BURT LANCASTER | Um Grande Intérprete Dramático

Ele é um desses atores que foram aprendendo a sua profissão aos poucos, trabalhando com empenho em variados gêneros de filmes, até ser reconhecido como grande intérprete dramático.

Burton Stephen Lancaster nasceu no dia 2 de novembro de 1913, em Nova York, filho de um empregado dos Correios. Na escola mostrou forte inclinação pelo atletismo, e aos 17 anos ingressou num circo, formando dupla com o acrobata Nick Cravat (foto abaixo) que seria no futuro seu companheiro em dois filmes de aventuras memoráveis (O Gavião e a Flecha / Pirata Sangrento).

Os dois, porém, não fizeram sucesso, e em 1941 Lancaster arrumou emprego numa loja em Chicago; após trabalhar em outros lugares, foi convocado para o Exército. Ali participou de shows, dançando e cantando, e resolveu que, uma vez desligado, tornar-se-ia ator profissional. Quando deixou as Forças Armadas, conseguiu pequeno papel numa peça, A Sound of Hunting e também um agente, Harold Hecht, que o apresentou a Hal Wallis, produtor ligado à Paramount.

Sam Levene e Burt Lancaster em “A Sound of Hunting” (1945)

Aprovado no teste para A Filha da Pecadora (Desert Fury, 1947), foi entretanto emprestado a Mark Hellinger, antes de começarem as filmagens. Este o utilizou em Os Assassinos (The Killers, 1946 / Foto abaixo), como o pugilista sueco acossado por pistoleiros de aluguel e, diante da boa atuação de Lancaster, Wallis mandou refazer o roteiro de A Filha da Pecadora, esticando a intervenção de seu personagem.

Depois de mais alguns filmes, Hecht e Lancaster formaram companhia própria, produzindo Amei um Assassino (Kiss the Blood off my Hands, 1948 / Poster abaixo). Pela primeira vez, uma produtora independente era controlada por um ator e um agente, novidade dentro do sistema oligopolístico de Hollywood. Aos dois uniu-se mais tarde James Hill, constituindo-se a Hecht-Hill-Lancaster Productions, que realizou também outros filmes não interpretados por Lancaster, como Marty e Despedida de Solteiro.

Seguiram-se outros filmes na trajetória do ator até que em A Cruz da Minha Vida ( Come Back, Little Sheba, 1952 / Foto abaixo) Lancaster revelou uma capacidade dramática insuspeitada, compondo com muita expressividade e calor humano o personagem do alcoólatra em conflito com a esposa relaxada.

Seu valor como intérprete “sério” arrancou elogios de Tennessee Williams e Elia Kazan, fazendo com que estes pensassem, após vê-lo em Assassinos, em contratá-lo para a encenação de A Streetcar Named Desire, finalmente levada à cena com Marlon Brando.

Seu trabalho se confirmou em A um Passo da Eternidade (From Here to Eternity, 1953), que lhe deu o 1º New York FIlm Critic’s Award; A Embriaguez do Sucesso (Sweet Smell of Success, 1957) e ENTRE DEUS E O PECADO (Elmer Gantry, 1960 / Foto abaixo), com o qual ganhou o Oscar de Melhor Ator e o 2º New York FIlm Critic’s Award.

Perseguindo a carreira, fez, entre alguns filmes corriqueiros, duas obras-primas de capa-e-espada, O Gavião e a Flecha (The Flame and the Arrow, 1950) e O Pirata Sangrento (The Crimson Pirate, 1952); faroestes importantes como O Último Bravo (Apache, 1954), Vera Cruz (Vera Cruz, 1954), Sem Lei e Sem Alma (Gunfight at The O.K. Corral, 1957 / Foto Abaixo) e Os Profissionais (The Professionals, 1966); películas de nível artístico superior como Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, 1961), O Homem de Alcatraz (Birdman of Alcatraz, 1962; Prêmio em Veneza), O Leopardo (Il Gattopardo, 1963), Enigma de uma Vida (The Swimmer, 1968), entre outros.

Atrás das câmaras, Lancaster só funcionou duas vezes, em Homem até o Fim (The Kentuckian, 1955) e O Homem da Meia-Noite (The Midnight Man, 1973 / Foto abaixo), este com a parceria de Roland Kibee. Além destes dois trabalhos, dirigiu as sequencias finais de ação a bordo do navio em O Pirata Sangrento, enquanto Robert Siodmak, em Londres, rodava interiores.

Sua vida íntima é bastante recatada, mas sabia-se que foi um intelectual preocupado com os problemas sociais e políticos, com intensa curiosidade pelo saber e ardoroso fã da música clássica. Nunca perdeu o seu porte atlético e aquele sorriso simpático de acrobata e espadachim rocambolesco, enfim toda a energia e vitalidade que o caracterizaram nas telas.

Casado durante 23 anos com Norma Anderson (Foto acima), teve cinco filhos; divorciou-se em 1969, e veio a falecer no dia 20 de outubro de 1994, na cidade de Century City, Califórnia, EUA.


Separados, Mas Iguais (TV Mini Series)
John W. Davis

  • Separate But Equal: Part Two (1991) … John W. Davis
  • Separate But Equal: Part One (1991) … John W. Davis

Voyage of Terror: The Achille Lauro Affair (TV Movie, 1990)
Leon Klinghoffer


The Phantom of the Opera (TV Mini Series)
Gérard Carrière

  • Episode #1.2 (1990) … Gérard Carrière
  • Episode #1.1 (1990) … Gérard Carrière

I promessi sposi (TV Mini Series)
Cardinal Federigo Borromeo

  • Episode #1.3 (1989) … Cardinal Federigo Borromeo
  • Episode #1.2 (1989) … Cardinal Federigo Borromeo
  • Episode #1.1 (1989) … Cardinal Federigo Borromeo

CAMPO DOS SONHOS (Field of Dreams, 1989 – USA)
(Filme Completo / Legendas em Inglês)
Data de Lançamento: 21 de Abril de 1989

SINOPSE: Se você construir, ele virá com estas palavras, o fazendeiro de Iowa Ray Kisella (Kevin Costner) é inspirado por uma voz que ele não pode ignorar e que o faz perseguir um sonho difícil de acreditar. Apoiado por sua esposa Annie (Amy Madigan), Ray começa a transformação de seu campo de milho em um lugar onde os sonhos acontecem. Durante sua jornada, ele conhece o recluso ativista Terence Mann (James Earl Jones), o misteriosos Doc Graham (Burt Lancaster) e o legendário Shoeless Joe Jackson (Ray Liotta). Uma experiência emocionante que comoveu crítica e publico como nenhum filme em sua geração. CAMPO DOS SONHOS é um iluminado tributo àqueles que ousam sonhar.

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SOBRE O FILME:

É absolutamente impossível ser racional quanto a certos filmes. Às vezes, por mais que gostemos de um determinado filme, somos obrigado a considerar suas eventuais falhas (buracos no roteiro, interpretações exageradas, etc.). Por outro lado, às vezes somos obrigados a considerar certas qualidades de um filme do qual não gostamos (bela fotografia, boa música, etc.). Em Campo dos Sonhos, isso não se aplica. O filme mexeu de tal forma comigo, que o resto não importa mais.

Você deve estar pensando: `Puxa, mas isso é algo extremamente relativo. O filme que ‘mexeu’ com ele não vai, necessariamente, ‘mexer’ comigo.`. Tem razão. É por isso que me vejo na obrigação de dizer desde já: meu senso crítico foi desligado quando comecei a me envolver com a história, portanto minha opinião pode ser totalmente irrelevante para quem lê esta crítica em busca de uma referência.

Não que o filme tenha defeitos: eu, pessoalmente, não consigo pensar em nenhum. E, para os que valorizam a premiação, o filme também não decepciona: foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, entre outros. O que me leva a ser tão cauteloso quanto a este filme é, justamente, o fato de que ele me tocou profundamente. E não só na primeira vez em que o assisti: desde então, já vi Campo dos Sonhos cerca de 10 vezes, e em todas as vezes cheguei ao final do filme chorando convulsivamente. Sim, convulsivamente. Curioso, não?

Nem tanto. Vamos à história, antes de mais nada: Ray Kinsella (Costner) é um homem simples. Casado com uma mulher compreensiva e pai de uma bela filhinha, Ray parece ter uma vida perfeita. Assim, ele compra uma fazenda em Iowa, terra de sua esposa, e inicia uma plantação de milho. Certo dia, porém, enquanto trabalha no milharal, Ray ouve uma voz que lhe diz: `Se você construir, ele virá.`. Logo em seguida, ele tem uma breve visão de um campo de baseball. Para ele, é o que basta: Ray resolve derrubar parte de sua plantação para construir o tal campo. Em sua concepção, quando o campo estiver pronto, o grande `Shoeless Joe`, mito do baseball morto há décadas, irá aparecer para jogar uma partida. Loucura? Pode ser, mas com o apoio da esposa, é o que Ray faz. Afinal, `Joe Sem Sapatos` era o maior ídolo de seu falecido pai, com quem havia brigado anos antes.

E, de fato, o próprio Shoeless Joe (Liotta) aparece. Porém, a Voz ainda tem algo a dizer: `Alivie sua dor.`, diz ela. Sem compreender direito o significado desta frase, Ray vai atrás de um famoso escritor dos anos 60, Terence Mann (Earl Jones). Juntos, os dois homens irão descobrir que há `mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia.`

Mas Campo dos Sonhos não é apenas mais um `filme sobre fantasmas`. É mais do que isso. É a história de um homem que tem a coragem (e o apoio necessário) para correr atrás de um sonho. É a trajetória de um homem em busca de seu passado, de sua redenção, de seu pai.

Kevin Costner nunca esteve tão bem como em Campo dos Sonhos. Seu Ray Kinsella é um sonhador comovente, obstinado. Suas intenções, as mais puras possíveis. Para ele, nada é muito e tudo é pouco. Ele tem um objetivo e é o que basta. James Earl Jones, sempre eficiente, também surge fabuloso como o escritor `aposentado` que se sente responsável pelo efeito que suas palavras causaram no passado. E há, é claro, Burt Lancaster como Archie `Moonlight` Graham. Sua presença no filme é mágica, linda.

A música envolvente de James Horner e a bela fotografia de John Lindley engrandecem ainda mais este espetáculo baseado no livro de W.P. Kinsella. Aliás, não é à toa que a história envolve tanta emoção: repare no sobrenome do autor – obviamente o tema é, para ele, muito querido. E não há nada mais tocante do que um projeto desenvolvido com amor.

O fato de o baseball ser, em parte, um dos pontos-chave da trama em nada interfere com a compreensão do espectador brasileiro. Basta entender que aquele esporte está para o norte-americano como o futebol está para nosso país. E só. Quanto ao ídolo (verídico) Shoeless Joe, também não importa nosso desconhecimento: eu, particularmente, não entendo nada de baseball e jamais ouvira o nome daquele jogador antes de assistir Campo dos Sonhos. A história transcende estes fatos.

Talvez eu tenha me identificado tanto com o personagem de Ray Kinsella graças a uma `peculiaridade` semelhante à trama: meu pai faleceu em 1980, e isto faz toda a diferença do mundo. A importância dos pais no contexto da história é, aliás, confirmada pela própria dedicatória do filme: depois dos créditos finais, surge a frase `… aos nossos pais.`.

Provavelmente esta dedicatória sintetiza a alma de Campo dos Sonhos: é um filme sobre pais e filhos. E, é claro, sobre amor. O fato é que mexe com nossa cabeça. Para se ter uma idéia, o campo de baseball construído para o filme ainda existe no estado de Iowa, e é visitado por centenas de pessoas que buscam, ali, algo que nem mesmo elas compreendem. Esta é a magia do filme. E esta magia é capaz de tocar qualquer um – mesmo aqueles que nunca perderam um ente querido.

Quanto aqueles que, como eu, sentem a falta de alguém que já partiu, fica o consolo de poder chorar e de imaginar como seria bom ter, também, um `campo dos sonhos`. Até isto se concretizar, só posso dizer: `Um beijo, pai. Até algum dia.`

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: Phil Alden Robinson
ROTEIRO: W.P. Kinsella (book “Shoeless Joe”), Phil Alden Robinson (screenplay)
GÊNERO: Drama, Família, Fantasia
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 47min
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ELENCO PRINCIPAL:
Kevin Costner … Ray Kinsella
Amy Madigan … Annie Kinsella
Gaby Hoffmann … Karin Kinsella
Ray Liotta … Shoeless Joe Jackson
Timothy Busfield … Mark
James Earl Jones … Terence Mann
Burt Lancaster … Dr. ‘Moonlight’ Graham
Frank Whaley … Archie Graham
Dwier Brown … John Kinsella
James Andelin … Feed Store Farmer

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Fontes de Pesquisa/Textos: IMDb, Filmow, Cinema em Cena/Pablo Villaça.


LAÇOS DE ESPERANÇA (La bottega dell’orefice, 1988 – USA)
The Jeweller
Data de Lançamento: 19 de dezembro de 1988


O ROCHEDO DE GIBRALTAR (Rocket Gibraltar, 1988 – USA)
Levi Rockwell
Data de Lançamento: 2 de setembro de 1988


IL GIORNO PRIMA (Il Giorno Prima, 1987 – Itália, USA)
Dr. Herbert Monroe
Data de Lançamento: 14 de fevereiro de 1987


Väter und Söhne – Eine deutsche Tragödie (TV Mini Series)
Geheimrat Carl Julius Deutz

  • Der Konzern (1923-1929) (1986) … Geheimrat Carl Julius Deutz
  • Lieb Vaterland… (1911-1916) (1986) … Geheimrat Carl Julius Deutz

OS ÚLTIMOS DURÕES (Tough Guys, 1986 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 9 de setembro de 1986

SINOPSE: Após trinta anos presos, dois ladões de trens não conseguem integrar-se à sociedade quando são soltos e voltam a fazer o que mais sabem, roubar.

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SOBRE O FILME: Os Últimos Durões é um filme que pode ser assistido em diversas camadas. A primeira delas – e mais rasa – é como uma comédia trazendo de volta grandes atores de Hollywood já mais envelhecidos. A segunda – que dá corpo à fita – é como um terno olhar sobre o envelhecimento e uma crítica feroz sobre a sociedade moderna que não tem “espaço” para os idosos. A terceira – e melhor – é como uma obra repleta de metalinguagem. E o ideal é que as variadas camadas sejam apreciadas simultaneamente, gerando um mix mais do que agradável ao final.

Afinal, se olharmos a obra dirigida pelo medíocre Jeff Kanew apenas como uma comédia leve sobre dois amigos idosos que saem da prisão depois de 30 anos encarcerados por roubarem um trem em 1956 e que precisam se ajustar à modernidade, ela perderá muito de seu valor. Não há nada realmente original no trabalho de câmera de Kanew ou mesmo nos diálogos escritos por James Orr e Jim Cruickshank, roteiristas de primeira viagem aqui, que seriam responsáveis por Três Solteirões e um Bebê no ano seguinte. Em termos cômicos, as piadas logo perdem o vigor e passam a se repetir sem que a história seja particularmente engajante em sua superfície.

Mas é impossível separar Os Últimos Durões dos atores que protagonizam o filme e que são a razão de sua existência. Os grandes Burt Lancaster e Kirk Douglas, que já haviam dividido as telas em diversos oportunidades como em Sem Lei e Sem Alma (1957) e Sete Dias e Maio (1964), vivem, respectivamente, os ladrões Harry Doyle e Archie Long. E, como se isso não bastasse, há, ainda, o sensacional Eli Wallach como o assassino “Mr. Magoo” Leon B. Little, que é obcecado em matar os dois senhores que acabaram de sair da prisão. Com isso, a experiência audiovisual já ganha razões suficientes para que ela seja assistida. Ver três gigantes de outrora voltando para a frente das câmeras com esse destaque é algo a ser comemorado e o filme é justamente uma homenagem respeitosa a eles, algo que de certa forma é encapsulado na frente das câmeras por Richie Evans, o oficial de condicional vivido por Dana Carvey que é muito mais um fã, uma tiete de Doyle e Long do que qualquer outra coisa, refletindo o que o espectador é – ou deveria ser – em relação a Lancaster e Douglas (e Wallach também, claro!).

Quando o roteiro começa a usar o clássico tema do “estranho em terra estranha” para deixar às claras o quanto os dois amigos estão deslocados no mundo que precisam encarar, um certo ar de melancolia se abate sobre o filme. E isso não é uma característica negativa, muito ao contrário. Mesmo com o roteiro tentando ainda manter a leveza de sua pegada, ver Doyle ser obrigado a morar em um lar para idosos por ter mais de 70 anos e Long ser abusado em sub-empregos que claramente não condizem com sua idade garante a reflexão por parte do espectador sobre o papel do idoso na sociedade. Seria até possível comentar também sobre o (inexistente)papel do ex-condenado na sociedade como um todo, mas creio que a linha que perpassa todo o filme está muito mais para lidar com a terceira idade do que com o sistema penal. Doyle e Long não “prestam” mais para a sociedade “jovem” de memória curta que não olha para o passado e simplesmente não pode acreditar que um dia envelhecerá. A juventude arrogante e desrespeitosa que cerca os protagonistas reflete muito fortemente o mundo em que vivemos e sufoca os personagens, retirando-lhes qualquer possibilidade verdadeira de encontrar algum tipo de redenção ou mesmo, apenas, tranquilidade.

E é a partir dessa realização que começamos a perceber a metalinguagem ocupando todos os sulcos cavados pelo roteiro. Lancaster e Douglas, então com 73 e 70 anos de idade respectivamente, já estavam caminhando para os finais de suas carreiras (Lancaster viria a falecer em 1994) e sua demanda em Hollywood já estava baixa. Afinal, mesmo com o status de super-estrelas que um dia eles tiveram, os estúdios podem ser extremamente cruéis com atores e atrizes (o que podemos  ver em Crepúsculo dos Deuses é a verdade nua a crua) e esquecê-los nas brumas do tempo. A bem da verdade, a dupla protagonista de Os Últimos Durões navegou muito bem por essas águas traiçoeiras e se manteve ativa de forma constante (Douglas, mesmo depois de seu sério derrame em 1996, continuou atuando). Mas fica o comentário sobre a profissão e sobre o envelhecimento em geral presente em cada fotograma da projeção.

Mas a metalinguagem vai além disso. Lancaster e Douglas vivem, aqui, amálgamas dos tipos de personagens que marcaram suas carreiras, quase estereótipos deles mesmos. Lancaster, fazendo seu Doyle, é pacato, respeitoso, educado e gentil, um verdadeiro cavaleiro que age dignamente de acordo com sua idade. Douglas, vivendo Long, é energético, afobado, valentão e acha que ainda tem o vigor da juventude (ainda que sua impressionante forma física, usada eficientemente como elemento cômico, realmente justifique isso). Com isso, o filme é um comentário de 104 minutos sobre a carreira desses monstros de Hollywood, uma salva de palmas estendida por todo esse tempo ao conjunto da obra dos dois (dos três, para ser justo com Eli Wallach).

Mesmo inocente e simplista, Os Últimos Durões é um filme-homenagem divertido e acalentador que trará sorrisos aos rostos dos espectadores de todas as idades. Pode não ser uma obra-prima, mas é um daqueles filmes que deve ser guardado no coração.

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: Jeff Kanew
ROTEIRO: James Orr, Jim Cruickshank
GÊNERO: Comédia, Crime
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 44min
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster … Harry Doyle
Kirk Douglas … Archie Long
Charles Durning … Deke Yablonski
Alexis Smith … Belle
Dana Carvey … Richie Evans
Darlanne Fluegel … Skye
Eli Wallach … Leon B. Little
Monty Ash … Vince
Billy Barty … Philly
Simmy Bow … Schultz


Barnum (1986, TV Movie)
Phineas Taylor ‘P.T.’ Barnum


O Vôo da Águia (TV Mini Series)
Lieutenant Colonel Arthur E. ‘Bull’ Simons- Part II (1986) … Lieutenant Colonel Arthur E. ‘Bull’ Simons- Part I (1986) … Lieutenant Colonel Arthur E. ‘Bull’ Simons


Pequeno Tesouro (Little Treasure, 1985 – USA, México)
Delbert Teschemacher
Data de Lançamento: 1 de maio de 1976


Scandal Sheet (1985, TV Movie)
Harold Fallen


O CASAL OSTERMAN (The Osterman Weekend, 1983 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 4 de novembro de 1983

SINOPSE: Todos os anos, o apresentador de TV John Tanner convida três de seus melhores amigos para um fim-de-semana divertido. Pouco antes da reunião deste ano, a CIA, através de Fassett, convence o jornalista de que seus amigos fazem espionagem para a Rússia. Relutante, acaba por aceitar que sua casa seja monitorada. Entretanto, logo descobre que os planos não são como apresentados. Desta vez, o fim-de-semana terá um clima diferente.

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SOBRE O FILME: Último filme do mago da violência Sam Peckimpah, já em decadência pela bebida (e depois do fraco “Comboio”, com Kris Kristofferson), que teve problemas com o corte final do filme e acabou sendo demitido pelos produtores, que remontaram algumas seqüências.

A fita é baseada no romance de Robert Ludlum (o mesmo autor dos “A Identidade Bourne” e “O Documento Holcroft”) e se passa na paranóia da Guerra Fria, quando o personagem de Rutger Hauer é convencido por um impecável John Hurt a investigar seus amigos (Hopper, Nelson e Sarandon), suspeitos de serem espiões soviéticos.

A narrativa é um pouco truncada, com alguns furos no roteiro, e o filme não envelheceu muito bem, mas a mão firme do diretor ainda é presente (como algumas de suas trucagens características – como o uso genial de câmera lenta) e segura bem a trama, que tem boas cenas de ação. Não é de seus melhores trabalhos mais ainda é competente. 

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: Sam Peckinpah
ROTEIRO: Robert Ludlum (novel), Ian Masters (adaptation), Alan Sharp (screenplay)
GÊNERO: Ação, Drama, Thriller
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 43min
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ELENCO PRINCIPAL:
Rutger Hauer … John Tanner
John Hurt … Lawrence Fassett
Craig T. Nelson … Bernard Osterman
Dennis Hopper … Richard Tremayne
Chris Sarandon … Joseph Cardone
Burt Lancaster … Maxwell Danforth
Meg Foster … Ali Tanner
Helen Shaver … Virginia Tremayne
Cassie Yates … Betty Cardone
Sandy McPeak … Walter Stennings
Christopher Starr … Steve Tanner


MOMENTO INESQUECÍVEL (Local Hero, 1983 – UK)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 17 de março de 1976

SINOPSE: Felix Happer (Burt Lancaster), magnata do petróleo, planeja construir uma refinaria numa pequena cidade escocesa. Ele manda Mac (Peter Riegert), seu funcionário, negociar com os moradores locais. As coisas vão bem até que um senhor, residente de uma área estratégica, se recusa a vender sua propriedade.

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SOBRE O FILME: O nome do diretor escocês Bill Forsyth pode soar desconhecido mesmo para profundos apreciadores do cinema. Seus filmes tratam de temas um tanto quanto inusitados, como a paixão de um adolescente pela garota que rouba sua posição no time de futebol da escola (Gregory’s girl, de 1981) ou o envolvimento de um locuror de rádio numa guerra de vendedores de sorvete (Conforto e prazer, de 1984, que vem sendo exibido no Telecine Happy). Mesmo assim, quase todos os seus filmes foram lançados em vídeo no Brasil, sem muita divulgação, ficando na maior parte das vezes esquecidos nas prateleiras das locadoras. Forsyth, nunca foi tão bem sucedido, comercial ou artisticamente quanto na comédia Momento inesquecível, que foi seu único título a ser (mal) lançado nos cinemas brasileiros, um tanto quanto capitaneado pelo sucesso da trilha musical, composta por Mark Knopfler no auge do sucesso de seu grupo Dire Straits, num raríssimo caso onde o tema musical é bem mais conhecido que o próprio filme.

Em Momento inesquecível, MacIntyre (Peter Riegert, um bom ator bastante subestimado, num raríssimo papel principal) é o executivo de uma multinacional texana do petróleo, enviado para mediar a compra de todo o território de uma aldeia praiana localizada no norte da Escócia, onde sua empresa pretende construir um gigantesco polo petroquímico. Curiosamente, MacIntyre, um profissional de escritório, é escolhido devido ao seu sobrenome escocês, mas este nada tem a ver com sua ascendência. Parte para a Escócia e chega à aldeia chamada Fearness em companhia de Danny (Peter Capaldi) um atrapalhado assistente. Vai para o único hotel local, de propriedade de Gordon (Denis Lawson) e Stella (Jennifer Black), um casal altamente erotizado, e espera o início das negociações. Num lugar onde a maioria dos habitantes exerce mais de um ofício, MacIntyre descobre que Gordon é também o contador que representa os interesses dos moradores.

Em poucos dias de permanência, MacIntyre fica seduzido pela beleza do local, onde chuva de meteoros ou aurora boreal são ocorrências corriqueiras, e parece ficar com peso na consciência pela futura destruição da área, mas não sabe que toda a população local conhece seus objetivos e trama pelas suas costas, querendo realizar o melhor negócio possível, visando uma boa quantia, que os deixaria com uma vida confortável, bem distante daquela determinada pela estagnada economia de Fearness. Esta situação fica caracterizada na engraçada sequência da reunião na igreja, onde os moradores se escondem do executivo, enquanto este conversa com o padre local, um africano que parece tão deslocado como um jogador negro na seleção alemã. Apesar de tudo, MacIntyre desenvolve uma amizade com todos, principalmente Gordon, e aos poucos se livra de seus ternos, adquirindo aos poucos os hábitos locais, de maneira semelhante a Sherlock Holmes em O xangô de Baker Street. O acerto financeiro vai se encaminhando até que se descobre que boa parte da praia é propriedade do velho Ben (Fulton Mackay), que mora em um barracão à beira-mar.

Um personagem de fundamental importância em Momento inesquecível é Happer, o entediado milionário, presidente da corporação petrolífera, vivido pelo grande Burt Lancaster, naquele que talvez tenha sido seu último trabalho de relevância. Happer é responsável por alguns dos momentos mais gozados, como a reunião na qual os executivos discutem sussurrando para não acordar o patrão, ou seus embates com um psicoterapeuta nada ortodoxo. Será tembém determinante para a conclusão da trama.

Bill Forsyth, que é também o autor do roteiro, acerta totalmente o tom, numa comédia que não leva o espectador a gargalhadas, mas a um sorriso constante. Sua direção é agil, e manifesta completo domínio sobre diálogos e situações inusitadas. Algumas sequências são realmente inesquecíveis, como as do baile, do jantar onde é servido um prato um tanto indigesto, ou as ligações de MacIntyre na cabine telefônica, além daquelas já citadas. O filme foge completamente de armadilhas nas quais poderia facilmente cair. Apesar de uma galeria de personagens bizarros, como o marinheiro russo, o velho que a cada dia pinta um nome diferente em seu barco, o outro velho que imita Cary Grant, Humphrey Bogart e James Stewart sem alterar a expressão facial, ou a única punk local, não se caracteriza um desfile de esquisitices. A questão ecológica, a crítica aos executivos e às multinacionais aparecem de maneira fluente e sutil, sem qualquer sombra de discurso ou pieguice. Até mesmo uma pitada de realismo fantástico, com a personagem da oceanógrafa Marina (Jenny Seagrove, belíssima), não soa forçada. E a tão propagada trilha musical, repleta de referências a temas da Escócia natal de Knopfler, é realmente muito bacana e integrada à narrativa.

O final de Momento inesquecível, com o plano do telefone público de Fearness tocando acompanhado pelo tema Going home, nos remete a uma agradável sensação nostálgica. Não sabemos se MacIntyre regressará ao local, mas nós, pelo menos, ao bater uma saudade deste pequeno grande filme, poderemos assisti-lo mais uma vez.

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: Bill Forsyth
ROTEIRO: Bill Forsyth
GÊNERO: Comédia, Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 51min
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster … Felix Happer
Peter Riegert … Mac
Fulton Mackay … Ben
Denis Lawson … Urquhart
Norman Chancer … Moritz
Peter Capaldi … Oldsen
Rikki Fulton … Geddes
Alex Norton … Watt
Jenny Seagrove … Marina
Jennifer Black … Stella


OESTE SELVAGEM (Buffalo Bill and the Indians, or Sitting Bull’s History Lesson, 1976 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 24 de junho de 1976

SINOPSE: O mitológico Buffalo Bill monta um show com ares circenses em que circulam os típicos personagens do Velho Oeste. Porém, em meio à farsa, está um autêntico personagem daquele ambiente, o chefe Touro Sentado. O confronto entre os dois é também um embate entre a história real do Oeste e a criação de histórias falsas e escapistas.

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SOBRE O FILME: Uma das frases mais marcantes de toda a história dos westerns está em O homem que matou o facínora de John Ford :”Quando a lenda supera a realidade, imprime-se a lenda”. A mitologia dos desbravadores das fronteiras durante a ocupação do território americano correu mundo através do cinema, mas antes disso foi popularizada no imaginário dos EUA, sob a forma de histórias contadas por escritores, jornalistas ou mesmo espertalhões (lembrem-se do personagem interpretado por Saul Rubineck em Os imperdoáveis). Uma das figuras emblemáticas desta mitologia é William F. Cody, conhecido sob a alcunha de Buffalo Bill, notório caçador e matador de índios, que serviu de personagem a diversos filmes. A real dimensão de seus feitos é incerta, mas no filme em questão, a segunda incursão de Robert Altman pelo universo do velho oeste (a primeira foi McCabe & Mrs. Miller, de 1971), Bill (Paul Newman) não passa de uma farsa, divulgada por um “criador de lendas” (Burt Lancaster) e que ainda em vida explorou sua própria popularidade. É óbvio que não poderíamos esperar de Altman, um artista com uma visão extremamente crítica e iconoclasta, um retrato puramente heróico do personagem

O filme se passa em 1885, quando se aproxima a virada para o século XX e já começa a não mais existir espaço para o caubói desbravador e a lei da pistola que fala mais forte, o que foi também o tema de outro excelente trabalho lançado no mesmo ano, O último pistoleiro de Don Siegel. Mas já se organizava a sociedade americana de consumo, e as histórias do oeste configuravam um produto já bastante divulgado e consumido. Então vemos Buffalo Bill como o principal nome de um espetáculo circense que, antecipando o que o cinema viria a fazer anos depois, encena e glorifica os feitos de vaqueiros e colonos, triunfando sobre o território inóspito e os índios belicosos, utilizando-se inclusive de figuras reais, como a atiradora Annie Oakley (Geraldine Chaplin). A ação se concentra no momento em que o circo recebe sua mais nova atração: o chefe Touro Sentado, responsável pelo massacre sofrido pelas tropas do general Custer.

Sua figura pouco parece contribuir para o desenvolvimento do espetáculo: o cacique é velho, baixinho, não fala inglês e sua primeira apresentação é marcada por vaias. Mas, ao mesmo tempo, sua perspicácia e sabedoria desconcertam Bill e toda a sua trupe. Claro que os brancos tentam explorar os índios à sua maneira, mas Touro Sentado, sempre acompanhado por um intérprete mestiço (Will Sampson), demonstra uma dignidade sem igual entre Bill e equipe, tendo se juntado ao show apenas por causa de um sonho onde vislumbrara a oportunidade de levar os anseios de seu povo ao presidente americano. Buffalo Bill e seus empresários (Kevin McCarthy e Joel Grey) praticamente perdem o controle sobre quase tudo em seu circo, que também antecipa o que viriam a ser os parques temáticos.

Altman imprime um clima de ironia que é plenamente captado pelo elenco. O Buffalo Bill de Newman é orgulhoso, autoritário, mas igualmente incompetente e impotente. Oeste selvagem não é somente um retrato sarcástico do velho oeste e seus personagens, mas ,como em quase toda a obra de seu diretor, da sociedade dos EUA como um todo. Composta por um bando de trouxas que adora ser enganado e acredita nas baboseiras que lhes são impostas, consome o que lhes é empurrado e que adora manifestações presepeiras, cheias de fanfarras e bandeirinhas, como já ficara caracterizado no filme anterior (Nashville, 1975). E que também não consegue engolir quando esta realidade é contestada. Daí o fracasso de público e crítica do filme quando de seu lançamento, justamente no ano do bicentenário da independência americana, prato cheio para patriotadas.

Seria oportuno um relançamento em VHS e DVD deste interessante mas pouco conhecido trabalho de Robert Altman, uma vez que as cópias disponíveis em vídeo foram editadas pela extinta Tec Home Video ainda na década de 80. Além disso, o filme não é apresentado na íntegra, pois apesar da embalagem anunciar 120 minutos de duração (guias de filme citam 125 minutos), temos uma metragem de apenas 1 hora e 40.

DIREÇÃO: Robert Altman
ROTEIRO: Arthur Kopit (suggested by the play “Indians” by), Alan Rudolph (screen story), Robert Altman (screen story) 
GÊNERO: Western, Biografia
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 3min
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ELENCO PRINCIPAL:

Paul Newman … The Star (William ‘Buffalo Bill’ Cody)
Joel Grey … The Producer (Nate Salisbury)
Kevin McCarthy … The Publicist (Maj. John Burke)
Harvey Keitel … The Relative (Ed Goodman)
Allan F. Nicholls … The Journalist (Prentiss Ingraham)
Geraldine Chaplin … The Sure Shot (Annie Oakley)
John Considine … The Sure Shot’s Manager (Frank Butler)
Robert DoQui … The Wrangler (Oswald Dart)
Mike Kaplan … The Treasurer (Jules Keen)
Bert Remsen … The Bartender (Crutch)
Pat McCormick … The President of the United States (Grover Cleveland)
Shelley Duvall … The First Lady (Mrs. Grover Cleveland)
Burt Lancaster … The Legend Maker (Ned Buntline)


A VINGANÇA DE ULZANA (Ulzana’s Raid, 1972 – USA)
(Filme Completo / Legendas em Inglês)
Data de Lançamento: 27 October 1972 (USA)

SINOPSE: Uma notícia chega à cavalaria americana de que o líder apache Ulzana deixou sua reverva acompanhado de um grupo de índios. A um jovem oficial, Tenente DeBuin, é designada uma pequena companhia com a missão de encontrar Ulzana e trazê-lo de volta; acompanhando a tropa está McIntosh, um experiente batedor, e Ke-Ni-Tay, um guia apache. Ulzana massacra, estupra e saqueia através dos campos; e conforme DeBuin encontra os vestígios de sua passagem por meio de suas vítimas, ele é forçado a aprender com McIntosh e enfrentar sua própria ingenuidade e seus preconceitos intrínsecos.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: Produção de primeira com uma história empolgante apesar do claro preconceito contra os indígenas. A jornada dos soldados pelo deserto é longa e árdua, conseguindo transmitir todo o cansaço e desânimo dos soldados com as atrocidades que eles presenciam, esse é o tipo de filme em que ninguém é poupado. Mais um grande faroeste estrelado por Burt Lancaster, ele esteve em outros sucessos do gênero como Apache, Vera Cruz, Homem Até o Fim, Sem Lei Sem Alma e Valdez, entre outros, sem dúvida um grande ator. Lancaster é um condutor experiente de semblante sério e poucas palavras que se alia ao jovem tenente Davison e sua cavalaria em uma perseguição difícil e desanimadora a Ulzana, o chefe Apache. Grande western com doses consideráveis de ação e violência acima da média.

DIREÇÃO: Robert Aldrich
ROTEIRO: Alan Sharp
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 43min
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster … McIntosh
Bruce Davison … Tenente Garnett DeBuin
Jorge Luke … Ke-Ni-Tay
Richard Jaeckel … Sargento
Joaquín Martínez … Ulzana
Lloyd Bochner … Capitão Charles Gates
Douglass Watson … Major Cartwright
Karl Swenson … Willy Rukeyser
Gladys Holland … Sra. Rukeyser
Dran Hamilton … Sra. Riordan


OS PROFISSIONAIS (The Professionals, 1966 – USA)
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 02 de Novembro de 1966

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SINOPSE:
Em 1917 um rico rancheiro, J.W. Grant (Ralph Bellamy), contrata três mercenários, Henry “Rico” Farden (Lee Marvin), Hans Ehrengard (Robert Ryan) e Jacob Sharp (Woody Strode), para resgatar sua esposa Maria (Claudia Cardinale), que foi ao México e acabou sendo pega por Jesus Raza (Jack Palance) e seu bando. Para esta missão o líder do trio, Rico, decide que seriam um grupo melhor se Grant concordasse em contratar um quarto homem, que fosse especialista em explosivos. Grant rapidamente concorda e logo Bill Dolworth (Burt Lancaster) se junta a eles. Os quatro então partem para o México na esperança de cumprir o contrato, o que fará com que cada um ganhe US$ 10 mil. No entanto algo não faz sentido, pois conhecem Raza e não imaginam ele sequestrando um mulher para receber um resgate de US$ 100 mil em ouro.

ASSISTAM O FILME COMPLETO CLICANDO ABAIXO:

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
Em sua carreira de 24 títulos, Richard Brooks realizou três westerns – A Última Caçada, em 1956; Os Profissionais, dez anos mais tarde; e O Risco de Uma Decisão, em 1975. Um filme sobre a caçada aos búfalos que desapareciam das planícies norte-americanas; outro sobre quatro profissionais contratados para resgatar a mulher de um homem muito rico, que foi sequestrada por um revolucionário mexicano; e o terceiro sobre os participantes de uma corrida de cavalos no Wild West. Todos são especiais, mas o do meio talvez seja a obra-prima do diretor.
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O mundo estava mudando e Brooks, no seu western superlativo, fez da mudança o próprio conceito. Mudança = movimento. A mobilidade do filme é extraordinária na belíssima fotografia de Conrad Hall, que põe na tela a fornalha do deserto, a poeira e o vento, por meio de cavalgadas filmadas com travellings, panorâmicas, lente zoom e, least but not last, fusões. É toda uma aula de técnica, mas a serviço da história. A trilha com sons latinos contribui para o clima. No começo de março, uma nova versão de Os Profissionais foi apresentada no Festival do Filme Restaurado, na Cinemateca Francesa, em Paris, com direito a apresentação de um crítico jovem, prestigiado, e entusiasmado – Nicolas Métayer. O próprio Brooks, que morreu em 1992, aos 79 anos, teria se comovido com seu fervor. O público de cinéfilos aplaudiu de pé, no fim da sessão. Uma boa oportunidade para relançar esse clássico um tanto esquecido.

Burt Lancaster, Lee Marvin, Robert Ryan, e Woody Strode emThe Professionals (1966).

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DIREÇÃO: Richard Brooks
ROTEIRO: Richard Brooks
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 57min
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster … Dolworth
Lee Marvin … Fardan
Robert Ryan … Ehrengard
Woody Strode … Jake
Jack Palance … Jesus Raza
Claudia Cardinale … Maria
Ralph Bellamy … Grant
Joe De Santis … Ortega
Rafael Bertrand … Fierro
Jorge Martínez de Hoyos … Padillia
Marie Gomez … Chiquita


MINHA ESPERANÇA É VOCÊ (A Child Is Waiting, 1963 – USA)
(Filme Completo / Legendas em Português)
Data de Lançamento: 11 de Janeiro de 1963 (USA)

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SINOPSE:
Em uma escola para crianças excepcionais, uma professora novata e inexperiente (Judy Garland) entra em conflito com o diretor da instituição (Burt Lancaster), por causa de seu modo de educar um menino autista recém-abandonado pela família. Comovente denúncia do preconceito de grande parte da sociedade para com os portadores de deficiência mental, Minha Esperança É Você é um drama que continua bastante atual.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME:
Mesmo depois de tanto tempo, este filme dirigido por John Cassavetes permanece corajoso, forte, fascinante, impressionante. As interpretações são magníficas, e há uma série de seqüências antológicas, assustadoras e belas. Até hoje, não é muito comum se falar no cinema sobre pessoas com deficiência mental, ou com necessidades especiais, a nomenclatura mais politicamente correta nos tempos do politicamente correto. Em 1963, então, era sem dúvida um ato de grande coragem fazer um filme sobre esse tema. O nome do produtor explica a coragem: Stanley Kramer era um sujeito que não tinha medo de polêmicas, de abordar temas difíceis.

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DIREÇÃO: John Cassavetes
ROTEIRO: Abby Mann (screenplay & story)
GÊNERO: Drama
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 1h 42min
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster … Dr. Matthew Clark
Judy Garland … Jean Hansen
Gena Rowlands … Sophie Widdicombe
Steven Hill … Ted Widdicombe
Paul Stewart … Goodman
Gloria McGehee … Mattie
Lawrence Tierney … Douglas Benham
Bruce Ritchey … Reuben Widdicombe
John Marley … Holland
Bill Mumy … Boy Counting Jean’s Pearls
Elizabeth Wilson … Srta. Fogarty
Juanita Moore … Mãe de Julius
Mario Gallo … Dr. Ernie Lombardi


JULGAMENTO EM NUREMBEG (Judgment at Nuremberg, 1961 – USA)
(Filme Completo / Legendado em Português)
Data de Lançamento: 14 de dezembro de 1961

SINOPE: Após a 2ª Guerra Mundial um juiz americano é convocado para chefiar o julgamento de quatro juristas alemães responsáveis pela legalização dos crimes cometidos pelos nazistas durante a guerra.
À medida que surgem provas de esterilização e assassinatos de judeus, a pressão política vai-se tornando cada vez maior, pois a Guerra Fria está chegando e ninguém quer mais julgamentos como os da Alemanha. Além disso, os governos aliados querem fortemente esquecer o passado, mas a coisa certa a ser feita é a questão que esse Tribunal tentará responder.

Assista o filme no player acima ou CLICANDO AQUI. Use a linha de comando no canto inferior direito para visualizar em tela cheia (fullscreen).

SOBRE O FILME: O longa-metragem Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, de Stanley Kramer, 1961) pode ser considerado um dos melhores dramas históricos sobre julgamentos em tribunais – quiçá o mais satisfatoriamente produzido em prol de tal aspecto. Logo, sendo ambientado em 1948, o filme granjeia com primazia a demonstração das pretensões pessoais de cada personagem apresentada durante o longa em uma correlação direta com o que estava acontecendo na época, ou seja, o desenrolar dos processos contra quatro juízes acusados de cometer crimes de guerra durante o Regime Nazista (Terceiro Reich).

A partir do supracitado, é inegável afirmar que o roteiro de Abby Mann e o elenco de peso são os dois pontos cruciais à conquista da inter-relação tão belamente desenvolvida entre os fatos terríveis que antecederam o julgamento, os efeitos dos mesmos sobre a população alemã e mundial e a reverberação das consequências dos resultados do júri para as nações como um todo. Deste modo, cada cena foi certamente construída para que cada uma das personagens exteriorizassem suas opiniões e, melhor dizendo, seus julgamentos sobre o papel do povo alemão no Holocausto.

De modo geral, quanto ao elenco, deixo aqui minha admiração ao ator austríaco Maximilian Schell, responsável por brilhantemente interpretar o advogado de defesa Has Rolfe. Ademais, a condução magnífica do julgamento foi avultada tanto por ele quanto pelos atores Spencer Tracy (Dan Haywood), o qual entrega um juiz estadunidense magnânimo e perceptivelmente cansado, Tad Lawson (Richard Widmark), o qual dedica-se em transmitir um advogado estadunidense simultaneamente imerso e inexorável nos seus ideais, Rudoph Petersen (Montgomery Clift), responsável por entregar uma testemunha de defesa notavelmente perturbada com os horrores que vivenciou e Burt Lancaster (Dr. Ernst Janning), dando vida a um juiz alemão amargurado e melancólico, além das atrizes Judy Garland (Irene Hoffman), encarregada da segunda testemunha do caso, fazendo isto com destreza ao doar-se à transmissão de uma mulher resiliente e ainda assombrada com o que vivenciou e Marlene Dietrich (Madame Bertholt), incumbida de conceder uma viúva altiva e crédula em uma Alemanha melhor.

Posto isso, não posso negligenciar o modo como o longa guia o espectador, o transformando em um ser inerte aos dois lados da defesa no passo em que o convoca na tomada de escolha, sendo ela apresentada em meio a dicotomia dos tribunais, isto é, considerar culpados ou inocentes aqueles que estão sendo julgados. É desta maneira que a trama nos convence de que a acusação está correta à medida que nos cativa, no entanto, em tomar por verdade as falas da defesa. Por conseguinte, cá está Julgamento em Nuremberg como um atestador das cicatrizes – perdoem o eufemismo – da tragédia do Holocausto, principalmente na cena mais marcante do longa, em que são mostradas cenas reais dos campos de concentração onde mais de seis milhões de judeus foram massacrados.

Por fim, Julgamento em Nuremberg promove o que pode ser colocado como a excelência da representação em tela de cinema da defesa dos Direitos Humanos. Além do mais, as reflexões que germinam em um desenvolvimento de personagens altamente rico, principalmente no que se refere ao posicionamento de câmera que abruptamente aproxima o espectador em uma imagem perfil das personagens, trazem consigo o seguinte questionamento: nós, seres humanos, estamos tentando desesperadamente fingir não saber das mazelas sociais que afloram ao nosso redor, assim como os alemães representados no longa afirmam prontamente não ter conhecimento do que estava acontecendo com os judeus? Ademais, devemos ser julgados por uma tão vaga percepção do sofrimento “alheio”?

DIREÇÃO: Stanley Kramer
ROTEIRO: Abby Mann (based on his original story by)
GÊNERO: Drama/Guerra
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 59min
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ELENCO PRINCIPAL:
Spencer Tracy … Chief Judge Dan Haywood
Burt Lancaster … Dr. Ernst Janning
Richard Widmark … Col. Tad Lawson
Marlene Dietrich … Mrs. Bertholt
Maximilian Schell … Hans Rolfe
Judy Garland … Irene Hoffman
Montgomery Clift … Rudolph Petersen
William Shatner … Capt. Harrison Byers
Werner Klemperer … Emil Hahn
Kenneth MacKenna … Judge Kenneth Norris


SEM LEI E SEM ALMA (Gunfight at the O.K. Corral, 1957 – USA)
(Filme Completo / Legendas em Português)
Data de Lançamento: 30 May 1957 (USA)

SINOPSE:
Earp (Burt Lancaster) é um homem da lei que chega a tombstone para limpar a cidade dos bandidos. Holliday (Kirk Douglas) é um dentista de formação, famoso pela rapidez no gatilho e pelo gosto pelos jogos de carta. Eles se unem para enfrentar Ike Clanton (Lyle Bettger) e seu perverso bando.

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SOBRE O FILME:
A adaptação da real história de Wyatt Earp e “Doc” Holliday trata seus personagens como forças da natureza do Oeste, funcionando para criar a mitologia mas nem tanto para impactar como filme. Sem Lei e Sem Alma, de John Sturges (que três anos depois viria a filmar a clássica adaptação de Os Sete Samurais, intitulada Sete Homens e Um Destino), retrata justamente a história de duas figuras dessa magnitude, o xerife Wyatt Earp e o dentista “Doc” Holliday, que, juntos, protagonizaram o famoso tiroteio no O.K. Corral. Nos papeis protagonistas, os aclamados Burt Lancaster e Kirk Douglas.
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Sturges estabelece uma relação de dualidade interessante entre Wyatt e Holliday. Enquanto o primeiro, xerife de Dodge City, é o simbolo máximo da força policial, que busca a qualquer custo manter a ordem, o segundo apresenta-se como um clássico malandro, interessado somente nas mulheres e nos jogos. A união dos dois, então, surge de maneira espontânea, quase como uma força da natureza, que ocorre pontualmente para protagonizar um importante conflito.
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A intenção de Sem Lei e Sem Alma não é ser uma biografia e muito menos uma análise histórica, mas um faroeste clássico que transforma as diferenças entre dois indivíduos nos compostos perfeitos para, por meio de sua união, criar a força policial definitiva, que protagoniza um dos mais lendários confrontos da história do Velho Oeste americano: o tiroteio no O.K. corral.

DIREÇÃO: John Sturges
ROTEIRO: Leon Uris (screenplay), George Scullin (suggested by an article by)
GÊNERO: Western
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 2h 2min
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster … Wyatt Earp
Kirk Douglas … Doc Holliday
Rhonda Fleming … Laura Denbow
Jo Van Fleet … Kate Fisher
John Ireland … Johnny Ringo
Lyle Bettger … Ike Clanton
Frank Faylen … Xerife Cotton Wilson
Earl Holliman … Charles
Lee Van Cleef … Ed Bailey
Dennis Hopper … Billy Clanton
Whit Bissell … John P. Clum
Ted de Corsia … Shanghai Pierce
Lee Roberts … Finn Clanton
John Hudson … Virgil Earp
Olive Carey … Sra. Clanton
George Mathews … John Chanssey


VALE DA VINGANÇA (Vengeance Valley, 1951 – USA)
( Filme Completo / Legendado em Português )
Data de Lançamento: 6 de fevereiro de 1951

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SINOPSE:
Esta é a história de uma triste realidade entre Lee Strobie (Robert Walker), o filho mal caráter de um fazendeiro, e seu irmão adotivo, o honesto Owen Daybright (Burt Lancaster). Lee enganou sua fiel esposa Jen (Joanne Dru) com uma moça da cidade (Sally Forrest) e teve um filho ilegítimo como resultado. Owen por ajudar a amante do irmão, é perseguido por engano pela família da moça para vingar a honra.

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SOBRE O FILME:
O filme é um bom western com paisagens extraordinárias filmadas em locações em parques naturais do território de Montana e Arizona. O filme é produzido pela Metro Goldwyn Mayer, onde o diretor Richard Thorpe passou 33 anos no mesmo estúdio e se tornou o cineasta com mais tempo de serviço em sua história. Com o tempo, Thorpe tornou-se conhecido como o “one take” do estúdio por causa de sua rápida programação de filmagem. É o primeiro western de Burt Lancaster e, como sempre, ele interpreta um personagem honesto, semelhante ao que interpretou posteriormente em ¨Unforgiven¨ (de John Huston).

Burt Lancaster, Joanne Dru, e Robert Walker em Vengeance Valley (1951).


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DIREÇÃO: Richard Thorpe
GÊNERO: Faroeste
ORIGEM: USA
DURAÇÃO: 83 minutos
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ELENCO PRINCIPAL:
Burt Lancaster: Owen Daybright
Joanne Dru: Jen Strobie
John Ireland: Hub Fasken
Robert Walker: Lee Strobie
Sally Forrest: Lily Fasken


FONTES DE PESQUISA: IMDb, Revista Cinemin/A.C. Gomes de Mattos, Contracampo, Filmow, Cine Players, Revista Moviement, 50 Anos de Filmes

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