INGRID BERGMAN | Uma das maiores atrizes da Era de Ouro de Hollywood.

Com sua beleza natural e despretensiosa e seu imenso talento de atriz, ela foi uma das figuras mais célebres da história do Cinema.

Filha única, Ingrid Bergman nasceu no dia 29 de agosto de 1915, em Estocolmo, capital da Suécia. Ficou órfã muito cedo: de mãe (a alemã Friedel Adler), aos dois anos, e de pai (o pintor e fotógrafo sueco Jusuts Bergman), ao doze. Morando com um tio e cinco primos, recebeu deles muito pouco encorajamento para seguir a carreira artística, mas, mesmo assim, passou nos exames de admissão para a Escola real de Teatro Dramático de Estocolmo, em 1933.

Ingrid Bergman aos 14 anos.

PRINCÍPIO DA CARREIRA
Em 1934, depois de algumas atuações em Teatro, foi contratada pela Svenksfilmindustri, a maior produtora sueca, onde fez seu primeiro filme: Munkbrogreven. Apesar de ser um pequeno papel, Ingrid foi notada por mais de um crítico. Em seguida, os filmes se sucederam. Só em 1935, foram três, sendo que o primeiro, Branningar, foi também seu primeiro papel principal.
Já em seu sexto filme, em 1936, Pá Solsidan, dirigido por Gustav Molander, que a dirigiu sete vezes, e segundo em que ela contracenava com Lars Hanson, célebre ator que já trabalhara com Greta Garbo em Gusta Berling Saga, na Suécia, e Mulher Divina (Divine Woman), nos Estados Unidos, Ingrid Bergman passava a ser a atriz mais querida dos suecos.

A atriz no início da carreira, ainda na Suécia.

Ainda em 1936, Ingrid fez o filme que a encaminhou definitivamente para Hollywood. Intermezzo, dirigido por Molander, foi elogiado pela música, pela história e pelas brilhantes interpretações.
Cinco filmes Ingrid faria, quatro na Suécia e um na Alemanha, antes de se transferir para a Selzinick International, em 1939.

PRIMEIRO CASAMENTO
Quando estudava na Escola de Teatro, em Estocolmo, Ingrid conheceu Peter Aron Lindstrom, simpático dentista, estudante de Medicina, dez anos mais velho que ela, que a encorajou no princípio de sua carreira e a quem ela pediu conselhos, antes de assinar seu primeiro contrato. Em 10 de julho de 1937, eles se casaram. E em 20 de setembro de 1938, nasceu Friedel Pia Lindstrim, que seria filha única do casal.

HOLLYWOOD: ENFIM, UMA ESTRELA
Ingrid hesitou muito em aceitar o convite de David O. Selzinick para estrelar a nova versão de Intermezzo nos Estados Unidos. Isso porque o marido não podia abandonar os estudos e Pia era ainda muito pequena. E foi só quando o grande produtor americano lhe ofereceu um contrato para fazer apenas um filme que ela se resolveu. Sua chegada a Hollywood foi simples, sem qualquer campanha publicitária.
Selzinick, que, a princípio, pensara em fazer Intermezzo com Charles Boyer e Loretta Young, acabou mesmo realizando o filme com Leslie Howard (que filmava …E o Vento Levou) e Ingrid.

O filme foi um grande sucesso nos Estados Unidos e fora (foto acima). Na Inglaterra, o escritor Graham Greene, em sua coluna de Cinema, elogiou a espontaneidade da jovem atriz. Ingrid conquistou a América. Mas, já com um contrato de sete anos, ficou muito tempo sem filmar. Enquanto isso, fez uma peça, na Broadway, Lilliom, ao lado de Burgess Meredith, alcançando grande sucesso de crítica e público.
Agora, já estava com a filha a seu lado, mas não o marido, que não podia se ausentar da Suécia. Com a indecisão de Selzinick sobre que filmes Ingrid Bergman deveria estrelar em sua companhia, a linda sueca foi emprestada à Columbia, para fazer Os Quatro Filhos de Adão, e à Metro, para fazer Fúria no Céu.

Finalmente, apareceu uma oportunidade melhor: O Médico e o Monstro. Lana Turner tinha sido contratada para fazer a garçonete, mas Ingrid insistiu em que desejava o papel. Não queria fazer a inocente heroína. Apoiada por Spencer Tracy, que desempenhava o papel-título, ela conseguiu o que pretendia. E tinha razão. Sua atução foi elogiadíssima e, para alguns, ela era o único ponto alto do filme.
Novamente muito tempo parada, o que enervava Ingrid. Ela quer o papel principal feminino de Por Quem os Sinos Dobram, a guerrilheira Maria. Enquanto não consegue, surge uma oportunidade, Casablanca, ao lado de Humphrey Bogart, papéis que, anteriormente seriam de Ronald Regan e Ann Sheridan. Casablanca talvez tenha sido o melhor filme de Ingrid Bergman. Certamente, hoje, é o mais amado por seus fãs. Marco de um romantismo nostálgico, mantém, até hoje, a magia de há mais de 70 anos, simbolizada pela música tocada pelo pianista Sam (Dooley Wilson), ” As Time Goes By”.

Ingrid Bergman se apresentou à Paramount, no dia seguinte ao término das filmagens de Casablanca, para começar Por Quem os Sinos Dobram, ao lado de Gary Cooper. Os Sinos de Santa Maria, Quando Fala o Coração e Mulher Exótica foram lançados em fins de 1945, apesar dos esforços de Selzinick para que os estúdios responsáveis pelos três espaçassem mais os lançamentos.
Nessa época, Bergman visitou campos militares para divertir soldados e participou de campanhas de venda de bônus de guerra. Quando filmava Os Sinos de Santa Maria, ao lado de Bing Crosby e dirigida por Leo McCarey, os três ganharam Oscars respectivamente por À Meia Luz (Melhor Atriz) e O Bom Pastor (Melhor Ator e Melhor Diretor), o que proporcionou ao filme um grande sucesso comercial.

Ingrid ganhou o seu primeiro Oscar no filme À Meia Luz.

Em fins de 1945, Ingrid fez seu último filme com Selzinick, Interlúdio, pela segunda vez dirigida por Hitchcock e pela primeira vez ao lado de Cary Grant. E seu primeiro filme, depois desse longo contrato, foi Arco do Triunfo que, apesar do ótimo elenco, do diretor e dos custos de produção, teve um prejuízo de mais de dois milhões de dólares, o primeiro fracasso americano de Ingrid.
Ao fracasso de Hollywood, seguiu-se um sucesso na Broadway. Ela estrelou uma peça sobre uma atriz que fazia o papel de Joana d’Arc. Com esse papel, Ingrid ganhou os principais prêmios do ano. Ela resolvou, então, levar a história para a tela. Os roteiristas transformaram o original simplesmente numa versão da vida da Santa Joana.

Sucesso de público, principalmente na Europa, e um desastre do ponto de vista artístico. Mais um fracasso estava destinado à carreira de Bergman: Sob o Signo de Capricórnio, talvez seu pior filme e o pior de Hitchcock. Nessa ocasião, Ingrid já tinha escrito sua célebre carta ao diretor italiano Roberto Rossellini.

ROSSELLINI: UMA GUINADA DE 180 GRAUS
Impressionada com Roma, Cidade Aberta e, depois, ao ver Paisá, em Nova York, em 1948, Ingrid escreveu uma carta ao diretor desses dois filmes, o italiano Roberto Rossellini. Ela se dizia encantada com seu trabalho e se oferecia para fazer um filme com ele. Rossellini telegrafou agradecendo.
Enquanto filmava Sob o Signo de Capricórnio, Bergman se encontrava, acompanhada do marido, com Rossellini, em fins de semana, em Paris. Discutiam o primeiro filme que iam fazer juntos, After the Storm, mais tarde reintitulado Stromboli.

No princípio do ano seguinte, depois de receber o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Ano, concedido pela Associação de Críticos de Nova York a Paisá, Rossellini se hospedou na casa dos Lindstrom.
Em março do mesmo ano, Ingrid Bergman chegava a Roma para filmar. Ali começava, realmente, a ligação profissional que se transformaria (ou já teria se transformado?) no grande romance que abalaria o mundo do Cinema.
Quando ela abandonou o marido e filha para ir viver com o diretor italiano, o público americano não a perdoou. Até no Senado, seu comportamento sofreu as mais severas críticas, acusada de ser uma “influência maligna, na degradação de Hollywood”. Na Itália, ela dizia que precisava tentar alguma coisa diferente em sua carreira, estava cansada e descontente com o sistema hollywoodiano.

Ingrid Bergman em seu primeiro filme com Rossellini, Stromboli.

Bergman e Rossellini não comentavam os rumores do romance que diziam existir entre ambos, no princípio, porque ele também fora casado, e a validade de seu casamento, estava em discussão, nos tribunais italianos.
Somente quando Peter Lindstrom foi a Itália tratar da separação é que Rossellini admitiu querer se casar com Ingrid. E depois de uma conferência a portas fechadas com o agente de publicidade Joe Steele, Bergman anunciou sua decisão de abandonar o Cinema americano.
Em fevereiro de 1950, nasceu o primeiro filho do casal, Robertino. O escândalo se reacendeu. Mas muitos amigos da atriz lhe enviaram felicitações, demonstrando-lhe solidariedade: Charles Boyer, Cary Grant, Gary Cooper, Helen Hayes, Selzinick, Jennifer Jones e os escritores Steinbeck e Hemingway, entre outros. Ingrid e Rossellini se casaram ainda nesse mesmo ano. Em junho de 1952, nasceram as gêmeas Isotta e Isabella.

Depois de Stromboli, uma decepção, Ingrid fez mais cinco filmes dirigidos por Rossellini. Nenhum deles foi sucesso de bilheteria. Por isso, em 1955, quando o famoso diretor francês Jean Renoir convidou Ingrid para filmar com ele, em Paris, ela aceitou, satisfeita, com a concordância do marido. Ao lado de Jean Marais, Mel Ferrer e Juliette Grecco, interpretou uma princesa polonesa, em As Estranhas Coisas de Paris (Elena et les Hommes).

OUTRA GUINADA E OUTRO OSCAR
Convidada para a fazer a peça Chá e Simpatia, nos palcos de Paris, Ingrid levou meses aprimorando seu francês e ensaiando. Enquanto isso, algo aconteceu que mudou novamente toda a sua vida. Ela aceitou fazer o papel título em Anastásia, a Princesa Esquecida, ao lado de Yul Brynner. Foi a consagração mundial, novamente. Sua interpretação é maravilhosa. Os críticos saudaram sua volta aos grandes papéis. Em 1957, Ingrid Bergman voltou aos Estados Unidos para receber o prêmio da Associação de Críticos de Nova York. Dois meses depois, ganhava também o Oscar, recebido por seu amigo Cary Grant, pois ela não podia se ausentar de Paris, onde ainda estrelava Chá e Simpatia no teatro.

Em 1958, Ingrid se casou pela terceira vez, agora com o empresário sueco de Teatro, Lars Schmidt. O casamento com Rossellini tinha sido anulado por uma corte italiana. Em 1959, ela recebeu o Emmy (correspondente ao Oscar, na televisão americana), por sua interpretação em The Turn of the Screw.
Nos anos seguintes, Ingrid fez vários filmes e aparições em televisão, inclusive Stimulantia, novamente na Suécia, novamente no estúdio onde começara a carreira trinta anos antes, novamente dirigida por Gustav Molander, e contracenando com Gunnar Bjornstrand, seu colega de classe na Escola Real de Teatro Dramático. Foi uma nostálgica volta ao passado, num filme de oito episódios (um deles dirigido por Ingmar Bergman), dentre os quais o dela, o Colar, uma adaptação da história de Guy de Maupassant, muito bem acolhido pela crítica.

Ingrid Bergman, em 1967 esteve de volta à Suécia, onde atuou na TV em Stimulantia.

Aplaudidíssima no teatro, em 1965, na Inglaterra, na peça Um Mês no Campo, de Turgenev, e, no ano seguinte, numa memorável interpretação na tevê do monólogo de uma hora A Voz Humana, de Jean Cocteau, ela voltou ao teatro americano, com a peça de O’Neil A Mais Sólida Mansão, que dividiu a crítica nova-iorquina.

VOLTA A HOLLYWOOD
Mais de vinte anos depois de abandonar Hollywood, Ingrid Bergman voltou para trabalhar em dois filmes: Flor de Cacto e Caminhando Sob a Chuva da Primavera. No primeiro, uma comédia com Walter Matthau, ela mostra seu talento de comediante. No segundo, ao lado de Anthony Quinn, apesar de não gostar do filme, a crítica reconheceu sua emocionante interpretação de uma mulher sensível que, só tarde na vida, desperta para a sexualidade.
Em 1974, por incrível que pareça, Ingrid Bergman ganhou um Oscar na categoria de Atriz Coadjuvante. Mas é fácil de se explicar, Assassinato no Expresso Oriente, de Sidney Lumet, não tem papel principal feminino. É a adaptação cinematográfica de um romance policial de Agatha Christie, onde Albert Finney interpreta Hercule Poirot.

Ingrid Bergman atuando no filme Assassinato no Expresso Oriente, que lhe rendeu o seu segundo Oscar.

Em 1978, Ingrid interpretou seu último papel no Cinema (Golda, em 1981, foi feito para a televisão). Dirigida pelo grande Ingmar Bergman, reconhecidamente um cineasta especialista na alma feminina, ela trava uma batalha de interpretação com Liv Ulmann, na qual, provavelmente, uma estimulou a outra, e onde não há vencidos, mas um grande vencedor: o público, que pôde assistir a duas interpretações magistrais. Sonata de Outono (foto abaixo) foi a chave de ouro na carreira dessa maravilhosa sueca que tem seu lugar de honra entre as maiores atrizes de todos os tempos.

Ingrid Bergman morreu de câncer, em Londres, a 29 de agosto de 1982.

UMA MULHER CHAMADA GOLDA (A Woman Called Golda, USA, 1982)
TV MOVIE (Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 26 de abril de 1982

SINOPSE: A história de Golda Meir, a mulher nascida na Rússia que cresceu para se tornar primeira-ministra de Israel no final dos anos 1960 e início de 1970. Último filme da carreira de Ingrid Bergman.

Assistam às duas partes da minissérie no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: “A Woman Called Golda” é um excelente filme, brilhantemente contado por sua porta-voz e pela própria Golda. É um filme longo, sendo uma minissérie, mas não há um momento chato em todo o filme. Ingrid Bergman, que eu tanto admirei, no que diz respeito à atuação dela, preferiu trabalhar neste filme, embora ela estivesse com muitas dores do câncer que estava devastando seu corpo na época. Acredito que o filme aborda quase todos os aspectos da vida de Golda e conta tudo o que ela fez para obter a paz para a Palestina. Ela estava sempre presente quando as pessoas precisavam dela, mesmo depois de sua aposentadoria – sempre pronta para trabalhar para fazer as pazes. Ingrid Bergman foi suprema em seu papel de Golda porque, eu acho, ela era sueca e estava fazendo o papel de uma mulher russa – na verdade, ela até se parecia exatamente com Golda Meir. Excelente filme e Ingrid Bergman ganhou um Emmy por sua atuação postumamente. Espero que você reserve um tempo para assistir este. Um bom filme de família com o qual todos podem aprender.

DIREÇÃO: Alan Gibson
ROTEIRO: Harold Gast, Steve Gethers
GÊNERO: Biografia, Drama, História
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 3h 11min
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ELENCO PRINCIPAL:
Ingrid Bergman … Golda Meir
Ned Beatty … Sen. Durward
Franklin Cover … Hubert Humphrey
Judy Davis … Young Golda
Anne Jackson … Lou Kaddar / Narrator
Robert Loggia … Anwar Sadat
Leonard Nimoy … Morris Meyerson
Jack Thompson … Ariel
Anthony Bate … Sir Stuart Ross
Ron Berglas … Stampler
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SONATA DE OUTONO (Höstsonaten, Suécia, 1978)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 9 de agosto de 1978

SINOPSE: Uma pianista visita a filha no interior da Noruega. A mãe é uma artista de renome internacional, mas a filha é tímida e deprimida. O encontro das duas é tenso, marcado por lembranças do passado e revela uma relação repleta de rancor, ressentimentos e cobranças.

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SOBRE O FILME: “…é medo e presunção acreditar em limites. Não existem limites nem para os pensamentos nem para os sentimentos. É a ansiedade que impõe limites”
E novamente Bergman nos propõe reflexões a cerca do tema: DIÁLOGO. A falta de diálogo é o veneno das relações, e quando vem desde a infância é que as coisas ficam mais sérias. Relações, são algo extremamente complicado, muita coisa é pensada, sentida mas nunca verbalizada, e isso pode afetar negativamente no futuro. Absolutamente nada substitui o diálogo, o olho no olho, a disposição em ouvir. Em 90 minutos, Bergman nos coloca em uma sessão de terapia, de forma crua e objetiva, e com a melhor pessoa pra expressar de forma magnífica toda a emoção necessária: Liv Ullmann ❤

DIREÇÃO: Ingmar Bergman
ROTEIRO: Ingmar Bergman
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Suécia
DURAÇÃO: 1h 39min
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ELENCO PRINCIPAL:
Ingrid Bergman … Charlotte Andergast
Liv Ullmann … Eva
Lena Nyman … Helena
Halvar Björk … Viktor
Marianne Aminoff … Charlotte’s private secretary
Arne Bang-Hansen … Uncle Otto
Gunnar Björnstrand … Paul
Erland Josephson … Josef
Georg Løkkeberg … Leonardo
Mimi Pollak … Piano instructor
Linn Ullmann … Eva as a child
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FLOR DE CACTO (Cactus Flower, USA, 1969)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 16 de dezembro de 1969

SINOPSE: Toni Simmons, a funcionária de uma loja de discos, tenta se suicidar quando seu amante, o dentista Julian Winston, lhe diz que é casado e pai de três filhos. Ela é salva pelo vizinho, Igor Sullivan. Quando Julian sente que vai perder Toni, ele lhe propõe casamento, mas pede um tempo para conversar antes com a mulher. Então, Julian pede à Stephanie Dickinson, que é sua enfermeira, e que o ama sem que ele saiba, que finja ser sua esposa. A confusão está formada…

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SOBRE O FILME: Em 1969, Ingrid Bergman voltava a filmar em Hollywood, o que já não fazia há mais de duas décadas, uma vez que os seus últimos filmes «americanos» tinham sido rodados na Europa, ela que nos sete anos anteriores trabalhara apenas em televisão, e num filme inglês e noutro sueco. A obra que mereceu este regresso a Hollywood foi o filme “Flor de Cacto”, um filme baseado na peça homônima da Broadway que estava a fazer um enorme sucesso (mais de mil representações desde que estreou em 1965, com Lauren Bacall, Barry Nelson e Brenda Vaccaro como protagonistas), a qual era, por sua vez, a adaptação da peça francesa “Fleur de cactus” de Pierre Barillet e Jean-Pierre Grédy. Realizado por Gene Saks, o filme contava com argumento de I. A. L. Diamond, conhecido pelas bem-sucedidas parcerias com Billy Wilder.

Com um argumento de I. A. L. Diamond, o estilo de comédia ligeira, sem pudores, e de réplicas rápidas e mordazes, e a presença de Walter Matthau, “Flor de Cacto” é quase que um filme perdido de Billy Wilder, cuja inspiração parece estar bem presente. É nele que se pensa à medida que a história avança, tanto pelo tipo de comédia de enganos e identidades falsas, como pelo estilo de diálogos e formas de representar. Neste capítulo, destaca-se Goldie Hawn, então no seu primeiro papel a sério no cinema, e cujo jeito descontraído, meio louco, meio sério, lembra a inocência divertida da Shirley MacLaine dos filmes do mesmo Wilder.

E há que não esquecer que esta é a primeira comédia descarada de Ingrid Bergman, e se, décadas antes, outra sueca, ao passar do mudo ao sonoro, mereceu a tagline «Garbo talks!», este filme merecia ser publicitado com «Bergman dances!», pois não só a atriz sueca – aparentemente séria e dramática em metade do filme – se mostra à vontade no humor, como tem a sequência de humor físico mais inesquecível do filme, quando inventa passos de dança hilariantes.

Curioso é o fato de, pela terceira vez quase consecutiva, um filme de Ingrid Bergman ter no centro da trama uma mulher solteira a perder a esperança de vir a casar (ela própria), e um solteirão assim quer permanecer – Cary Grant em “Indiscreet” e Yves Montand em “Goodbye Again” – sendo que, no primeiro caso, o homem também finge ser casado para não ter que explicar porque não quer casar. Mas desta vez, a mentira é pasto para o gerar de confusões onde cada mentira gera mais duas ou três, e o esforço do mentiroso – a personagem de Walter Matthau – conduz a uma complicação de situações. Com Miss Dickinson a descobrir que afinal deve procurar a alegria de viver longe da prisão que é esperar em vão ser notada pelo patrão, e com Toni a compadecer-se da «rival» para, através das mentiras e encenações do amante perceber que não é ele que ela quer, o filme é um gerar de situações cômicas onde não se deve desprezar os contributos do vizinho solícito Igor Sullivan de Rick Lenz, ou do desajeitado machista Harvey Greenfield de Jack Weston.

Como seria de espera em I. A L. Diamond, todas as personagens são espirituosas, têm sempre resposta pronta, e passam pelas situações com uma superioridade que roça o cinismo (ou uma bem disposta loucura), e nenhum momento se perde sem levar à construção de um todo coeso e sempre bem concreto.

Apesar de parecer um filme um pouco fora de época – numa altura em que Hollywood já procurava temas mais atuais e uma forma mais ácida e controversa de enfrentar a atualidade – “Flor de Cacto” é uma verdadeira homenagem aos clássicos da comédia de décadas antes, quando esta era feita de insinuações e provocações veladas, em histórias inocentes e bem intencionadas. O filme foi um enorme sucesso de bilheteira, e garantiu a Goldie Hawn o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: Gene Saks
ROTEIRO: Abe Burrows (stage play), Pierre Barillet, Jean-Pierre Grédy (play “Fleur de cactus”)
GÊNERO: Comédia, Romance
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 44min
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ELENCO PRINCIPAL:
Walter Matthau … Dr. Julian Winston
Ingrid Bergman … Stephanie Dickinson
Goldie Hawn … Toni Simmons
Jack Weston … Harvey Greenfield
Rick Lenz … Igor Sullivan
Vito Scotti … Señor Arturo Sanchez
Irene Hervey … Mrs. Durant
Eve Bruce … Georgia
Irwin Charone … Mr. Shirley – Record Store Manager
Matthew Saks … Miss Dickinson’s Nephew


CASABLANCA (Casablanca, USA, 1942)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 7 de dezembro de 1942

SINOPSE:
Rick é dono de um famoso bar localizado em Casablanca, no Marrocos Francês, durante a Segunda Guerra Mundial. A cidade é rota de fuga para quem deseja evitar os nazistas, onde passes livres são vendidos por um salgado preço no mercado negro. Neste caótico ambiente, Rick encontra Ilsa, com quem tivera um amor interrompido inesperadamente há algum tempo, em Paris. Vencedor do Oscar de Melhor Filme, Diretor e Roteiro.

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SOBRE O FILME: Casablanca é, acima de qualquer outra consideração, um filme de amor. Uma narrativa de romance impossível em meio à guerra repleta de clichês e personagens criados a partir de arquétipos estabelecidos décadas antes. E, mesmo assim, Casablanca é Cinema em sua máxima expressão, um filme que transcende a época em que foi feito, um filme que prende e emociona qualquer espectador, um filme que desvela que o clássico está nos detalhes e em uma conjunção quase aleatória de fatores.
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Afinal, Casablanca foi concebido como um produto não tão especial assim, uma obra baseada em peça teatral que nem havia sido montada (e cujos direitos de adaptação cinematográfica foram comprados pelo valor recordista de 20 mil dólares) e que, apesar de juntar um elenco estelar – Humphrey Bogart, vindo de Relíquia Macabra e Ingrid Bergman, que ganhou fama com a refilmagem americana de Intermezzo, mas que vinha amargando fracassos em solo americano -, não era muito mais do que outra produção anti-Nazista propagandística, fator que também obviamente pesou em sua recepção pelo público da época e que foi amplificada pelo fato de ter usado atores refugiados da Europa tanto em papeis importantes (Peter Lorre, Paul Henreid e Conrad Veidt) como em secundários (Trude Berliner, Ludwig Stössel e Wolfgang Zilzer para citar alguns).
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Quase que completamente filmado em estúdio, com um orçamento pouco acima da média para filmes dessa natureza à época e com fotografia principal executada em oito semanas, Casablanca é um primor em seus detalhes. A ação é quase que integralmente passada no Marrocos, mas pouco vemos do local que não seja o Café Americain de Rick (Bogart) que, com algumas poucas mudanças, poderia facilmente ser um cabaré em Nova York. A mágica é feita por um desenho de produção que ao mesmo tempo é econômico e extremamente inteligente, dando atenção a minúcias aparentemente bobas, mas que emprestam legitimidade ao que vemos nas telas (é quase mítica a insistência de que um papagaio de verdade fosse usado no Blue Parrot).
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Provando que clichês e estereótipos podem funcionar dentro de uma estrutura enxuta e que preza pela simplicidade, com roteiro e atuações inesquecíveis, Casablanca é uma joia da Sétima Arte, um filme que melhora a cada nova conferida. Here’s looking at you, kid.

Ingrid Bergman, Humphrey Bogart, e Paul Henreid em Casablanca (1942)

DIREÇÃO: Michael Curtiz
ROTEIRO: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein, Howard Koch
GÊNERO: Drama, Romance, War
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 42min
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ELENCO PRINCIPAL:
Humphrey Bogart … Rick Blaine
Ingrid Bergman … Ilsa Lund
Paul Henreid … Victor Laszlo
Claude Rains … Capitão Louis Renault
Conrad Veidt … Major Heinrich Strasser
Dooley Wilson … Sam
S.Z. Sakall … Carl
Sydney Greenstreet … Signor Ferrari
Peter Lorre … Ugarte
Madeleine LeBeau … Yvonne
Joy Page … Annina Brandel
Helmut Dantine … Jan Brandel
Marcel Dalio … Emil,crupiê do Rick
Leonid Kinskey … Sascha
Dan Seymour … Abdul
John Qualen … Berger
Ludwig Stössel … Sr. Leuchtag
Ilka Grüning … Sra. Leuchtag
Corinna Mura … Cantora
Curt Bois … Batedor de carteiras
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cine Players, Plano Crítico.


UMA NOITE EM JUNHO (Juninatten, 1940 – Suécia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 3 April 1940 (Sweden)

SINOPSE:
A jovem Kerstin Norbäck (Ingrid Bergman) vive em uma cidade pequena, onde tem um relacionamento com um marinheiro. Até que Kerstin decide deixá-lo, mas ele não aceita e dá um tiro nela. Ela sobrevive mas decide trocar de nome e começar uma nova vida em Estocolmo. Lá ela faz novos amigos e arruma emprego numa farmácia, para, assim, tentar esquecer seu passado.

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SOBRE O FILME:
Realizado pelo cineasta Per Lindberg, a partir de um roteiro escrito por Ragnar Hyltén-Cavallius, “Uma Noite em Junho” é um interessante filme produzido pela Svensk Filmindustri em 1940. Sua trama, baseada num romance de Tora Nordström-Bonnier, conta a história de uma jovem, residente numa pequena cidade da Suécia, após se envolver com um marinheiro. A direção de Lindberg se mostra apenas razoável, pecando principalmente pelo ritmo por ele imposto à narrativa. Aliás, na área técnica, o único item que se destaca é a bela fotografia assinada por Åke Dahlqvist.

DIREÇÃO: Per Lindberg
ROTEIRO: Tora Nordström-Bonnier (novel), Ragnar Hyltén-Cavallius (screenplay)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Sweden
DURAÇÃO: 1h 28min
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ELENCO PRINCIPAL:
Ingrid Bergman … Kerstin Norbäck
Marianne Löfgren … Åsa
Lill-Tollie Zellman … Jane
Marianne Aminoff … Nickan
Olof Widgren … Stefan von Bremen
Gunnar Sjöberg … Nils Asklund
Gabriel Alw … Professor Tillberg
Olof Winnerstrand … Greven
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 75 Anos de Cinema.


A MULHER QUE VENDEU A ALMA (En kvinnas ansikte, 1938 – Suécia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 31 October 1938 (Sweden)

SINOPSE:
Uma mulher amarga, líder de uma gangue de criminosos, subitamente vê uma mudança radical em seus sentimentos.

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SOBRE O FILME:
Em 1938, um ano de ser importada para Hollywood pelo produtor David O. Selznick, Ingrid Bergman, o mais belo rosto que já passou diante de uma câmara de cinema, interpretou uma jovem mulher que teve a face desfigurada por uma horrível, gigantesca queimadura. O roteiro – assinado por Gösta Stevens – baseia-se em uma peça de teatro do belga radicado na França Francis de Croisset (1877-1937) intitulada Il Était Une Fois, que estreou em Paris em 1932. Não consegui saber se o roteiro foi fiel à peça original, se os elementos que considerei extraordinários saíram da cabeça de Francis de Croisset ou de Gösta Stevens – mas isso não importa tanto. Importa é que há coisas na trama que são criações maravilhosas.

DIREÇÃO: Gustaf Molander
ROTEIRO: Francis de Croisset (play), Gösta Stevens (screenplay)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: Sweden
DURAÇÃO: 1h 44min
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ELENCO PRINCIPAL:
Ingrid Bergman … Anna Holm
Tore Svennberg … Magnus Barring
Anders Henrikson … Dr. Wegert
Georg Rydeberg … Torsten Barring
Gunnar Sjöberg … Harald Berg
Hilda Borgström … Emma
Karin Kavli … Sra. Wegert
Sigurd Wallén … Miller
Gösta Cederlund … Conde
Magnus Kesster … Herman
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 50 Anos de Filmes.


INTERMEZZO: UMA HISTÓRIA DE AMOR (Intermezzo, 1936 – Suécia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 16 November 1936 (Sweden)

SINOPSE:
O violonista Holger Brandt volta para sua família após uma turnê mundial. Holger e sua esposa Margit Brandt, passaram muitos anos juntos, mas o tempo desgastou o amor do casal. Enquanto isso, sua filha Ann-Marie Brandt está tomando aulas de piano da jovem Anita Hoffman. Holger, no início, não sente nada pela professora, mas, ao vê-la tocar no aniversário de sua filha, se impressiona com tamanho talento e encanto. Entediado com a rotina do casamento e ansioso em recuperar sua juventude, Holger sente uma forte atração pela professora, coisa que a muito tempo não sentia, e a convida para acompanhá-la na próxima turnê mundial. Anita reluta, pois não quer deixar seus alunos, mas seu coração pede para que o acompanhe. Mas um acidente familiar faz reaparecer um sentimento que aparentemente havia desaparecido, e resurge com mais intensidade do que nunca: o amor por sua esposa.

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SOBRE O FILME:
A versão original de ‘Intermezzo’, estrelado por Ingrid Bergman – que mais tarde recriou o papel em Hollywood ao lado de Leslie Howard – e Gosta Ekman, é uma história envolvente de uma crise de meia-idade, um intermezzo, uma paixão movida pela música. Tão boa quanto a versão com Bergman / Howard, esta versão raramente é vista, mas vale a pena assistir. Ekman – que tem mais do que uma semelhança passageira com o grande ator alemão Conrad Veidt – é o artista sofredor perfeito, em busca de emoção e uma nova definição de amor; enquanto Bergman torna o personagem de Hoffmann verossímil em sua paixão por Brandt sem ver o ridículo.

DIREÇÃO: Gustaf Molander
ROTEIRO: Gustaf Molander, Gösta Stevens
GÊNERO: Drama, Romance
ORIGEM: Sweden
DURAÇÃO: 1h 33min
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ELENCO PRINCIPAL:
Gösta Ekman … Professor Holger Brandt
Inga Tidblad … Margit Brandt
Ingrid Bergman … Anita Hoffman
Erik ‘Bullen’ Berglund … Impresario Charles Möller
Hugo Björne … Thomas Stenborg
Anders Henrikson … Swedish Sailor
Hasse Ekman … Åke Brandt (as Hans Ekman)
Britt Hagman … Ann-Marie Brandt
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow.


O GRANDE PECADO (Valborgsmässoafton, 1935 – Suécia)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 23 October 1935 (Sweden)

SINOPSE:
Lena Bergström trabalha em um escritório e é apaixonada pelo seu chefe, Johan Borg. Ela decide deixar o emprego. A esposa de Borg não tem filhos, e quando ela fica grávida resolve fazer um aborto ilegal. Por uma pequena confusão, o pai de Lena acredita que é Lena que teve um aborto.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
O quinto dos 55 filmes de Ingrid Bergman, Valborgsmässoafton, de 1935, quatro anos antes de ela ser importada por Hollywood, é um drama que fala de amor, da chegada da primavera – a estação do ano e toda a simbologia que ela carrega –, da questão de ter filhos, de querer ou não querer ter filhos, e da importância disso tanto para cada pessoa, cada casal, quanto para a economia de um país. Fala também, e bastante, de aborto. Mas a questão “pecado” só existe na cabeça dos exibidores brasileiros.
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Só existe pecado, no filme, na cabeça dos exibidores deste país ao Sul do Equador. O título original – basta ver no tradutor do Google – é Noite de Walpurgis. Nos Estados Unidos, chamou-se Walpurgis Night; em Portugal, Noite de Primavera, na Espanha, Noche de Primavera. Na noite de Santa Walpurgis, em português de Portugal Santa Valburga, de 30 de abril para 1º de maio, comemora-se em diversos países do Norte e Centro da Europa a chegada da Primavera – o fim do inverno, o começo da estação do amor.
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A rigor, a rigor, é uma história de amor: moça é apaixonada pelo chefe, que é casado, mas mal casado, num casamento que está naufragando – e ele então percebe que está também apaixonado pela secretária, exatamente na Noite de Primavera, a Noite de Santa Walpurgis. E poderiam ter sido felizes para sempre, se este não fosse um filme sueco. Como os filmes suecos sempre foram dados a examinar os muitos problemas do mundo, mesmo décadas e décadas antes do surgimento de Ingmar Bergman, a trama de Valborgsmässoafton é tão complexa e difícil quanto o título original.

DIREÇÃO: Gustaf Edgren
ROTEIRO: Oscar Rydqvist and Gustaf Edgren (a film story by), Oscar Rydqvist (scenario)
GÊNERO: Drama, Romance
ORIGEM: Sweden
DURAÇÃO: 1h 15min
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ELENCO PRINCIPAL:
Lars Hanson … Johan Borg
Karin Kavli … Clary Borg
Victor Sjöström … Frederik Bergström, Editor
Ingrid Bergman … Lena Bergström, Johan’s Secretary
Erik ‘Bullen’ Berglund … Gustav Palm, Editor’s Secretary
Sture Lagerwall … Svensson
Marie-Louise Sorbon … Mrs. Svensson
Georg Rydeberg … Frank Roger
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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, 50 Anos de Filmes.


Fonte de Pesquisa: Revistas Cinemin e Cinelândia.

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