são apresentados. De qualquer forma, o filme é absorvente e por vezes precioso, como na curiosa sequencia do beisebol e no assalto frustrado ao banco, no qual o diretor conjuga a câmera na mão com a câmera alta para criar bons efeitos de movimentação.

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DIREÇÃO: Philip Kaufman
ROTEIRO: Philip Kaufman
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 31min
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ELENCO PRINCIPAL:
Cliff Robertson … Cole Younger
Robert Duvall … Jesse James
Luke Askew … Jim Younger
R.G. Armstrong … Clell Miller
Dana Elcar … Allen
Donald Moffat … Manning
John Pearce … Frank James
Matt Clark … Bob Younger
Wayne Sutherlin … Charley Pitts
Robert H. Harris … Wilcox
Jack Manning … Heywood
Elisha Cook Jr. … Bunker

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Publique-se A Lenda.


CAVALEIROS DA BANDEIRA NEGRA (Kansas Raiders, 1950 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 15 de Novembro de 1950

SINOPSE: Os irmãos Jesse e Frank James, além de Cole e James Younger e ainda Kit Dalton, juntam-se ao bando de Quantrill, um Confederado que após a Guerra de Secessão dedica-se a saquear e matar civis, pretensamente em nome da causa. Quando percebe que todos não passam de simples bandidos, Jesse tenta ir embora, mas é convencido a ficar por Kate, a amante de Quantrill. Entre um ataque e outro, os passos da quadrilha são descobertos pelos soldados Ianques, que se aprontam para desbaratá-la.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Mais um filme baseado na história do lendário bandido Jesse James, dessa vez vivido pelo astro Audie Murphy, a história acompanha a fase guerrilheira de Jesse e seu irmão Frank na quadrilha de Quantrill antes de formarem a famosa quadrilha que assaltou trens e bancos no velho Oeste.

A história de Jesse James já foi contada diversas vezes e mesmo ele sendo notoriamente um bandido sempre teve uma visão favorável e/ou compreensiva e dessa vez não é diferente, como faroeste é uma excelente aventura, como visão histórica é um filme parcial servindo mais como um ponto de partida para pesquisar sobre Jesse James e seu bando e sobre a Guerra Civil Americana, afinal essa é uma das funções dos filmes não?

Se houve algo que os roteiristas norte-americanos nunca ligaram muito foi para a verdade dos fatos históricos. Lá pelos anos 70 começou uma grande cobrança pelo “historicamente correto” e os westerns ficaram até meio sem graça. “Cavaleiros da Bandeira Negra” (Kansas Raiders), de 1950, não prima muito pela acurácia dos fatos referentes ao Coronel William Clarke Quantrill. A começar pela idade, pois Quantrill morreu aos 27 anos e Brian Donlevy, que o interpreta no filme estava com 49 anos. Ao redor do ex-soldado da União que se tornou ‘oficial’ da sua facção do Exército Confederado, o roteiro de “Cavaleiros da Bandeira Negra” juntou nada menos que os Irmãos Jesse e Frank James (Audie Murphy e Richard Long), os irmãos Cole e James Younger (James Best e Dewey Martin) e ainda Kit Dalton (Tony Curtis). Quantrill aperfeiçoou os jovens bandidos agregados ao seu exército nas técnicas de pilhagem devidamente acompanhados de requintes da maior crueldade. Para esse quesito Quantrill tinha um mestre na figura de Bill Anderson (Scott Brady), o ‘Bloody’ Bill Anderson, o mais sanguinário confederado da Guerra da Secessão. Dirigido por Ray Enright, o western é bastante movimentado, com excelentes cenas de ação, compensando o discutível roteiro. O maior atrativo de “Cavaleiros da Bandeira Negra” é ver em ação um grupo de atores praticamente iniciantes, com idades por volta de 25 anos e que teriam carreiras bastante diferentes no cinema. De longe Tony Curtis foi o que se saiu melhor na vida artística, tornando-se um dos grandes ídolos de Hollywood. Audie Murphy será sempre lembrado como um ator de poucos recursos interpretativos, mas que foi o mocinho mais constante da última boa fase dos faroestes. James Best atuou muito no cinema, em westerns, dramas e comédias, mas acabou consagrado mesmo foi na série “The Duke of Hazzard” (Os Gatões), na TV, interpretando o atrapalhado xerife Roscoe P. Coltrane. Scott Brady viveu seu momento de glória como ‘Dancing Kid’ em “Johnny Guitar”. Richard Long e Dewey Martin, sem maiores chances no cinema, passaram logo para a TV. No elenco ainda a veterana Marguerite Chapman que foi heroína do seriado clássico “O terror dos Espiões” (Spy Smasher) de 1942. E numa ponta aparece Richard Egan. “Cavaleiros da Bandeira Negra” deve ter sido tão agradável de se ver quando de seu lançamento

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DIREÇÃO: Ray Enright
ROTEIRO: Robert L. Richards (story and screenplay)
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 20min
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ELENCO PRINCIPAL:
Audie Murphy … Jesse James
Brian Donlevy … Col. William Clarke Quantrill
Marguerite Chapman … Kate Clarke
Scott Brady … Bill Anderson
Tony Curtis … Kit Dalton
Richard Arlen … Union Captain
Richard Long … Frank James
James Best … Cole Younger
John Kellogg … Red Leg leader
Dewey Martin … James Younger»

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Westerncinemania.


A VOLTA DE FRANK JAMES (The Return Of Frank James, 1940 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 16 de Agosto de 1940

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SINOPSE:
Frank James (Henry Fonda) deixou sua vida de crimes e se tornou um pacífico fazendeiro. Nem quando Clem Tom Grayson (Jackie Cooper), um jovem e grande amigo, lhe conta que Jesse James foi baleado pelas costas pelos irmãos Ford, Frank procura se vingar, pois crê na justiça. Aparentemente isto acontece, pois Bob (John Carradine) e Charles (Charles Tannen) são condenados por assassinato. Porém meia hora após o veredicto o governador lhes dá total perdão, e ainda recebem uma recompensa. Ao ver isto Frank constata que precisa fazer justiça com as próprias mãos.https://archive.org/embed/the-return-of-frank-james-1940

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
O quarto filme de Fritz Lang na América, depois da chamada “trilogia social” (Fury, You Only Live Once, You and Me) é a sua primeira obra a cores. Mesmo gente não muito favorável a esta película (ou comentadores para quem ela é uma obra menor) “tiraram o chapéu” à mestria no uso do technicolor. Gavin Lambert, por exemplo, o conhecido crítico do Sight and Sound, que durante anos sustentou a tese da decadência da obra americana de Lang, escreveu: “A limpidez e a doçura das paisagens do Oeste parecem ter estimulado sobretudo Lang enquanto pintor (“stimulate Lang only as a painter”), pois é no admirável gosto e no uso exploratório do technicolor que reside o maior interesse deste filme”.
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Lang interessou-se pelo western por ver nele o equivalente americano do que a saga dos nibelungos era para os nórdicos europeus, ou a Canção de Rolando para os franceses.
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E este filme surgiu na seqüência do grande êxito alcançado pelo filme da Fox (de Henry King), Jesse James (39). Jesse James (o de King) contribuiu, quase tanto como Stagecoach, para o relançamento do western como grande gênero. A Fox não perdeu tempo. E logo encomendou ao alemão Lang, que tão alta ideia fazia desses filmes, segunda obra sobre os míticos irmãos James. O primeiro plano do filme faz, aliás, um explícito raccord com a obra anterior, quando vemos Jesse James ser abatido pelas costas pelos irmãos Ford (ou como diz a inscrição tumular – que Nicholas Ray retomou no futuro e genial The True Story of Jesse James – “por um traidor cujo nome não é digno de figurar aqui”). Sabemos até que a intenção original de Lang era aproveitar o último plano do filme de King (que com essa morte terminava) o que não veio a acontecer. Mas era e é um processo caro a Lang e que vinha da sua fase alemã (recapitulação no primeiro plano da segunda parte de Die Spinnen do final da primeira, recapitulação no primeiro plano de A Vingança de Kriemhild do final de A Morte de Siegfried). E essa idéia (recapitulação, retorno) volta nos seus filmes finais quer entre o primeiro e segundo dístico do Das indische Grabmal quer no início do Die Tausend Augen des Dr. Mabuse, remetendo para um plano famoso do Testamento do mesmo Mabuse.

Jackie Cooper e Henry Fonda em The Return of Frank James.

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DIREÇÃO: Fritz Lang
ROTEIRO: Sam Hellman
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 32min
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ELENCO PRINCIPAL:
Henry Fonda … Frank James
Gene Tierney … Eleanor Stone
Jackie Cooper … Clem
Henry Hull … Major Rufus Cobb
John Carradine … Bob Ford
J. Edward Bromberg … George Runyan
Donald Meek … McCoy
Charles Tannen … Charlie Ford
George Barbier … Juiz
Robert McKenzie … Velho em Rocker
Eddie Collins … Chefe da Estação
Victor Kilian … Pastor
A.S. ‘Pop’ Byron … Ferroviário
Lillian Yarbo … Criada de Eleanor
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Plano Crítico.



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